E Há O Acampamento

Não será “perigoso”? Não será uma estratégia “radical”? Que nos pode deixar “mal vistos”? Reparem que estou apenas a repetir coisas que se ouvem por aí, acerca de outras formas de “luta”.

Será que o ME vai pedir parecer jurídico sobre isto?

Professores acampados em frente ao Ministério durante três dias: “A educação está a viver debaixo da ponte”

Fenprof quer que reuniões negociais revertam “rota de desvalorização” da profissão

“Queremos que o Governo compreenda que não pode continuar a haver uma profissão desvalorizada como tem havido”, referiu Mário Nogueira no primeiro dia de acampamento de docentes frente ao Ministério.

Amanhã!

Muito por onde escolher.

  • Ficar em casa, por tempo indeterminado, ou mais ou menos (S.TO.P.)?
  • Faltar ao primeiro tempo lectivo, mesmo que ele seja o terceiro (SIPE)?
  • Ir para a frente do ME, com cenho franzido, não abrindo as escolas (Fenprof)?
  • Fingir que nada se passa, à espera de recompensa (FNE)?
  • Ir à minha vida, que amanhã são só 90 minutos lectivos, sendo o resto DT e sala de estudo?
  • Ficar à espera de um comentário do oliveirasemfigueira e cantar-lhe a Oliveirinha da Serra para ele se sentir feliz?

A Curva Impossível

Quando será que os nossos “especialistas”, em cargos de decisão central ou local, conseguirão perder o seu “complexo do Cavaco”, acerca da dúvida e da necessidade de aceitar que as coisas são complicadas (por muito que falem no “pensamento complexo” do Morin, para parecer que sabem mesmo o que é).

Fonte: IFLScience

Dúvida Sobre Aprendizagens Claramente Não Consolidadas

Estando nós no imparável caminho da digitalização e desmaterialização dos materiais escolares, devo insistir com tod@s @s alun@s que ainda não sabem como usar um caderno diário, para que aprendam as regras d’antanho sobre a melhor forma de o usar, tipo, da primeira página para a última, da primeira linha para baixo, sem deixar muitas de permeio (ou paginas/folhas inteiras), escrever do lado esquerdo, perto da margem, para a direita, não rasgar folhas a cada vez que há um engano, etc, etc. Eu sei que são regras anacrónicas, que eu sou claramente um neandertal das pedagogias e metodologias avançadas, mas estou mesmo com essa dúvida: entrámos já mesmo no século XXI e deixamos isto para trás ou ainda recorremos aos suspensórios?

Bicicletas

Aguardo com curiosidade a sua chegada em massa às escolas, esperando que não seja como com os computadores. Acho bem e tal. Até me ofereço para ajudar, apesar de envelhecido. Entretanto, como estamos de procedimentos e verbas relativas ao seguro escolar? Ainda é preciso fazer consultas prévias em casos de acidentes que impliquem tratamentos? Pode ser por ajuste directo? Haverá pessoal não docente em quantidade suficiente para o devido acompanhamento a eventuais tratamentos? Não, não estou a ser negativo. Apenas estou a pensar que ainda bem que já não sou encarregado de educação do Básico.

Por fim, só há mesmo 259 estabelecimentos com 5º e 6º ano?

Bazuquinha

Parece muito dinheiro, mas comparado com o que disseram que vinha por aí, nem por isso. Não percebi se professores e outros funcionários também são “cidadãos”. Caso sejam, o tal suplemento de 125 euros aplica-se a quem esteja até ao 7º escalão (se estamos a falar de rendimentos brutos, pré-esbulho fiscal)? E é one shot, nem sequer chega ao Natal.

Pagamento extraordinário no valor de 125 euros a cada cidadão não pensionista e com rendimento até 2700 euros mensais;

Mais Alguém Deu Com Isto?

De um mail recebido há um par de dias. Confesso não ter meios para confirmar ou infirmar o que é relatado.

Adenda: já me explicaram que está bem, mas vou deixar aqui o post por enquanto.

Trago ao seu conhecimento uma situação caricata, que eu não sei se acontece em todo o país ou só em alguns agrupamentos. Não tenho forma de comparar, porque não conheço colegas de outras regiões/concelhos.

Em algumas escolas de Lisboa tem se verificado a tendência de os alunos anularem a matrícula às línguas estrangeiras no secundário (10/11ºAnos) porque “o exame é mais fácil”. Ora, esta ideia tem provocado uma sangria nas turmas. Isto aconteceu a partir do momento em que os exames da língua estrangeira, que eram PEFs, passaram a ser substituídos por exame nacional, há cerca de 2 anos, salvo melhor memória. Nos anos covid a coisa passou despercebida, mas este ano, foi possível fazer uma análise mais fina às pautas. O caso do Inglês (prova 550) é mais notório, porque tem mais alunos. Já no ano passado isso aconteceu, mas ninguém topou. Até porque sempre foi uma prova com poucos inscritos porque só servia para prova de ingresso a um grupo muito restrito de cursos. Este ano, pelo contrário foi um boom, que já vinha a crescer desde há 2 anos.

Nas línguas estrangeiras a prova tem duas componentes, oral e escrita. A oral vale 160 pontos em 200 (80%) e a escrita 40 em 200 (20%). Ora, se analisar a pauta (retirei um exemplo, abaixo), verifica-se que a nota da escrita, aparentemente, é convertida no peso correto, mas a nota da oral não. Então o que acontece? As somas dão origem a notas inflacionadas e irrealistas, com a agravante de serem arredondadas. Isto faz com que tenhamos alunos que não sabem escrever um parágrafo escorreito com notas de 12, etc.!

Alunos com 128 pontos na escrita que terminam com 17 valores.

Alunos com 73 pontos na escrita que terminam com 10 valores.

Alunos com 147 pontos que terminam com 19 valores. 

E assim por diante…

Ou seja a coluna da oral não está a converter os 40 pontos em 20%.

E agora? Quando já foram emitidas fichas ENES e o concurso começa na semana que vem? E os que usaram esta prova no concurso do ano passado?

Claro que o objetivo da maioria dos alunos que realizam estas provas é melhorar a classificação interna e subir a média. O número dos que se inscrevem nas provas para aprovação às disciplinas é diminuto.

Se o problema acontece nas pautas das línguas de todo o país, apesar de erro, pelo menos os alunos estarão em igualdade de circunstâncias e não serão prejudicados. Todavia, se isto acontece só em alguns agrupamentos por erro de quem formatou a pauta, então temos uma situação grave.

Tem forma de comparar as pautas das línguas estrangeiras de várias escolas do país?

Temo que isto tenha sido topado, mas abafado. A maior parte dos colegas não ligam. Já estão velhos e cansados. Só quem está “com as mãos na massa” (agrupamentos e enes) poderão dar conta, se tiverem o mínimo de atenção e interesse, o que também já não grassa.

Obrigado.

Saudações

PS: Poderei enviar-lhe mais exemplos. Só conheço as pautas de duas escolas em Lisboa e acontece o mesmo. São do mesmo agrupamento.