O Segredo Do Sucesso

Está em não contar com a maioria das respostas erradas. Eu sei que as circunstâncias justificam a metodologia… resta saber se veio para ficar.

Médias dos exames nacionais subiram até três valores

Só Português escapa a um aumento superior ao habitual das notas da 1.ª fase das provas nacionais. Regras especiais implementadas por causa da pandemia justificam os resultados.

As notas da 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário melhoraram em praticamente todas as matérias. As médias sobem até 3,3 valores em disciplinas como Biologia e Geologia, a prova que teve mais inscritos neste ano, ou Geografia A. Também Física e Química (mais 2,2 valores na média) e Matemática A (mais 1,8) têm resultados bastante superiores ao habitual nos anos anteriores. Apenas a Português a média tem uma variação mais próximo do que é habitual, crescendo 0,2 valores.

Birds

Exames “Estilo 2020”

Pode não haver máscaras para todos ao final da primeira semana, mas há “espaço”. Foto do Gonçalo Barata, numa escola na Capital do Ex-Império do Turismo. Podia ser na China, mas não é. Podia ser um exame de Educação Física, mas não é.

Relembro a quem afirma que o espaço é amplo e arejado, que estão suspensas as provas desportivas em recintos fechados. E mesmo o futebol ao ar livre é sem público.

ExamePavilhão

A Ler

Concordo, até porque me parece que tão grave quanto a amputação da Filosofia no currículo é a truncagem de grande parte do trajecto intelectual da Humanidade nos conteúdos tidos por “essenciais”, para reduzir a disciplina a uma pretensa (e contraditória) “objectividade”. Uma coisa é ter de adaptar os conteúdos a uma carga horária impensável, outra cortar momentos e figuras fulcrais do desenvolvimento do pensamento filosófico. Parece que interessa apenas o ponto a que se chegou na perspectiva dos “vencedores”, e cada vez menos como aqui chegámos.

O exame de Filosofia como pudim instantâneo

Isto não passa de mais uma triste fraude a acrescentar a muitas outras na área da Educação, algumas até bem mais graves, mas quase todas elas cobertas com o silêncio de uns e a cumplicidade de outros.

Releitura do pensador de Rodin

Cronogramas Para Os Professores Classificadores

Aqui. Resta saber como se vão prevenir os aglomerados do ano passado, mesmo com os itinerários enviados, pois se há coisa que tenho percebido é que, mesmo com carta de condução, o pessoal não distingue muito bem a direita da esquerda e não é apenas na política.

A novidade é que as grelhas para a classificação passam a estar online.

Grelha

A Velha Normalidade

Começaram os exames nacionais do Secundário com o de Português de 12.º ano que, como é habitual e apesar da dr@ Edviges estar afastada, parece ter corrido bem à maioria. Eça em dose dupla e Os Maias marcaram presença e bem, depois de algumas polémicas em outros anos. Interessante a proposta do grupo III.

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caligrafia

 

Pastiche #2

E eis que, no ano em que se tornam mais absurdos, nos aparecem os exames. Se acha que refletem uma avaliação clara da qualidade da escola, desengane-se.

Os exames são o resultado de uma lista ordenada de perguntas feitas por um grupo de professores que não conhece os alunos. Ponto. É mesmo só isto.

(…)

Avaliar os alunos e o seu desempenho é muito mais do que ordenar um ficheiro Excel por ordem descendente de resultados.

Frade

(um tipo que se afirma contra rankings com base em exames e que os critica, está há cinco anos no governo e mantém as coisas na mesma, mesmo num ano de pandemia? e tem a lata de escrever sobre os alunos que “não [é] ma centésima o que lhe dará asas para chegar mais longe”?)

(eu defendo os exames como mecanismo necessário de regulação externa das avaliações internas e, apesar disso, acho que este ano a sua realização é um erro desnecessário…)

Quem Terá Disponibilizado Os Dados E Com Embargo Até Ao Dia Seguinte Ao Novo Final Do Ano Lectivo?

Ao que parece, atendendo à extrema desafeição que lhes dedica, foi tudo contra a vontade do secretário Costa.

E eis que, no ano em que se tornam mais absurdos, nos aparecem os rankings. Se acha que refletem uma avaliação clara da qualidade da escola, desengane-se.

Os rankings não surgiram do nada. Há perto de 20 anos surgem quando o ME fornece os dados aos órgãos de comunicação social e é estabelecida uma data (pelo ME) para a sua divulgação.

O resto da prosa? Sim, seduz muitas sensibilidades, mas seria giro que fizessem umas perguntas difíceis a quem assim escreve, tão levemente, sobre o aspecto redutor dos rankings e o dos resultados dos alunos em exames mas que, “no ano em que se tornam mais absurdos, nos aparecem” de novos esses mesmos exames que dão origem a todo o mal agora denunciado.

Tanta pomba assassinada, mas nada de novo se fez quanto ao modelo dos exames (com que eu concordo em tempos normais) que certas pessoas criticam, mas deixam passar uma “oportunidade” de alterar.

Estranhamente, há quem vá dar a cara contra os exames “no ano em que se tornam mais absurdos”. E não vai ser o secretário Costa.

janus