Se Ao Ministro Costa Desgosta Ser Tratado Como Mentiroso…

que tal parar de dizer que 70% de 4 é igual a 70% de 10?

Ou não aprendeu a fazer contas no Básico?

Vamos lá… 0,7×4=2,8, mas 0,7×10=7!

Está a ver a diferença? Percebe por que razão se chama mentiroso a quem mente?

E deixe de se armar em calimero, lá porque fizeram uns cartazes menos agradáveis. Veja lá o que ainda hoje disse sobre professores a manifestar-se, só porque estão contra si…

E Depois Há Aqueles Delírios Que, Em Boa Justiça, Não Podem Ser Atribuídos À Tutela

Como polvilhar estes dias de múltiplas actividades e coisinhas assim e assado que ficam muito bem nos PAA e nos relatórios de ADD no espectro da alta xalência e o coiso e tal. Ainda não percebi se é falta de horas de aulas a sério, se é apenas a ânsia de coiso.

Então, Vem Tu Instalar, Pázinho!

O problema não é a enorme dificuldade da aplicação… é a relação entre o tempo disponível e a quantidade de computadores onde aplicar.

Se o presidente do Iavé não percebe isso ou é mesmo [pi-pi-pi] ou está a fazer-nos a nós de…

Associação dos professores criticou o facto do “manual de instruções” ter chegado dois dias antes do arranque das provas. Presidente do IAVE responde e afirma que “até os alunos” a conseguem instalar.

Quando Uma Bola De Naftalina Com Aroma A Pedagogia Patchouly Sai À Rua, Dá Nisto

Apaguei a identidade da criatura porque, mesmo nunca tendo estado em pessoa por perto, acho que me detesta mais do que eu sinto desdém por ela (criatura, não se refere a género).

Trata-se de uma figura da corte costista, daquelas que anda a xuxar mobilidades estatutárias há anos para poder fazer manuais em remanso, muito defensor da tolerância, excepto quando lhe chega o fogo à rabiça. É dos que, quando leva na mona, mesmo que seja sem vernáculo, bloqueia, que é democrata profundo e não gosta que se lhe aponte a inspiração divina de certas criatividades. Já foi das esquerdas extremas, mas agora é dos socialismos domesticados.

Anda pelos grupos de professores a regougar, como se percebesse de um assunto que não pratica há décadas, porque é daquela geração que vinculou ainda antes de quase saber ler e escrever. Conheço bem o trajecto e quem o antecedeu no cargo a que agora se agarra até à reforma. E sei o que ele expele sobre mim quando acha que eu não estou por perto… porque se estiver, atira umas “bocas”, antes de bater em retirada a trote.

Sim, desdenho bastante de quem nem sequer parece perceber que as regras da “vinculação dinâmica” permitem que pessoal com 20 anos se serviço seja ultrapassado por quem tenha apenas 3 ou 4.

Sim, desdenho bastante de quem não percebe que uma coisa é um “concurso por zonas”, outra é um concurso em que não se é obrigado a concorrer a todas as zonas.

E desdenho porque isto não é propriamente ignorância (embora não perceba que um caso com duas premissas não é o mesmo que “dois casos”), mas mero lambe-botismo.

E tenho imensa pena que seja desta massa que é feita certa “aristocracia” da docência, tão amante dos alunos que foge das salas de aula a setenta pés.

Confesso Que Não Tinha Dado Por Esta Coisa Que Me Custa A Qualificar Como “Jornalismo”(Mesmo Com Aspas)

Embora a “geografia” de alguns depoimentos me esclareça sobre a forma como foram conseguidos ou por quem foram promovidos. Por exemplo, Setúbal não é assim tão longe que não se saiba como as coisas acontecem. Algumas destas pessoas, em forma de encarregad@s de educação é que deveriam ter de provar o que afirmam, tipo junta médica que descobre 20’% de baixas “fraudulentas” sem se afirmar quantos foram os casos.

A Confap para isto já aparece. Pena é que não tenham falado com nenhum professor “grevista” das escolas referidas. Ou se calhar até falaram… com um dos directores e com o seu amigo autarca insatisfeito com as manifs de professores por ocasião de eventos partidários numa certa escola, porque até confere.

Alguns depoimentos são do mais demagógico, a começar pelo recurso a “centros de explicações” em miudagem no 2º ou 3º ciclo. Trate-se a ascendência e a descendência terá muito menos problemas.

A principal vítima?

A seriedade do tratamento deste assunto.

