É, Com Quase Toda A Certeza, Já A Seguir…

… a 8 de julho que o tal grupo de trabalho, de que o Alberto Veronesi fala aqui, deve apresentar as suas ideias há muito conhecidas, bastando ver que quem lá está de facto a madar é o senhor que já manda no MAIA, a moda do momento. Eu bem que disse em 2015 devia ser ele o ministro, já que o actual secretário quis ficar apenas como secretário.

Recuperação de aprendizagens. O trabalho está em curso

Ranking Dos 3 Locais Mais Seguros De Portugal Para Fugir À Pandemia

  1. Escolas.
  2. Qualquer evento organizado pelo PCP.
  3. Um gabinete onde se encontrem À MESA para negociar: o ministro Tiago, o secretário João, os representantes dos professores Mário e João, o pai Jorge e o director Manuel (que ontem ganhou a medalha do primeiro a engraxar o cágado ao PM na televisão).

A Escola Do Futuro (Isaac Asimov)

The Fun TheY Had (1951)

(…) Margie went to the schoolroom. It was right next to her bedroom, and the mechanical teacher was on and waiting for her. It was always on at the same time every day except for Saturday and Sunday, because her mother said little girls learned better if they learned at regular hours.
The screen was lit up, and it said: Today’s arithmetical lesson is on the addition of proper fractions. Please insert yesterday’s homework in the proper slot.
Margie did so with a sigh. She was thinking about the old schools they had when her grandfather’s grandfather was a boy. All the kids from the whole neighborhood came, laughing and shouting in the school yard, sitting together in the schoolroom, going home together at the end of the day. They learned the same things so they could help one another on the homework and talk about it.
And the teachers were people…
The mechanical teacher was flashing on the screen. When we add the fractions ½ and ¼ …

Margie was thinking about how the kids must have loved it in the old days.
She was thinking about the fun they had.

Renovação Automática Da Matrícula Significa…

… pelo menos normalmente, que a matrícula fica automaticamente renovada. Isto é só aqui um pensamento meio solto, antes que alguém pense que estou a embirrar ou a meter-me nas “boas práticas” de gente que pensa muito melhor do que eu sobre isto e está na linha da frente para a categoria de “professora@-monitor@”.

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Eu Proponho A Criação (Formal) Dos Professores Monitores

Porque existirem, já existem. Ao menos que possam trazer um crachá ao peito.

Requisitos:

Para além de (fazer) seguir os 10 mandamentos dos candidatos ao prémio “Costitas d’Oiro”, devem ainda (e sei que repito algumas coisas já aqui escritas, mas é apenas para “formalizar”), cumulativamente, comprovar:

  • Ter um amor imenso ao sucesso de todos os alunos e mais alguns, tirando este ou aquele caso em que a relação pessoal correu menos bem, mas não contem a ninguém.
  • Ter frequentado um par de acções de formação em supervisão pedagógica e/ou implementação dos decretos 54 e 55 e/ou monitorização das aprendizagens e/ou flexibilização pedagógica em tempos de pandemia e/ou uma qualquer webinar com o SE Costa e/ou a doutora Ariana Cosme, e/ou o dr. David Rodrigues e/ou o professor Domingos Fernandes e/ou o professor Matias Alves.
  • Ter uma relação de confiança e fidelidade pessoal a toda a prova com @ directora@ do agrupamento.
  • Ter um conhecimento profundo de toda a parte da legislação em vigor que obrigue qualquer professor@ a demonstrar que não é sua a responsabilidade por qualquer alun@ não ter desenvolvido a mais pequena aprendizagem prevista no documento das “essenciais”.
  • Ter no escritório uma moldura com as 10 dimensões do “Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória”.
  • Ter comprado um dos livros sobre Autonomia e Flexibilidade Curricular, de preferência o da drª Ariana, mas também pode ser o da drª Cohen.
  • Ter explorado as mais desconhecidas reentrâncias do excel, microsoft teams, zoom, whatsapp, skype e outras ferramentas passíveis de ser usadas para recolha e tratamento de dados e controlo dos movimentos de qualquer colega que espere ter um pouco de vida familiar ou privada sem ser importunad@ com mensagens a qualquer hora.
  • Ter conhecimento da existência da secretária de Estado Susana Amador.
  • Ter uma máscara de protecção com a efígie do actual PM.

