Homem, Calado Ainda Podes Passar Por Cientista!

No semanário do regime costista-marcelista, o ministro Tiago explica que tudo aquilo que pensavam que ia existir no próximo ano lectivo, em boa verdade, não vai. Mas o melhor é ele a explicar que a mitigação da propagação do vírus não se limita ao distanciamento. Sim, é como dizer que as pessoas não morrem apenas por serem atropeladas ou terem doenças terminais. Também podem ser atingidas por um raio na testa.

Bolhas! não, desculpem… Bolas!

E é perceptível a incredulidade de quem pergunta.

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Expresso, 4 de Julho de 2020 (imagem sacada no fbook à Helena Bastos)

É isto um cientista?

 

O Meu “Sentido Profundo De Dever Cívico”… 2

… impede-me de colocar dúvidas de carácter ético, moral ou “cívico” em, relação a classes profissionais inteiras, em especial com base no seu estado de saúde quando estão em grupos de risco de contrair a covid-19. Mas há quem tenha feito outro curso de “Educação Cívica” quando foi à escola.

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Os Marretas Ao Menos Tinham Graça

Claro que o problema teria de residir nos professores envelhecidos, atendendo a alguns dos participantes, jovens como alfaces ao amanhecer ou especialistas instantâneos em assentamento de sentenças e outras coisas “não lucrativas” (atchimmmm!).

Os professores não estão preparados para ensinar à distância

(…)

O debate, organizado pelo Expresso em parceria com a DECO Proteste, reuniu um conjunto de especialistas no sector da educação, e contou ainda com a presença de Alexandre Homem Cristo, co-fundador e presidente da QIPP, organização sem fins lucrativos que atua na área da educação, Nuno Almeida, IM B2B manager da Samsung Ibéria, Rita Coelho do Vale, professora de marketing na Católica Lisbon, e Teresa Calçada, comissária do PNL 2027 (Plano Nacional de Leitura).

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(já sei que é “demagógico” apontar o facto destas luminárias nunca se terem visto, durante uma semana que fosse, à frente de uma meia dúzia de turmas do ensino básico público nos últimos 30 anos, à distância ou pertinho…)

Homem, Calado És Um Poeta!

Não tentes teorizar com base em guiões. Ninguém acredita que percebas mais agora do que há 5 anos. Debitas chavões. Vai para a sombra. Não chateies. Não qualifiques as atitudes e opiniões dos outros, que percebem mais disto num dedo mindinho do que tudo no corpo todo. Se tivesses algum decoro, ias-te embora, arranjavas um lugar qualquer que não fosse o de ministro durante dois mandatos graças a um imenso vazio. Já tive alguma reserva, mas quando escreves num espaço de “Direita” (de acordo com os teus maniqueísmos mentais) prosas da treta, só me apetece puxar do vernáculo.

Poupa-nos!

E o AHC poderia ter-nos poupado a isto, mas não resistiu.

Será que entendem que há toda uma geração de professores(zecos) que, de forma mais pou menos assumida, só tem vontade de vos mandar à [pi-pi-pi].

O ano em que a escola se reinventou

(…)

Termina, esta semana, o ano letivo mais dramático das últimas décadas, devido à pandemia que se espalhou por todo o mundo. É, portanto, tempo de fazer um balanço, em termos educativos, que nos ajude a preparar os próximos passos. Mas um balanço que entenda que a Educação ocorre no quadro da vida de uma comunidade e num horizonte temporal amplo, sem se compadecer com juízos especulativos, simplistas ou imediatistas.

(…)

Outra questão que esta circunstância demonstrou é que o já previsto Plano para a Transição Digital, um dos pilares do Programa do XXII Governo, constitui uma prioridade, também na Educação. Para isso, é necessária uma intervenção integrada, a par de soluções organizacionais, orientações pedagógicas e formação de professores.

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E Depois Querem Certas Criaturas Que O Subsídio De Férias Seja Pago Em Certificados De Aforro?

O buraco do Fundo de Resolução vai em mais de 7 mil milhões de euros. Já sei que dizem que não é tudo dinheiro público. Tá beeeemmmmm. A malta acredita por piedade.

Entretanto, jovens génios da economia para totós (os mesmos que defendem a retoma da economia, mas não se percebe se apenas com o consumo dos mexias) sugerem que o subsídio de férias seja pago em certificados de aforro. Estes gajos que, só por acaso, vivem na órbita da câmara do Carreiras (ou da Misericórdia, quando lá está gente simpática) para sobreviver (como em tempos era o caso do marialva moitadedeus com a sua muito privada empresa) sobre a banca só sabem escrever loas ou justificações mais ou menos invertebradas para os lucros de instituições que estariam falidas na maioria sem o dinheiro do Estado.

Não é uma questão de esquerda/direita, mas mais do domínio da falta de decoro. E eu estou farto destes palhaços “ricos”.

Alcatrao2

Pensamentos Da Pandemia – 19

Tenho um particular desprezo por aqueles comentadores de redes sociais (esplanada, tertúlia televisiva, wc público) que aproveitam a mais pequena hipótese para desancarem nos professores, baseando grande parte da sua superior sapiência no pretenso “argumento” de “eu já fui professor@ (embora sejam mais os gajos que usam esta treta de conversa) e saí porque [isto ou aquilo]”.

