Benefício Da Dúvida?

Dou ao Diogo Costa, como guarda-redes da selecção. Agora ao João Moutinho, ao Pepe ou ao pai do Cristianinho, que andam lá desde o tempo da pedra lascada é um bocado tarde, certo? Já sabemos para o bem ou o mal o que valem, o que fizeram e podem fazer. No caso deles, para que se esclareça, é quase sempre para o bem, tirando quando dá um daqueles amoques ao Pepe e se esquece que não está a jogar no clube.

Já quanto a outros “jogadores”, ao fim de uma série de temporadas no activo, é difícil esperar que se transformem no que nunca foram. Mesmo que garantam conversão legítima e profunda, passem a usar as vestes de uma nova fé e a vergastarem-se por pecados do passado.

E para quem pensa que pior não pode ficar vai o meu prémio “santa ingenuidade”.

O Movimento, Em Si Mesmo, Não É Necessariamente Bom

Eu vejo coisa a mexer-se e em muitos casos é sem sentido, contra as paredes ou apenas para parecer que algo está a acontecer. Essa fase passou-me há muito e não por causa de qualquer envelhecimento, mas apenas porque aprendi com os erros. Há quem insista em achar que é por se mexer que os outros estão parados, quando apenas pode ser uma questão de perspectiva, como no caso da lebre. Já a tartaruga tem objectivos e alcançá-los é o que é importante.

6ª Feira

Façamos uma nova viagem pelo mundo fantasioso e fantástico da Educação em Portugal. Imaginemos, por exemplo, que vários árbitros de recorrentes em processos de recurso quanto à avaliação do desempenho docente, numa mesma escola, fazem denúncias detalhadas à IGE, nomeadamente quanto à incompetência atroz da PCG e ao modo abusivo e displicente como a SADD conduz a sua parte dos procedimentos, sem respeito por prazos, incompatibilidades, etc. A IGE percebe (hélas!) que é a mesma escola e agrega tudo nas suas averiguações que, por acaso, nem são muito demoradas. e começa a dar despachos. Há dois casos a quem as respostas seguem num mesmo ofício, só que ocultando a parte relativa ao outro. Mas é possível “juntá-los” e perceber que, num caso, fica tudo arquivado porque, afinal, @ recorrente conseguiu ter provimento, pelo que não há nada a fazer, enquanto no outro, em que os procedimentos ainda se arrastam por novembro dentro, fica arquivado, porque não há nada a fazer nesta fase. Esta fantasia até pode ter fundamento jurídico mas, convenhamos, há por aqui uma atitude que roça a incúria e o abandono da função fiscalizadora de inspecções que, em outras matérias, vão até à análise das vírgulas. Ou seja, desde que chegue ao fim, está tudo bem. Se ainda não chegou ao fim, pode chegar e então tudo bem.

Se a confiança de uma criatura que viva neste mundo de fantasia já era pouca em instâncias centrais que dependem de forma submissa da hierarquia político-administrativa, agora foi-se a única esperança que exista alguma mecanismo interno relativo a desmandos e abusos e poder, a menos que sejam à vista de toda a gente num canal de televisão. Mesmo a criatura deste mundo de fantasia que conseguiu, após muita “resiliência” e alguma agressividade formal, o tal provimento, fica a pensar que a máquina está montada para intimidar, desmotivar ou demonstrar a inconsequência de qualquer acto de resistência ao modelo. Ou seja, essa resistência precisa estruturar-se “dentro” para conseguir alguma coisa. O problema, claro, é que cada vez mais pessoas, com algum histórico ou capacidade de choque, se passou a encolher e a adoptar o live and let die, mesmo que o vizinho do lado esteja a ser esmagado.

(como devem calcular, a criatura deste mundo de fantasia, assim como tudo o relatado é pura ficção, nem poderia ser de outro modo numa Escola do Século XXI tão inclusiva como a do professor Rodrigues e tão democrática no feedback informativo como a do doutor Fernandes, que o secretário Costa parece já ter desligado o interruptor e ter-se retirado para uma qualquer sofisticada comunidade promotora do bem-estar mental e da positividade)

Uma Proposta A Bem Da Nação

Após anos e décadas de exposição de brilhantes teoremas e teorias sobre a acção política e seus derivados, acho que um grupo de destacadíssimos opinadores televisivos (e outros que ainda lá chegarão a tempo mais inteiro) deveriam ter direito a presidenciar Portugal em regime de semestres. Há urgência numa qualquer emenda revisionista da Constituição que nos permita uma rotação na Presidência da República semelhante à que acontece na União Europeia. Deixava-se o Marcelo completar este semestre e depois podíamos ter uma sequência virtuosa, porque claramente pluralista nos olhares, tendências, taras e manias, deste tipo:

