O Verdadeiro Artista…

… é aquele que exalta a necessidade de conhecimentos para fruir as Artes, mas em matéria de Expressões manteve, durante quatro anos de mandato, a redução do peso das expressões artísticas no currículo (nesse aspecto não se distinguindo em nada da “direita” da troika), enquanto multiplicava o espaço exclusivo da Educação Física. A separação no 2º ciclo da Educação Visual e Tecnológica em duas disciplinas sem par pedagógico manteve-se, fragmentando uma abordagem de técnicas que estão fatiadas a 90 minutos semanais. Tal como a Educação Musical. No 3º ciclo, a presença das Artes é residual, pelo que é de uma muito particular falta de decoro que se escreva o que a seguir coloco (p. 33), de forma a que se perceba que não é feita qualquer manipulação do texto pensado e assim escrito.

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Alguém me explique, devagarinho e com factos concretos, porque é que um dos autores desta longa passagem – com a qual concordo na formulação e substância – pouco ou mais exactamente nada fez para que fosse possível concretizar uma efectiva educação artística nas escolas públicas, investindo nessa componente do currículo em vez de transversalidades do tipo “Literacia Financeira” ou mesmo “Educação para o Empreendedorismo”. Que podem ter o seu lugar e sentido, mas não num contexto de completa erosão ou apagamento das Artes no currículo do Ensino Básico. Houve muita preocupação em demonstrar, por vias de provas de aferição no 2º ano, que os alunos não sabiam dar cambalhotas ou fazer determinados movimentos de Expressão Física, mas nenhuma em que eles (ou os de 5º ou 8º) revelassem se compreendiam a diferença entre uma pintura e uma escultura ou se têm alguns hábitos regulares de consumo cultural.

Já sei… é tudo uma questão de aplicação da “autonomia” por parte das “escolas”.

 

Mas Esta Reforma, Esta Última, A Dos Iluminados Reformistas Ainda Exercício Foi A Melhor De Todas (Até À Próxima)!

E o que eu gosto de ver, sempre que há resultados melhores. quantas vezes apenas com base em truque administrativos, actuais e pretérit@s governantes a aparecer, quais caracóis em manhã de sol de Junho, com a cabecinha de fora a reclamar a quota parte insubstituível da(s) sua(s) reforma(s).

Quase 40 reformas em 30 anos. É assim a Educação em Portugal

Hamster

3ª Feira

Perdoai-lhes, senhor@s, porque não sabem o que dizem. Um bom título para uma crónica sobre os gurus da revolução tecnológica que deveriam ver o estado da generalidade das salas de grande parte das escolas não intervencionadas no auge da Parque Escolar. Ou suportar a estreiteza da banda de caracol com que se lida em qualquer manhã se mais de um par de professores optar por ser muito digital.

São-Tome

Em Contra-Mão

É como me sinto a maior parte do tempo, mas muito em especial quando fico bem humorado em tempo de reuniões e percebo que quase ninguém percebe quando, pura e simplesmente, nem estou aí para o dramatismo sazonal. Para mim é a época ideal para dizer completos disparates que à maioria parecem algo dito (ou escrito) a sério. Ao fim destes anos todos já não consigo levar a sério coisas do tipo sinais mais/menos e alíneas e registos de não sei quê e ainda as percentagens à décima.

Parvo

Uma Escala Como Outra Qualquer Que Me Descreveram Um Dia

Dás 5 para distinguir alguém que faz mais do que aqueles a quem deste 4 para os diferenciar dos que tiveram 3 para que não se confundissem com quem teve 2 para que não ficassem desmoralizados por terem 1 como quem não nada fez ou mal apareceu nas aulas. A percentagem dos testes e fichas e coisas assim é um detalhe acessório. Se te perguntarem alguma coisa sobre o método usado diz que fizeste uma abordagem holística dos alunos e os situaste em cinco quadrantes cósmicos assim como quem vem de Cassiopeia e faz uma paragem em Andrómeda para reabastecer.

Mad-Hatter