Literacia Digital

PREPARING FOR LIFE IN A DIGITAL WORLD
IEA International Computer and Information Literacy Study 2018 – International Report

Results of the International Computer and Information Literacy Study (ICILS) 2018 (Infographics)

Não parecemos estar tão mal quanto isso. O nosso maior problema não é a falta de jeito para dar aos dedos. Já aplicar isso ao preenchimento de uma declaração de IRS ou outro tipo de formulários da vida real é outro campeonato.

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6ª Feira

A burocracia digital não deixa de ser burocracia. O suporte só é solução quando quem pensa a coisa o faz bem. Se a mentalidade é burrrocrática, os procedimentos continuam a sê-lo, mesmo que abandonem o papel. Porque o problema é o tempo consumido em inanidades e redundâncias, não se as manuscrevemos ou digitalizamos.

brainstorm

A Necessidade Da Memória Em Tempos Digitais

Regressei ao mundo real e, como seria de esperar, foi duro. Porque há coisas por pagar, outras por levantar, não sei mais o quê por resolver, tudo acrescido do facto do choque térmico de quase 10 graus em poucas horas.

Para começar a resolver algumas coisas ainda hoje, lá fui levantar duas encomendas que estavam em espera (por uma vez não eram nos ctt) e que necessitavam de códigos para ser detectadas, mesmo se uma estava bem visível do balcão onde eu me encontrava. Claro que tudo segue um protocolo e a jovem funcionária (vintes e poucos) deve ter tido formação, mas ai-jesus que não sabia de nada e lá chamou o colega. O colega queria ver a mensagem de confirmação que me tinha sido enviada. Perguntei-lhe se não chegava que eu lhe dissesse o código que lá vinha (7 dígitos, para um tipo arcaico como eu fixam-se em poucos segundos e tinham sido vários os minutos que passaram enquanto observava a funcionária incapaz de lidar com os procedimentos que não soubera memorizar. Claro que saberia clicar nos ícones e até reconhecer palavras, mas ficou evidente que fora incapaz de memorizar a sequência das operações.  Desconfiado, o que a veio auxiliar lá inseriu o código que lhe disse, não sem antes comentar que não lhe parecia normal para uma encomenda online. Azar, estava certo e deu com a coisa. Uns vinte minutos depois de tudo ter começado, lá me deram o que estava à minha vista, num expositor de encomendas com a identificação bem à vista. Ainda bem que pagara previamente ou nem tinha conseguido almoçar em tempo útil e sabeis como isso me incomoda.

No segundo caso, novamente uma jovem funcionária (vintes um pouco mais avançados) capaz de ir buscar o que era necessário onde quer que estava, depois de alguma luta para inserir o meu nome (o raio do apelido é chato para quem só espera por silvas) mas absolutamente incapaz de pelos seus meios produzir a factura do produto para que eu o pudesse pagar. Pedido de ajuda a uma outra colega, mais graduada e despachada, que deixou as coisas mais ou menos alinhavadas até eu perceber que estava a ser facturado o dobro do valor devido por duplicação das quantidades (pelos vistos cada uma terá inserido o produto de forma autónoma). Vai de refazer todo o processo e eu a explicar à minha petiza como a informática ajuda muito (até porque sou utilizador registado, com todos os dados já lá guardados na base) se as pessoas a souberem usar E tiverem capacidade para memorizar os procedimentos correctos a adoptar.

E é no quotidiano que se percebe que a imensa facilidade em descarregar e usar apps no telemóvel ou publicar as férias, festas e felicidades nas redes sociais, podendo corresponder a “competências digitais”, está longe de satisfazer necessidades básicas de um quotidiano laboral que exige, apesar de todas as modernidades, o mínimo dos mínimos de alguma malfadada capacidade de memorização.

Mas eu é que estou velho e não percebo mesmo nada disto.

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Saberá Ele O Que Isso Implica?

O primeiro-ministro “gosta muito da ideia” de generalizar a gratuitidade dos manuais escolares, mas em formato digital – uma proposta apresentada pela Juventude Socialista (JS) para o programa eleitoral.

“Gostei muito da ideia de aproveitar esta excelente reforma que foi feita da gratuitidade dos manuais escolares para a generalização dos manuais digitais”, disse o secretário-geral do PS, em Paredes, onde a JS está reunida.

Idiot

Domingo

Dia de descansar e ler uns textos interessantes deixados em comentário, ontem, e que seriam muito aconselháveis aos “humanistas” que andam deslumbrados com o digital.

Los gurús digitales crían a sus hijos sin pantallas

En Silicon Valley proliferan los colegios sin tabletas ni ordenadores y las niñeras con el móvil prohibido por contrato.

Rebelión contra Zuckerberg en colegios de EE UU

Padres de alumnos piden la retirada de un programa de la fundación del creador de Facebook basado en las pantallas sin casi presencia del profesor.

Já agora, mais uma leitura interessante, embora por cá isto esteja longe de ser prática comum (doações privadas a Universidades), sendo a “agenda” mais condicionada pelo acesso a fundos públicos.

Plutocrat donors are shaping the agenda at our elite universities

Big donations such as Oxford’s Schwarzman gift come with big dangers.

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