O Segredo Do Sucesso

Está em não contar com a maioria das respostas erradas. Eu sei que as circunstâncias justificam a metodologia… resta saber se veio para ficar.

Médias dos exames nacionais subiram até três valores

Só Português escapa a um aumento superior ao habitual das notas da 1.ª fase das provas nacionais. Regras especiais implementadas por causa da pandemia justificam os resultados.

As notas da 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário melhoraram em praticamente todas as matérias. As médias sobem até 3,3 valores em disciplinas como Biologia e Geologia, a prova que teve mais inscritos neste ano, ou Geografia A. Também Física e Química (mais 2,2 valores na média) e Matemática A (mais 1,8) têm resultados bastante superiores ao habitual nos anos anteriores. Apenas a Português a média tem uma variação mais próximo do que é habitual, crescendo 0,2 valores.

Birds

A Ler

Concordo, até porque me parece que tão grave quanto a amputação da Filosofia no currículo é a truncagem de grande parte do trajecto intelectual da Humanidade nos conteúdos tidos por “essenciais”, para reduzir a disciplina a uma pretensa (e contraditória) “objectividade”. Uma coisa é ter de adaptar os conteúdos a uma carga horária impensável, outra cortar momentos e figuras fulcrais do desenvolvimento do pensamento filosófico. Parece que interessa apenas o ponto a que se chegou na perspectiva dos “vencedores”, e cada vez menos como aqui chegámos.

O exame de Filosofia como pudim instantâneo

Isto não passa de mais uma triste fraude a acrescentar a muitas outras na área da Educação, algumas até bem mais graves, mas quase todas elas cobertas com o silêncio de uns e a cumplicidade de outros.

Releitura do pensador de Rodin

Cronogramas Para Os Professores Classificadores

Aqui. Resta saber como se vão prevenir os aglomerados do ano passado, mesmo com os itinerários enviados, pois se há coisa que tenho percebido é que, mesmo com carta de condução, o pessoal não distingue muito bem a direita da esquerda e não é apenas na política.

A novidade é que as grelhas para a classificação passam a estar online.

Grelha

A Velha Normalidade

Começaram os exames nacionais do Secundário com o de Português de 12.º ano que, como é habitual e apesar da dr@ Edviges estar afastada, parece ter corrido bem à maioria. Eça em dose dupla e Os Maias marcaram presença e bem, depois de algumas polémicas em outros anos. Interessante a proposta do grupo III.

Prova Versão 1   |    Prova Versão 2  |   Prova Adaptada   |   Critérios de classificação

caligrafia

 

A Oeste (Ou A Este, Norte Ou Sul) Dos Rankings Nada De Novo

Há uns casos episódicos de sucesso em contextos desfavorecidos, mas são a excepção e, se repararem, raramente se repetem mais de um ano ou dois. No topo, os do costume (consultei só o Expresso e o Público). A esse respeito, como alguém que gosta de rankings e do máximo de informação possível, continuo a não perceber porque o ME divulga os dados dos resultados dos alunos dos colégios privados, mas continua incapaz de aceder (ou ceder) os dados do seu contexto familiar e económico (habilitações dos pais, incidência de alunos com A.S.E). A transparência não pode funcionar num único sentido. Pessoalmente, ou divulgamos todos a receita ou não se aparece no top do masterchef.

As restantes discussões (com quase 20 anos) e os “argumentos” sobre a utilidade dos rankings ou sobre o que verdadeiramente avaliam estas seriações já me passam ao lado, porque a cada ano são menos originais e mais chatas.

ardina

Inspecções Deflacionárias?

De acordo com noticiário recente, exactamente 100 escolas (não 102, nem 97) estarão em processo de inspecção para que não inflaccionem as notas de final do ano do Secundário. Não sei bem que diga acerca deste tipo de tentativa de prevenir a gravidez antes do acto em si com base na intimidação (as reuniões ainda estão a semanas de distância). Eu acho que funciona apenas q.b. quando “cada profissional [inspector] passa dois dias em cada estabelecimento de ensino para entrevistar a direcção pedagógica e os professores, analisar documentos e as respostas dos alunos a um questionário online”. O terceiro dia é para fazer o relatório, onde se apontarão os eventuais indícios (ou não) de avaliação excessiva. Mas se ainda não houve reuniões e já estão no terreno, algo aqui me escapa, porque imagino tanta forma de isto ser contornado e nem sequer dou Secundário há 30 anos. E quando fui vigiar exames de 12º ano num então conhecido externato lisboeta, não passei da primeira vigilância, porque já então tinha um feitio “problemático”.

