Debicando

A pessoa em questão passou há uns bons tempos à estratégia da menção pouco subtil, enviesada, quando não lhe agradam certas prosas que se mostram ingratas com a maravilhosa obra dos últimos 6,5 anos da Educação de uma clique que se tem encapsulado progressivamente.

(há uma década havia gente que gostava de “bocas” do género… “ai, ele só sabe ver o seu umbigo”; agora, há quem tenha evoluído (?) para “”há quem só veja o seu quintal”, o que revela uma pletórica imaginação e criatividade…)

Pelo que me sinto autorizado a também dar umas bicadas de cernelha.

Por exemplo… a sério? “Trabalha na empresa” CNE?

Embora seja óbvio que cada um pode ser “pacifista” à sua maneira, nada como certos “humanistas” revelarem a sua forma de estar com “perguntinhas” como:

Como a coisa está pública, penso que é para todos lermos e assim ascendermos ao nirvana do pacifismo hipócrita. Por outro lado, estas coias “inocentes”, vindas de cortesão bem inscrito no regime que está, faz-nos perceber que há quem esteja a preparar qualquer coisa manhosa. Mas sempre com preocupações “éticas” com os “conteúdos”, como é evidente, pois há quem só se preocupe com a forma.

O Mais Absoluto Desplante

A “reitora” é um caso óbvio de perda completa de decoro e consciência. Agora, aparece a falar da falta de professores que para a enorme especialista aconteceu sobretudo a partir de 2012,, pois, como sabemos, foi a partir de então (e só então) os professores envelheceram mais dias por ano, ao contrário dos tempos áureos em que foi ministra (e o engenheiro primeiro-ministro) e todos rejuvenescemos, tamanha a alegria com que encarámos esses tempos..Chamar-lhe desonesta intelectualmente é coisa escassa

Um Direito De Resposta Com O Rabo De Fora

Mário Nogueira encrespou-se com uma crónica na Visão e vai de puxar a culatra atrás e disparar. Pelo meio, muitos remoques e algumas coisas interessantes, nomeadamente a demonstração da completa falta de sentido que revela sobre a imagem que dele existe nas salas de professores, mesmo entre quem acredita no valor do sindicalismo.

§ 1 – Sobre os ministros, sobretudo em início de mandato, é justo que tenhamos expetativas positivas, mesmo quando já integraram as equipas ministeriais nos últimos 6 anos, pois, se assim não fosse, para quê negociar ou lutar?

(não percebo a lógica deste ponto… quer isto dizer que com expectativas negativas se desiste da “luta”? foi isso que aconteceu em 2015?)

§ 2 – Curioso, ainda, é que o sindicalista que deveria regressar rapidamente à escola seja o que dá a cara pela sua profissão, não retira vantagens das funções para que foi eleito pelos pares, não tem tempo para adquirir graus académicos, não exerce outra atividade e não permanece fora do país;

(homem… sê frontal… arranja um par de tintins e identifica de quem falas… ao menos, quando te criticam há quem dê a cara e explicite a crítica… já no teu caso, pareces um bocado…. coisinho…)

§ 6 – É verdade que em 2019, quando já pretendia regressar à escola, anunciei, para que não restassem dúvidas, que seria o meu último mandato, só que nessa altura, como agora, as direções sindicais insistiram na minha continuidade e no recente congresso da FENPROF, mais de 90% dos cerca de 600 delegados presentes votaram para que continuasse;

(deixa-te de tretas… ou de m€rd@s… tu nunca pensaste voltar a dar aulas… vai enganar outr@ss… quem não quer ocupar o cargo, não se candidata… pareces o alberto joão ou o pinto da costa com as “vagas de fundo”)

§ 8 – Não me sinto o representante dos professores, mas só dos cerca de 50 000 associados dos sindicatos da FENPROF e esses, esmagadoramente, têm considerado importante a minha continuidade nas funções para que fui eleito em 2007;

(meu representante nunca serás, porque já deixei muitas vezes claro que te considero politicamente desonesto e nem vamos falar de “inverdades” cara a cara, como quando há uns anos negaste à minha frente conhecer aquele que ia ser o candidato da tua tendência ao spgl)

§ 9 – Poderia, de facto, ter abandonado a profissão, mas nunca me deixei seduzir por convites e portas abertas nesse sentido;

(que profissão? mas, já agora, deixa-te seduzir, vai e não voltes… nem mesmo a esmagadora maioria dos 50.000 que dizes representar terão saudades, acredita… só o comité central talvez tenha)

§ 11 – Quanto à ineficácia dos sindicatos, que se pense como estariam os professores sem os seus sindicatos… A carreira estaria melhor? A precariedade eliminada? A aposentação mais cedo? As condições de trabalho mais positivas? Não haveria falta de professores?

