Alguém Perguntava Há Bocado, Numa “Rede Social”, E Com Razão…

… algo como… se as escolas se queixam de não ter dinheiro para comprar gel desinfestante e máscaras como têm para comprar plataformas e aplicações que não são baratas?

E acrescento eu… e para quê, então, o E360?

Money

(isto faz-me lembrar aquela escola que contratava sempre o mesmo esposo de uma “notável” para assegurar a manutenção dos equipamentos…)

Ui… Que Isto Vai Ser Uma Fartazana Para Quem Molhar O Bico Por Cá

Lá fora, nada de especial, mas por cá quem meter o nariz na coisa tem uns anos de tripa forra garantida.​

A Comissão Europeia lançou uma consulta pública para garantir que o futuro Plano de Ação para a Educação Digital reflete a experiência da União Europeia em matéria de educação e formação digital durante a crise do coronavírus.

Plano de Ação para a Educação Digital

A Comissão adotou um Plano de Ação para a Educação Digital, que inclui 11 ações de apoio à utilização de tecnologias e ao desenvolvimento de competências digitais na educação.

Isto é que vai ser mais uma reviravolta… ainda agora se estavam a habituar a dizer que o E@D não funcionou, depois de meses a dizerem maravilhas… lá vão ter de voltar à cartilha inicial.

A isto é que se chama “oportunidade”, quiçá “desafio”.

moneymagic

O Rasto Do Centeno

Por uma vez, entreguei o IRS bem longe do fim do prazo que, agora, é cada vez mais longo, para poderem guardar os reembolsos mais tempo. Já lá vai mais de mês e meio, mais de um mês depois da mensagem a confirmar que tudo estava em ordem, pelo que decidi ir ao site da AT ver o que se passaria, porque isto de processar os reembolsos, calculados automaticamente, também me parece ser processo que o vírus não atrase por aí além. Ao que parece a ordem de pagamento foi feita há 10 dias, mas nada de nada quanto a chegar o devido que, claro, chegará sem juros de mora por lá ter estado guardado em média um ano (18 meses o de Janeiro, 6 o de Dezembro).

Mas ainda leio avantesmas a dizer que professor não paga impostos.

Patinhas

Até Ao Infinito E Mais Além

E pagam a tempo e nem refilam… porque está no “contrato”. E não se pode deixar de cumprir o que foi “acordado”. E aqui há sempre “direitos adquiridos”. Irrevogavelmente.

Injeções de dinheiro no Novo Banco podem atingir valores “desconhecidos”

Achavam que era muito dinheiro pagar o que sacaram aos professores anos a fio em tempo de serviço? Mesmo com os números centénicos todos aldrabados? Então fiquem-se com esta derrapagem e digam que o homem não é um génio das finanças. E é isto o “banco bom”.

Ou seja, o valor do capital já injetado este ano com recurso a fundos públicos e em plena crise ascende aos tais 1035 milhões, o que representa uma derrapagem de mais de 70% face ao que foi aprovado no Parlamento, no OE2020, mas também fura o máximo anual previsto, que é de 850 milhões de euros.

Metralhas

Foi Tudo “Institucional”

Os políticos e governantes que abriram os braços a Angola

(…)

“O investimento vindo desse país [Angola], como o de todos os países, é bem-vindo. Naturalmente, no respeito da legalidade e constitucionalidade.”

A recente declaração de Marcelo Rebelo de Sousa – uma reação ao Luanda Leaks – traz uma nuance no que foram as declarações dos políticos portugueses nos últimos vinte anos sobre o investimento angolano em Portugal. A nuance é o “respeito pela legalidade”. 

De Cavaco Silva aos primeiros ministros PS e PSD, passando pelos ministros da economia e os ministros dos Negócios Estrangeiros, as declarações públicas mostram uma elite política portuguesa sem questionamentos sobre o dinheiro vindo de Angola. 

Da cristalização ideológica do PCP ao pragmatismo financeiro dos outros, é difícil achar quem não tenha feito beija-mão, à espera que lhes caísse qualquer coisa dos petrodólares ou dos diamantes no regaço.

A real politik da caça ao dinheirinho não deveria justificar toda a pouca vergonha de parte muito ampla dos “senadores do regime”. Mas como quase todos têm o rabo entalado, a estratégia é a da não agressão. E quem diz qualquer coisa é neocolonialista ou racista: Não tem sensibilidade ao “passado comum”, às “relações especiais de amizade” e essa tralhada toda que gente com um índice mínimo de escrúpulos gosta de argumentar. Sim… não foi apenas Angola. Foi a Venezuela, a Líbia e, nem é bom esquecer, a China do neocomunismo capitalista selvagem. O jogging na Praça Vermelha. A herança do bom e cordial Oliveira da Figueira pronto para tudo vender a todos, desde que paguem ou prometam negócios futuros.

Uma versão amesquinhada de Portugal, infelizmente com muitas ramificações e antecedentes. Pobrezinhos e nem sequer muito honrados. Incomodados com a insignificância há quem lance qualquer tipo de princípios às urtigas. O mundo é assim? Pois… mas então qualquer autoridade moral para criticar outros desaparece.

E a comunicação social, com raras excepções, rendeu-se à “princesa” em peças, estrategicamente não assinadas, como esta (de 2012) que também continua com as ligações às elites empresariais nacionais.

A empresária é descrita por quem convive com ela de perto como sendo “simpática”, “bonita” e “afável”. Mas os elogios também se alargam ao lado profissional, e as fontes, citadas pelo jornal Público, descrevem-na como sendo “uma boa empresária”, “extremamente dinâmica e inteligente”, “profissional” e uma “dura negociante”.

“Caça às bruxas”? Não, caça aos que transigem com a corrupção. E não digam que não sabiam. Porque, nesse caso, seriam ainda mais incompetentes do que o aceitável. Porque o “império” dificilmente poderia ter nascido só com base no capital conseguido com a venda de quitutes.

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