O Regresso Da Censura A Céu Aberto?

Não chegava a encoberta?

É que quem concordar com este tipo de “bloqueios” ou “objecções” fica com pouca margem de manobra para condenar outras…

The school district of Burbank, California, is embroiled in a bitter debate about book banning. The books in questions are about racism, and black parents are complaining that the books are racist. Among the books that parents want removed are: Mark Twain’s The Adventures of Huckleberry Finn, one of the most censored books in American literature; Harper Lee’s To Kill a Mockingbird; Mildred D. Taylor’s Roll of Thunder, Hear My Cry.

I wrote a book about censorship of language on tests and in textbooks and of books used in school. It is called The Language Police. I recommend it to anyone wanting to know more about the history of these practices.

(e ainda incluem o Ratos e Homens do Steinbeck…)

4ª Feira

No contexto actual de agravamento das medidas restritivas em muitos concelhos e em que se sugere – ou impõe – a redução de “convívios” sociais ou familiares e das deslocações ao mínimo essencial, merece especial adjectivação vernácula quem anda a convocar reuniões de avaliação presenciais para o final do 1º período. Cheira logo a mando de quem ou não tem reuniões dessas ou acha que não deve ficar na escola sem companhia alargada, mesmo que isso signifique desnecessários riscos acrescidos para os ex-pares. É nestas alturas que custa imenso não partir para uma escalada verborreica, porque realmente há gente que não merece tal esforço de contenção.

Phosga-se – Série “Não Há (Quase) Palavras”

Tenho observado publicações cada vez mais do domínio da pura paranóia destes grupos “pela verdade”. Tenho evitado a divulgação, pelo efeito amplificador, mas a bem da “verdade” é preciso que se tome consciência deste pessoal que se distingue, em algumas situações quotidianas, pelo ar de alucinada agressividade. A filiação ideológica é mais do que evidente naquela corrente que nos E.U.A. é alimentada pelo Alex Jones do Infowars e cinicamente alimentada no plano internacional por figuras como o Steve Bannon. Por cá, enfim, é uma coligação muito beta de gente que parece bastante desocupada a vários níveis e que gosta de exibir um tom intimidatório e umas pseudo-pulsões para o martírio cívico (do género “que me levem pres@”, mas depois nem arriscam um tusto em conformidade).

Estranhamente, tirando uma peça da TVI, a comunicação social tem deixado estes grupos no limbo, como se não existissem. O problema é se passarem mesmo a algo mais do que diatribes descabeladas nas redes sociais.

A Confirmar-Se, O Homem É Ainda Mais Idiota Do Que Eu Pensava

O mesmo seria válido se a declaração se aplicasse ao Sporting ou a qualquer outro clube. Não está em causa um tratamento diferenciado, mas a admissão do desrespeito pela lei. A frase é, ao que parece, de 2017. Não se trata de qualquer embirração clubística minha, apenas a constatação de que é muito provável que tenhamos um imbecil como o ministro da Educação mais tempo em funções desde 1974.

“Benfica está acima da lei. Não podemos tratar todos os clubes de igual forma”, diz Ministro da Educação

Teria Graça (Não É A Senhora Da DGS, Porque A Essa, Enfim… Escasseia-lhe A Dita Mesmo Quando Se Esforça) Se Não Fosse Tão Estúpido

Aquilo de mandar para casa só os alunos que estão perto na sala de aula de algum@ colega que teste positivo. Já os que estiveram agarrados a el@ no corredor, à porta da sala, no caminho de entrada e saída da escola, não vale a pena, porque o pensamento mágico tudo protege.

A Arte E O Despudor De Se Ser Um Gualter

Afirmava ontem aquele inefável secretário de Estado da “reitora” em artigo no Público (desculpem, mas por questões de higiene deste espaço, recuso-me a colocar o link, quem quiser que procure) que:

Convém sublinhar que, se for necessário volta a contratar professores insuficientemente ou deficientemente qualificados, não se deverá a qualquer fator de crescimento inesperado ou incontrolável, mas a simples incompetência política.

E lamentamos que o senhor esteja já precocemente senil, pois parece esquecer-se que esteve um mandato inteiro (e dos longos) no governo que destruiu o Estatuto da Carreira Docente, criou a PACC (aplicada pelo ministro Crato, mas legislada originalmente em 2008) e inaugurou a época dos congelamentos. Se isso não ajudou a reduzir imenso o interesse em seguir a “carreira” docente e afastou muita gente de contratos contados à hora, não sei bem o que o terá feito.

Mas concordo em absoluto com a parte da “incompetência política” do secretário Gualter, daqueles que rodeou e que ele rodeou e ainda de outros tantos que lhe seguiram. Incluindo os falinhas mansas.