(dificilmente estariam pior, porque nos últimos quinze anos só tens feito asneira atrás de asneira, quando não é frete atrás de frete… mas nisso também não te distinguiste muito do resto da pandilha que agarra nas tarjas à frente das manifestações)

E se quiseres direito de resposta, já sabes, manda o que quiseres, que aqui se respeita a diversidade de opinião, mesmo quando é uma lástima.

(e duplo não… nem quereria nunca o teu lugar, nem faria melhor do que tu, pois não tenho o “perfil” adequado a tanta flexibilidade… e as minhas vértebras calcificaram cedo…)

O Grande Líder Apresenta-se – 4

Claro que não podia faltar a questão das remunerações, com a consequente reescrita da História sobre o congelamento da carreira, cujos “pormenores” provavelmente só conhecerá quem se preocupa com conhecimentos “enciclopédicos”. Antes de mais, há que perceber que para o actual ministro os professores nem ganham mal e, porventura, até ganharão muito para a incompetência que revelam em compreender os “problemas sociais” e em lidar com os alunos que não são “bons”. Gosto, em especial, quando afirma que quem entra agora “tem uma carreira pela frente”. Resta saber se a não lixarão, como fizeram aos que ficaram com anos de vida profissional perdida e, no limite, ficando encravados 2-3 anos no 4º e 6º escalão, cortesia de um modelo aplicado por gente cega, poderão mesmo vir a ser ultrapassados no futuro por quem entrou 10 anos mais tarde.

E que o actual ministro não venha com a cartilha do não ser possível “refazer a História” porque é mentira que tenha sido (apenas) a troika a ser responsável pelo tempo roubados aos professores dos quadros. Será possível deixar de mentir sobre quem decretou os “congelamentos” e quem governou mais tempo com a carreira docente congelada?

Vamos lá, senhor ministro, no blogue do meu colega Arlindo Ferreira (não sei se será um dos “blogues incendiários” na designação de um dos seus mais fiéis seguidores aqui no concelho onde já ambos morámos) há uma tabela simples que permite perceber quando começaram os congelamentos e quanto tempo duraram. Como verá, a troika foi apenas a fase intermédia do período do – há que assumi-lo com frontalidade – gamanço de tempo. Claro que ainda houve os cortes de salários, sobretaxas e tudo o mais, mas não vamos “refazer a História” a gosto, assim à moda estalinista. Afinal, até acredito que tenha nas estantes uma ou duas Histórias de Portugal, a começar pela do professor Mattoso (filho). Ficam-lhe mal estas imprecisões, deixe-as para o operacional porfírio.

Ora bem… a troika estava por cá em Agosto de 2005? Em 2006? Em 2007? Em Janeiro de 2011? Em 2016? Em 2017? “É fazer as contas” como diria um certo PM socialista que fugiu do “pântano”.

Apetece-me Embirrar…

… com alguns dos escribas que surgem no JL/Educação deste mês a falar sobre a falta de professores. Não vai ser com os do costume, que dizem o habitual. Vou concentrar-me apenas no Alexandre Homem Cristo e no director Faisal Aboobakar, pelos motivos que já vão perceber.

O AHC, que exibe todos os pergaminhos possíveis e imaginários, incluindo a autoria de um livro que sugeria soluções para o sistema educativo que já na altura tinham sido abandonados nos países de origem, faz uma interessante sugestão de curo prazo que passo a transcrever.

Concordo que não é preciso inventar a roda, mas seria útil que o AHC tivesse guardado uns 200 caracteres para identificar em que países foi aplicado o que sugere “com resultados positivos para os alunos e para as escolas”. Um especialista, coordenador, presidente, autor e colunista só ganharia em ser concreto, apresentando com clareza onde foi aplicado “com resultados positivos” o que sugere.

Já o director Faisal Aboobakar desperta-me embirração porque deve ter um trauma qualquer com quem escreve em blogue sou redes sociais, pois mistura tudo e mais alguma coisa ao diagnosticar as causas da “alteração na imagem social do professor”. Parece que para ele um dos problemas serão as redes sociais ou um eventual “discurso” dessas redes, porque a forma como escreveu não dá para entender bem o que quer dizer.

