A Ler

Agradecendo à AC a referência. Acrescentando que o problema maior é quando a desinformação é apresentada sob a forma de informação oficial.

Disinformation and propaganda – impact on the functioning of the rule of law in the EU and its Member States

This study, commissioned by the European Parliament’s Policy Department for Citizens’ Rights and Constitutional Affairs and requested by the European Parliament’s Committee on Civil Liberties, Justice and Home Affairs, assesses the impact of disinformation and strategic political propaganda disseminated through online social media sites. It examines effects on the functioning of the rule of law, democracy and fundamental rights in the EU and its Member States. The study formulates recommendations on how to tackle this threat to human rights, democracy and the rule of law. It specifically addresses the role of social media platform providers in this regard.

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Porque Será Que Isto Me Faz Lembrar Qualquer Coisa?

A administração da prova, que em princípio não é senão uma parte da argumentação destinada a obter o consentimento dos destinatários da mensagem científica, passa assim a ser controlada por um outro jogo de linguagem onde o que está em questão não é a verdade mas o desempenho, ou seja a melhor relação input/output. O Estado e/ou a empresa abandona o relato de legitimação idealista ou humanista para justificar a nova disputa: no discurso dos financiadores de hoje, a única disputa confiável é o poder. Não se compram cientistas, técnicos e aparelhos para saber a verdade, mas para aumentar o poder. (J.-F. Lyotard, O Pós-Moderno. Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 3ª edição, 1988, p. 83)

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3ª Feira

A nossa comunicação social de referência está quase toda absolutamente completamente preocupada com o fenómeno das fake news. Em vez de reflectirem no que fizeram de modo a quetal se multiplicasse a partir dos media convencionais, desdobram.-se em denúncias do presente. Mas, nos seus espaços, abrigam um híbrido de “(ex?)jornalistas-comentador@s” que dizem o que lhe lhes apetece sem qualquer verificação sob o manto a “opinião”. Que deve naturalmente ser livre mas ter alguma substância em factos. Sei disso por experiência própria porque já tive de me ir defender em tribunal de coisas desse género, “salvando-me” os factos que aduzi serem verdadeiros e a outra parte apenas fingir o ultraje pela porcaria feita exactamente por emitir juízos de valor sem os ter (aos valores, aos factos). Mas os tempos estão escorregadios e agora parece bem dizer (de novo) que a “verdade” é apenas uma questão de perspectiva que 800 ou 600 ou 400 ou 200 é tudo o mesmo, ou quase, sendo sempre “muito” ou “insustentável. Algumas dessas cabeças (ou em alguns casos beiças) falantes beneficiam de estar em tempo de antena nobre, sem contraditório, como se fossem elas as descodificadoras legítimas das situações, quando não passam de manipuladoras ao serviço de causas que, em “muitos” casos, precisam da simpatia dos poderes para sobreviver. Se em tempos endeusaram zeinais, granadeiros, berardos e salgados e alguns até os doutoram por causa da “honra”, querem que alguém minimamente informado lhes dê crédito. A sorte é que tudo anda a ser feito para que o maior número de cidadãos seja o mais desinformado e consequentemente acrítico possível. E nesse particular há quem ande a prestar inestimáveis serviços à causa.

Uma Certa Forma De Falcratrua (Fake Em Estrangeiro)

No Jornal de Negócios que mandou fazer a sondagem lê-se:

Costa sobe com crise política, mas pouco

Já no Expresso, a leitura é outra e afirma-se:

Crise dos professores fez disparar popularidade de Costa

O disparo é de tal forma que numa escala de 0 a 20, António Costa já tem 9,8 quando teve perto de 13 há cerca de um ano.

É um disparo à Expresso. São os chamados “critérios editoriais”. Mas é capaz de dar meia crónica ao mst no sábado.

SondaMaio19