Sobreviventes

A caminho da primeira aula do dia, comentava com uma colega o quanto isto se tornou um exercício quotidiano de sobrevivência, não tanto às aulas mas a tudo o que as rodeia e que se destina a provarmos em via triplicada que sabemos fazer o nosso trabalho. E que nos é imposto por quem não sabe mais do que repetir fórmulas passadas e fazer propaganda com subsídio estatal. Sim, cada vez vamos restando apenas os que se especializaram na sobrevivência ao disparate, vindo de todas as direcções. Acredito que somos os que el@s mais detestam, esperando que um dia desistamos de dizer que os vizires que querem ser califas nem vizires deveriam ser. Chegará o dia. Por enquanto, ainda não. Aguentem.

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(eu sei que muita gente se declara fã incondicional dos monty, mas acreditem… não é a mesma coisa quando se partilha aquela fúria para com o grunhismo presumido)

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2ª Feira

É um pouco como andar de bicicleta. Mas com as pernas doridas, depois de várias etapas nos Alpes e só com um dia de descanso.

tour

Uma Espécie de “Pancada” Pessoal

Tendo a equiparar as pessoas que batem muito com a porta ao chegar a casa com as que chocalham molhos de chaves quando estão numa qualquer fila (em especial os gajos) ou que falam tão alto ao telemóvel que o tornam quase redundante. Uma espécie de prova de vida para confirmarem aos outros que existem.

Cowbell

(lamento, as “férias” acabaram, ando a preparar-me para o embate do regresso e fico assim, “sensível” aos ruídos desnecessários com origem na estupidez humana)

4ª Feira

Aqui por casa há um pouco de tudo em relação aos corredores da Educação “inferior”. Há quem esteja no Secundário, há quem esteja no Básico e há quem ainda esteja a fazer vida como discente. Ao jantar comparamos experiências acerca das várias facetas da insanidade quotidiana em que nos movemos. O pudor (e o facto de não gostar de danos colaterais) coíbe-me de ser mais específico sobre as “práticas”. Embora, por vezes, ache que contam com esse recato ou auto-censura a que me remeti para abusar da sorte. Até ao dia em que os bois e vacas precisem mesmo de ser nomeados, com badalo e tudo. Porque isto é como com negros e judeus, quem é profe tem uma espécie de direito especial de criticar ou fazer humor com os da sua “raça” (estranha).

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