Domingo

Fim de semana de Rock in Rio, com o regresso da “normalidade”: “Portugal registou, entre 7 e 13 junho, 114.410 infeções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 256 mortes associadas à covid-19 e uma diminuição dos internamentos em enfermaria e cuidados intensivos, indicou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS)”. Estes números correspondem, curiosamente, a uma descida em relação à semana anterior. Como já escrevi… é apenas mais uma gripe de Verão, devendo dar os parabéns a quem conseguiu apagar por completo a pandemia dos destaques noticiosos. Afinal, são apenas 35-40 mortos por dia desde o início do mês… gente que morreria de qualquer forma, usemos a preposição “de” ou a preposição “com”. Era gente velha e fraca que só distorcia a pirâmide etária, agora que até está a ser difícil haver partos. A peste grisalha haveria de as pagar.

Isso Agora Não Interessa Nada!

Desmancha-prazeres! Afinal, acabámos de reconquistar a “liberdade”!

Já sei, não é motivo para alarme, pois parece que só morrem os mais velhinhos, que morriam de qualquer modo, certo? Pensando bem, no fundo teremos todos de morrer, não?

Covid-19. R(t) sobe para 1,02 em Portugal. Número diário de casos está a aumentar

Mas Não Foi Sempre Assim?

Então porque andaram a vender o “contágio zero”? Ainda em final de 2021, continuavam com essa teoria da treta, com a propaganda bem oleada e ancorada na comunicação social onde as opiniões divergentes iam para alista de espera.

A população escolar tem uma “grande proteção imunitária”, mas Graça Freitas alerta que há ainda uma grande parte que é “suscetível” ao vírus, sendo que as crianças são vetores de transmissão aos vulneráveis.

A máscara pode ser uma barreira, reconhece Graça Freitas, mas “retirar essa barreira é um risco ainda grande com a transmissibilidade neste momento”.

E é evidente que por “população escolar” se entende os alunos, que pessoal docente e não docente é para arder, que nem devem fazer cinzas.

Os Actores Do Costume

Não me levem a mal, mas esqueci-me da última vez em que uns foram a eleições (num dos sites a lista para a última eleição é a do biénio 2014/16) e nem sei se outros têm sequer educandos no ensino não-superior, mas isso agora não interessa nada, certo?

E há quanto tempo não entram numa sala de aula, como professores regulares ou outra coisa, durante mais do que vistas vip?

Pais dizem que “manter esta medida não é muito compreensível face à situação” actual. Dirigentes escolares esperam que levantamento da restrição esteja para breve, uma vez que é um factor “limitador” no processo de aprendizagem.