Porque Será Que Isto Não Me Espanta (E Muito Menos Que Os Números Estejam Subavaliados)?

Basta olhar à volta e falar com as pessoas, phosga-se!

Casos de covid-19 entre crianças até aos nove anos sobem 66%. DGS diz que há 477 surtos em contexto escolar

Maior parte dos focos de contágio está em Lisboa e Vale do Tejo. Secretário de Estado da Saúde divulga novos dados sobre pandemia em contexto escolar, depois de três semanas sem actualização.

Um Bom Exemplo

De transparência na informação para a comunidade educativa. Infelizmente, parece que há muita gente que não pensa assim e acha que “não causar alarme” é sinónimo de ocultar informação relevante.

Situação nas seis escolas do Agrupamento Figueira Mar, no dia 17 de novembro de 2020, dois meses após o início das aulas presenciais

Por França

Já que a ministra da Saúde citou o presidente Macron a propósito as dificuldades por lá.

Depuis le mois d’août, des enseignants et des proviseurs déploraient l’impossibilité d’appliquer une distanciation physique, à la cantine et dans les classes, et réclamaient des mesures sanitaires strictes.

Será Que O Vírus Ataca Preferencialmente Não Escolarizados?

Em três semanas, o país somou mais quase 66 mil casos. Em números absolutos, a população entre os 20 e os 49 soma mais casos. Mas foi no grupo dos 10 aos 19 que o contágio mais cresceu.

Com os dados que temos hoje os investigadores arriscam dizer que o contágio nas escolas e na comunidade a partir dos casos que vão sendo confirmados nos estabelecimentos de ensino não serão a maior preocupação das autoridades de saúde.

Pelo Educare

As escolas como oásis?

(…) A falácia do argumento para consumo nacional é o de que as escolas não foram focos de contágio. O que é mais do que natural, pois estiveram fechadas vários meses. Não é isso que está em causa. Nem que o vírus irrompe subitamente nas salas de aula ou nos corredores, rompendo as “bolhas” que se diz serem formadas pelas turmas. O que é relevante é que o movimento que envolve o funcionamento das escolas exponencia contactos sociais e que cada bolha- turma é a combinação de dezenas de bolhas familiares, que se tem demonstrado estarem na origem de cadeias de transmissão. Que a maioria das crianças e jovens sejam assintomáticos é importante para a sua saúde, mas pode camuflar o seu papel como transmissores activos do vírus.

Tudo isto deveria ser explicado, sem alarmes, à opinião pública de um modo coerente e não agora uma coisa, depois outra, de forma desarticulada. Não significa que seja obrigatório fechar escolas aos primeiros casos “positivos”, mas que as famílias saibam exactamente o que está em causa e não uma versão depurada ou mesmo falsificada dos conhecimentos disponíveis sobre a pandemia.

Jorge Santos – Um Cidadão Preocupado

Caros concidadãos e altos responsáveis desta Nação

Nos termos outorgados pela Constituição da República Portuguesa, na Declaração Universal dos Direitos do Homem, na Declaração Universal dos Direitos das Crianças, nos artigos, na Missão e nos Valores defendidos pela UNICEF, no Direito dos Cidadãos Europeus e no Código do Procedimento Administrativo Português, gostaria de obter respostas para as perguntas que se seguem:

Perguntas que o Ministério da Educação e a DGS devem responder com urgência, s.f.f.

– O Ministério da Educação deu ou não deu autorização para que houvesse turmas com 28 alunos, mais o professor titular? E, em alguns casos, com um professor avaliador que vem de outro concelho?

– O Ministério da Educação reconhece ou não que nestes moldes, que é impossível manter o distanciamento mínimo de 1,5 metros?

– O Ministério da Educação e a DGS sabem ou não, que em alguns transportes escolares ou públicos, as distâncias mínimas não são cumpridas?

– O Ministério da Educação sabe ou não, que existem salas pouco ventiladas e com tetos de materiais pré fabricados a ameaçarem cair?

– O Ministério da Educação, sabe ou não, que chove em vários ginásios, corredores (mesmo cobertos) e várias salas de aula?

– O Ministério da Educação conhece ou não conhece que em várias salas de TIC, a distância entre os alunos, face aos computadores disponíveis (leia-se operacionais) são uns meros 20 a 30 cm?

– O Ministério da Educação, sabe ou não, que nesses grupos, 2, 3 ou 4 alunos, mexem no mesmo rato?

– O Ministério da Educação reconhece ou não, que muitos computadores na Escola, estão velhos e que devido ao sobreaquecimento, muitos estão parcos minutos a funcionar, e vão-se “abaixo”?

– O Ministério da Educação, sabe ou não, que a rede wi-fi existente nas Escolas, não tem muita potência?

– O Ministério da Educação, sabe ou não, que quando se ligarem aquecedores (para os dias frios que se aproximam a passos largos), existe uma sobrecarga que origina a quebra na ligação à internet? E os outros professores, ficam sem capacidade de trabalhar, nas outras salas?

– O Ministério da Educação sabe ou não, que em dias de frio ou de chuva (exemplo na Depressão Bárbara), em que os alunos molharam a roupa, os pés ou a cabeça, não existem aquecedores ou secadores para os alunos se aquecerem? Estes passam uma manhã ou uma tarde, com os pés encharcados ou com a roupa molhada encostada à pele e aos ossos?

– O Ministério da Educação sabe ou não que mais de 65% ou 70% dos docentes possuem mais de 50 anos de idade e pertencem a grupos de risco?

