Em Circuito Fechado

Estou a ler um relatório municipal (e é bom que se perceba isso) sobre a divisão do ano lectivo em semestres. Amanhã devo incluir umas passagens daquelas que me fazem rir. Por agora, apenas notar que há um claro problema de credibilidade (e imparcialidade) quando se vai buscar para consultor externo um dos principais defensores da medida naquela área cinzenta entre o mundo académico e o activismo político, e o resto da equipa parece um grupo de prós&prós. Assim, não admira que se conclua o que é suposto concluir-se. Naquela linguagem arrevesada a que estamos habituados em documentos desta estirpe.

Ouroboros

Como Professor E Pai Não Sei Se Estou Em Sintonia

O estudo da Católica tem a vantagem de, pelo menos, desmontar o lugar-comum de apontar aos professores a obsessão quase exclusiva com a transmissão de conhecimentos, pois são os pais que mais espera isso da escola. Isso e mais uns detalhes (como o caso dos tpc que vai contra as teses do próprio Eduardo Sá) que têm maior interesse do que “convergência” acerca dos exames.

E seria interessante ir mais longe na análise do recurso às “explicações”.

Os resultados dos questionários revelam que cerca de 60% dos alunos do Ensino Secundário têm explicações de várias disciplinas – a percentagem começa nos 20% no 1.º Ciclo do Ensino Básico e aumenta até ao 12.º ano de escolaridade. Ou seja, à medida que se avança nos anos, mais estudantes em explicações.

São os alunos com notas acima da média da turma que frequentam esse apoio suplementar fora do horário escolar. O recurso a explicações é um dado que deve merecer atenção, segundo os autores do estudo. Um indicador preocupante porque, como sublinham, “leva para fora da escola a sua missão mais importante: a da aprendizagem dos alunos”. Por um lado, a verdadeira missão da escola é questionada, por outro, aponta-se para um agravamento das desigualdades sociais. As explicações não são um recurso ao dispor de todas as famílias.

Mais de metade dos docentes e encarregados de educação questionados olham para os trabalhos de casa como uma forma de apoio ao estudo. São perto de 60% da amostra. Quase 90% dos alunos têm TPC, 96% dos professores mandam “muitas vezes ou sempre” trabalhos para casa.

Austin

A Ler

Como as capacidades individuais ou o nível de escolarização deixou de ser determinante na mobilidade social, sendo cada vez mais determinante o estatuto pré-existente do contexto familiar. O relatório é de 2015, mas as evidências são cada vez mais evidentes sobre uma alteração fundamental na forma de funcionamento do “elevador social”.

Downward mobility, opportunity hoarding and the ‘glass floor’

elevador

A Ler – Sobre O Post De Ontem Sobre A Hipersensibilidade às Radiações

Peer-reviewed scientific studies on EMF related subjects

When it comes to EMF issues, one of the most frequently heard phrases is “There is no evidence to support EMFs having health effects” or simply “There is no conclusive evidence”.

This is completely wrong; there is an enormous body of evidence out there, but public and even academic awareness seems to be very poor. Therefore, we will be presenting a list of papers and odds ratios which either show serious effects or are considered important papers on the subject which we have collected over the years. This page will be updated regularly.

P This study has found effects from the exposure or radiation category

N This study has found no effects from the exposure or radiation category

 This study has offered important insights or findings but is neither a positive or null finding

Antena

 

E Quando Os Estudos Concluem Coisas Muito Diferentes Daquelas Que Nos Servem Como Adquiridas?

Toda a notícia é divertida, incluindo a parte em que o “especialista” discorda das respostas dos inquiridos. Deixo apenas um excerto divertido.

Outra das perguntas que foi colocada aos cerca de 3.200 professores e outros tantos pais foi de quem era a responsabilidade pelo desempenho e sucesso académico dos alunos.

Para os professores, eles são os principais responsáveis, enquanto os pais atribuem essa responsabilidade aos alunos.

As opiniões também divergem quando se fala nos objetivos da escola: os professores colocam em primeiro lugar a formação cívica (65%), os pais têm como prioridade a transmissão de conhecimento científico e tecnológico (64%). Ambos concordam apenas que o aspeto menos relevante é o desenvolvimento físico.

Smiling