Se acham que isto funciona, por mim tudo bem. Mas acho fraquinho como “regulação”. Porque a falta de decoro e ética profissional dificilmente se controlam assim. Ainda para mais porque isto parece ser uma necessidade nascida de uma medida tomada pelo próprio governo, que agora desconfia da forma como pode ser colocada em prática.

Já agora… só uma ideia adicional, se é que querem mesmo “moralizar” certos abusos. No dia dos exames a certos “cadeirões”, façam umas visitas surpresa (mas daquelas a sério, não das que são anunciadas de véspera ou que são conhecidas por telepatia) a certos estabelecimentos onde há muito se houve falar de atrasos estranhos no arranque da realização das provas ou coloquem sensores 🙂 junto aos quadros (analógicos ou digitais) das salas (é verdade que se for em pavilhões será mais complicado) para que dispare um alarme se lá for escrito ou apresentada qualquer coisa depois das instruções iniciais com o código da prova, o horário da realização e aqueles outros elementos costumeiros. Entre outras estratégias que me ocorrem.

Eu não acredito em bruxas, nem sequer em bruxarias, mas lá que tenho ouvidos, não posso negar.

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Adenda Às Informações-Prova – Junho 2020

Ao que parece, vai ser de descoberta no momento. Os alunos irão, na maior parte dos casos, perfeitamente às cegas para os exames. Ainda bem que a maioria da equipa do ME e seus cortesãos são anti-exames. Porque se fossem a favor…

A distribuição da cotação total dos itens corresponde a 200 pontos, não havendo, portanto, qualquer conversão a efetuar. Por exemplo, numa prova com 20 itens, 5 poderão contribuir obrigatoriamente para a classificação final da prova. Dos restantes 15 itens, serão escolhidos automaticamente os 10 itens em que o aluno obteve melhor pontuação. Neste exemplo, a cotação total da prova de 200 pontos corresponde à soma das cotações referentes aos 5 itens que contribuem obrigatoriamente para a classificação final e das cotações dos 10 itens restantes.

A mim quer parecer que agarraram no que estava feito e acrescentaram umas perguntas que tinham sobrado.

Os itens cujas respostas contribuem obrigatoriamente para a classificação final são indicados (grupo, parte e número do item, conforme aplicável) na primeira página de cada prova de exame e estão também identificados em cada prova através de uma moldura que rodeia o item, de acordo com o exemplo seguinte.

Como encarregado de educação interessado, vou seguir isto de com uma atenção particularmente chata para os “especialistas” secretos do Santo Iavé. Até porque como defensor da existência de exames, gosto deles bem feitos, transparentes e sem truques na manga.

São-Tome

Estado Da Petição 84/XIV/1

(Por que não devem reabrir as escolas para o ensino secundário.)

Claro que quem a assinou recebeu indicação há uns dias de que estaria arquivada. Foi comunicado às primeiras peticionárias se “tendo presente que as escolas do ensino secundário e agendamento dos respetivos exames ao ensino superior já se encontram em vigor, questionamos se pretende manter a petição ou desistir da mesma”. Após alguma ponderação, achou-se por bem que a questão continua a merecer ser discutida, por forma a aclararem-se as posições, em especial dos “pragmáticos” que são contra os exames até serem mesmo confrontados com a possibilidade de, no mínimo, os suspender.

Pelo que a colega Maria Sanches Ribeiro, recebeu hoje a comunicação de que “foi deliberado pela Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, na reunião plenária do passado dia 02 de junho, admitir a petição em epigrafe”.

E poderão questionar… de que serve agora ir discutir o assunto? Não é facto consumado?

E eu, que até sou da facção pró-exames em circunstâncias normais, respondo que continuo a achar relevante que porfírios e afins assumam as suas posições com clareza, com maior ou menor enfado, maior ou menor displicência.

Thumbs

Dia 66 – A História Repete-se?

(…)

Boa parte de quem não regressa às aulas presenciais, não o faz só por questões de segurança, mas porque irá manter apoio em casa, com ou sem ensino remoto da rede pública. Basta pensar em todos aqueles alunos que nas aulas regulares se mostravam displicentes e não negavam que o seu maior investimento era no par de horas de explicações privadas.

(…)

diario