Dia 62 – Um Estudo Pela Manhã

O dia começa com a divulgação pública de um estudo da O.M.S., essa mesma que tem estado em todos os noticiários por causa da pandemia e das teimosias entre Trump e a China. De acordo com o dito, os nossos jovens com 15 anos são, ao que parece, dos que menos gostam da escola, ficando em 38% lugar (entre 45) na tabela da satisfação neste aspecto. O valor de 9,5%, obtido a partir de alguns milhares de inquéritos realizados em 2018, é uma queda muito acentuada em relação aos 29% (2.º lugar) verificados em 1998.

(…)

Sim, estamos mais infelizes nas escolas e é bom que os alunos o digam, porque aos professores ninguém toma a sério.

diario

E O ME, Através Da DGEstE, Não Vai Conseguir Arranjar Qualquer Coisa Para Impedir Isso?

A escola Básica e Secundária Anselmo de Andrade, em Almada, encontrou uma estratégia que sossegou pais, alunos e professores. Os estudantes dos 11º e 12º anos só têm de ir à escola de 15 em 15 dias para terem aulas presenciais. Deste modo, conseguiu reduzir para metade o número de alunos que vai estar na escola ao mesmo tempo.

Thumbs

E Agora As Indicações Da DGS Para O Retorno Das Aulas Presenciais

Gosto sempre quando um documento traz mais de uma página de suporte bibliográfico, mesmo se a assinatura digital não me aquieta O que, na dúvida e nos casos em que as recomendações divergem em parte das recomendações anteriores da DGEstE, pode servir para desempatar. Recomendo a leitura relativa à organização das salas de aula (na maior parte dos casos dá-me 12 alunos por sala). E gostaria de saber se vai ser mesmo respeitada, em conjunto com as indicações sobre os percursos no interior da escola. Mesmo se, repito, a miudagem não esteja em grupo de risco, mas sim no de potenciais transmissores assintomático.

Fica aqui o documento: Orientacao-n-0242020-de-08052020.

alerta

Formação Exclusiva Pás Elites

Chama-se a isto gestão assimétrica da (in)formação. E explica como se consolida o modelo feudo-vassálico de gestão escolar a partir do topo. A ideia é terem-se especialistas locais que depois “replicam” a formação. Em vez de se produzirem uns MOOC decentes e de frequência alargada.

Exº/ª Senhor/a Diretor/a de Escola/Agrupamento de Escolas

Exº/ª Senhor/a Presidente de CAP

Por solicitação da Direção-Geral da Educação, remete-se em anexo o documento “FORMAÇÃO PARA A DOCÊNCIA DIGITAL E EM REDE”, cujo prazo de manifestação de interesse na formação é o próximo dia 7 de abril.

Com os melhores cumprimentos,

Maria Manuela Pastor Faria

Diretora-Geral dos Estabelecimentos Escolares

DGEForma

Mas, Mas, Mas… Continuam Parvos?

Apesar da interrupção da aulas, cada agrupamento de escolhas [sic] tem de garantir o acolhimento dos filhos de trabalhadores de serviços essenciais, como os profissionais de saúde ou das forças de segurança. A medida está prevista no decreto-lei que estabelece as medidas excecionais e temporárias relativas à situação epidemiológica do novo Coronavírus – COVID 19, publicado esta sexta-feira à noite em Diário da República.

De acordo com o decreto, em cada agrupamento de escolas tem de ser identificado um estabelecimento de ensino que promova o acolhimento de filhos e outros dependentes dos “trabalhadores de serviços essenciais”. Quanto a quem são esses trabalhadores, a definição é alargada: “profissionais de saúde, das forças e serviços de segurança e de socorro, incluindo os bombeiros voluntários, e das forças armadas, os trabalhadores dos serviços públicos essenciais, de gestão e manutenção de infraestruturas essenciais, bem como outros serviços essenciais, cuja mobilização para o serviço ou prontidão obste a que prestem assistência aos mesmos, na sequência da suspensão” das atividades letivas.

Mas, sendo de anos e turmas diferentes, o que se faz? Ficam a jogar à bisca não lambida numa sala?

ed-bang-head-o

Testemunhos Da “Escola Democrática”

Quer-me parecer que a “lei da rolha” vai desaparecendo e não é apenas sobre a violência. Fica aqui o testemunho de um@ colega, que só peca por ser “suave”.

Nesta altura do campeonato, passados vinte anos desde que iniciei esta carreira ainda consigo ficar sem palavras a cada final de período!

Temos as coordenadeiras de serviço a mandar falsificar valores, inventar faltas e/ou presenças de jovens que não aparecem na escola; temos a mansidão nos Conselhos de Turma, a incapacidade de algum dos seus membros se insurgiram contra currículos diferenciados que ninguém percebe, contra bitaites de gabinetes mofados de técnicas que só fazem isso: bitaitam….

As atas, essas então, são verdadeiros romances, cheios de utopias, muito aquém da realidade do quotidiano!

Temos ainda as falsas notas atribuídas, escondidas por medidas enlouquecidas e emanadas por uns decretos inclusivos que, de inclusão, apenas mostram a mentira!

É isto! As escolas parecem a Assembleia da República!!!! Tudo é maravilhoso mas tão aquém da realidade!!!

(identificação enviada pel@ remetente omitida a pedido d@ própri@)

fantastic