3ª Feira

Ia deixando passar em claro a publicação, pela primeira vez, de um Anuário da Educação pela Moneris. O que tem de particularmente interessante? A forma como demonstra que a Educação se foi tornando um negócio crescentemente atractivo, em especial à medida que a Escola Pública foi capturada por uma ideologia de nivelar pela mediocridade envernizada. Perante isso, quem pode e não tem dramas em relação a essa opção, vai-se embora e o Anuário é, basicamente um documento de promoção de colégios privados para as classes alta e média alta.

Por outro lado, este é um documento que demonstra a imensa hipocrisia dos representantes do ensino privado que, não fornecendo as informações que são exigidas ao ensino público, exibem resultados sem a devida contextualização. E ainda clamam por apoios extra, quando se gabam do “aumento da rendibilidade” do seu sector de actividade.

Nas últimas décadas, o ensino privado tem crescido em Portugal de forma muito expressiva, tendo atraído um considerável interesse por parte de investidores estratégicos e de sociedades financeiras, designadamente das sociedades de capital de risco.

À medida que se acentua o hiato entre a qualidade de ensino proporcionado pelas instituições de ensino particular e cooperativo e a generalidade do ensino público, com uma oferta curricular e extracurricular diversificada, acompanhada de um crescimento do nível de vida da população e de um país cada vez mais internacionalizado, que recebe trabalhadores de todas as partes do mundo que procuram oferta de ensino internacional, parece claro que esta será uma tendência crescente e que o investimento no setor da educação será também ele fortemente ativado, quer pelo setor privado, quer pelo setor público, que terá de acompanhar esta melhoria da proposta educativa e pedagógica.

O crescimento projetado para o setor, a par do aumento da rendibilidade que este proporciona, está no entanto já a ser considerado nas avaliações feitas pelos potenciais vendedores e nos preços pagos pelos investidores que pretendem entrar no mercado.

Gazeta Municipal

Ex-secretário de Estado e presidente da Câmara de Arouca acusados de prevaricação

Escutas confirmam suspeitas de tráfico de influências de presidente da Câmara de Matosinhos

Aguardo a procissão de tod@s aquel@s que garantiram que em Matosinhos tudo é legal e que o que está a acontecer é uma boa e velha “cabala” sem qualquer sentido (na procissão de há uns dias dei com muita gente alaranjada e azul celeste, se é que o Lobo Xavier ainda usa essas cores).

Se Começarem A Desfiar A Coisa A Sério…

Exclusivo: Governo nomeou três técnicas especialistas e uma adjunta sem licenciaturas com ordenados de 3 e 4 mil euros

Tudo dentro da lei, claro.

Cinco empresas de Manuela Couto, esposa do ex-líder da Câmara de Santo Tirso, fizeram com entidades públicas 128 contratos, dos quais 122 por ajuste direto.

(ou seja, o António Sérgio Azenhas quando quer, não produz treta…)

Já Repararam Que Esta Malta Cada Vez Está Mais Perto Do “Centro”?

Que seja inocente até prova em contrário. Mas esta forma de “fazer obra”, ou melhor, de “pagar obra” anda em alta e, sendo pelas vias certas, parece ser meio caminho andado para ser-se recompensado ao mais alto nível.

Casos como este são mais do que muitos pelo país, porque em terra pobre, estes esquemas tornam-se modo de vida e as clientelas fazem lembrar as velhas relações de patrocínio dos tempos romanos ou as feudalidades medievais. Claro que só se lembra de tais afinidades quem tenha tirado um anacrónico curso de História com disciplinas anuais, em vez de ter a História do Mattoso a exibir-se na estante, com as páginas coladas por causa dos anos de imobilidade.

Há quem grite que certas denúncias e indignações são “demagogia” ou “populismo”, mas é mais do que evidente que não vão além do papagueio de chavões, que não entenderam ainda que demagógicas e populistas são certas políticas locais baseadas na hidratação mútua das mãos de quem interessa.

Secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro foi acusado no âmbito de um inquérito resultante de uma denúncia anónima aberto em 2019.

Há Outras, Mas A Oeiras Connection É Poderosa Na Grande Lisboa

E não me digam que quem anda ou andou por lá, não sabe de nada e é um puro a escapar pelos intervalos do granizo. E a mim incomoda que seja por estas bandas que o PSD arranja (ou tenta arranjar) pessoal político para a área da Educação. E não só de agora. Depois, há quem se ofenda quando eu duvido de quem garante a total e completa inocência do santo Isaltino. Deve ser mesmo o rio de uma coincidência de coincidências.

Quando para se subir na vida precisa de ir buscar a benção e o apadrinhamento a este tipo de ambientes, lamento, mas algo anda muito mal.

Câmara de Oeiras, presidida por Isaltino Morais, e escritório de Rodrigo Gonçalves, membro da comissão política nacional do PSD e consultor do grupo SIL, dono do projecto Porto Cruz, alvos de buscas.

