Pensamentos Da Pandemia – 21

Este novo modelo de ensino à distância poderia ser uma “oportunidade” para combater a falta de alunos em algumas zonas. Bastava passarmos a matricular quem quer que seja que quisesse, estivesse onde estivesse, da Guiné Equatorial (até é um “PALOP”) a Macau. Sempre era melhor do que assistirem a aulas virtuais em paragens de autocarro, no jardim mais próximo… a caminho das compras com a família, etc, etc. Isto sim seria um ensino “global” inovador. Ousaria mesmo considerar que se estaria perante um verdadeiro e legítimo “novo paradigma”.

profpardal

Eu Quero Do Mesmo Que Este Senhor Tomou!

O discurso das “oportunidades” e “desafios” em quem desconhece o quotidiano escolar diário e só frequenta salas de aula do Básico ou mesmo Secundário em modelo VIPtende a deixar-me um bocado farto. O salto lógico é… um professor até pode dar aulas assim a 10.000 alunos e resolvemos tudo com aquela centena de brigadeiros que mandámos para o terreno e merecem ser recompensados.

E acreditem que el@s já andam por aí…

A oportunidade de ouro para criar as escolas do século XXI

A crise da covid-19 criou a oportunidade de ouro para darmos o salto, finalmente, para uma Educação do século XXI. Há recursos humanos disponíveis e talento suficiente no país para iniciarmos este caminho já. Mãos à obra!

Orgasm

Dispensa Do Quê?

Dispensa para Formação
Por Despacho (descarregar aqui) de Sua Excelência a Senhora Secretária de Estado Adjunta da Educação, foi concedida a dispensa para formaçãonos termos do artigo 9.º da Portaria n.º 345/2008, de 30 de abril, para os dias 24 e 25 de outubro, aos professores organizadores e participantes no VI Congresso Internacional da Pró-Inclusão 2019, desde que sejam asseguradas as atividades letivas dos alunos, nas respetivas escolas

Já agora… como me enviarão a medalha? Os CTT Expresso ainda não me entregaram o novo Astérix e devia chegar hoje.

Na Sessão de Abertura do Congresso Internacional da Pro-Inclusão em Santarém vão ser entregues 7 Medalhas de Mérito:

Maria do Céu Roldão
Isabel Amaral
Ariana Cosme
João Carlos Gomes Pedro
João Costa
Domingos Fernandes

Professores Portugueses 

Honra ao Mérito!

carteiros.1_thumb1

Sobre A Escassez De Professores

What Are the Underlying Causes of the Teacher Shortage?

(…)

Many good teachers who have served their schools and districts well for years or decades are being driven out of the profession by unrealistic expectations. Two-thirds of surveyed teachers stated they felt like their work expectations had increased exponentially over the previous five years, and most felt this increase is negatively affecting their physical and mental health.

(…)

There isn’t actually a teacher shortage in the United States. There are plenty of people who are qualified, educated and able to teach. They just aren’t teaching.

Why?

As with most things, it comes down to the money. Teachers aren’t being paid enough. They aren’t getting raises, even ones previously promised by those in power that would offset the cost of inflation. They receive minimal supplies with the expectation to make up any differences by purchasing items out of pocket.

Teachers aren’t walking out across the country because they hate teaching. They’re walking out because they don’t receive adequate pay or the power they need to create the best learning environment. It makes it difficult to create the next generation of thinkers.

Nada disto é específico, muito pelo contrário. É o resultado de uma corrente de “boa governação” que atravessou as sociedades ocidentais, da “direita” malvada” à esquerda com apoio de “radicais”.

10 Reasons Why There’s a K-12 Teacher Shortage

(…)

Teachers Leaving the Profession

1. Stress: In a recent study, over 60 percent of educators and school staff indicated that they felt their work was “always” or “often” stressful. Factors included “stressful workload, the feeling of having to be ‘always on,’ the lack of resources, and the burden of ever-changing expectations.” A sometimes-overlooked contributor to teacher stress is the nationwide substitute teacher shortage. Without reliable substitute teacher coverage, full-time teachers may not be able to take the time off they need for illness, preparation, or professional development.

