3ª Feira

Na falta de assuntos importantes, o PR decide sugerir uma revisão constitucional para antecipar as eleições legislativas uns meses porque em Outubro dificultam um Orçamento de Estado a tempo e horas. Como se isso fosse um grande problema, agora que vivemos de cativação em cativação. E se existem planos plurianuais, nem se percebe muito bem o grande problema.

Quanto à abstenção, no fórum da TSF claro que teria de aparecer alguém a sugerir que só se desenvolvem “ferramentas cognitivas” nos futuros cidadãos se a escola fizer esse trabalho e, como seria de esperar, lá sugeriu a ideia de uma disciplina para o efeito. O que iria ser bonito. Eu já não tive aquela de Organização Política e Administrativa da Nação, mas ainda tive Introdução à Política no 9º ano. Não tenho especial memória de ter contribuído muito para a minha cidadania activa. E gostava de ver a coisa regressar e ser dada conforme os venturas ou joacines deste país. Um nacionalizava tudo, a outra descolonizava logo os conteúdos.

Mas… com o Perfil do Aluno para o século XXI e a disciplina de Educação e Cidadania eu pensava que já estávamos bem servidos de “ferramentas” para levarmos os alunos à utopia e mais além.

Surdez

2ª Feira

A lição é a daquela máxima: quem está no poder é que pode perder eleições. Quem tem o Poder só o perde por manifesta inabilidade ou ostensivo abuso. Ontem, até os que pensavam ter algum poder levaram uma lição: o PCP terá percebido que não pode encher a boca com o “povo” ou os “trabalhadores” se levou meses a boicotar greves e lutas de trabalhadores que não pagassem quotas e obedecessem aos “seus” sindicatos. Já o Bloco, manteve o número de deputados, mas perdeu muitas dezenas de milhar de eleitores que acham que levaram um mandato seduzidos pelo “sucesso” de micro-causas que pouco dizem à generalidade dos eleitores.

A “Direita” tradicional perdeu votos porque Rui Rio está longe de ser o que pensa ser e perdeu-se por completo na maioria do tempo e Assunção Cristas não entendeu que o seu CDS tem causas que outros defendem com maior eficácia e mais energia (Iniciativa Liberal). Foram 170.000 votos que, para além de muitos milhares de abstencionistas, fugiram para a Iniciativa, o Chega e o Aliança (quase 3,5% no conjunto, embora Santana talvez tenha finalmente percebido que é um caudilho com escassos seguidores).

Já agora, 9 partidos tiveram menos votos do que as 20.000 assinaturas necessárias para apresentar uma ILC. Não se poderia extingui-los? Pelo menos aos que nem 10.000 votos tiveram? Porque não me parece que a cidadania, assim, ganhe grande coisa.

cabecinha_pensadora

O Panorama Das Sondagens À Boca Das Urnas

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  • Vitória clara do PS, mas sem maioria absoluta.
  • PSD com resultado baixo, embora não catastrófico, até porque o Aliança e o Iniciativa Liberal lhe roubaram, pelo menos, uns 3%.
  • Bloco a garantir um 3º lugar claro.
  • CDU a confirmar que foi o parente pobre da geringonça, sendo o único a perder em relação a 2015.
  • CDS quase pulverizado.
  • PAN a garantir lugar no Parlamento aos pet shop boys and girls, fazendo figas para que o PS precise de uns 4 ou 5 deputados.
  • Vários pequenos partidos (Livre, Iniciativa Liberal, Chega, Aliança) a cativarem franjas do eleitorado e a ter poucas razões para se queixar da pequenez.