(c) Henrique Monteiro

Oeiras, Odivelas, Mafra

Só esta semana, juntando-se a Montalegre. Juntando ao resto, penso que até o presidente Marcelo considerará que começam a ser números elevados. Afinal, só temos uns 300 concelhos e pelo menos dois destes são dos graúdos. E até temos uma ex-secretária de Estado da Educação e tudo. Mas… tudo bem… devemos confiar e deixá-los ainda a gerir a Educação e a Saúde.

Não há juntas médicas para isto? Tipo tratamento da cleptomania autárquica?

Por Exemplo… 2

A “minha” APH (embora não seja associado) cobra 85 euros aos sócios (115 aos não sócios) por cada acção com 25 horas, mas ao menos não são dadas por elementos dos órgãos sociais. Mas, phosga-se, é caro, mesmo que digam que têm qualidade.

Já num outro caso, o grupo de formadores inclui diversos membros dos órgãos sociais e a tabela é assim, sendo claramente “inflaccionados” os preços dos cursos online.

Uma outra associação, sem acções abertas (por isso não dá para ver quem são os actuais formadores) apresenta um preçário concorrencial (embora em outra área). Também por aqui não se sabe quem está em mobilidade.

Perante isto, quem tem moralidade para reclamar a formação “gratuita” que aparece no ECD se os seus “representantes” disciplinares fazem isto? Sim, quem dá formação deve receber, mas…

Por Exemplo…

… gostava de saber porque uma associação de professores vende formação a dezenas de euros as 15 ou 20 horas (nem dá um crédito), incluindo para sócios, assegurada em boa parte por elementos dos seus órgãos sociais, não sabendo eu se quem tem dispensa total ou parcial da actividade lectiva para assim a rentabilizar. Uma outra “vende” o crédito a 50 euros para sócios e a 100 para não sócios. De novo, parte das acções asseguradas por elementos da direcção. Neste caso, até declaram ter duas pessoas em mobilidade lá na associação, mas não dizem quais são. Curiosamente, ou não, ambas as associações são muito amigas do poder que está na 24 de Julho e assinam quase de cruz tudo o que de lá sai. Não são casos únicos (a seguir dei logo com mais um caso em que é a direcção quase toda – incluindo presidente todo das esquerdas solidárias e colaborativas – a dar formação remunerada), foram apenas as que me lembrei de procurar em primeiro lugar e dei logo com melros em todos os ramos. Já agora, não, não se trata da APH.

Repito… é uma questão de transparência e quiçá decência, porque me parece que a deontologia não foi assunto de qualquer formação devidamente certificada e acreditada pel@s amig@s lá de cima.

Outros Abusos

Quer-me parecer que estes “pareceres” sob encomenda são mais para as aparências. No fundo, este, como o Pizarro e o marido da mulher de “César” o que pretendem é ter um pé lá dentro, para poderem sacar tudo o que é possível para fora, enquanto minguam as “margens orçamentais” para a larga maioria.

Empresa detida pelo pai de Pedro Nuno Santos e pelo próprio fez um contrato público. Lei prevê demissão. Ministro defende-se com parecer da Procuradoria sobre lei anterior.

Há Quem Não Tenha Razões Para Se Queixar Com O Rumo Da Educação

Que tal 14.000 euros por 9 meses de “Prestação de Serviços de Planeamento e Gestão de Projeto TEIP, PIEF, Mais Sucesso”? O Agrupamento não tinha meios humanos que soubessem fazer esse planeamento? Não fizeram “formação”? Porque a experiência do gabinete contratado parece nula nestas matérias. Corrijo… parece nula, porque os contratos feitos, ali pelo Grande Norte, nos últimos anos são às dezenas. Em 2022, depois daquele mais acima já se acha registo de mais uma meia dúzia, chegando aos 80.000 euritos. Em 2021 foi uma dúzia, no valor de mais de 160.000, quase tudo à conta do POCH.

Outra coisa curiosa é como os teip precisam de tanta “assessoria financeira”. Há quem se especialize nisso. 4.000 notinhas por 40 dias de serviço é capaz de ser um pouco acima do topo da carreira. Mas vejam a massa envolvida em contratos com um número assinalável de escolas ali pelo Grande Porto e Minho. E não é tão interessante quando um contrato acima dos 25.000 euros não aparece por escrito com a seguinte justificação: “Artigo 95.º, n.º 1, a), contrato de locação ou de aquisição de bens móveis ou de aquisição de serviços cujo preço contratual não excede 10.000,00 € .

Mas há quem tenha um âmbito mais global e tenha mais de 50 contratos desde 2020 para prestar este tipo de assessoria, para onde escorre grande parte do dinheiro de “programas” como o Portugal 2020, POCH e afins.

Mas isto é o que se acha em 20 minutos de pesquisa. São exemplos praticamente aleatórios. Agora imaginemos que alguém decidia dedicar umas horas ou mesmo dias a ir em busca do dinheiro que, teoricamente, é para o combate ao insucesso e abandono escolar, mas que no fundo vai escorrer em grande escala para fora das escolas e sem que se perceba qual o ganho para os alunos.