Estas são as vítimas das greves nas escolas

Domingo

A vinculação “dinâmica” (agora vinculas aqui, a seguir ficas onde calhar) do ministro Costa, não fica ou aproxima seja o que ou quem for. É uma completa mentira, uma mistificação, que deixa muita gente com enormes dilemas quanto ao que fazer com a sua vida profissional, pessoal e familiar. Porque não estamos a falar de mim no final dos anos 80 ou inícios de 90, sem grandes encargos (não havia telemóveis, televisão por cabo, internet ou serviços de streaming e a água, luz ou gás eram tudo serviços públicos). E mesmo nessa altura eu sempre arrisquei pouco.

Agora, estamos a falar de gente com 35-40 ou mais anos que, ao contrário de qualquer outra profissão qualificada, ao fim de 10-15-20 anos de serviço, é atirada para qualquer ponto do país “se quiserem vincular” como afirmou o ministro Costa na SICN, ele que raramente mexeu o rabo de Lisboa em termos profissionais, excepto quando foi para a Holanda certificar-se em língua portuguesa.

E há momentos em que as coisas devem mesmo ganhar uma dimensão “pessoal”, porque são pessoas que criam “modelos” que lixam a vida de outras pessoas, sem que tenham sido eleitas para isso. Os ministros – como um qualquer galamba – são escolhas de um primeiro ministro, não escolhas do povo que nem todos consideram soberano. Aliás, ao contrário de noções muito estranhas de um primeiro-ministro formado em Direito, as eleições são para escolher deputados – o poder legislativo – de que depois emana um Governo e não o contrário.

Mas adiante que eu já sei há muito que esta malta chumbaria sem remédio num teste meu de 6º ano de HGP.

Concentremo-nos no importante e que é o momento em que há quem tenha de tomar decisões e perante a possibilidade que o duo Costa&Costa acha certamente magnânima, decide recusar, dizer não, porque há alturas da vida em que a lotaria – ou a roleta russa – são complicadas de aceitar como forma de definir o futuro.

E carrega-se em “confirmar”.

Eu já não tenho de passar por isto – mesmo se o futuro pode ficar à mercê de um conselho de qzp formado, quase certamente na sua maioria, por gente com menos tempo de serviço efectivo ou habilitações que eu – mas não me vou esquecer do que esta malta está a obrigar milhare e milhares de colegas a passar.

As contas não se ajustam apenas no Inferno.

A Luta Em Regime De Franchising

O que abaixo transcrevo e foi publicado no fbook pouco depois das 17.00, cheira-me imenso a esturro e, que me desculpem (ou não) os estrategas do “novo sindicalismo”, mas há várias coisas que não batem mesmo certo, seja na cronologia, seja nos protagonistas, assumidos ou encobertos. E a parte que assinalo a vermelho-me levanta-me muitas dúvidas sobre a seriedade de quem afirma, sobre a resistência aos SM, que “devemos juntos decidir qual o melhor momento para o fazer“, quando já houve pessoas a fazer isso, isso, sem serem associadas do S.TO.P. incitadas por quem não se assumiu como seu representante. Aliás, a esse respeito, o texto abaixo é uma enorme confusão entre o já feito e (não) planeado e o que tem de ser decidido.

Agora é que querem decidir o “melhor momento”? Não decidiram dia 18 de Março e alguém apareceu a incitar, antes dessa “consulta”? E agora só vão decidir dia 20 de Maio esse tal momento, quando iniciam uma greve já esta semana? E é no dia 1 de Maio, feriado do Dia do Trabalhador, a meio da tarde que se lembram de fazer esta comunicação pública?

O colega Luís Costa faz parte do S.TO.P.? A ideia foi dele ou do sindicato, como se dá a entender? Aparecem agora a assumi-la como sua porque dá jeito cavalgar a coisa? E garantem que nos vossos “encontros” estão mesmo só associados ou aparece quem quer, assumindo-se como “comissão de greve” quem nem sequer consultou @s colegas nos seus agrupamentos?

Depois de ter sabido da estratégia de franchising da luta, usando “agentes” com outras designações para a promoção de algumas acções, esta comunicação faz com que a minha confiança em certa malta tenha sido abalada de vez, não porque pertençam a este ou aquele partido, não porque parecem não saber para onde vão, não por causa de andarem a misturar tudo, mas sim por manifesta falta de transparência na forma de agir e comunicar.

Se querem brincar às lutas grandes não façam coisas de miúdos. E que se ofenda quem bem entender, que já era tempo de isso acontecer. Vá, mandem lá o outro fazer um cartaz a furar-me os olhos, que até me sentirei orgulhoso, porque cego nunca serei.

Isto não é “novo sindicalismo”. É outra coisa que não me apetece qualificar.