Conteúdo funcional:

  • Monitorizar o trabalho dos colegas com abnegação, arreganho, pertinácia e resiliência, nomeadamente quanto a tudo que tenham feito, pensado fazer, não feito ou sonhado que poderiam fazer ou não.
  • Criar grelhas para recolha e tratamento de toda a informação tida como pertinente para a monitorização acima referida, em especial com livros de excel, repletos de páginas e hiperligações, com sinetas de alarme e destaques coloridos, sempre que a parametrização definida não for atingida.
  • Convocar tod@s @s colegas para reuniões remotas ou presenciais, a qualquer hora e com qualquer antecedência, sempre que algum dos seus actos seja desconforme à letra, espírito e alma do “Perfil”, das “Aprendizagens Essenciais”, do “54”, do “55”, de qualquer orientação da DGE, DGEstE ou gabinete do ministro, secretário, director@ geral, subdirector@ geral ou mero conhecido do ministro ou secretários de Estado (incluindo a SE Amador).
  • Ler, com lupa digital, todo o documento emanado de qualquer reunião de grupo disciplinar, conselho de turma ou colectividade de que algum@ docente seja associado, em busca de qualquer inconseguimento ao nível da fundamentação com a terminologia rigorosa e a ortografia acordada e unificada, para que isso seja objecto de registo, comunicação à hierarquia e eventual repreensão ou ordem de repetição do documento ou mesmo do acto que deu origem ao referido documento.
  • Ter capacidades amplas de culpabilização de terceiros por qualquer coisa que corra mal e de desresponsabilização por quem quer que seja que, na hierarquia superior, tenha dado a indicação para que tal fosse feito ou não e ainda vice-versa.
  • Elogiar toda e qualquer intervenção pública das chefias políticas e administrativas, do topo da hierarquia do poder executivo às chefias escolares locais, seja quando dizem para se fazer uma coisa, seja quando é para a coisa inversa.

Compensação:

  • Acesso exclusivo a escalões de uma futura carreira docente que fará o ECD de 2007 e a criação dos titulares parecerem a coisa mais doce que alguma vez foi vista.
  • Direito a usar um crachá/pin, de forma circular, com 10 cm de diâmetro, com fundo rosa e letras a vermelho com a designação “Professor-monitor” ou “Simply the best” (em português corrente, “simplesmente uma besta”).

(em desenvolvimento, de acordo com instruções a receber em nota prometida pelos serviços competentes da tutela…)

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Ponto De Ordem À Mesa, Não Porque Seja Muito Importante, Mas Porque Sim

Acho curiosos os remoques à distância de alguns afeiçoados da corte costista, versão educativa. Como lhes falta a fibra para encararem as coisas de frente, preferem a cernelha a ver se “agarra”. Ora, eu gosto mais de nomear as coisas de forma directa, mesmo quando guardo para mim alguns detalhes da forma como alguns vão fazendo “carreira”, prestando-se serviços e fretes variados a este ou aquele poder em troca de moeda escassa, consta que nem chegando à trintena canónica. E, como se pode ver, também posso dar-lhe de través, para não dizer que ando a fazer ataques ad hominem (uma das cinco seis latinices que o vulgo domina, mesmo os que não pagam quotas ao et pluribus…) e mais umas coisas daquelas que argumentações flácidas fazem passar por prosa hirta.

Dito isto, esclareçamos coisas por demais esclarecidas e demonstradas: no sistema de ensino, fui primeiro aluno, depois professor e aluno e por fim quase em exclusivo professor. Não foi vocação, foi jeito ou trejeito que apanhei pelo caminho. A minha posição é de pé, deambulando pela sala, não sentado em cadeirão ou pulando tanto até que me atirem com um cadeirão para me aquietar. Já nasci para isto há muito tempo, não uso do argumento “isso já não foi do meu tempo”, porque a História serve para completar as debilidades dos fracos de memória. Gosto do aroma a sala de aula e giz polvilhado como outros dizem gostar (bleargh!) do cheiro a balneário, o que .(sempre me pareceu coisa meio abichanada, mas a cada um os seus prazeres e quem sou eu para ajuizar inclinações, que até gosto de bichanas.