  • 2º semestre de 2022: José Miguel Júdice, para nos demonstrar como a mão invisível do mercado saberia colocar o Estado ao serviço dos particulares certos.
  • 1º semestre de 2023: Daniel Oliveira, para que pudéssemos recuperar uma presidência em modelo histriónico, verborreico e esbracejante.
  • 2º semestre de 2023: Marques Mendes, para que fosse possível prever o passado de forma rigorosa e encarar o futuro a partir de uma perspectiva alavancada no conhecimento de mais tricas que a tia isaltina do 5º esquerdo.
  • 1º semestre de 2024: Pacheco Pereira, para que, finalmente, conseguíssemos perceber qual é “o verdadeiro problema do país” e a forma mais lenta de o explicar.
  • 2º semestre de 2024: Paulo Baldaia, para ser mais rápida a comunicação entre o mundo político e a sua extensão mediática.
  • 1º semestre de 2025: Susana Peralta, para descobrirmos como seria o combate às desigualdades que nunca tínhamos reparado existirem em Portugal. E para darmos diversidade à coisa.
  • 2º semestre de 2025: Miguel Sousa Tavares, para que fosse possível vivermos num mundo em que a ficção se tornasse a realidade oficial.
  • 1º semestre de 2026: Maria João Avillez, porque sim, porque fica bem, porque afinal já andou com os outros todos ao colo.
  • 2º semestre de 2026: Rui Ramos, para recuperarmos as velhas virtudes nacionais, desbaratadas desde o 5 de Outubro e da chegada ao poder do Afonso Costa.

Despacho 7356/2021 De 23 de Julho

E depois há os que se amofinam porque eu digo que levam metade do dia de rabo sentado e ainda acham que devem meter o nariz na avaliação alheia. Bem… antes isso que outras coisas.

Claro que há belíssimas práticas mesmo em tempo de pandemia, não me entendam mal, porque não é nada contra a disciplina de EF. É só um desabafo contra certos oportunismos e encostanços. Claro que há quem não pape tudo para si e o(s) amigo(s). Só que eu vejo muito mal ao longe.

Ainda se arranjassem Centros de Formação Histórica (Cultural e Patrimonial) ou de Línguas ou de Ciências, eu poderia sentir alguma “boa vontade”. Mas…

Estabelece as normas de funcionamento do Desporto Escolar para o ano letivo de 2021-2022.

(…)

4 – A distribuição do crédito horário pelos docentes dos AE/ENA para as atividades do Desporto Escolar é realizada nos seguintes termos:

a) Professor responsável por grupo-equipa de nível ii – até três tempos letivos;

b) Professor responsável por grupo-equipa de nível iii – até dois tempos letivos, acumuláveis com os tempos letivos atribuídos na alínea anterior;

c) Exercício de funções nos CFD – até 6 tempos letivos por docente, acumuláveis com os tempos letivos atribuídos na alínea a), até um limite máximo de 15 tempos letivos por CFD, a distribuir pelos docentes que pertencem a cada CFD.

Daqui A Uns Meses Dará Para Perceber Quem Foi

Há seis votos contra a exoneração de funcionário da CML, mas sete vereadores que dizem ter votado dessa forma. À direita, partidos passam culpas e acusações. Ninguém assume voto misterioso.

(a alternativa é chapelada?)

E Se Sorteássemos…

quem recebe o estipêndio para fazer uma crónica semanal residente no Expresso?

Porque “uma das coisas mais frustrantes no debate público dos últimos 20 anos” é a forma como se repetem as picaretas falantes ou teclantes, quase sempre a dar escapatória às suas obsessões muito particulares.

E “qualquer pessoa honesta entende, para se avaliar a qualidade” de uma publicação, é necessário perceber o que é que a publicação adiciona aos seus leitores.

“Na ausência dos dados, o que digo a seguir é pura especulação”, mas talvez o modelo de gestão flexível das publicações privadas lhes permita identificar e promover os melhores cronistas. Se fosse assim, mais facilmente se conseguiria pensar como promover os melhores cronistas no espaço mediático público.

“Muito provavelmente, é essa a principal reforma a fazer” na comunicação social. Identificar os bons cronistas, pagar-lhes melhor e encontrar carreiras alternativas para os maus. Como ensinar na Universidade, acrescento eu.

É, Com Quase Toda A Certeza, Já A Seguir…

… a 8 de julho que o tal grupo de trabalho, de que o Alberto Veronesi fala aqui, deve apresentar as suas ideias há muito conhecidas, bastando ver que quem lá está de facto a madar é o senhor que já manda no MAIA, a moda do momento. Eu bem que disse em 2015 devia ser ele o ministro, já que o actual secretário quis ficar apenas como secretário.

Recuperação de aprendizagens. O trabalho está em curso

Ranking Dos 3 Locais Mais Seguros De Portugal Para Fugir À Pandemia

  1. Escolas.
  2. Qualquer evento organizado pelo PCP.
  3. Um gabinete onde se encontrem À MESA para negociar: o ministro Tiago, o secretário João, os representantes dos professores Mário e João, o pai Jorge e o director Manuel (que ontem ganhou a medalha do primeiro a engraxar o cágado ao PM na televisão).

A Escola Do Futuro (Isaac Asimov)

The Fun TheY Had (1951)

(…) Margie went to the schoolroom. It was right next to her bedroom, and the mechanical teacher was on and waiting for her. It was always on at the same time every day except for Saturday and Sunday, because her mother said little girls learned better if they learned at regular hours.
The screen was lit up, and it said: Today’s arithmetical lesson is on the addition of proper fractions. Please insert yesterday’s homework in the proper slot.
Margie did so with a sigh. She was thinking about the old schools they had when her grandfather’s grandfather was a boy. All the kids from the whole neighborhood came, laughing and shouting in the school yard, sitting together in the schoolroom, going home together at the end of the day. They learned the same things so they could help one another on the homework and talk about it.
And the teachers were people…
The mechanical teacher was flashing on the screen. When we add the fractions ½ and ¼ …

Margie was thinking about how the kids must have loved it in the old days.
She was thinking about the fun they had.