6ª Feira

Detecto muito movimento e estridência em torno de epifenómenos, não sei se para ocultar os falhanços em grande. A acrescentar à desorientação sobre o que fazer, mas muito interesse em querer parecer que se está a fazer algo. Ou a descolar de algo.

movimento

 

 

5ª Feira

Se tantos “ralatórios” que vejo fazer servissem para alguma coisa, se contivessem alguma interpretação da informação e não mera descrição, se conseguissem evoluir numa visão prospectiva da acção, ainda poderia achar que não são mera formalidade, mera prova de vida de quem repete mecanicamente o mesmo e, apesar disso, não conseguindo ir além das máculas do costume. Muita transpiração about almost nothing.

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4ª Feira

Dois já parecem estar despachados. A Alexandra no Ribatejo e o Tiago no Minho. Falta o João. Até pode ser que seja em Lisboa ou Setúbal, mas a minha crença é que, mesmo eleito, só parará além-Pirenéus.zandinga

2ª Feira

Seria importante que em todos os ciclos, os alunos pudessem ficar com os seus manuais por terem meios para os adquirir sem ser necessária esta equívoca “generosidade” pública. Porque, afinal, na maioria dos países, a devolução não é obrigatória (cf. esta notícia de 2016 quando se começou a falar disto). Aliás, se é para devolver, trata-se de um empréstimo e não de manuais grátis.

Travolta confuso

(quantos milhões de manuais vale um berardo?)

Domingo

Nunca fui grande fã de palavras cruzadas, embora me digam que as pessoas sofisticadas tiravam muito prazer das do NY Times. Por cá parece que no Expresso aparecem umas em que se pede numa definição que se indique quem são os que “ensinam quando não estão em greve”. A maneira óbvia de reagir a isto é a indignação de quem se sente visado mas, se pensarmos bem, isso significa que quem quer que seja a que se referem ainda ensinam muito pois, tirando os camionistas e estivadores, as greves por cá são curtas.

Há colegas que me dizem que os espaços para a definição correspondem a uma palavra específica que há quem ache ser “professores”. Pode ser que sim. Pessoalmente, pelo que conheço a algumas criaturas que por aí andam, acho que tal definição seria um elogio, pois estou habituado a ouvir dizer que os professores nada fazem, em greve ou sem ela. E o Expresso é um couto de muitas dessas criaturas. Pelo que, pensando bem, não será motivo para irritação, mas júbilo. Como as greves de professores têm sido minoritariamente em tempo de aulas, sendo as mais longas nos períodos de avaliação, talvez seja esta a forma, tortuosa é certo, dos colaboradores do nosso semanário de “referência” nos prestar homenagem.

Há que ver as coisas out of the box, como costumam dizer pessoas viajadas, talvez mesmo quem produziu estas palavras cruzadas que deve ser alguém certamente espirituosa e culta. Para a semana quem nos diz que nas verticais não surge que se escreva quem “faz jornalismo quando não anda a fazer fretes noticiosos” a começar com “j”, a acabar em “a” e com dez letras. Ou, começando por “b”, oito letras e rimando com malsão, “quem anda armado em novo ddt e com os dois manospela arreata”?

Ou um sinónimo de “indor”?

kick butt

Sábado

Há um ano estávamos quase a fechar a barraquinha das greves. No dia 10 eu anunciara que tinha feito a última escala, farto de todo um processo no qual os queimados fomos sempre nós. Depois foram os cálculos de quanto cabia a cada pessoa do fundo da greve. Este ano estamos na paz dos senhores que mandam nisto, rodeados de “sucesso”. Eu aprendi alguma coisa. Ou reaprendi que não se confia em quem sabemos ser incorrigível.

Pizza