Agora Já Querem Mudar…

a “matriz de risco”, porque estará desactualizada. Atendendo que os casos estão a aumentar com menos testagem, a “desactualização” da dita matriz seria maior há uma semanas e ninguém a mudou. Só que agora se trata de Lisboa e quem se mete com o turismo do Medina, já sabe que leva.

A norte, Rui Moreira também parece alinhar no “já vale tudo”, desde que os cámones tragam dinheiro e façam compras.

Assim, não haverá imunidade de grupo que aguente.

Manual Para Eunucos Linguísticos

Confesso que de qualquer organismo dirigido pelo Francisco Assis (aquela “população que um dia, quando era de noite numa localidade portuguesa do norte do país, foi atingida ou esteve para ser por uma manifestação de intolerância cívica, protagonizada por mãos em movimento rápido”) espero todo o tipo de parvoíce, armada em inovação. O homem gosta de estar em lugares, fazer coisas, parecer modernaço.

Por mim, os responsáveis por este tipo de iniciativas “neutras e inclusivas” podem bem ir fazer amor consigo mesmo, se ainda tiverem equipamentos anatómicos em condições de desempenhar essa função que permite algum prazer aos indivíduos de todas os credos, etnias e géneros.

Gestor é substituído por ‘população com cargos de gestão’ e trabalhadores passam a ‘população trabalhadora’. Tudo pela inclusão e pela linguagem neutra. Proposta retirada antes da votação

A imagem seguinte deve ler-se, numa perspectiva inclusiva, da seguinte forma “população caucasiana com capacidades intelectuais moderadas em relação à média desejável para a população em geral, atendendo a padrões padronizados de forma convencional, de acordo com parâmetros a carecer de revisão, tenta atingir um inocente insecto que decidiu descansar no seu órgão olfactivo, com artefacto produzido em contexto artesanal, havendo ainda a possibilidade de, com esse acto, estimular a sua actividade neuronal”.

Do Mais Completo Desvario – Versão Depurada

Por estas semana tenho ouvido e lido informações absolutamente delirantes sobre a forma como o processo de ADD está a decorrer por este triste país, feudalizado em potentados locais de absoluta falta de decência e comnpetência.

Um dos mais recentes refere-se a alguém que completava o tempo de serviço do escalão em causa no mês “X” (Março), tendo cumprido todos os requisitos que de si dependiam. Mas só passou a receber os reatroactivos devidos a contar do mês “X+5” (Agosto), pelo que inquiriu os respectivos serviços administrativos, recebendo resposta com remissão para o artº 37 do ECD em que se determina que:

       2 – O reconhecimento do direito à progressão ao escalão seguinte depende da verificação cumulativa dos seguintes requisitos:
              a) Da permanência de um período mínimo de serviço docente efectivo no escalão imediatamente anterior
              b) Da atribuição, na última avaliação do desempenho, de menção qualitativa não inferior a Bom;
              c) Da frequência, com aproveitamento, de formação contínua ou de cursos de formação especializada, pelos docentes em exercício)

(…) 8 – A progressão ao escalão seguinte opera-se nos seguintes momentos:

a) A progressão aos 2.º, 3.º, 4.º, 6.º, 8.º, 9.º e 10.º escalões opera-se na data em que o docente perfaz o tempo de serviço no escalão, desde que tenha cumprido os requisitos de avaliação do desempenho, incluindo observação de aulas quando obrigatório e formação contínua previstos nos números anteriores, sendo devido o direito à remuneração correspondente ao novo escalão a partir do 1.º dia do mês subsequente a esse momento e reportado também a essa data;

b) A progressão aos 5.º e 7.º escalões opera-se na data em que o docente obteve vaga para progressão, desde que tenha cumprido os requisitos de avaliação do desempenho, incluindo observação de aulas quando obrigatório e formação contínua previstos nos números anteriores, sendo devido o direito à remuneração correspondente ao novo escalão a partir do 1.º dia do mês subsequente a esse momento e reportado também a essa data.

Ora… a pessoa tinha completado todos estes requisitos no mês “X” (não se trata de um caso de acesso ao 5º ou 7º escalão), pelo que deveria ser remunerada pelo novo índice no mês “X-1” (Abril), ponto final. Responderam que não, pois a avaliação só tinha sido formalizada pela SADD lá do feudo no mês “X+4” (Julho), quando se reuniu para tratar de todos os casos pendentes de progressão, pelo que a mudança de escalão só poderia ocorrer a partir de então.