Dia 18 de março num Encontro Nacional de Comissões sindicais e de greve dinamizado pelo S.TO.P. decidiu-se coletivamente fazer uma sondagem/auscultação para ver o número de Profissionais da Educação que estariam dispostos a exercer o seu direito à resistência perante os Serviços Mínimos (SM) ilegais. O colega Luís Costa dinamizou essa auscultação e serão milhares de colegas dispostos a exercer esse direito.

O S.TO.P. já pediu ao Ministério da Educação uma lista dos Profissionais da Educação que, por terem exercido o seu direito à resistência perante os SM, vão ser alvo de faltas injustificadas e/ou processos disciplinares.

No entanto, para que essa tomada de posição possa ter o maior impacto e efeito possível é fundamental que novamente, de forma coletiva, se decida qual o melhor momento para fazer esse direito à resistência (minorando ao máximo o risco de faltas injustificadas e/ou processos disciplinares).

Concluindo, o S.TO.P. irá dar o apoio jurídico a todos os sócios que tenham exercido esse direito e tenham faltas injustificadas e/ou processos disciplinares. No entanto, apelamos a que também devemos juntos decidir qual o melhor momento para o fazer. Nesse sentido, convidamos todos os sócios a participarem na próxima Assembleia Geral de Sócios do S.TO.P. de 20 de maio (sábado) em Coimbra onde será abordada esta questão.

JUNTOS SOMOS + FORTES!

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4ª Feira

Espantei-me, pela manhã ao ver nas televisões que o acampamento que era para durar até 1 de Maio, conforme inicialmente anunciado e ainda ontem noticiado de novo, estava a ser desmontado. E vi e ouvi um dirigente sindical, de forma mais atabalhoada do que o habitual, a falar na manifestação do 25 de Abril como se fosse praticamente coisa sua, naquela estratégia de fazer passar fantasia por realidade. A verdade é que ontem me chegaram fotos de Lisboa e do Porto e quase parecia a festa da mãe e do pai, separados, cada um, a dizer que a sua é que era. Bandeiras do papá no Porto. Faixas da mamã em Lisboa. Lamento se desagrado a muita gente ao dizer que isso me tira a vontade de fazer escolhas e que, ao perceber isso, depois de almoçar pelo Saldanha, em vez de descer a Fontes Pereira de Melo, subi para o carro e vim-me embora. Não foi só por isso, mas em grande parte fiquei sem vontade de ir na “coluna” destes ou daqueles. Neste momento, começo a achar que o papá e a mamã faziam melhor em decidir se querem ser adultos ou não. Afinal, o destino das “crianças” está em grande parte nas suas mãos, mesmo se é o juiz que decide.

Quanto aos serviços mínimos, por muito abusivos que sejam (e são), gostava de saber se quem promove o apelo à desobediência civil, está em condições de dar o apoio jurídico a quem sofrer eventuais consequências. Porque é muito giro ir para as redes sociais incitar a isto e aquilo mas depois, quando lhes é pedida a ajuda, meterem-se nas encolhas e, no fundo, deixarem a malta no mato de frente para os ursos, lobos e hienas (também pode ser na savana) e que se desenrasquem, pois essas são “decisões individuais”.

Portanto, desculpem lá qualquer coisinha, mas não gozem com quem ainda estava a tentar levar isto a sério.e quem não gostar do que escrevi tem bom remédio… é explicar quais são as prometidas “formas criativas” de ultrapassar os serviços mínimos, sem ir buscar analogias ao muro de Berlim.

Inês Calhau, Mais Uma Vítima do Alzheimer Precoce

Foi-me enviado por mão amiga… que acrescentou que quem lá comentar que a senhora é curtinha de ideias é logo bloquead@. Sorte minha que nunca quis andar pelos mesmos espaços que esta criatura, por vários e desvairados motivos.

Rai’s parta eu que me lembro das estórinhas desta figura nos tempos do indy (sim, mete afectos e colombices, por isso fico-me por aqui, pois é coisa com origem em tricas de senhoras de boa língua de há mais de 30 anos), quando ainda não era “escritora” e receptora de tenças e honrarias do partido amigo. Até porque é fruto do viveiro da Comunicação Social da Nova, mesmo se só coexistimos de raspão por lá. Só que a malta encontra-se na maior parte dos anos e relembra…

Esta senhora gaja que escreve umas cenas ignora (ou finge) que os congelamentos foram iniciados pelo governo que a nomeou para a Casa Fernando Pessoa.

Pior, ignora que ainda recentemente foi o o primeiro Costa a mandar os professores emigrar.

António Costa sugere aos professores de Português sem colocação que emigrem

Que a Inês era um calhau já eu sabia há décadas. Que fosse tão “esquecida” ou apenas desonesta em termos intelectuais basta ver uns minutos daquele aterrador programa da RTP3.

