Coisas Óbvias

Ou Governo muda modelo do ensino à distância ou põe em causa a Constituição, alertam constitucionalistas

-Constitucionalistas frisam que o princípio da igualdade, no caso no que respeita ao acesso à educação, tem de ser preservado pela modalidade do ensino à distância. Ministério garante que está a adoptar medidas. Só no ensino básico poderão existir cerca de 50 mil alunos sem acesso à Internet em casa.

alerta

Dia 9 – E Onde Ficam A “Equidade” E A “Justiça Social”?

Mesmo a propósito deste artigo que se baseia em estudos e não em voluntarismos a pensar nos ganhos políticos.

(…)

Imaginemos que conseguimos – por manifesta singularidade do génio da lusitana raça – colocar em funcionamento até meados de Abril uma rede de ensino à distância com recurso aos meios de educadores, professores e famílias dos alunos. Alguém acredita que essa solução não agravará a pré-existente desigualdade de oportunidades entre os alunos que a Escola Pública tenta combater todos os dias dos portões para dentro?

Alguém acredita que, mesmo que as operadoras de telecomunicações reduzam os tarifários e alarguem a banda em todo o país e que o ministério consiga parcerias favoráveis para distribuir equipamentos pelos grupos mais desfavorecidos, a situação será vagamente equitativa ou justa do ponto de vista social?

(continua)

diario

Como Não Sou Especialista, Acho Que Se Deveriam Combater As Desigualdades Socio-Económicas Antes de Achar Que O Sucesso Se Consegue Por Milagre Pedagógico À Base de Puffs E Zingarelhos

Até pode funcionar como excepção, mas como regra, as sociedades menos desiguais dispensam uma série de estratégias preventivas, remediativas ou etc.

Desigualdades económicas continuam a limitar sucesso dos alunos

PobrePortugal

A Ler

Só falta vir a réplica irritada dos pachecos e pachequinhos. Porque não querem perceber que uma escola experimental pode ser um sucesso aqui e ali ou mesmo em todo um pequeno país do terceiro-mundo ou numa província amazónica mas, no mundo ocidental actual, apenas acaba por agravar a diferença entre os que podem escapar à rebaldaria e aqueles que lá ficam, por ausência de alternativas ou porque querem ainda creditar muito que a Escola Pública pode ser outra coisa. Basta ver, em matéria de coerência, o que certos governantes fazem com a sua descendência. Ou já escaparam no tempo ou escapam no espaço.

Uma fábrica de desigualdades

Vítimas de teorias e práticas pedagógicas que já eram velhas há 40 anos, porque lhes dão jeito para camuflar o insucesso que realmente existe e continuará a existir por este caminho, há escolas (e cada vez são mais) que vivem um autêntico PREC educativo.

Finger

4ª Feira

Enquanto no Parlamento desfilam “empreendedores”, certamente muito “liberais” e “inovadores” a quem durante anos a fio a Caixa (e não só) emprestou dinheiro a fundo perdido, a polícia vai cobrar dívidas fiscais para a auto-estrada e o Hospital de São João trabalha com uma máquina de radioterapia com 20 anos que já nem é produzida, porque a outra está sempre a avariar e atrasa os tratamento de doentes oncológicos em meses. Parecendo que não a história (em crescendo) dos nossos últimos 30 anos explica tudo isto e muito mais incluindo o Centeno de Harvard Y Eurogrupo com o seu majestoso défice zero. À custa de quem? Do Berardo e sucedâneos, não, que se riem e certamente arranjariam tratamento onde quisesse, fosse qual fosse o custo. Porque são gente de maior qualidade a quem só perguntam como arranjaram o dinheiro dos bancos mas nunca onde o enterraram exactamente.

Shame

(claro que a culpa ainda é em 2019, depois de tanta reversão, da troika e dos professores…)