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THE TEACHERS HAVE SOMETHING TO SAY

Lessons Learned from U.S. PK-12 Teachers During the COVID-impacted 2020-21 School Year

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The primary message we heard from teachers is that they have not been valued as partners in designing our educational response to COVID. Specifically, the following three themes emerged from our interviews: 1.) exclusion from decision-making processes is demoralizing to teachers, especially when combined with worsening working conditions and widening inequalities; 2.) ignoring the concerns of teachers led to policymakers and school leaders advancing several seriously ill-considered ideas over the objections of practicing teachers; and 3.) teachers have developed a variety of effective instructional strategies in response to the challenging conditions of COVID. Delta is already disrupting school openings across the country. The school systems with the most effective approaches to pandemic schooling over the next year and beyond will be those that listen seriously to the concerns and insights of teachers and include them in design and decision-making.

Os Títulos Do Sensacionalismo

A OCDE publicou hoje o seu estudo The State of Global Education -18 Months into the Pandemic no qual faz, entre outras matérias, o cálculo dos dias que as escolas fecharam durante o período mais crítico da pandemia. Estranhamente, não faz o dos dias em que estiveram abertas, mas isso agora não interessa nada, quando o que merece destaque é afirmar que:

Confinamento durante a pandemia: escolas em Portugal fecharam durante mais dias do que a média da OCDE

Em Portugal escolas fecharam mais dias por causa da pandemia do que a média da OCDE

O que encontramos na página 11 do documento em causa?

Curiosamente, o Correio da Manhã é o menos sensacionalista:

Pandemia de Covid-19 fechou escolas portuguesas durante 97 dias

Não Deixa De Ser Curiosa

Uma medida interessante, embora a 15 de Outubro, já seja um bocadito tarde. Resta agora saber o peso dos “objectores de consciência”, entre professores e encarregados de educação.

Alunos do 3º ciclo e do secundário, bem como os professores, serão testados no início do próximo ano letivo

Medida prevê a deteção de eventuais infeções em alunos, professores e pessoal não docente, “independentemente do seu estado vacinal”

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• Fase 1: Pessoal Docente e Não Docente – 6 a 17 de setembro

• Fase 2: Alunos do ensino secundário – 20 de setembro a 01 de outubro

• Fase 3: Alunos do 3.º ciclo – 4 a 15 de outubro

Não Digam Que Não Perceberam Ainda… 2

… que seria muito importante avaliarem a evolução dos contágios nas escolas ainda com aulas do 1º e 2º ciclo na zona de Lisboa e Vale do Tejo e entenderem que os riscos de as manter abertas é superior às vantagens (do próprio ponto de vista das famílias). Lixem-se, por uma vez, para meia dúzia de articulistas do Expresso/Observador/Público/Renascença e façam o que está certo. As autoridades de saúde certamente vos agradecerão. E deixem-se de tertúlias ridículas sobre a recuperação das aprendizagens.

Aprendam a “priorizar”.

Não Digam Que Não Perceberam Ainda…

… que os casos positivos se estão a espalhar de forma muito rápida entre os alunos dos 1º e 2º ciclos na zona de Lisboa e vale do Tejo, em boa parte por causa de comportamentos irreflectidos (ou mesmo irresponsáveis) de muita gente que pensa que já tudo passou. As próximas duas semanas de aulas, por muito que agradem a um selecto grupo de colunistas pró-economia-e-não-me-deixem-os-putos-em-casa-a-chatear, são um desnecessário risco, que nem a ficção das aprendizagens “perdidas” poderá justificar.

Só num concelho, nem dos mais populosos, foi-me hoje dito que já estão 19 turmas em casa. Podem confirmar junto do senhor secretário que tem acesso a dados bem mais actualizados do que os meus.

3ª Feira

E que tal se as “lideranças” que se preocupam tanto em projectar uma imagem de muito rigor e responsabilidade para fora, começassem (ou recomeçassem) por se preocupar para dentro, com quem faz a maioria do trabalho efectivo nas salas de aula e que, exigência após exigência, precisa de sentir que não está entregue apenas a si mesmo, sem que se preocupem com o seu bem-estar profissional?