Plano De Capacitação Digital De Docentes

Fica por aqui o vídeo de apresentação do curso de formação de formadores, no qual tropecei quase inadvertidamente. Consta que é com a malta do costume, ou seja com grande parte daquela malta que critica a formação de professores, mas vive dela há muito, muito tempo. E parece que agora uma boa parte dos tais 400 milhões para a transição digital passará por aqui e não propriamente pelas escolas.

A Desconfiança

Já escrevi várias vezes sobre a importância da credibilidade e da necessidade de confiança em quem governa ou em que surge publicamente a prestar “informações” ou a fazer “recomendações”. Seja na questão pandémica, seja nas suas ramificações, por exemplo, nas escolas.

A confiança perde-se quando as cabeças falantes dizem agora uma coisa e depois outra, sem explicarem claramente o porquê ou admitirem que antes erraram ou divulgaram conselhos que já então sabiam não ser os mais ajustados. Ou quando nos estão a tentar convencer que aquilo que estamos a ver não é o que estamos a ver. Ou que só sabemos o que nos rodeia e eles é que sabem tudo. Os últimos meses foram de comunicação política eficaz no curto prazo, mas algo desastrosa numa perspectiva menos míope.

Não é de espantar que os indicadores de confiança na resposta à pandemia estejam em acelerada erosão. Da senhora da DGS ao PR, passando por todo um leque de personagens mais ou menos secundárias, já tudo foi dito e o seu contrário também, mais umas posições intermédias. Se em alguns casos isso resultou do avanço dos nossos conhecimentos, em muitos outros dá para perceber que foram apenas umas mangueiradas para tentar apagar fogos que, percebia-se, mais tarde ou mais cedo reacenderia.

Lamentável é que muita gente ainda reaja a estas coisas com base na cor da camisola, como a sondagem revela. Porque há mesmo quem tenha abdicado de pensar por si mesmo, preferindo ser encaminhado pelos pastores do rebanho a que aderiram há muito, como se fosse traição imensa o que apenas revela alguma inteligência, ou seja, perceber que sobre a pandemia tem predominado a “comunicação política”. Muita dela desastrada, incoerente e, principalmente, desajustada, por pensar apenas no prazo curto. A verdade é que se está a perceber que a abordagem casuística não chega. Que apelar nuns dias à precaução, enquanto nos outros se trata como se fosse cobardia quem se quer precaver ou se tomam medidas que dificultam qualquer precaução mínima, é meio caminho andado para se perder a credibilidade e, mais grave, deixar grande parte da população desorientada ou mal orientada.

Vamos atravessar um período pior do que o vivido entre Março e Maio. Não adianta muito lançar às 2ªs, 4ªs e 6ªs apelos à “responsabilidade” e agir nos restantes dias de forma irresponsável. Ou tentar ocultar ou manipular informação. Ou estarem mais preocupados na forma como se vão alambazar com os milhares de milhões da bazuca do que no que podem fazer de útil com eles, para além de estudos de opinião, consultorias ou campanhas de comunicação.

É muito dinheiro, mais uma vez, para ser encaminhado para as escápulas do costume. Tudo se parece encaminhar para mais uma festança à tripa-forra dos cortesãos ou eminências pardas do regime, enquanto se minguam os “gastos” com despesas mais do que justificáveis. Ou se atrasam pagamentos com base em procedimentos que o povinho tem muita dificuldade em seguir sem ter quem “interceder”, cobrando avultada comissão. Se o dinheiro é para responder aos efeitos da pandemia, não é para meter nos bolsos, novamente, de escritórios de advogados, consultoras ou empresas criadas de propósito para o efeito, com as conexões certas e o recrutamento adequado do pessoal a ser pago.

É que já vimos este filme muitas vezes. O que admira é que ainda reste alguma confiança, sem ser nos que já estão com a conta aberta para as transferências, enquanto a maioria está de mão estendida.

Alguém Perguntava Há Bocado, Numa “Rede Social”, E Com Razão…

… algo como… se as escolas se queixam de não ter dinheiro para comprar gel desinfestante e máscaras como têm para comprar plataformas e aplicações que não são baratas?

E acrescento eu… e para quê, então, o E360?

Money

(isto faz-me lembrar aquela escola que contratava sempre o mesmo esposo de uma “notável” para assegurar a manutenção dos equipamentos…)

Ui… Que Isto Vai Ser Uma Fartazana Para Quem Molhar O Bico Por Cá

Lá fora, nada de especial, mas por cá quem meter o nariz na coisa tem uns anos de tripa forra garantida.​

A Comissão Europeia lançou uma consulta pública para garantir que o futuro Plano de Ação para a Educação Digital reflete a experiência da União Europeia em matéria de educação e formação digital durante a crise do coronavírus.

Plano de Ação para a Educação Digital

A Comissão adotou um Plano de Ação para a Educação Digital, que inclui 11 ações de apoio à utilização de tecnologias e ao desenvolvimento de competências digitais na educação.

Isto é que vai ser mais uma reviravolta… ainda agora se estavam a habituar a dizer que o E@D não funcionou, depois de meses a dizerem maravilhas… lá vão ter de voltar à cartilha inicial.

A isto é que se chama “oportunidade”, quiçá “desafio”.

moneymagic

O Rasto Do Centeno

Por uma vez, entreguei o IRS bem longe do fim do prazo que, agora, é cada vez mais longo, para poderem guardar os reembolsos mais tempo. Já lá vai mais de mês e meio, mais de um mês depois da mensagem a confirmar que tudo estava em ordem, pelo que decidi ir ao site da AT ver o que se passaria, porque isto de processar os reembolsos, calculados automaticamente, também me parece ser processo que o vírus não atrase por aí além. Ao que parece a ordem de pagamento foi feita há 10 dias, mas nada de nada quanto a chegar o devido que, claro, chegará sem juros de mora por lá ter estado guardado em média um ano (18 meses o de Janeiro, 6 o de Dezembro).

Mas ainda leio avantesmas a dizer que professor não paga impostos.

Patinhas