Matias Alves Em Roda Livre

Derrapou… só me espantava que ainda não tivesse acontecido. Agora são os professores a desestruturar a vida das famílias e a arruinar as aprendizagens.

Quem diz que a idade traz bom senso? Realmente concordo com o autor quando diz que o dito cujo não está “naturalmente distribuído”, embora me queira parecer que seria mais adequado dizer “equitativamente distribuído”.

É neste quadro que surge a tentação de tudo agora reclamar. Parece ser o tempo do “agora ou nunca”, das exigências ilimitadas para repor o “roubo”, reparar a injustiça, repor os direitos confiscados. E se exigir o respeito social e político. E enquanto se esticam todas as cordas, prosseguem as greves “a tempos letivos” para maximizar os danos nos alunos, arruinar a qualidade das suas aprendizagens, desestruturar a vida das famílias e reduzir ao mínimo os prejuízos próprios.

A Assembleia Municipal De Gaia É Aquela Presidida Pelo (Ex-)Pai Albino…

… por isso nada me espanta já em matéria de reclamações de “serviços mínimos” mesmo “requisição civil”. Gentinha rasteira… queira ver se não lhes desse subsídios para serem isto.

O curioso é que hoje tive reunião com os EE da minha DT e um até levava a sua petiza mais pequena, porque a escola fechara, e a animosidade era nula e a compreensão muita.

Passou-se!

Se chegar aos oitavos já será obra, independentemente da qualidade dos jogadores. Mais do que isso, só se ele se enganar nas tácticas.

Mas acredito que o Costa-Mor deseja ardentemente que o povo consuma o seu ópio favorito durante todo o tempo que seja possível.

Fernando Santos: «Podemos ser campeões do Mundo e que é isto que esta equipa pode dar»

Se Tantos (Quase Todos) São Lula…

… porque ganhou ele por apenas 1%?

Se insistirem em esconder as razões da polarização atrás da vitória, daqui a quatro anos terão de volta o que acham ter vencido, mais ou menos utilização abusiva do vocabulário político, que é uma das razões para polarizar ainda mais as coisas. Chamem-lhe mentecapto, ignorante ou estúpido. A parte do “fascista” é mais complicada, porque o verdadeiro fascista depois de ganhar a primeira eleição, não perde mais nenhuma.

Há demasiada gente a dar palmadinhas nas costas de si mesmo e dos amigos (no Público, saiu à rua todo o bicho careta e até os aspirantes) para qualquer análise séria do que se passou e vai passar. Pela manhã, ouvia na TSF dizer a alguém que os pobres iam hoje fazer churrasco e pelo meio até falavam em picanha. Abençoados os pobres que têm um talho sem alarmes na maminha.

Não Sendo Funcionário, Não Pude Comparecer, Até Porque Ainda Não Há Alta Velocidade Sobre Carris Até Ao Douro

Assunto: Convite aos funcionários para a silent party – hoje às 18h

Ex.mas Senhoras e  Ex.mos Senhores, 

Em cumprimento da determinação dada pela Srª Vereadora (…) por solicitação da Srª. Adjunta do Senhor Presidente da Câmara, (…) procede-se à seguinte divulgação: 

“O Sr. Presidente da Câmara convida todos os funcionários a produzirem as hormonas da felicidade, num sunset, gratuito, na PraÇa, hoje às 18h00m, numa celebração conjunta do fim das I Jornadas de Saúde Mental

Obrigada! 
Espero por vocês!>
😀

Quem me enviou isto quis anonimizar o ridículo, mas eu dei com a coisa. Só espero que o Albino não tenha aparecido ou era um eclipse total. A coloração rosada é de minha responsabilidade.

Da Mais Completa Irresponsabilidade

Isto, dito por um PR, que para mais andou a passar informações sobre quem andava a ser investigado, é brutalmente grave.

Aguardam-se os silêncios.

“Não me surpreende. Não há limite de tempo para estas queixas, há queixas que vêm de pessoas de 90 ou 80 anos e que fazem denúncias relativamente ao que sofreram há 60 ou 70 anos. Portanto, significa que estamos perante um universo de pessoas que se relacionam com a igreja católica [na ordem] de milhões de jovens ou muitas centenas de milhares de jovens. Haver 400 casos não me parece que seja particularmente elevado porque noutros países com horizontes mais pequenos houve milhares de casos”, disse o Chefe de Estado.