Isto é muito, mas muito estúpido. Irregular, prejudicial para o cidadão, neste caso docente [acrescentei esta parte ao post original] e estúpido. Mas, principalmente, estúpido ou profundamente desonesto porque, no limite, se a SADD da chafarica decidir reunir-se apenas uma vez por ano, haverá quem possa perder 10 ou 11 meses de actualização salarial, de acordo com esta lógica imbecil.

A pessoa decidiu fazer uma consulta a um sindicato nos seguintes termos:

[…] 

A resposta é digna de ser emoldurada e merece que se identifique que foi dada pelo […]:

Cara colega,

Os efeitos remuneratórios da mudança de escalão ocorrem no mês seguinte à data em que preencheu todos os requisitos de progressão.

Se a data da avaliação (um dos requisitos) ocorreu no mês de Julho os efeitos remuneratórios têm efeito no mês de Agosto.

Melhores cumprimentos,
[…]

Uótedafaque?

Tinha-me Escapado Esta Estupidez Do “Cientista”

Jovens vão ter mais “problemas oncológicos, respiratórios, cardiovasculares e mentais” devido ao confinamento?

Depois do anúncio da decisão do Governo de suspender as atividades letivas e não letivas nas escolas, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, afirmou que “esta é a geração [em idade escolar] que vai pagar uma fatura muito maior do que a geração mais velha. (…) Sabemos que necessariamente vão ter mais problemas de alergologia daqui a 20 anos. Porque vão ser muito mais obesos. Vamos ter problemas oncológicos, respiratórios, cardiovasculares, mentais”. O Polígrafo questionou diversos especialistas sobre esta alegação.

Phosga-se! – A Justificação Definitiva Para Um E@D Com Réplica Síncrona A 100% Do Horário Presencial

“Os professores não estão em layoff, recebem os seus salários iguais.”

E pronto. Numa escola da Grande Lisboa, onde a covid anda a bater em força e não apenas nos pulmões. Aguardo desenvolvimentos, mas dizem-me que há um “certo e determinado medo” em questionar isto em próxima reunião de CP.

Acredito que “fará escola”. Até porque a Norte se adivinham situações semelhantes. E não tarda nada será argumento central dos conrarias, miguelitos, raposos, baldaias e outros assim.

Como se o E@D se esgotasse nas síncronas.

De quem tenho sinceramente mais pena? D@s alun@s.

6ª Feira – Dia 1 Do Re-Re-Confinamento

Há pessoas para todos os formatos e feitios. Umas gostam de tirar o adesivo devagarinho, para doer menos, mas durante mais tempo e as que gostam de tirar de repente, por muito que doa naquele instante. Nas aulas, há sempre aquel@ alun@ que decide desembrulhar um rebuçado com prata farfalhante, debaixo da mesa, como se o míope professor ouvisse com os olhos. Qualquer alun@ que me conheça sabe que, mais tarde ou cedo eu acabo a pedir encarecidamente para “descascar” a coisa à vista de todos e depressa, em vez de prolongar o martírio do resmalhar.

O mesmo com isto da pandemia. É para fazer faz-se ou não se faz. Se estão em cima, não é que tenha de ser “para Angola, rapidamente e em força”, mas por amor de todas santinhas, não fiquem a pensar demasiado se afinal, sim, não, talvez, quiçá. Em especial quando isso não se deve a dúvidas sobre o que existe, mas a cálculos acerca do bem ou mal que poderá parecer.

Isto vem a propósito do “cansaço da pandemia” que vem muito à conversa de pessoas que tentam explicar o que não passa de estupidez ou imbecilidade pessoal. E eu sei que ando a usar muito estes termos e nem é que os aprecie especialmente. Só que mesmo depois dos números dramáticos destas semanas, há quem prefira optar pelo chico-espertismo tuga, seja de trela com cão imaginário, seja desenterrando o fato de treino da última caminhada para justificar passeio sem máscara. Ontem, no trajecto de uns 50 metros entre o carro e o portão da escola cruzei-me com 3 criaturas, um casal a parecer um pouco mais velhos do que eu e um solitário, que tinham em comum uma farpela “desportiva”. O casal falava alegremente entre si de máscaras no queixo; o solitário passou pelo portão da escola e subia a rampa sem sinal sequer de máscara por perto, mas com telemóvel na mão, lutando com os fones que iam não estavam nos orelhames. O que eu aproveitei para o olhar e dirigir-lhe uma frase curta, sem palavrões (que só recentemente me passaram a surgie à ponta dos dedos, mas que lhe transmitiu tudo o que pensava daquela atitude, naquele lugar. Teve o decoro de baixar a cabeça e não me responder.

