Alguém Perguntava Há Bocado, Numa “Rede Social”, E Com Razão…

… algo como… se as escolas se queixam de não ter dinheiro para comprar gel desinfestante e máscaras como têm para comprar plataformas e aplicações que não são baratas?

E acrescento eu… e para quê, então, o E360?

Money

(isto faz-me lembrar aquela escola que contratava sempre o mesmo esposo de uma “notável” para assegurar a manutenção dos equipamentos…)

Estive Em Arrumações, Ainda Não Me Informei, Por Isso…

… estou sem saber se:

  • Os manuais continuam a não ser devolvidos ou já arranjaram outra justificação para a devolução?
  • As matrículas sempre são automáticas para a maioria ou o “ataque” terminou e aquilo funciona à velocidade da luz fluorescente?
  • O vírus ainda só se desloca menos de um metro nas salas de aula ou afinal podem ser dezenas, apesar do que afirma o cientista-ministro?

Majestic sunset in the mountains landscape. HDR image

 

Dúvidas “Paralíticas”

Que é feito dos 400 ou mesmo 500 milhões de euros? São alegadamente 125 para meios humanos (e já sabemos como isto funciona, pois a prática nunca corresponde à propaganda) e o resto para meios tecnológicos caso exista nova emergência? Não chega… de modo algum. Nem sequer para a renovação do que já está obsoleto e é equipamento “fixo”.

(calma que a Efacec vai levar muito dinheiro e a TAP nem se fala, mesmo despedindo pessoal aos milhares…)

Quanto ao resumo das medidas, quer-me parecer que a maior das medidas vão tornar o ano profundamente penoso, demonstrando que só há “autonomia e flexibilidade” quando se trata de passar a responsabilidade pela “operacionalização” para os outros.

As novas medidas para o ano letivo de 2020/21, que começa entre 14 e 17 de setembro:

Uma primeira dúvida, resultante da observação directa do que se passou com o regresso dos 11º e 12º anos: o uso da máscara é obrigatório a partir do 2º ciclo em todas as circunstâncias dos portões para dentro? E no espaço circundante? Vão continuar a acontecer os ajuntamentos habituais nas imediações, nas entradas e saídas?

E os intervalos reduzidos ao mínimo será a melhor das ideias? Não acabará por provocar maior concentração de alunos? Não será melhor fazer horários com intervalos desfasados entre anos de escolaridade? Eu sei que é complicado, mas…

Duvida

Há Números?

Sobre escolas onde se têm registado casos de contágio? E sobre quantas pessoas (alunos, pessoal não docente ou docente) entrou em quarentena? E, já agora, o que se sabe quanto aos critérios usados para definir quem fica de quarentena? Já repararam na total ausência de distanciamento social junto a muitos portões e no caminho de ida e volta? Acaso acham que é só nas salas que existe o risco de ter havido transmissão? A sério?

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(ou nada disto interessa agora? porque pode colocar em risco a “confiança”?)

Reuniões Finais Presenciais?

No Secundário que regressou a aulas presenciais tem a sua lógica. No Básico, nem tanto. Não me choca por aí além, mas não acho que tenha especiais vantagens, em especial se há tanta gente entusiasmada com as vídeo-coisas. Pessoalmente, já sabem, havendo, haverá que mobilizar vitualhas, ao nível da iguaria doce (ou salgada, que os queijos também caem bem, se devidamente acompanhados), que justifiquem a deslocação. Só pela companhia, depende.

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Dúvida (Pouco Construtiva)

Se os alunos dos 11º e 12º ano que não voltarem às aulas por “manifesta intenção” dos encarregados de educação deixarão de ter qualquer ensino à distância e ficarão com as classificações apuradas até 17 de Maio, isso significa que já estão de “férias”, quando quem regressa fica até 26 de Junho e ainda corre o risco (se é para levar a avaliação a “sério” como repetiram o actual PM e o SE presencial), que pode ser mais do que meramente teórico, de ver as suas classificações baixar?

Afinal, sempre querem ver se há malta a não voltar…

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Missiva De Um Grupo De Directores Ao SE Costa

As respostas devem chegar em reunião agendada para amanhã, dia 12, embora algumas já tenham sido antecipadas no final da passada semana, pelo menos para a comunicação social.