Abusos Na Igreja

Até parece que quem denuncia as situações – de que se fala há tanto tempo, mas parece que só se apuram verdadeiramente depois de falecidos os abusadores ou quando já não é mesmo possível esconder mais tempo – é que deve pedir desculpa publicamente. Ou dizer que não é nada “pessoal”, como se fosse a contra-gosto que se pede que se investigue. Grande m&rd@, mas então uma coisa destas não é “pessoal”? Então é o quê?

A Abelha Distópica Vive! – 2

Confesso que acredito sem dificuldade que existe quem produza certos documentos com a melhor das intenções, em especial quem não tem mais nada para ocupar o tempo. Acredito que há “dedicação” e “muito trabalho”, mas como escreve o Bill Bryson, no seu livro sobre o corpo, “os cérebros mais trabalhadores são, geralmente, os menos produtivos” (O Corpo – Um guia para ocupantes. Lisboa: Bertrand, 2020, p. 71), confirmando uma velha suspeita minha sobre quem trabalha muito tempo, sem que isso se perceba no que é produzido. Quando leio alguém a garantir que fica na escola 16 horas por dia em tarefas de gestão/supervisão/monitorização/etc, ocorre-me logo aquela citação.

Por isso, fico pouco intimidado por páginas e páginas de parlapeio, eventualmente “vertidas” a partir de formações feitas onde lhes “plasmaram” conceitos com que já deveríamos estar todos familiarizados desde a profissionalização, esquecendo boa parte deles no Verão seguinte, num evidente caso de summer learning loss.

Tudo isto a propósito do documento de que ontem comecei a transcrever alguns nacos. Alguns deles perfeitamente redundantes, enquanto outros parecem feitos à medida de quem tenha apenas uma vintena de alunos em cada dia de aulas. Para não falar dos que pura e simplesmente nem se percebe bem o que querem dizer.

Exemplificando:

Há 35 anos que produzo diariamente montes de feedback aos meus alunos, pois sempre lhes disse, a cada momento, o que estavam a fazer bem ou mal e como deveriam/poderiam corrigir os seus erros, dando-lhes “possibilidade” de o demonstrarem. Nem sempre terei sido “positivo”, porque em variadas situações isso se revelou manifestamente impossível e mesmo prejudicial para o futuro dos alunos. Para além disso, também nunca me ocorreu pedir-lhes que apenas me demonstrassem o que é do seu interesse ou que melhor sabem fazer, porque isso pode não interessar absolutamente nada para as aprendizagens em causa. Porque se formos nivelar a avaliação apenas pelo que interessa aos alunos ou sabem fazer, nem vale a pena estar a perder tempo com qualquer avaliação. Porque se assim for, realmente é bem verdade que toda e qualquer avaliação se torna vazia de sentido.

Já quanto ao princípio da “diversificação”, a utilização de “três instrumentos de avaliação de diferentes tipologias por período”, fica-se sem perceber exactamente do que se trata, pois eu pensava que em cada aulas se deveria avaliar o desempenho dos alunos, ocorrendo-me aqueles casos em que até se tinha de preencher uns quadros diários com bolinhas/sorrisos coloridos conforme o desempenho dos alunos. Não sei se a “diversificação” será a chave para a fiabilidade (ou equidade), porque sempre acreditei que isso dependeria da adequação dos instrumentos de avaliação às aprendizagens a avaliar. Mas deveria estar errado, até porque mais adiante se pode ler neste documento coisas que, em boa parte, eu considero quase incompreensíveis, como atribuir ao professor a produção de “narrativas de práticas” para avaliar os alunos.

As observações registadas pelo/a educador/a constituem o meio privilegiado de recolha de informação. Há, no entanto, muitos outros registos ou documentos, que decorrem da prática pedagógica, e que podem ser utilizados como recurso para registar e compreender o processo educativo e as aprendizagens das crianças. Estes podem subdividir-se em:

Documentos produzidos pelo/a educador/a:

  •  Registos de observação;
  • Registos audiovisuais;
  • Entrevistas a crianças e pais;
  • Narrativas de práticas.

Documentos produzidos com ou pelas crianças:

  • Registos de apoio à organização do grupo;
  • Produções das crianças;