The teacher shortage is real, large and growing, and worse than we thought

The first report in ‘The Perfect Storm in the Teacher Labor Market’ series.

The real reasons behind the U.S. teacher shortage

lampadinha21

Assimetrias (Ou A Miopia Dos Especialistas Em Gestão Dos Recursos Humanos)

O país envelhece e acentuam-se velhíssimas assimetrias. Perante a falta crescente de alunos no interior temos a atracção macrocéfala da capital do velho Império e arredores. Resultado: ao contrário de outras profissões (como médicos e enfermeiros), em que a dificuldade é consegui-los no interior, no caso dos professores o diabo está em consegui-los em Lisboa e ao redor, onde os que se deslocam de outras regiões e precisam de casa ou quarto enfrentam a bolha especulativa do arrendamento nestas zonas. Claro que tudo isto escapou aos brilhantes estrategas da política de gestão dos recursos humanos em Educação, mais preocupados em poupar para ter com que tapar os verdadeiros buracos. Quem fica mesmo a perder? Alunos sem aulas em várias disciplinas meses a fio, a lembrar os idos de 70 e inícios de 80. Mas, claro, desde que se flexibilize e semestralize nem se nota nada.

E todos somos centeno há 15 anos.

CM2Out19

Correio da Manhã, 2 de Outubro de 2019

Uma Meia Novidade (Que É Como Agora O Pessoal Do ME Quer Fazer Passar A Ideia De Serem Novas As Coisas Velhas)

Nada impedia as inspecções de assistir a aulas quando se deslocava às escolas. Posso mesmo exemplificar com a ida a salas de aula na mais recente avaliação feita no meu agrupamento. Não estiveram lá o tempo todo, mas isso também era capaz de ser chato. O que é mais preocupante neste anúncio não é, portanto, a “observação de aulas por parte de elementos exteriores à escola”, mas sim a seguinte parte:

As equipas de avaliação integrarão dois inspectores da IGEC e dois “peritos externos”, que serão seleccionados por instituições do ensino superior. Na descrição sobre a metodologia a seguir no novo ciclo, que já se encontra disponível na página da IGEC, refere-se que a observação incidirá, “preferencialmente, na interacção pedagógica, nas competências trabalhadas e na inclusão de todos os alunos”.

A definição de “perito externo” não existe, pelo que pode ser qualquer pessoa de fidelidade costista, arianista ou verdasqueira que seja seleccionado num qualquer departamento de educação de uma ese ou universidade às moscas. Pode sempre ser alguém como aquel@s professor@s dos tempos da minha profissionalização, em que num caso tinha menos habilitações do que eu e no outro dava aulas por igual desde malta de Informática e Música a Inglês e História, passando pelo que calhasse. Por vezes fala-se em “reconhecido mérito”, mas eu dava tudo para me aparecer um daqueles cromos que só sabe a sebenta que ensina e nada mais, parecendo uma rtestemunha de jeová a patinar se começarmos a questioná-los a sério sobre as sagradas escrituras.

Nuno Crato falou na IGE dos tempos de Sócrates/MLR como “comissários políticos” enviados às escolas. Nos tempos de Costa&Costa (o Tiago desconta tudo na equação, nem chega a elemento absorvente) termos “comissários pedagógicos” ou “comissários da inclusão” que, a avaliar pelas formações que por aí andam, têm a flexibilidade e abertura de espírito de um muro do trump.

Mas vou repetir… isto já podia ser assim. Agora apenas mudará o facto de ser obrigatório, modelo único para que a palavra de Costa, Cosme & Rodrigues se faça Verbo em todas as Salas de Aula da Nação.

Mocidade-Portuguesa.257Mocidade-Portuguesa.257Mocidade-Portuguesa.257Mocidade-Portuguesa.257Mocidade-Portuguesa.257Mocidade-Portuguesa.257