O comentário não é apenas “desprezível”, pois é muito mais do que isso.

Mas é assim que se fazem “carreiras”.

Não Consegui Arranjar Um Título Para Este Post Que Conseguisse Reflectir Com Rigor O Que Penso Da Prosa

Não tem nada a ver com divergência de opiniões, uso de vernáculo ou de outro tipo de qualificativos. Tem tudo a ver com um outro tipo de juízo que faço sobre este modo de “analisar” a situação por parte de quem não se incomoda com o modelo social e económico low cost, desde que não se lhe aplique e de quem considera que os “custos” se medem apenas em euros e não em dignidade e qualidade da democracia. Talvez porque essas não sejam as suas prioridades.

Talvez também por pura desonestidade intelectual, porque Manuel Carvalho viveu, por certo, como eu, os anos 70 e 80 do século XX (quantos dias eu não pude ir à escola ou mesmo para a Faculdade devido a greves de transportes?), com toda uma conjuntura de greves muito mais complicada do que a actual e com muito mais danos para a “sociedade”. Este discurso é falso em termos factuais, é desonesto em termos políticos. Em outros tempos, diríamos que não passa de um discurso “burguês”, acomodado, que convive bem com a limitação dos direitos cívicos e laborais e a quem horroriza a “imaginação” de quem ousa não repetir o que já foi feito (quando há não muito tempo se criticava que as greves eram sempre iguais, repetitivas, sem imaginação).

Por que razão temos estas greves intermináveis? A resposta crua, mas indispensável, está aos olhos de todos: porque há hoje em Portugal uma enorme desproporção entre os custos para os grevistas e os custos para a sociedade. Se uma greve é um acto de resistência e de luta, todas as partes envolvidas têm de se sujeitar a prejuízos: as empresas ou os governos, certamente, mas também os sindicatos ou os trabalhadores.

Hoje, a imaginação dos novos sindicatos destruiu esse equilíbrio da relação de poder nos conflitos laborais dos países democráticos. As causas dos trabalhadores tinham um significado reforçado na sua disponibilidade para perderem salário. Fazer greve implicava crenças e compromissos, fossem de natureza laboral ou política, e esforço pessoal e material para os defender. Perder salários para garantir direitos era uma poderosa fonte de legitimidade.

Hoje, esse balanço ruiu. É possível fazer greves que paralisam sectores, perdendo uma hora de trabalho. Os funcionários judiciais chegaram ao ponto de decidir o que fazem ou não fazem, enquanto trabalham – e recebem por inteiro.

Quando quem manda num órgão de comunicação social, que tem como função principal a “informação”, aproveita os “editoriais” para fazer campanha activa contra a contestação social (mas de modo selectivo, há que reconhecer, porque a Manuel Carvalho há classes menores, que ele aparenta abominar de modo especial), em nome da “sociedade” que já expressou várias vezes em sondagens públicas que não está contra as greves, está muita coisa explicada acerca da vida simplificada que tem um governo que assim pode divulgar estatísticas sobre as greves, em que se calculam percentagens de adesão em greves distritais de professores sobre o total nacional de docentes, com a colaboração do jornalista que faz a peça, com gráficos e tudo.

A opinião pública, a “sociedade”, compreende as greves e já o demonstrou em várias consultas que Manso, desculpem, Manuel Carvalho ignora. Quem não gosta delas é o “novo jornalismo” do rabo sentado no cadeirão e telemóvel mais inteligente do que o dono na mão a tempo inteiro.

Não preciso que apoiem esta ou outra causa, minha ou de terceiros, esta ou outra contestação, de professores, enfermeiros ou funcionários judiciais. Já desisti de esperar que avaliem as coisas com rigor, a começar pela justiça das reivindicações. Apenas que sejam minimamente honestos na forma como a “analisam” ou mesmo como produzem “opinião”. Embora perceba que ter como objectivo pagar 1000 euros à maioria dos jornalistas de uma redacção seja mais fácil se um tipo gritar bem alto a sua repulsa por quem luta contra a precarização e proletarização generalizada da “sociedade”. È “coerente”.

(o Público é uma entidade privada… tem o direito a tomar o partido de quem bem entender e levantar reservas àqueles que não se acomodam às suas directrizes – quando me senti mal, deixei por duas vezes de para lá mandar textos -, mas depois não digam que são as redes sociais que mentem ou publicam informação falsa, quando os jornais “sérios” publicam material informativo “vampirizado” e, em modo de “desfeita”, atribuem a sua divulgação original de forma truncada; ou quando tentam ocultar plágios recorrentes…)