“A 6 de maio, os diretores de 13 agrupamento/escolas não agrupadas do concelho de Lisboa (Agrupamento de Escolas de Alvalade, Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, Agrupamento de Escolas das Laranjeiras, Agrupamento de Escolas Gil Vicente, Agrupamento de Escolas Manuel da Maia, Agrupamento de Escolas Passos Manuel, Agrupamento de Escolas Rainha D.ª Leonor, Agrupamento de Escolas Vergílio Ferreira, Escola Secundária António Arroio, Escola Secundária de Camões, Escola Secundária Pedro Nunes, Escola Secundária Rainha Dona Amélia) reuniram-se de urgência. Nessa reunião, decidiu-se pedir, mais uma vez, esclarecimentos à tutela sobre alguns pontos do documento que nos pareceram menos claros.”

Exmo. Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação

Doutor João Costa,

No seguimento das orientações relativas ao regresso às aulas em regime presencial (11º e 12º anos de escolaridade e 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário), enviadas às escolas pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, dia 5 de maio de 2020, achamos por bem reunir um grupo de Diretores de Agrupamentos de Escolas/Escolas não Agrupadas do concelho de Lisboa, de forma a cruzarmos as diferentes leituras do referido documento e a expressarmos os problemas mais difíceis de resolver, ou mesmo insolúveis, para que este novo regime de ensino presencial seja efetivamente promotor de uma mais valia pedagógica em relação ao atual E@D. Podendo já avançar o que ficou claro da reunião que mantivemos: só faz sentido retomar o ensino presencial se insofismavelmente os alunos melhorarem a aquisição de aprendizagens essenciais. É para isso que devemos todos trabalhar.

Assim, vimos, da forma mais objetiva possível (e gostaríamos que objetivassem também o mais possível a vossa resposta), expor um conjunto de dúvidas relativamente comuns a todos os signatários desta missiva:

  1. Os alunos do 11.º ano terão de ter também aulas presenciais nas disciplinas com exame nacional apenas no 12.º ano (português e trienal específica)? Se assim for, isso, na maioria das escolas, impossibilita o cumprimento de muitas das regras sanitárias em vigor e condiciona muito a implementação do regime presencial.
  2. Ainda em relação às disciplinas com aulas presenciais no 11.º ano, a filosofia e o inglês incluem-se nesse conjunto?
  3. Em relação aos alunos dos cursos profissionais e recorrente, visto que na origem não são cursos de “prosseguimento de estudos”, participarão nas aulas presenciais todos os alunos dos 2.º e 3.º anos ou apenas os que manifestaram intenção de realizar exames nacionais (recorda-se que o regresso do regime presencial tem que ver com o acesso ao ensino superior)? Relembramos que no plano original não estavam previstas aulas presenciais para estes alunos, justamente porque isso, nalgumas escolas, impossibilita a implementação coerente e consequente do regime de aulas presenciais.
  4. É plausível pensarmos que as Informações-Prova originais dos exames nacionais serão alteradas?
  5. Junto do documento com as orientações, recebemos outro sobre limpeza e desinfeção de superfícies em ambiente escolar no contexto da pandemia COVID-19 que elenca material e procedimentos a ter em conta para o cumprimento das boas práticas sanitárias. A questão essencial para nós agora é saber quando chegará às escolas esse mesmo material, bem como as máscaras de uso individual e a solução antissética de base alcoólica.

Percebemos que as orientações que nos foram dadas respeitam a autonomia e assumem que há constrangimentos de contexto, não poderia ser, aliás, de outra forma. No entanto, as dúvidas que acabámos de expressar constituem preocupações comuns que necessitam de uma resposta também ela comum.

Por outro lado, tem sido evidente, mesmo para a opinião pública mais distante da realidade escolar, que o E@D tem corrido bem, salvaguardando quer a aquisição de competências importantes, quer uma bastante boa equidade entre os alunos das escolas públicas. Acresce a isto que de um momento para o outro os professores terão de se relocalizar parcialmente, agora de forma um pouco ubíqua: aulas à distância e aulas presenciais. Sentimos alguma perplexidade e receio por quase no final do ano letivo muita coisa ser novamente alterada de forma profunda.

Com estima,

Os/As Diretores/as:

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