E Que Tal Perguntarem-nos Se Gostámos De Ser Congelados Pelo PS Em 2005, 2011 E Ainda Sodomizados Profissionalmente Em Público Durante O Último Ano?

Centeno manda suspender inquérito polémico à Função Pública

Inquérito perguntava grau de satisfação dos trabalhadores da administração pública sobre a reposição dos salários e os efeitos do período da troika, ou seja, do anterior governo de Passos Coelho. Sindicatos falaram em campanha política.

Centeno King

A Douta Ignorância

Uma senhora doutora “psicóloga das organizações”, investigadora e docente algures surgiu há uns dias a afirmar coisas que dão vontade de rir para quem não chumbou todos os anos na disciplina de História. De acordo com a senhora doutora psicóloga investigadora “o tempo do emprego para a vida foi um momento de exceção na história”.

E eu não percebo de que “História” está ela a falar? Da do tempo dela?

Mas ela acha mesmo que na História a “regra” foi a da flexibilidade e da mudança rápida de emprego?

Será que os escravos na Roma Imperial o eram só durante alguns meses? Ou os agricultores da Mesopotâmia ou do Antigo Egipto estavam em permanente mobilidade laboral? Os soldados espartanos tinham contrato a termo certo? E os camponeses e artesãos ao longo dos séculos da Idade Média e Antigo Regime? Terá a senhora doutora da organizações e psicóloga da investigação a noção de que não se devem tomar 50 anos por toda a História?

Pelo contrário, até ao século XX, a “regra” foi a da permanência da larga maioria da população na profissão dos pais e avós, a qual transmitiam a filhos e netos.

Mesmo no período da Expansão, com deslocação de muita gente para os impérios coloniais, isso foi não passou de uma pequena minoria à escala europeia e mundial. O único período em que se deu uma mudança mais massificada da mão-de-obra entre sectores de actividade (a industrialização, com o êxodo rural para as cidades industrializadas da Inglaterra e algumas zonas da Europa continental) foi circunscrita inicialmente no espaço e decorreu ao longo de várias décadas. E depois dessa mudança, voltou a “estabilização”. O antigo agricultor, lavrador ou artesão tornou-se operário e assim ficou. A mobilidade social e profissional foi quase sempre muito limitada. E mesmo no século XX, as mutações causadas pelas guerras não conseguem, em perspectiva histórica, alterar a “regra”. Sendo que o mundo ocidental “atlântico” até foi “historicamente” mais dinâmico do que a generalidade das outras sociedades. Pelo que a situação vivida nas últimas décadas é que é uma novidade.

Mas o forte da senhora doutora psicóloga não é claramente a História. Ou então foi aluna de alguma esquecida experiência-piloto de semestralização.

Idiotas

Gostava Que Me Definissem O Que É Um “Perito” Em Matérias Como O Ensino Da Matemática, Na Perspectiva Do(s) Encomendador(es)

Não me quero alongar sobre a forma como este tipo de trabalhos é “encomendado” e do que sei acerca da forma como estas coisas são apresentadas, porque é chatp. Tive a oportunidade, há uns anos, de ler um “projecto” de relatório de um grupo destes e aquilo era confrangedor. E depois há aquela coisa que ofende muitas vezes os “encomendadores” que é saber-se as conclusões dos estudos só de ler o nome dos “peritos”.

Pub16Jul19

Público, 16 de Julho de 2019

Como É Que Diz Que Disse?

(por outro lado, explica o mais do que frequente fracasso das terapias usadas para a combater)

A Waste of 1,000 Research Papers

Decades of early research on the genetics of depression were built on nonexistent foundations. How did that happen?

In 1996, a group of European researchers found that a certain gene, called SLC6A4, might influence a person’s risk of depression.

It was a blockbuster discovery at the time. The team found that a less active version of the gene was more common among 454 people who had mood disorders than in 570 who did not. In theory, anyone who had this particular gene variant could be at higher risk for depression, and that finding, they said, might help in diagnosing such disorders, assessing suicidal behavior, or even predicting a person’s response to antidepressants.

Back then, tools for sequencing DNA weren’t as cheap or powerful as they are today. When researchers wanted to work out which genes might affect a disease or trait, they made educated guesses, and picked likely “candidate genes.” For depression, SLC6A4 seemed like a great candidate: It’s responsible for getting a chemical called serotonin into brain cells, and serotonin had already been linked to mood and depression. Over two decades, this one gene inspired at least 450 research papers.

But a new study—the biggest and most comprehensive of its kind yet—shows that this seemingly sturdy mountain of research is actually a house of cards, built on nonexistent foundations.

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Onde Está A Grande Descoberta?

E o futuro não será brilhante, pois andam pacientemente a transformar o “sistema público de ensino” numa rede escolar de 2ª ou 3ª linha, não apenas em termos de equipamento (salvo alguns Palácios Escolares) mas da própria concepção pedagógica de nivelar tudo pelo mais básico ou “essencial” no seu pior sentido. Em muitas partes do país, só mesmo a erosão de uma mítica classe média não levou a um maior êxodo.

Este tipo de constatação não precisa de qualquer estudo da OCDE. É pena que o ME não tenha a coragem de apresentar os dados a que pode ter acesso e disfarce com coisas que surgem “lá de fora”. E ainda mais do que a cobardia política, impressiona a forma como transformaram a “inclusão” e todo o “pafismo” flexibilizador numa amálgama que assusta quem tenha um pouco de capacidade crítica para distinguir a treta retórica do que interessa.

OCDE: Portugal entre os que têm mais colégios só com “gente rica”

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Um Número Como Outro Qualquer

A redução do número de alunos por turma para os valores existentes antes da aplicação do programa de austeridade vai custar 83 milhões de euros por ano. O montante foi anunciado nesta quarta-feira pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, durante uma audição parlamentar. A ideia é reduzir, em média, dois alunos por turma

O acréscimo orçamental anual de 83 milhões será atingido quando a redução do número de alunos por turma estiver totalmente implementada, abrangendo todos os anos de escolaridade e todas as escolas. O ministro não avançou quando será atingido esse patamar. O objectivo inicial do Governo era que a reversão da medida negociada com a troika fosse concretizada no ano lectivo 2020/21.

E quem fez o estudo inicial? O amigo Capucha da nossa velha amiga Maria de Lurdes. Custou 60.000 euritos (sem contar o IVA).

O número agora anunciado é muito semelhante àquele que tinha sido apresentado, há cerca de um ano e meio, como conclusão de um estudo, encomendado pelo Ministério da Educação ao Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, com o objectivo de avaliar os impactos financeiros e pedagógicos da generalização da redução do número de alunos por turma para os níveis em vigor antes do programa de austeridade. Apontava-se então para um acréscimo orçamental de 84 milhões de euros.

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