Ora… eu não conhecia o director Faisal Aboobakar até há umas semanas me terem apontado um inflamado texto que ele escreveu numa “rede social” (!!) congra a presença num programa televisivo de professores e directores (eu, o Luís S. Braga e o Filinto Lima) que ele verberava por não representarem ninguém e por darem uma má imagem de professores ao, entre outras coisas, escreverem “blogues incendiários” (claro que quando o inquiri, não se dignou sequer responder, certamente porque é muito democrata lá no seu feudo teip). Escreveu ele, na altura, o seguinte, em texto que colocou “público”, para que todos pudessem ler:

Ontem ao assistir o debate na RTP, senti-me incomodado e revoltado por ver alguns blogueiros e até Diretores contribuírem para um achincalhar da nossa profissão, com um discurso de pelintra, coitadinho, mesquinhez e diria até de menorização da classe.

Pessoalmente, não me senti achincalhado (mesmo se seria o único “blogueiro” presente), porque não é qualquer director de aviário, que se ufana de ter linha directa para o actual ministro que consegue isso. Mas já o texto no JL me faz pensar em quem o director Faisal Aboobakar julga que representa quando ofende colegas de profissão que nem sequer alguma vez tinham ouvido falar dele. E moro no concelho de Palmela. E dou aulas há 35 anos. E escrevo sobre Educação, em blogue antes deles existirem, há mais de 30.

E Por Falar Em Slow Learners…

… há ainda os que são claramente no learners, como parece ser o caso da equipa dirigente que manda na comunicação da Fenprof. Nada de confundir esses nichos de acomodados (sim, quem está década de rabo no cadeirão, indo às escolas de visita, é porque se acomodou), com a grande parte das bases, delegados e dirigentes menos destacados da organização, que muito respeito, sem um pingo de ironia.

Vai para coisa de quase 15 anos que esta gente se incomoda porque um tipo não filiado, sem cartão partidário, sem pertencer a uma irmandade ou grupo de pressão com identidade de género alternativa, aparece de quando em vez em alguma comunicação social, a convite, para dar a sua opinião sobre assuntos relacionados com aquela que é a sua área de trabalho há mais de 50 anos, se incluirmos os tempos de aluno, de docência, de investigação académica e ainda de técnico superior autárquico (não foi longa, mas num período interessante). Lamento que não tenham mais nada que fazer, mas percebo que precisavam de ocupar o tempo que vos sobra por não quererem ouvir e ver o Zelensky. Mas não descarreguem em mim, que não adianta nada. Se não aprenderam que não é assim que chegam a algum lado, começa a ser tarde.

Vamos lá a ver: a Fenprof tem todo o direito a tomar iniciativas e vê-las divulgadas. Mas também tem o dever de admitir as suas falhas ou inconseguinentos e há que reconhecer que há mais de 15 anos que mal acertam uma, no que aos professores de carreira diz respeito. Não falo de outras coisas paralelas, nem aqui interessa esmiuçar certas barganhas feitas a preceito. Em especial desde o final de 2015, em nome da estabilidade da geringonça, conseguiram, após 10 anos de tareias, que o governo do PS, via ministro Tiago e secretário João, fingisse que eram parceiros a sério em mais do que tentar “calar” (nem sempre pelas vias mais éticas ou decentes) quem desalinhasse das fileiras. O resultado foi uma lenta sodomização política, em público, que lamento muito, porque as consequências disso se reflectiram directamente na minha vida profissional e, por consequência, na pessoal. Não me esqueço dos elogios ao ministro Tiago, assim como à secretária Alexandra, não esquecendo a longa (e mal disfarçada) cumplicidade com o secretário João.

Apesar disso, em nenhum momento – como sempre garanti – entrei em qualquer organização (nova ou velha) vossa concorrente, porque não é esse o meu projecto de vida. Portanto, sinto-me perfeitamente à vontade para vos mandar catar, quando se armam ao pingarelho. Há umas semanas, estive num outro debate (sobre a formação de professores), em que esteve o líder da Fenprof e o actual líder do SPGL (o tal que me meteu na rua da primeira reunião sindical a que decidi assistir, só porque fiz um par de perguntas absolutamente razoáveis, e agora pensa que tenho alguma réstia de vontade em estender-lhe sequer o cotovelo). Não sei porque não clamaram que deveria lá estar alguém da FNE, do SEPLEU, do SIPE, da Pró-Ordem ou de qualquer outra organização “representativa”, em vez de mim ou do João Couvaneiro, por exemplo. Afinal, também aí não representava mais ninguém do que a mim próprio. É porque não metia câmaras e microfones que não lançaram um comunicado cá para fora?

Desde 2008, pelo menos, que não conseguiram perceber que nada ganham com “bicadas” como a do comunicado acerca do programa de anteontem? Apenas me dão o gozo de vos devolver com os juros da memória de quem nem gosta muito de pizzas, nem de andar com as calças pelos tornozelos anos a fio, só que sabendo que quem se lixa são os zecos. E nem me venham com a do “discurso anti-sindical”, porque a pior propaganda desse tipo deve-se à atitude dos vossos líderes, a quem nunca neguei o direito a amesendarem-se com o poder, só criticando que deixem a fatia mais estreita sempre aos mesmos.

