Mas Existe Educação Sexual Nas Escolas?

Não é aquele eufemismo da “Educação para a Saúde”? Que depois tem uns conteúdos transversais e meia dúzia de horas por ano para tratar não se percebe exactamente o quê. Hoje há por aí fartura de notícias sobre o assunto… porque as escolas “não cumprem” a lei, ou porque a dita cuja “não chega a todas as Escolas” ou porque lhe é “dada pouca atenção”.

Não sei se repararam, mas a culpa é sempre das “escolas”.

Como ainda ontem estive a escrever o meu naco de prosa para incluir no relatório de final de ano do trabalho com as turmas de 7º ano nesta matéria, gostaria de, com ressalva de excelentes exemplos e naturais excepções, deixar aqui umas breves notas, daquelas curtas e grossas, em crescendo de retórica irritação, tudo com conhecimento directo no chamado “terreno”.

  • Como está delineada a sua implementação a “Educação Sexual” é uma miragem, um simulacro, como tanta outra coisa despejada no currículo aos retalhos por políticos com mais agendas políticas do que verdadeiro interesse em servir os alunos.
  • O trabalho que muita gente tenta fazer é objecto de um notável voluntarismo e dedicação, quantas vezes dando apoio aos alunos de forma individualizada nos seus problemas em tais matérias, fora de horários e em situação informal. Há situações quantas vezes dramáticas que, por falta de um ambiente familiar estável ou estruturado, acabam por ter na escola o único apoio em termos de adultos.
  • Há encarregados de educação que, pela sua postura ideológica, recusam todo e qualquer trabalho nesta matéria com os seus educandos e educandas, chegando mesmo a fotografar a mera enunciação de temas a abordar ou sumários e a colocá-los nas redes sociais (por vezes recorrendo a terceiros por evidente falta de qualquer coisa a que se poderia chamar carácter) para “denunciar” a “lavagem cerebral” em decurso nas escolas por parte dos “radicais de esquerda”. Felizmente, nunca me aconteceu, mas já vi acontecer, incluindo a parte em que há quem manda divulgar e o operacional da divulgação.

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A Questão Do “Respeitinho”

Um comentador quase residente aqui do blogue decidiu, mudando de nick, encrespar-se com o facto de eu fazer “piadinhas” acerca do PAN. Que não se admite, que são um partido sério, com causas sérias e que merecem respeito. Ou seja, o “respeitinho” é muito bonito logo que se ganha um deputado lá fora depois de outro cá dentro e uns 5% de votos em 30% de afluentes às urnas.

Mas… se há coisa c’agora como antigamente eu gosto é de criticar quem começa a armar-se em qualquer coisa de importante porque bater a pequeninos, quase indefesos, é que fica mal. Aqui critica-se valentemente o PS e o PSD, assim como o PCP e o CDS e nem o Bloco ou os sindicatos escapam e eu sei – basta ver os desamiganços nas redes sociais e outras críticas mais explícitas por lá ou em mails privados – o que isso acarreta, o ser-se uma espécie de pária organizacional, sem “respeitinho” por quem manda, acha que manda ou quer mandar. Nesse sentido, agora que o PAN já é crescido (como em tempos foram outros fenómenos da natureza política como o Livre ou o primeiro partido dos reformados do Manuel Sérgio ou o partido ocasional do Máááárinho Pinto que foi um e depois já era outro), já tem cara para levar uns tabefes blogosféricos e não vejo qualquer mal nisso ou sequer “intolerância”. Pelo contrário, chegaram ao campeonato dos grandes. Bater no MAS ou no POUS, no PTP ou no PURP é que seria abusivo.

Bater no PAN aqui por estas bandas é como um ritual de passagem. Agora já merecem ser tratados como gente grande. Quem não percebe isso… enfim…  é pena, mas não é com a fuga de uma andorinha que chega o Inverno.

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O Pitoniso Da SIC

Nas outras televisões não é muito diferente (incluindo a pública RTP que se diz ter obrigações de pluralismo), mas na SIC é mais visível a forma como para tratar a questão dos professores mais do que analistas se apresentam militantes de um só lado da polémica. Contraditório completamente nulo perante barbaridades em catadupa. Estou a pensar fazer uma sondagem quando ao mais irritante e mistificador, se este se o clássico mst que esta semana já conseguiu inventar mais uns números. Mas o Polígrafo não se preocupa com essas coisas.

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Ando Um Bocado Farto De Oposições De M€rd@ Feitas Por Políticos De 3ª Linha Com Delírios De Napoleão Doméstico

Não há outro termo técnico para colocar as coisas. São muitos anos a colocar em oposição professores e pais, como se @s professor@s não fossem também mães e pais. Depois vieram aqueles analistas-economistas-políticos de algibeira que entre nós são do mais incompetente que se arranja que passaram a opor professores a contribuintes, como se os docentes não pagassem, sem direito a escape ou truque contabilístico, os seus impostos e contribuições logo na origem. Agora Costa opõe professores a “portugueses” numa estratégia patrioteira, torpe, demagógica e politicamente obscena que talvez merecesse mais do que estes qualificativos. Só questionaria porque preferem espanhóis, chineses, angolanos e americanos quando se trata de vender os anéis e os dedos ainda prestáveis da Nação.

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