– O Ministério da Educação sabe ou não, que por exemplo, um professor do Norte, não vai aceitar um horário, na zona de Lisboa, no Alentejo profundo ou no Algarve, para ganhar 550 Euros líquidos?

– O Ministério da Educação e a DGS, sabe que existem professores a fazerem diariamente entre 150 a 200 quilómetros?

– O Ministério da Educação e a DGS, sabe ou não que existem bebés, crianças e jovens que já tiveram covid-19 ou que o têm?

– O Ministério da educação ou a DGS, sabe ou não, que existem crianças e jovens que são criados pelos avós? Se elas apanharem o coronavírus, os seus avós podem ficar infectados e morrerem, ficando os educandos/netos desamparados?

– O Ministério da Educação e a DGS, não admitem haver reinfecção? Está posto de lado este cenário?

– O Ministério da Educação e a DGS, não admitem que o coronavírus se possa transmitir pelo ar, mesmo usando a máscara, certo?

– O Ministério da Educação e a DGS, admitem ou não, que o coronavírus e a covid-19, podem deixar sequelas moderadas ou graves para o resto da vida?

– Alguns comentadores, médicos, que aparecem na televisão, admitem ou não, saber o que se passa nas Escolas do interior ou nos bairros ditos “problemáticos, em termos de “falta de meios”? Como escreveu, um grande escritor laureado com o Nobel: “É preciso sair da ilha para ver a ilha.” Não basta conhecer a realidade através dos relatórios que chegam aos computadores. É preciso ir ao(s) terreno(s) mas protegido!

– O pico pior da 2.ª vaga pandémica que nos assola, com os recordes a serem batidos todos os dias, aproxima-se a passos largos. Sabe que existem enfermeiras(os), médicas(os) e bombeiros(as) exaust@s?

– Se numa Escola, 10 ou 15 alunos começarem a sentir febre, começarem a sentir febre, vai haver salas, distanciamento de 1,5 metro entre eles e assistentes operacionais, para lidar com esses casos? E, se os assistentes operacionais, começarem a meter justificadamente baixas médicas, por burnout por gripes ou outros problemas de saúde?

– Os professores não estão imunizados contra este vírus. Ou será que estão sem saber?

– Não admitem haver testes de quem foi infectado e que dê ou um falso negativo?

– Não admitem haver pessoas (que sem querer ou desejarem) serem uns “super transmissores” numa comunidade?

– Vai haver cama e ventiladores para todos?! Seguramente que não.

– Com as gripes sazonais, rinites alérgicas, sinusites, asmas mais os coronavírus, como podemos enfrentar estas condições nas Escolas? A dar aulas presenciais com um computador ligado à net? E se esta vai abaixo ou se o computador velho e com sobreaquecimento, deixar de funcionar?

– Será que manter as escolas abertas à força, com vários casos positivos, é só para não admitir que ainda existem alunos que não têm acesso à Net ou ou sinal é muito fraco?

– Existem (infelizmente) muita gente a passar fome em Portugal, acrescido da perda dos empregos dos seus progenitores. Uma soução, passará pelo reforço dos meios de proteção e abrir um corredor direto à cozinha (mais reforçada com acrílicos) e as funcionárias com viseiras e outros meios, para matar a fome aos nossos alunos momentaneamente mais vulneráveis. Mas não se esqueçam que as funcionárias das cozinhas, terão de ser recompensadas, com mais dias de férias, ou um suplemento no ordenado, entre outras hipotéticas regalias!

– Porque nem todos os sindicatos têm uma lista diária com casos de alunos, professores, assistentes operacionais, administrativos e outros, atualizada?

– Uma solução para mitigar este problema: uma semana de aulas presenciais, seguida de uma semana de ensino à distância!

– Outra solução passa pela criação de passadeiras com desinfetantes ou tapetes de descontaminação. Não soluciona, mas reduz alguns riscos. O povo  português é muito engenhoso e inventor (veja-se os prémios que obtêm nos concursos internacionais;

Aceito respostas, só aqui neste blog, de epidemiologistas, infectologistas, pneumologistas, pneumologistas alergologistas, imunoalergologistas e virologistas, que conheçam a realidade existente em mais de três dezenas de Escolas, em que existam casos de mais de uma dezena de infetados?

Como disse sua Excelência, o Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos, “Se a Saúde falhar, falha tudo o resto.” Quem duvida?

Com os melhores cumprimentos e respeito pelas autoridades com responsabilidades neste país

Um cidadão preocupado

J. Santos

Escrito A 12 De Março

As escolas não fecham porque se tornaram enormes espaços multifunções, em que a função assistencial se sobrepõe à educativa. Sem as escolas, não há qualquer outro tipo de “rede social” funcional. Sem as escolas a funcionar, o país entra em colapso.

É chato, mas um tipo não tem culpa de ver além do seu “quintal”.

Por Cá Deve Ser Parecido, Porque A “Lógica” É Comum

Prime Minister Boris Johnson is set to announce a second national lockdown for England as the UK passed one million Covid-19 cases.

Non-essential shops and hospitality will have to close for four weeks, sources told the BBC.

But unlike the restrictions in spring, schools, colleges and universities will be allowed to stay open.

Mas agora reparem:

Takeaways will be allowed to stay open as pubs, bars and restaurants close and it is expected people will be told they can only meet one person from outside their household outdoors.

Como sabemos, nas salas de aula e escolas é tudo do mesmo “agregado”. Não faltará quem aplauda e que diga que professores e pessoal não docente nem deveriam abrir a boca, porque os médicos e enfermeiros estão pior.