Secção De Eventos

Onde se pode encontrar parte da fina flor da Situação Educacional, sendo que algumas figuras são de qualquer situação, desta ou outra. Temos figuras imorredoiras, sempre em mutação para assegurar posição, e uns quantos cortesãos arrivistas, crentes no Verbo Novo da Educação para o século XXI, mesmo que se tenha demonstrado que o que papagueiam é de mui escasso valor e praticamente nula utilidade fora de umas salinhas coloridas a preceito para turmas seleccionadas. Não vale a pena apontar nomes, porque todos sabemos quem são e ao que andam, mas há quem, em busca de destacamento ou requisição, já esteja a entrar na terceira década de serviços fiéis a tod@s @s senhor@s, de Marçal Grilo até ao Tiago, sem quaisquer dramas de consciência ou preocupação com coerência.

É já na 6ª feira e tem destinatários preferenciais, claro.

Evento Nacional – Plano de Ação para o Desenvolvimento Digital das Escolas

Autonomia E Flexibilidade Digital

Estive a ler um plano de trabalho semanal que contempla as seguintes modalidades de comunicação entre docentes e alunos, para realização das aulas e distribuição/entrega de tarefas.

Vou colocar por ordem alfabética, porque não percebi se existe ordem de prioridade ou se é cada disciplina seu sabor.

  • Escola Virtual
  • Google Classroom + Meet
  • Mail (gmail ou outro)
  • Moodle
  • WhatsApp
  • Zoom

Faltou a minha plataforma favorita, a Phosga-se!

(a minha proposta é que cada alun@/professor@ ande com uma espécie de hub em forma de garfo espetado na parte que lhe aprouver da sua anatom #Somos Confusão)

3ª Feira – Dia 5

Para o Digital já e em força! parece ser a reacção do ME após apenas 2 dias de suspensão do ensino presencial, como se em uma ou duas semanas se pudesse fazer o muito que ficou meses à espera de ser feito. O que é, de certo modo, a admissão que as coisas poderiam ter acontecido de outro modo. Percebe-se que o regresso ao presencial não deve acontecer tão cedo (talvez depois do Carnaval) e perante as críticas que se avolumaram, empurra-se as escolas, directores e professores de modo a, se necessário, os culpar se alguma coisa não correr pelo melhor. E lá se dá mais uma guinada em tudo isto, mas sequer é navegação à bolina. É à vista e curta.

Foi Tempo Que Não Perdi

Percebia-se à légua que era coisa para entusiastas de apps e pouco mais, pois dependia de variáveis que estavam longe de asseguradas. A “incapacitação cívica” juntou-se a algumas outras habituais falhas nestas coisas que despertam muito interesse mediático a pedido.

As pessoas estão a perder confiança na StayAway Covid. Cinco meses depois de ser lançada, a aplicação StayAway Covid só foi usada para enviar alertas de contágio 2708 vezes. O Inesc Tec queixa-se de falta de organização, falta de formação de médicos e burocracia.

Só Para Colocarem Na Agenda

7 de Janeiro:

  • Criar (CFAE) código de respondente de cada docente das escolas associadas.
  • Solicitar (diretor do CFAE) a colaboração do diretor do AE, no sentido de sensibilizar os docentes para a importância da sua participação da resposta ao Check-in e para o seu desenvolvimento profissional.

8 de Janeiro:

  • Enviar (CFAE) o código de respondente e o endereço do Check-in a cada docente, para utilização na resposta ao questionário.

(o preenchimento ainda não está disponível hoje, portantosss….)

  • Preencher (docentes) o questionário Check-in.

12 de Janeiro:

  • Enviar lembrete para todos os docentes.

15 de Janeiro:

  • Enviar último lembrete.

18 de Janeiro:

  • Fim do período de preenchimento do formulário

(dizem que parece que “agora é que vai ser diferente!” Diferente do quê, já agora?)

Pelo Educare

Texto escrito a 29 de Dezembro, à laia de despedida do ano “velho”.

O ano de 2020 esteve longe de nos trazer um futuro radioso. Há que lidar com isso com lucidez, clareza, racionalidade e muita exigência. E o ano de 2021 deveria ser um ano decisivo para que não se prolongassem as promessas equívocas acerca de um futuro cuja chegada tem sido anunciada com demasiada precipitação.

Em Reavaliação

Parecia quase inquestionável até há um ano. Não perdeu validade (os excessos nocivos da “positividade” não desapareceram), mas o carácter algo absoluto atribuído ao fim da época viral.

Cada época tem as suas doenças paradigmáticas. Podemos, assim, dizer que existe uma época bacteriana que só durou, porém, quando muito, até à descoberta dos antibióticos. Apesar do medo descomunal de uma pandemia gripal, não vivemos presentemente na época viral. Graças ao desenvolvimento da técnica imunológica, já a conseguimos ultrapassar. De um ponto de vista patológico, não é o princípio bacteriano nem o viral que caracterizam a entrada no século xxi, mas, sim, o princípio neuronal.

Byung-Chul Han, A Sociedade do Cansaço, p. 9.

A Web Some-te

É ridículo ver o actual PM a regozijar-se com o enorme evento global do mundo digital e, na generalidade das escolas (eu sei que há que há lugares onde mãos amigas conseguiram fazer chegar apoios para coisas-piloto), estar tudo exactamente como estava em Março, na pré-pandemia. Aposto que os 11 milhões de euros não precisaram de grandes discussões, nem chegaram com atrasos.

Já sei… dá projecção a Portugal… António Costa até já nos fez campeões da inovação do pé descalço. Cada vez está mais “engenheiro”.

João Costa, O Desmaterializador

Nuno Crato queria implodir. Apenas estragou, mas ganhou uns milhões para mandar estudar o que não fez e devia ter feito.

Agora temos João Costa que quer desmaterializar, mas não consegue fazer chegar computadores às escolas, pelo que os alunos devem ver os manuais digitais por um canudo pago pelos pais.

A propósito do 20º encontro digital da Leya, caiu-me isto no mail:

João Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Educação, escreveu para a LeYa Educação:

“A desmaterialização dos manuais inscreve-se no Programa do Governo por motivos independentes, mas que se complementam:

Por um lado, o potencial que os recursos digitais têm na exploração de várias fontes de informação, de relacionar o texto escrito com outros meios. Num momento de informação abundante, não faz sentido que o manual seja estático e constitua o único apoio para o desenvolvimento curricular.

Por outro lado, o piloto dos manuais digitais enquadra-se no programa Escola Digital. Através do qual se promoverá o desenvolvimento de competências digitais, a promoção de literacia digital e de informação. Numa política que incorpora quatro eixos fundamentais: a disponibilidade de equipamentos e conectividade, a formação de professores e a produção de recursos educativos digitais.

Finalmente, estamos perante uma medida que contribui para a sustentabilidade do planeta, por se usar menos papel e para também por resolver o antigo problema de excesso de peso nas mochilas dos alunos.

A partir das escolas participantes foi criado um piloto que serviu para obtermos informação sobre as necessidades e ritmo de transição digital, sobre as necessidades de capacitação dos docentes e por fim para obtermos um leque de experiências que possam servir de exemplo às escolas que vieram a implementar a desmaterialização nos próximos anos.”

(já viram quantos “nichos de mercado” com os dinheirinhos da “bazuca” . caso húngaros e polacos possam a fazer do Estado de Direito o que entenderem – esta opção cria para os cortesãos do costume, mais umas parcerias à maneira?)