Gostava Que Me Definissem O Que É Um “Perito” Em Matérias Como O Ensino Da Matemática, Na Perspectiva Do(s) Encomendador(es)

Não me quero alongar sobre a forma como este tipo de trabalhos é “encomendado” e do que sei acerca da forma como estas coisas são apresentadas, porque é chatp. Tive a oportunidade, há uns anos, de ler um “projecto” de relatório de um grupo destes e aquilo era confrangedor. E depois há aquela coisa que ofende muitas vezes os “encomendadores” que é saber-se as conclusões dos estudos só de ler o nome dos “peritos”.

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Público, 16 de Julho de 2019

Como É Que Diz Que Disse?

(por outro lado, explica o mais do que frequente fracasso das terapias usadas para a combater)

A Waste of 1,000 Research Papers

Decades of early research on the genetics of depression were built on nonexistent foundations. How did that happen?

In 1996, a group of European researchers found that a certain gene, called SLC6A4, might influence a person’s risk of depression.

It was a blockbuster discovery at the time. The team found that a less active version of the gene was more common among 454 people who had mood disorders than in 570 who did not. In theory, anyone who had this particular gene variant could be at higher risk for depression, and that finding, they said, might help in diagnosing such disorders, assessing suicidal behavior, or even predicting a person’s response to antidepressants.

Back then, tools for sequencing DNA weren’t as cheap or powerful as they are today. When researchers wanted to work out which genes might affect a disease or trait, they made educated guesses, and picked likely “candidate genes.” For depression, SLC6A4 seemed like a great candidate: It’s responsible for getting a chemical called serotonin into brain cells, and serotonin had already been linked to mood and depression. Over two decades, this one gene inspired at least 450 research papers.

But a new study—the biggest and most comprehensive of its kind yet—shows that this seemingly sturdy mountain of research is actually a house of cards, built on nonexistent foundations.

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Onde Está A Grande Descoberta?

E o futuro não será brilhante, pois andam pacientemente a transformar o “sistema público de ensino” numa rede escolar de 2ª ou 3ª linha, não apenas em termos de equipamento (salvo alguns Palácios Escolares) mas da própria concepção pedagógica de nivelar tudo pelo mais básico ou “essencial” no seu pior sentido. Em muitas partes do país, só mesmo a erosão de uma mítica classe média não levou a um maior êxodo.

Este tipo de constatação não precisa de qualquer estudo da OCDE. É pena que o ME não tenha a coragem de apresentar os dados a que pode ter acesso e disfarce com coisas que surgem “lá de fora”. E ainda mais do que a cobardia política, impressiona a forma como transformaram a “inclusão” e todo o “pafismo” flexibilizador numa amálgama que assusta quem tenha um pouco de capacidade crítica para distinguir a treta retórica do que interessa.

OCDE: Portugal entre os que têm mais colégios só com “gente rica”

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Um Número Como Outro Qualquer

A redução do número de alunos por turma para os valores existentes antes da aplicação do programa de austeridade vai custar 83 milhões de euros por ano. O montante foi anunciado nesta quarta-feira pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, durante uma audição parlamentar. A ideia é reduzir, em média, dois alunos por turma

O acréscimo orçamental anual de 83 milhões será atingido quando a redução do número de alunos por turma estiver totalmente implementada, abrangendo todos os anos de escolaridade e todas as escolas. O ministro não avançou quando será atingido esse patamar. O objectivo inicial do Governo era que a reversão da medida negociada com a troika fosse concretizada no ano lectivo 2020/21.

E quem fez o estudo inicial? O amigo Capucha da nossa velha amiga Maria de Lurdes. Custou 60.000 euritos (sem contar o IVA).

O número agora anunciado é muito semelhante àquele que tinha sido apresentado, há cerca de um ano e meio, como conclusão de um estudo, encomendado pelo Ministério da Educação ao Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, com o objectivo de avaliar os impactos financeiros e pedagógicos da generalização da redução do número de alunos por turma para os níveis em vigor antes do programa de austeridade. Apontava-se então para um acréscimo orçamental de 84 milhões de euros.

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