A Montanha Russa

E depois a culpa pela ansiedade da miudagem é dos professores? Se não há o raio de um rumo… uma forma de ver as condições a mais do que o curto prazo da popularidade (i)mediática.

Notas dos exames nacionais de Matemática, Física e Química e Biologia e Geologia recuam para valores mais próximos do habitual, antes das regras especiais seguidas no ano passado terem feito disparar os resultados.

Parecer Da SPM Sobre O Exame De Matemática A – 1.ª fase

(…)

A inconstância causada pelas alterações da estrutura e da complexidade das provas, vem mais uma vez pôr em causa a possibilidade de se realizar qualquer análise comparativa dos resultados destes três últimos anos. Esta seria muito profícua, principalmente pela mutabilidade sentida neste período nas atividades escolares.nsino

2ª Feira

Passámos semanas e dias a ver mapas de risco com Portugal pintado a vários tons, mas quando se trata das escolas parece que não há qualquer variação cromática. Seja onde for, esteja localizada onde estiver, as escolas estão prontas para reabrir na totalidade. As esplanadas só podem ter 4 ou 6 pessoas numa mesa? Ou mesmo nenhuma? Mas na escola podem estar dezenas na mesma sala de professores, que não há “risco” que mude de cor.

Uma Petição Com Tudo Para Ter Sucesso

Defende a “Realização apenas de exames que servem como prova de ingresso no ensino secundário.” Algo que eu, apesar de não ser da facção anti-exames, já o ano passado achei bastante razoável, atendendo ao contexto da pandemia.

Mas com tanta gente que se afirma anti-exames, desde as tradicionais críticas à classificação do trabalho de anos de um@ alun@ muma prova de apenas 2-3 horas àquela mais recente mas que evoca o “medo ancestral” dos portugueses aos “exames, espero que as cerca de 2750 assinaturas que lá estão à hora que escrevo aumentem de forma exponencial.

Antes de mais, aos promotores, eu sugeriria – se já não lhes ocorreu – que a enviassem para assinatura e patrocínio ao ministro Tiago, ao secretário Costa e a tod@s aquel@s conselheir@s do CNE que assinam sempre de cruz, batendo no peito, qualquer relatório ou declaração contra a existência de exames, nomeadamente no Secundário.

Esta petição é um meio caminho, pois visa a não realização apenas dos exames que não são essenciais para o acesso à Universidade, ou seja, aos exames que, em boa verdade, até se podem considerar “inúteis” por alguém como eu que, repito-o, não milito na trincheira aguerrida dos que defendem o fim dos exames, excepto se tiverem mesmo o poder de o decretar na prática. Porque já se percebeu que a pandemia ainda aí estará no próximo Verão e, mais de um ano depois, houve tempo mais do que suficiente para pensar nestas coisas e adequar as práticas às circunstâncias e, mais importante, às teorias tantas vezes repetidas.

Eu não assino pela razão acima e porque sou parte interessada no assunto, pelo menos de modo indirecto, pois a minha filha está no 12º ano e poderiam achar que a minha posição dependeria disso (mesmo se defendi as provas finais de 4º ano quando ela estava nesse ano e teve de as fazer… e mesmo se, com esta petição, ela teria na mesma de fazer o exame de Matemática). Mas acho que, por coerência e convicção, o senhor ministro, o senhor secretário, a presidente do CNE, os conselheiros Azevedo e Rodrigues, o conselheiro-relator Lourtie, a conselheira Figueiral, só a título de exemplo, deveriam subscrever uma petição que vai ao encontro do que tantas vezes declararam publicamente.

Claro que não é o “fim dos exames” e muito menos a proposta peregrina de acabar com os exames todos do Secundário e fazer os senhores professores do Superior elaborar e classificar provas de acesso às suas Universidades, porque isso seria de uma violência e crueldade que mesmo um tipo com maus instintos como eu acha excessivas. Sim, claro, há “Universidades” cujos “representantes” reclamam contra a desadequação do actual método de seriação dos candidatos ao Ensino Superior e defendem que deveriam ser “as instituições do Ensino Superior” a escolher os seus alunos com base nos requisitos que consideram adequados. Mas a verdade é que isso daria uma grande trabalheira, a menos que metessem os professores mais precários ou até alunos finalistas ou estagiários a tratar do assunto. Mas seria sempre necessário perder tempo e energia com esse processo e fica bem reclamar algo que, na verdade, não se quer, salvo honrosas excepções. Ou melhor, nem todas seriam propriamente “honrosas”, porque já se sabe que entre nós há sempre “cartas de recomendação” que valem mais do que qualquer currículo.