Ao fim de mais de 30 anos, quando em exercício (que eu tive outros afazeres e alguns desempregos), o mais que me afastei das ditas salas para aquelas coisas que são conhecidas por “cargos” foi para ser representante de disciplina. Fora disso, só coisas com eleições mesmo e professores a votarem de forma directa, um mandato num Conselho Municipal da Educação (sem direito a reduções, mas ajoujado de irrelevância) e mandato e meio de Conselho Geral (idem, idem, excepto umas excepções que a mim as figuras de cera parecem velas a queimar e eu gosto pouco de fornecer carne para churrasquinhos), que a paciência não me estica para mais e a miopia outro tanto. Nunca, em circunstância alguma, pelejaria por manter aquilo de que confirmo a plenos pulmões desgostar como tanto observo a quem clama ainda mais alto do que contra o que lhe prende o olhar e titila a tentação.

Por isso, sempre repeti que a 1 de Setembro me encontrariam no lugar do costume e sempre assim foi e não sei se será, porque confesso que esta tele-coisa não me fez diminuir nada o desânimo com boa parte das criaturas humanas armadas em tudo aquilo que nunca conseguiriam ser. Mas que isso não faça pensar que quero o que outros têm, seja equivalente ou em vez de, por muito que exista quem adivinhe moinhos no nevoeiro e pretensões sebastiânicas que não partilho, porque acabam sempre mal. Deixo para os outros o proveito de tais proveitos e todo o tipo de preenchimentos de vazios vivenciais que lhes acuda, que eu estou de barriga cheia de acepipes e estantes a cair de cartapácios por desvendar. E nada lhes invejo, muito menos a forma como, de tanto amar a docência e os alunos, daquela e destes fogem à primeira oportunidade que surja para se afirmarem missionários desinteressados das coisas terrenas, a menos que sejam as que rebrilham.

A escrita enrolada é a modos que propositada porque, garanto-vos eu que já mensurei capacidades e competências, a quem a verborreia se dirige, a esta hora poderá ter percebido isso mas muito pouco mais. Até porque, assim sendo, continuarão a entrever sombras nos oásis e intenções escondidas com o sol a pino nas moleirinhas, medindo os outros pela pequenez dos seus notáveis conseguimentos.

E cai o pano, enquanto as costas se aplaudem.

MAD

Já Vos Contei A Minha Teoria Sobre A Ficção Científica?

Penso que não e acreditem que não sequer se destina a chatear ninguém, apesar de quem se possa sentir visado. É só porque hoje arranjei mais uns clássicos, como se fossem da Argonauta, mas sem as más traduções. Que não se confunda a boa, velha e clássica FC com adaptações do Star Wars ou coisas quejandas.

Vamos lá então:

  1. Nunca leu FC:
    1. Nunca teve oportunidade. Está (quase) desculpado.
    2. Se teve oportunidade, mas recusou por preconceito, aguardam-no as penas eternas do Inferno.
  2. Já leu FC:
    1. Mas não gostou, porque não consegue encaixar aquilo na sua forma de pensar. Está destinado a ocupações como pedabobo do século XXI ou conceptualizador de grelhas para registos diversos.
    2. Mas não gostou, porque acha que aquilo é só para putos e gente sem bom senso. Lamento informá-lo, mas faleceu e não lhe mandaram mail ou sms a comunicar-lhe o facto.
    3. Gostou, mas acha que há uma idade para tudo e agora é tempo para literatura a sério. Lamento, mas entrou de forma precoce na senilidade e agora já não há remédio.
    4. Gostou e dá-lhe sempre prazer revisitar alguns dos clássicos (Asimov, Bradbury, Clarke, Dick, Farmer, Heinlein, Herbert, Le Guin, Simak, Vonnegut, etc)  ou explorar alguns dos novos autores. Parabéns, os seus neurónios ainda não morreram e aposto que não precisa de formações em tolerância e flexibilidade intelectual.

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