Forme-se E Certifique-se Como Avaliador Por Apenas 153 Êrus! Não Deixe Para Amanhã Quem Pode Avaliar Hoje!

Aposto que vai estar cheia de gente que se afirma contra a add, as quotas e todo o “modelo”., mas mal bate a a oportunidade… aproveita para dizer “mais vale ser eu do que xyz”. Por outro lado, se tanta gente tem preenchido muitas formações como esta, não vale a pena baterem a porta a quem não quer ter nada a ver com isto, certo?

E já agora… não vejo nenhum conteúdo ou competência a desenvolver na área do conhecimento do direito administrativo, da deontologia ou da ética, mas acredito que nada disso interesse para a função.

FORMAÇÃO CONTÍNUA DE PROFESSORES > SUPERVISÃO PEDAGÓGICA NA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE

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ENQUADRAMENTO:

A Ação proposta pretende fornecer as competências básicas de supervisão pedagógica na especificidade da avaliação do desempenho docente (ADD). A clarificação, a diferenciação e a relação dos conceitos “supervisão”, “supervisão pedagógica”, “avaliação formativa”, “avaliação sumativa”, “avaliador interno” e “avaliador “externo”, serão as linhas condutoras da Ação. A legislação mais recente sobre a ADD [qual?], sobretudo os aspetos processuais, será outro dos aspetos a ser focado.

(…)

COMPETÊNCIAS:

Pretende-se que os destinatários adquiram as competências de supervisores pedagógicos no âmbito específico da ADD. No final, os participantes deverão ser capazes de se situar no cargo de avaliadores de desempenho docente enquanto supervisores pedagógicos bem como dominar os procedimentos inerentes a uma coerente ADD. Esta Ação é, assim, dirigida a todos os que ocupam, ou que prevejam vir a ocupar, cargos de coordenadores pedagógicos, coordenadores de departamento, delegados de grupo, subcoordenadores de departamento e a todos os outros que de alguma forma se encontrem em posição de avaliar os seus pares.

Mas Estão A Falar De Que Professores?

Dos novos ou dos envelhecidos? Se é dos novos, calma, que têm tempo. para aprender.. porque se os velhotes não faltarem (como afirma o ministro), nem sequer têm vaga.

Cursos que formam professores têm base “sólida” de linguística, mas inconsistências no ensino da leitura e escrita

Há uns bons anos, quando disse que havia insuficiências evidentes nos cursos de formação de professores, uma figura inoxidável (mas discreta) do sistema disse-me logo que estava tudo certificado pela A3ES. Pouco tempo depois, é ver quem fez (ou faz) carreira na formação de professores, quando se transforma em “investigador@” ou “perito” (no caso da Edulog), a encontrar todas essas e muito mais falhas. Tudo depende da situação ou posição relativa em cada momento

Falta experiência de sala de aula na formação de professores do 1.º ciclo

Para quem estiver distraíd@, gostaria de chamar a atenção para o facto da divulgação deste tipo de estudos acontecer de forma curiosamente articulada com as conclusões de outro estudo, do IAVE, sobre as provas de aferição do 2º ano.

Coincidências…

O Rejuvenescimento Da Formação?

Que investigadoras tão jovens! Já terão quanta experiência em fazer isto um ano inteiro com meia dúzia de turmas? E 53 euros “preço de lançamento!) por 2 sessões de 2 horas? Estarão a gozar com quem? Com quem se inscreve e paga é mais do que certo. Basta ir ver o currículo oficial das duas jovens para percebermos que isto é tudo criado em aviário (com verniz de projecto maia, consultorias para o Mé e coisas desse género) com o devido respeito pelo profissionalismo de ambas, claro. Mas que isto me parece só “negócio”, não posso negar. Avaliação por “rubricas” com esse ou outro noem já eu fazia quando elas iam a caminho da escola primária.

No NOVO workshop da academia.pt – Avaliar com rubricas –, irá entrar em contacto, de forma prática, com atividades para estruturar e construir rubricas analíticas e holísticas, uma ferramenta que apoia a observação, a reflexão e a orientação das aprendizagens dos alunos.

Não perca a oportunidade de participar neste curso de curta duração, orientado por Daniela Ferreira e Louise Lima, investigadoras do Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE). Aproveite o preço especial de lançamento!

Foi Assim Há Tanto Tempo?

Em Abril de 2015, o Conselho Nacional de Educação realizou um seminário sobre a Formação Inicial de Professores na Universidade do Algarve, cujas intervenções tiveram publicação em Novembro desse ano. Recomendo a leitura, tanto sobre o que lá está, como sobre o que lá não está. E o que não está? Qualquer antevisão de falta de professores. Pesquisem no documento e o que lá mais encontram é “falta de articulação”. O resto é um debate “interno”, pouco aberto à realidade das escolas e das suas necessidades. Está ausente qualquer prospectiva sistemática das necessidades futuras de professores. Pelo contrário, em algumas intervenções refere-se a legislação vigente desde os anos 80 como sendo marcada por uma falta de professores qualificados que se considera já não existir. Sobram reflexões sobre a necessidade de debater a formação inicial de professores, mas em termos de “modelo”. Nenhuma urgência se sente em formar mais professores. Eram os tempos que antecediam a aplicação pelo ministro Crato da PACC legislada por Maria de Lurdes Rodrigues.