(é pá, cresçam e pratiquem no terreno a defesa dos professores no concreto, em vez de se limitarem a “ganhar posições” e depois fazerem porcaria; como já repetidamente escrevi, o único recurso de que fui árbitro e que não foi considerado procedente, foi por influência clara de um PCG que foi um destacado dirigente do SPGL, que teve uma acção vergonhosa…)

3ª Feira

Não sou a pessoa mais cordata do mundo ou tenho pretensões a exibir uma educação superior à maioria. Mas chateia-me e a paciência escasseia quando leio certas pessoas que se amofinam se são mal tratadas ou qualificadas do que desgostam, a fazer o mesmo aos outros, numa de olho por olho, à Antigo Testamento. Por vezes, gente muito católica e Novo Testamento, amai-vos uns aos outros e tal em outras matérias. Portanto, não me apetece ser qualificado como “picado” apenas porque aceito ser vacinado e espero fazer o reforço da dosagem contra o “bicho”, que as duas primeiras doses passaram como um copo de água, só que com meia hora de espera a ver se caía bem. “Picado” fui logo após nascer e ainda bem que quase somos todos desde meados dos anos 60. Amigos meus com mais 2-3 anos só foram picados tardiamente e bem que sofreram à conta disso, a começar pela polio. No meu caso, a falta de um “reforço” fez com que aguentasse um camadão de sarampo à boa e velha moda. Tomara que a minha mãe não fosse então céptica com o “experimentalismo” das vacinas, porque quem as pagou fui eu. Depois disso, fui “picado” à brava para recuperar o atraso. Não é que o termo seja em si muito ofensivo, mas o contexto em que surge na boca e teclado de certas criaturas é no sentido de sermos “picados” como o gado ou a boiada nas touradas. E isso, que me desculpem aqueles a quem até trato apenas como “relativistas” e sabem comportar-se sem arrotar à mesa, dá-me vontade logo de mandar cert@s libertári@s à m€rd@ e esquecer quaisquer pruridos de etiqueta

Sim, sou vacinado e continuarei a sê-lo enquanto a relação ganhos/risco for claramente positiva, que eu não tenho medo de ficar com o “sangue impuro” ou que o meu adn fique corrompido, até porque já deixei descendência com o adn e sangue puríssimos, a menos que a vacina do tétano também seja o resultado de um conspiração global da China com o Biden, o Soros, o neo-capital global em qualquer nova versão dos Protocolos dos Sábios do Sião. Porque há quem fale em estratégia do medo, mas use a do terror, em pouco se distinguindo na retórica e estratégia comunicacional.

Concluindo, se é para darmos uma de Velho Testamento, a cada “picadela” que eu ouça ou leia por aí em tom de superioridade de sangue puro, levarão o devido tratamento de volta, à Cro-Magnon digital. Querem respeito? Respeitem. Querem liberdade? Só para vocês ou podemos todos usá-la? São muito ciosos da vossa pureza? Então, não fiquem a olhar para a sanita depois de fazer e não usem papel higiénico perfumado, muito menos de dupla folha, que vos enfia rna marado por ali acima. Limpem com o dedo e depois a folhas de couve.

Estás Com Saudades Da Petizada, Mário?

Não vou ser hipócrita… não é a posição em si que critico (pelo menos no 1º ciclo encontro motivos para adiar mais uma semana), mas ser enunciada por este “protagonista”. Para mim, “incompreensível” é todo um outro tipo de coisas. O Filinto também deveria decidir que “roupa” quer vestir este ano, se de autarca do PS, se de representante da micro-corporação dos directores próximos do PS.

Depois de a Direção-Geral da Saúde ter afirmado não se comprometer com o regresso às aulas no dia 10 de janeiro, como inicialmente foi anunciado, Mário Nogueira, membro da Federação Nacional dos Professores, FENPROF, revela que, a seu ver, “seria incompreensível um novo adiamento na abertura aulas”.

Rodriguices – Maurício Brito

Complementando de forma muito atenta o que escrevi mais abaixo, o Maurício foi em busca da faceta “empreendedora” do Arbusto de Alá e deu com a sua relação muito estreita com a teta do Estado. Claro que @s colegas de programa, tão distint@s, nunca o confrontariam com a hipocrisia. Como já escrevi, em gente desta não se bate com processos, que é o território onde eles ganham créditos junto dos amigos, bate-se é com a verdade de serem uns chupistas que levam do Estado muito mais do que qualquer professor.