Só que a coisa não é localizada. Hoje, enquanto ia à papelaria para comprar o Público e o volume desta quinzena da bd Rio, lá me cruzei com um punhado de pessoas, só uma delas com máscara. Justificação? Não faço ideia, desta vez nem sequer lhes disse nada, pois ia no carro (calma, o trajecto foi curto e fui motorizado exactamente para não ter a oportunidade de me irritar). Apenas percebo que esta malta anda muito “cansada da pandemia”. Às vezes penso se preferirão o repouso eterno. Dos outros, claro, que eles são santos.

Reconfinamento Em Directo (Post Em Progresso)

António Costa começa por falar na vacina de uma senhora de 111 anos. A sério? Esse é o sinal de esperança?

Passou para os números e para a vontade de vergar a curva. E que não é aceitável mais de um centena de mortos por dia. Concordo. Deve voltar-se ao que se fez em Março e Abril. Cada um deve ficar em casa, mas pode ir à mercearia.

Mas ficam as escolas todas a funcionar, porque ouviu “as famílias” e os “directores escolares”. Fala em perdas “irrecuperáveis” por causa do que se passou o ano passado e no que o fecho significaria para uma “geração”. de alunos.

Santa estupidez.

E ainda fala em teletrabalho obrigatório?

O homem parece não ter compreendido que isto (escolas todas abertas para todos os níveis de escolaridade) significa mais de 2 milhões de pessoas nas ruas todos os dias. E ainda fala que não tem vergonha em dar a cara pelas medidas? E da inconsciência que revela?

“A vida não tem preço?” A sério?

Isto é de uma imbecilidade a toda a prova e, na prática, a declaração do completo falhanço da “Escola Digital” e da incompetência revelada pelo ME nesta matéria.

Sobre a vacinação do pessoal docente e não docente (pergunta da SIC), a decisão já é da responsabilidade de um “grupo técnico” e muda de conversa para assuntos sem nada a ver com a questão.

Repete que a vida não tem preço, a menos que seja de quem vai para um espaço onde se cruzam todos os dias centenas de “bolhas” no auge dos contágios, sem qualquer tipo de protecção adicional. E se o pessoal batesse em retirada e o mandasse dar aulas mais o Tiago?

“A vacina já está aí???” A maioria do pessoal só vai ter vacina lá para o Verão!

Conversa da treta, incluindo um “já aprendemos o essencial”. Parece que ele, nem por isso.

Resumindo: esta manutenção de todas as escolas em funcionamento é a confissão do falhanço enorme que foram os últimos seis meses de “Transição Digital” na Educação se duas a quatro semanas de paragem de um ou dois ciclos de escolaridade provocariam “perdas irreparáveis” para “toda uma geração”.

Agora partiu para a mentira descarada com o “número diminuto de surtos” nas escolas. “Nada substitui o ensino presencial”? “Sacrificar um novo ano lectivo”? Ou seja, nem considera a possibilidade de reconsiderar a decisão. Portões abertos até ao fim.

Foge outra vez à questão da vacinação, contornando-a com umas balelas sobre profissões essenciais, sendo que a Educação vai ser aquela que terá mais gente em actividade em pleno pseudo-confinamento.

E agora percebe-se que as excepções ao confinamento serão mais do que muitas. Com jeitinho, até haverá desfiles de Carnaval, se forem organizados pelo pessoal da Festa do Avante.

Uma boa questão de um jornalista… se o tele-trabalho já deveria ser agora a regra em muitos pontos e actividades, como se explica que ande tudo na rua e o trânsito continue na mesma? O homem responde com coimas e tal.

Vou deixar de ouvir, que tenho cada vez mais neurónios em forte agonia.