Na sua maior parte, são estas pessoas que agora querem resolver um problema ao qual estavam cegos ou para o qual não tiveram qualquer sensibilidade até que ele se tornou incontornável. E acreditem que em 2018, apenas 3 anos depois deste seminário, já havia turmas a ficar sem professores meses a fio.

Eu Acho Que O Que Faz Mesmo Falta É…

… uma formação para formadores de formadores de formadores de professores. A ser dada por aqueles que diagnosticaram agora a situação que os próprios criaram. Se possível com financiamento generoso ao abrigo dos programas da famigerada bazuca e ainda uns apoios privados de fundações amigas (acreditem, que eu vi uma nesga do funcionamento da coisa). Com decisão após consulta dos mais interessados e bem localizados no acesso a este tipo de envelopes financeiros e prebendas conexas. Porque a situação é grave e há ganâncias e sofreguidões que se não forem satisfeitas ainda produzem algum colapso nervoso e muita agitação mediática.

Já agora… não sei se repararam, mas depois dos especialistas em ensino à distância e recuperação das aprendizagens, surgiram imensos especialistas em “ser professor” no ensino básico e secundário, com destaque para quem nunca o foi ou por lá passou em modo de biscate e algum nojo pela camaraderie. Tenho de ir ver se @s economistas da minha maior estima não se pronunciaram já sobre o assunto (uma ainda está encravada nas máscaras, não percebendo o bem que lhe fazem).

Parece Que Finalmente Estão A Aproximar-se Do Principal

Sou um crítico muito, muito antigo, da formação de professores em aviário por gente que do ofício percebe muito pouco. Tive demasiadas experiências em tempos passados de gente que dava formação sobre Pedagogia que era uma nódoa em termos pedagógicos. Relembro sempre um emissário do ME a uma sessão na minha profissionalização em que já falava de flexibilidade, mas só aceitava que o questionassem depois das duas horas de descarga de chavões e propaganda. Conheço directamente gente que forma professores porque fez tudo para escapar a ser professor do Básico e Secundário e poder colocar “Ensino Superior” na chancela ou oráculo. Na maior parte das vezes, fingem que não ouvem, clamam que fazem o melhor que sabem, mas a verdade é que sabem pouco e nem isso, tantas vezes, conseguem ensinar. Recomendam sebentas, apresentam powerpoints e é tudo. Leram, com sorte, um punhado de livros de fio a pavio sobre a matéria em dado momento da vida e encalharam.

Há gente boa, de qualidade, dedicada, actualizada?

Há. Mas há também muita tralha pelas Universidades e Politécnicos deste país, de onde saem boas professoras e bons professores à própria custa, do seu interesse, do seu esforço, da dignidade. Desde meados dos anos 80, com as naturais excepções em termos de instituições ou de departamentos em algumas instituições, enquistaram-se mini-feudos com origem nos Ramos de Formação Educacional, onde se alapou muita gente que nem ensinar sabe. Apenas sabe produzir a papelada necessária para a certificação do curso. Até porque são inspeccionados, em muitas situações, por outros como el@s.

Estou a ser injusto? não, por acaso até acho que estou a ser meiguinho com a complacência que marcou as últimas décadas na formação inicial de professores, em que não é raro que a maior preocupação seja arranjar as cadeiras necessárias para ter os créditos indispensáveis para assegurar o lugar. Em muitos casos, para não ser recambiado para aquele inferno de onde se livraram e para o qual mandam (quando lá conseguem chegar) professores certificados por quem chegou ao lugar na base de um ou mais dos três C’s (a cunha, a cama ou o cartão).

A Universidade é assim mesmo, não apenas na formação de professores? Quiçá… mas que tal irmos tratando de uma coisa de cada vez, sendo que é esta que agora parece afligir tantas almas omissas durante tanto tempo? O que fez, por exemplo, o agora omnipresente em todos os think tanks fundaciuonais, ex-ministro David Justino quando esteve na 5 de Outubro, no CNE e arredores?

Só um terço dos docentes que formam professores tem experiência na área

Um Documento Que Alguns Conhecem, Citam E Discutem, Mas A Que Poucos Tiveram Acesso

Não tem data ou assinatura, mas chegou a CRUP enviado a partir do ME. Os metadados datam a coisa de 23 de Novembro de 2021, com origem no gabinete do então SE Costa, mas o mais certo é ainda dizerem que foi um espírito qualquer que o fez. Está na origem da posição publicada no post anterior.