A ver se não me sai vernáculo no que penso acerca destas criaturas com muitos coliformes fecais fora do órgão certo. É pá, vocês foram professores biscateiros em determinada fase da vida e o mais certo é terem sido uma m€rd@ como profissionais e tendem a medir toda a gente pela vossa própria mediocridade e agora, em especial quando se acham de “sucesso”, gostam de cuspir no prato alheio como se fossem qualquer coisa de relevante. Deixaram de ser professores porque se viram apertados por trabalho ou acharam que ganhavam pouco ou apenas porque eram mesmo uma vergonha. Não venham agora com tiradas como se fossem algo mais do que isso, umas bestas malcriadas a que o verniz do tal “sucesso” não consegue esconder a vossa verdadeira natureza de trolls de teclado leve e estupidez natural.

bullshit-detector

 

E Agora, Para Desvincularmos De Vez…

1. JS-Madeira, numa enorme vacuidade discursiva. Como é dia da criança, acrescento a imagem do líder da agremiação.

JS quer uma nova era da educação digital

CromoJS

2. A Unicef, que deve desconhecer o abandono a que foram votados aos alunos outrora conhecidos por terem “nee” no actual contexto, nada tendo feito a esse respeito, parece ter agora acordado, passando aos outros o trabalho por fazer:

Unicef pede que escolas recebam no verão crianças com dificuldades no ensino à distância

Pensamentos Da Pandemia – 17

Começaram, claro que começaram, os primeiros “murmúrios” acerca da possibilidade de haver cortes nos vencimentos ou alguma forma de congelamento de progressões. O “clima de afectos” entre o PM e o PR é de assumida troca de favores e engana-se quem procurar achar uma fissura na muralha d’aço que constituem. Pelo menos até às presidenciais. Claro que “ajuda” termos uma especialista em quebrar contratos na tutela das carreiras da administração pública (sim, procurem na sua produção “científica”), nada será de espantar. Mas – e eu seu que da “esquerda” à direita direita dirão que isto é demagogia, mas é mentira – a verdade é que isto se discute quando não há dúvidas nas transferências para o Novo Banco (o “banco bom”, relembre-se) ou há uma encenação de polémica para injectar mil milhões de euros na TAP privatizada.

Então é assim e que fique desde já muito claro… se me voltarem a cortar vencimento ou a congelar a progressão, enquanto financiam empresas que privatizaram ou pagam compensações a parcerias, se quiserem que eu continue a pagar do meu bolso o ensino à distância (quando dão milhões para o desenvolvimento, aperfeiçoamento e actualização de plataformas 360 que não servem para um chavelho de cernelha) garanto que entrarei em situação de stress profissional e burnout financeiro-emocional. E mandem quem bem entenderem, de preferência alguém novo e dinâmico, para me substituir. Porque eu já não tenho reservas de pachorra para gente sem um pingo de vergonha nas fuças.

Sim, a terminologia começa a vernaculizar.

Palavra de não escuteiro.

Haddock

O Que Está Na Ordem Do Dia

A superioridade moral dos que “nesta vida” (cito um comentador no meu mural do fbook), procuram “soluções” e recusam colocar “problemas”. Está na ordem do dia um certo grupo colocar-se em bicos de pés, como se estivesse a salvar a Nação de qualquer coisa, afastando de forma complacente e usando os métodos que dizem criticar qualquer tipo de objecção. Lêem as mais suaves críticas como ofensas imensas e reclamam pelas sugestões apresentadas há um mês, que não leram ou desprezaram. Insistem em apresentar como “novo paradigma”, o que são metodologias requentadas em tempos de crise. E eu estou farto dessa conversa da treta, em que por “trabalho colaborativo” entendem alinhamento acrítico nas “soluções” saídas de uma profissionalização dos anos 90 do século passado, com mais ou menos vídeo-coisas. Há pessoal que insiste em confundir a novidade do meio, com novidade da mensagem ou do método. Criticam as aulas “antiquadas”, em que os professores falam para os alunos e depois substituem-nas por aulas em que falam para os alunos através de webcams. Há quem não seja capaz de perceber o que é realmente uma inovação (e não recuperação de coisas dos anos 60 e 70 do século XX ou mesmo anteriores), mesmo que ela lhe bata na testa em forma de bigorna digital. Mais grave, quem continue com a mentalidade burrocrática dos labirintos processuais e de representação administrativa de sempre, mesmo que envernizada com termos como “paradigma”.

Phosga-se!

Que fartura de auto-satisfações.

Vão-se encher de moscas.

Façam como os outros… pelos corredores arranjem forma de serem recompensados com isenção de quotas e sejam todos excelentes.

Pudesse eu decidir e havia malta que, de tanta boa vontade e sentido de “dever para com os alunos”,  levava com uma enxurrada de comendas (virtuais, claro) no 10 de Junho.

Haddock

(há problemas óbvios com algumas plataformas? é alarmismo! chama-se a atenção para o erro que será pensar numa avaliação equitativa nestes moldes? as desigualdades sempre existiram! o currículo da nova telescola é esquelético? o que é que querem, fariam melhor?… enquanto as reacções forem deste calibre, percebe-se que o diálogo com visões diferentes das coisas é profundamente indesejado. as sebentas saíram do arquivo… têm a resposta certa e sebastiânica para tudo…)

(Muitas) Palavras Para Quê?

Como não concordo com ele, centro-me por vezes em pessoas não propriamente por me importarem, mas porque têm poder para interferir na minha vida profissional e, indirectamente, por condicionarem as minhas opções pessoais. Até pela forma como foi usado para embolsar os sindicatos durante quase três anos (um belo bluff), o ministro Tiago merece-me a atenção q.b. para que a sua prosápia não passe impune. Já agora, pisca-pisca e poker face descombinam.

TiagoPoker