Por Outro Lado…

… qual a razão para terem preenchido esta m€rd@ feita por um tal “Marcos Cruz”?  Porque quase todas as imagens que vi ou me enviaram tinham esta porcaria toda preenchida (e num caso com erro). Querem sugestões de bons livros? Séries televisivas? Escapadinhas? Não têm mais nada em que ocupar o vosso tempo?

Exp13Jul19

Mas Existe Educação Sexual Nas Escolas?

Não é aquele eufemismo da “Educação para a Saúde”? Que depois tem uns conteúdos transversais e meia dúzia de horas por ano para tratar não se percebe exactamente o quê. Hoje há por aí fartura de notícias sobre o assunto… porque as escolas “não cumprem” a lei, ou porque a dita cuja “não chega a todas as Escolas” ou porque lhe é “dada pouca atenção”.

Não sei se repararam, mas a culpa é sempre das “escolas”.

Como ainda ontem estive a escrever o meu naco de prosa para incluir no relatório de final de ano do trabalho com as turmas de 7º ano nesta matéria, gostaria de, com ressalva de excelentes exemplos e naturais excepções, deixar aqui umas breves notas, daquelas curtas e grossas, em crescendo de retórica irritação, tudo com conhecimento directo no chamado “terreno”.

  • Como está delineada a sua implementação a “Educação Sexual” é uma miragem, um simulacro, como tanta outra coisa despejada no currículo aos retalhos por políticos com mais agendas políticas do que verdadeiro interesse em servir os alunos.
  • O trabalho que muita gente tenta fazer é objecto de um notável voluntarismo e dedicação, quantas vezes dando apoio aos alunos de forma individualizada nos seus problemas em tais matérias, fora de horários e em situação informal. Há situações quantas vezes dramáticas que, por falta de um ambiente familiar estável ou estruturado, acabam por ter na escola o único apoio em termos de adultos.
  • Há encarregados de educação que, pela sua postura ideológica, recusam todo e qualquer trabalho nesta matéria com os seus educandos e educandas, chegando mesmo a fotografar a mera enunciação de temas a abordar ou sumários e a colocá-los nas redes sociais (por vezes recorrendo a terceiros por evidente falta de qualquer coisa a que se poderia chamar carácter) para “denunciar” a “lavagem cerebral” em decurso nas escolas por parte dos “radicais de esquerda”. Felizmente, nunca me aconteceu, mas já vi acontecer, incluindo a parte em que há quem manda divulgar e o operacional da divulgação.

sexo-2

A Questão Do “Respeitinho”

Um comentador quase residente aqui do blogue decidiu, mudando de nick, encrespar-se com o facto de eu fazer “piadinhas” acerca do PAN. Que não se admite, que são um partido sério, com causas sérias e que merecem respeito. Ou seja, o “respeitinho” é muito bonito logo que se ganha um deputado lá fora depois de outro cá dentro e uns 5% de votos em 30% de afluentes às urnas.

Mas… se há coisa c’agora como antigamente eu gosto é de criticar quem começa a armar-se em qualquer coisa de importante porque bater a pequeninos, quase indefesos, é que fica mal. Aqui critica-se valentemente o PS e o PSD, assim como o PCP e o CDS e nem o Bloco ou os sindicatos escapam e eu sei – basta ver os desamiganços nas redes sociais e outras críticas mais explícitas por lá ou em mails privados – o que isso acarreta, o ser-se uma espécie de pária organizacional, sem “respeitinho” por quem manda, acha que manda ou quer mandar. Nesse sentido, agora que o PAN já é crescido (como em tempos foram outros fenómenos da natureza política como o Livre ou o primeiro partido dos reformados do Manuel Sérgio ou o partido ocasional do Máááárinho Pinto que foi um e depois já era outro), já tem cara para levar uns tabefes blogosféricos e não vejo qualquer mal nisso ou sequer “intolerância”. Pelo contrário, chegaram ao campeonato dos grandes. Bater no MAS ou no POUS, no PTP ou no PURP é que seria abusivo.

Bater no PAN aqui por estas bandas é como um ritual de passagem. Agora já merecem ser tratados como gente grande. Quem não percebe isso… enfim…  é pena, mas não é com a fuga de uma andorinha que chega o Inverno.

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O Pitoniso Da SIC

Nas outras televisões não é muito diferente (incluindo a pública RTP que se diz ter obrigações de pluralismo), mas na SIC é mais visível a forma como para tratar a questão dos professores mais do que analistas se apresentam militantes de um só lado da polémica. Contraditório completamente nulo perante barbaridades em catadupa. Estou a pensar fazer uma sondagem quando ao mais irritante e mistificador, se este se o clássico mst que esta semana já conseguiu inventar mais uns números. Mas o Polígrafo não se preocupa com essas coisas.

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Ando Um Bocado Farto De Oposições De M€rd@ Feitas Por Políticos De 3ª Linha Com Delírios De Napoleão Doméstico

Não há outro termo técnico para colocar as coisas. São muitos anos a colocar em oposição professores e pais, como se @s professor@s não fossem também mães e pais. Depois vieram aqueles analistas-economistas-políticos de algibeira que entre nós são do mais incompetente que se arranja que passaram a opor professores a contribuintes, como se os docentes não pagassem, sem direito a escape ou truque contabilístico, os seus impostos e contribuições logo na origem. Agora Costa opõe professores a “portugueses” numa estratégia patrioteira, torpe, demagógica e politicamente obscena que talvez merecesse mais do que estes qualificativos. Só questionaria porque preferem espanhóis, chineses, angolanos e americanos quando se trata de vender os anéis e os dedos ainda prestáveis da Nação.

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