Aos Poucos, Lá Por Fora

Em busca de hard evidence. E sem ser com petizes de 2º ou 5º ano.

Online GCSEs ‘by 2025’, as AQA launches major pilot

Up to 2,500 secondary school students from between 60 and 100 schools will trial online GCSEs

(…) AQA wants ‘pragmatic hard evidence’

E já agora, por onde anda isto?

A nine-month trial of “digital progression tests” in 16 countries, involving 1,500 students and 120 teachers, has just been completed.

O E360 Aderiu À Greve

Tem estado o dia todo nisto, o que tem a sua graça, pois nem sumários, nem justificações de faltas, nem lançamento de classificações, nada. Mesmo sem pré-aviso.

Há menos de dois meses foram mais de 120.000 euros (+IVA) para a “Integração do FITescola na plataforma E360”. Que hoje está com este aspecto. Deve ser de alguma cheia nas canalizações.

A transição digital no seu “melhor”.

Só Nas Férias?

E só jogos e vídeos é que provocam problemas?

E já agora… só nos petizes?

Um novo estudo, da Universidade da Califórnia, publicado nesta segunda-feira, aponta para uma correlação entre o tempo que se passa a jogar ou a assistir vídeos online e um comportamento compulsivo.

Manuais Digitais?

Alguém não fez as devidas aprendizagens do período da pandemia. Mas continuam a querer construir a casa, começando pela pintura de uma facha esburacada. Eu sei que parece muito moderno e progressista, tão “século XXI” e tal, mas é colocar a carroça a descer a colina, com os pobre dos burros presos pelo pescoço.

Citando

Há ocasiões normais em que é totalmente admirável ser-se firme, resoluto, desprovido de conflitos, e portanto em que a integridade é inequivocamente uma virtude. A pessoa de integridade sabe o que fazer e fá-lo. Mas, como temos vindo a explorar, também há ocasiões em que a certeza e a obstinação indicam algo menos admirável: uma surdez a vozes que deveriam ser ouvidas ou uma cegueira a aspetos de uma situação que têm de ser considerados.

(Simon Blackburn, Vaidade e ganância no século XXI, p. 216)

Os Paraísos Artificiais

Il est des jours où l’homme s’éveille avec un génie jeune et vigoureux. ses paupières à peine déchargées du sommeil qui les scellait, le monde extérieur s’offre à lui avec un relief puissant, une netteté de contours, une richesse de couleurs admirables. Le monde moral ouvre ses vastes perspectives, pleines de clartés nouvelles.
L’homme gratifié de cette béatitude, malheureusement rare et passagère, se sent à la fois plus artiste et plus juste, plus noble, pour tout dire en un mot. Mais ce qu’il y a de plus singulier dans cet état exceptionnel de l’esprit et des sens, que je puis sans exagération appeler paradisiaque, si je le compare aux lourdes ténèbres de l’existence commune et journalière, c’est qu’il n’a été créé par aucune cause bien visible et facile à définir. Est-il le résultat d’une bonne hygiène et d’un régime de sage ? Telle est la première explication qui s’offre à l’esprit ; mais nous sommes obligés de reconnaître que souvent cette merveille, cette espèce de prodige, se produit comme si elle était l’effet d’une puissance supérieure et
invisible, extérieure à l’homme
, après une période où celui-ci a fait abus de ses facultés physiques. Dirons nous qu’elle est la récompense de la prière assidue et des ardeurs spirituelles ? Il est certain qu’une élévation constante du désir, une tension des forces spirituelles vers le ciel, serait le régime le plus propre à créer cette santé morale, si éclatante et si glorieuse; mais en vertu de quelle loi absurde se manifeste-t-elle parfois après de coupables orgies de l’imagination, après un abus sophistique de la raison, qui est à son usage honnête et raisonnable ce que les tours de dislocation sont à la saine gymnastique ? C’est pourquoi je préfère considérer cette condition anormale de l’esprit comme une véritable grâce, comme un miroir magique où l’homme est invité à se voir en beau, c’est-àdire tel qu’il devrait et pourrait être ; une espèce d’excitation angélique, un rappel à l’ordre sous une forme complimenteuse. De même une certaine école spiritualiste, qui a ses représentants en Angleterre et en Amérique, considère les phénomènes surnaturels, tels
que les apparitions de fantômes, les revenants, etc., comme des manifestations de la volonté divine, attentive à réveiller dans l’esprit de l’homme le souvenir des réalités invisibles
.

Baudelaire (1860)

2ª Feira

O andar a viver à conta da morte alheia sempre me chocou. Por maioria de razão, quando se trata de situações trágicas e, em acumulação, de maus trataos e abusos contra crianças, mulheres e idosos. O caso da menina que morreu vítima de maus tratos trouxe, por umas semanas, um tema alternativo à pandemia (quase esquecida) e à guerra (em processo de “normalização”). Gente, de políticos a jornalistas, passando pelos tudólogos, alguns a rimar com psicólogos, descobriram as CPCJ, suas funções, ineficiências e bloqueios. Quem anda pelas escolas sabe os enormes problemas que existem no acompanhamento de crianças em risco, excepto em casos-limite quando se consegue achar algum@ técnic@ com uma capacidade de trabalho e entrega muito acima da média. Tive essa sorte há um ano e resolveu-se uma situação muito complicada. Mas muitas vezes apenas recebemos os pedidos de informação rotineiros de final de período ou ano, sem qualquer feedback, a não ser quando chega a comunicação de arquivamento, Seria bom que, para além da excitação epidérmica, ficasse qualquer coisa de útil desta comoção passageira com o triste destino de uma criança deixada nas mãos de adultos negligentes, cruéis ou apenas indiferentes. Mas duvido muito.