Isto é apenas uma petição razoável e já passou tempo suficiente para que se pensasse no assunto e não apareçam com desculpas do tipo “ahhh… nem tivemos tempo para anda”. Afinal, a recomendação do CNE é de Novembro passado.

Esta petição (neste momento tem 2799 assinaturas, quase mais meia centena do que há uns 20 minutos) tem tudo, sublinho-o, para colher os melhores apoios junto dos decisores políticos. Assim sejam eles coerentes com as suas proclamações de anos seguidos. Afinal, não se podem esconder atrás de ninguém. São eles que estão no poder há um mão-cheia de anos e nada fizeram de acordo com o que dizem ser as suas convicções. O actual contexto poderia ser o pretexto ideal.. A menos que… seja tudo conversa fiada.

E De Zigue Em Zague Lá Vamos, Cantando E Rindo

O rumo é à vista, conforme o oportunismo do momento. Um destes dias ainda se lembram que, afinal, os exames até são maus e as perguntas deviam todas trazer a resposta. Ou ser tudo de cruzinhas. Ou ser tudo sorteado como no euromilhões. É conforme.

As provas do 9.º. 11.º e 12.º anos vão manter perguntas opcionais, como no ano passado, mas o nível de dificuldade das alternativas será semelhante para evitar classificações acima do normal.

O Segredo Do Sucesso

Está em não contar com a maioria das respostas erradas. Eu sei que as circunstâncias justificam a metodologia… resta saber se veio para ficar.

Médias dos exames nacionais subiram até três valores

Só Português escapa a um aumento superior ao habitual das notas da 1.ª fase das provas nacionais. Regras especiais implementadas por causa da pandemia justificam os resultados.

As notas da 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário melhoraram em praticamente todas as matérias. As médias sobem até 3,3 valores em disciplinas como Biologia e Geologia, a prova que teve mais inscritos neste ano, ou Geografia A. Também Física e Química (mais 2,2 valores na média) e Matemática A (mais 1,8) têm resultados bastante superiores ao habitual nos anos anteriores. Apenas a Português a média tem uma variação mais próximo do que é habitual, crescendo 0,2 valores.

Birds

A Ler

Concordo, até porque me parece que tão grave quanto a amputação da Filosofia no currículo é a truncagem de grande parte do trajecto intelectual da Humanidade nos conteúdos tidos por “essenciais”, para reduzir a disciplina a uma pretensa (e contraditória) “objectividade”. Uma coisa é ter de adaptar os conteúdos a uma carga horária impensável, outra cortar momentos e figuras fulcrais do desenvolvimento do pensamento filosófico. Parece que interessa apenas o ponto a que se chegou na perspectiva dos “vencedores”, e cada vez menos como aqui chegámos.

O exame de Filosofia como pudim instantâneo

Isto não passa de mais uma triste fraude a acrescentar a muitas outras na área da Educação, algumas até bem mais graves, mas quase todas elas cobertas com o silêncio de uns e a cumplicidade de outros.

Releitura do pensador de Rodin

Cronogramas Para Os Professores Classificadores

Aqui. Resta saber como se vão prevenir os aglomerados do ano passado, mesmo com os itinerários enviados, pois se há coisa que tenho percebido é que, mesmo com carta de condução, o pessoal não distingue muito bem a direita da esquerda e não é apenas na política.

A novidade é que as grelhas para a classificação passam a estar online.

Grelha

A Velha Normalidade

Começaram os exames nacionais do Secundário com o de Português de 12.º ano que, como é habitual e apesar da dr@ Edviges estar afastada, parece ter corrido bem à maioria. Eça em dose dupla e Os Maias marcaram presença e bem, depois de algumas polémicas em outros anos. Interessante a proposta do grupo III.

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caligrafia