Algarve 2020

Faltava o reino dos Algarves. Os projectos aprovados até final de Maio encontram-se aqui. Fica a tabela, a parte da Educação começa na linha 799. Entre TEIP, alguns CEF e EFA e Centros Qualifica, são pouco mais de 40 projectos que levam quase 13.750.000 euros, com comparticipação a 80% (poucos euros menos de 11 M€). Sete deles são para “Formação contínua de professores, formadores e outros agentes de formação”. Quase 840.000 euros e 670.000 de comparticipação. De acordo com o Perfil do Docente para 2016/17 existiam menos de 6000 educadores e professores em exercício no Algarve.  Agora não devem ser muito mais. Façam as contas… quando dá de verbas por docente e ainda há quem peça dinheiro para os diplomas.

Algarve 2020

Be Afraid…

… porque entrámos numa espécie de ambiente típico de seitas religiosas. Só que que se trata de Educação e alguns dos sacerdotes são incrivelmente ineptos, para mão dizer estúpidos.

Passei por um conjunto de conferências viradas para o futuro da educação que decorre perto da minha localização. Quando entrei, o conferencista dizia: “a avaliação formativa e sumativa deve ser acompanhada por um texto descritivo. Com o excel automatizam-se as grelhas (o descritivo corresponde à inserção de um dado numérico)”. Compreendo todas as apreensões com o futuro.

Só pela situação se percebe a mediocridade dos conhecimentos do “conferencista”, embora esteja ao nível da larga maioria do nicho de “formadores” nestas matéria patrocinados pelo ME e seus secretários.

O problema é que, nas últimas semanas isto tem-se repetido a um ritmo quase diário por escolas e centros de formação do país na tentativa de deixar a reforma inscrita a reforma costista de forma indelével no nosso sistema de ensino.

E não vale a pena andarem em off a dizer que este ou aquele é só má língua e mau carácter, porque se fosse assim, muita coisa teria sido dita e escrita que não foi. Os mentirosos são os que lá estão. Pena é que não investiguem muito do que anda a acontecer nos bastidores, beneficiando do ruído da “luta” entretanto interrompida.

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Formações Mesmo, Mesmo Indispensáveis (Para Professores Ou Banqueiros?)

Exmo.(a) Senhor(a) Diretor(a) do CFAE,

Vimos, pelo presente, informar que iremos realizar o curso de formação, Trabalhar o Referencial de Educação Financeira como contributo para a sua divulgação e implementação em espaço escolar, destinado a Educadores de Infância, Professores dos Ensinos Básico e Secundário e de Educação Especial (cronograma em anexo). Esta turma terá como público-alvo formandos indicados pelos CFAE da região de Lisboa e Vale do Tejo.

  1. O curso procura atingir, entre outros, os seguintes objetivos:
  2. a) sensibilizar os docentes para a importância da Educação Financeira, enquanto domínio da Educação para a Cidadania;
  3. b) divulgar e contribuir para a implementação do referencial de educação financeira em espaço escolar;
  4. c) contribuir para a implementação e abordagem dos Cadernos de Educação Financeira, junto de alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico;
  5. d) proporcionar a aquisição de conteúdos das áreas de Economia e finanças por parte dos educadores e professores, com vista a habilitá-los a uma abordagem adequada da educação financeira em contexto escolar.

Este curso de formação decorre da parceria entre Ministério da Educação, através da DGE, e os supervisores financeiros, no âmbito do Plano Nacional de Formação Financeira, e conta com uma equipa de formadores do Banco de Portugal, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões.

O objetivo prioritário é formar um conjunto de docentes que possam vir a disseminar a formação a todos os docentes (da educação pré-escolar ao ensino secundário) através dos CFAE ou nas suas escolas, pelo que:

  1. Os formandos devem, preferencialmente, obedecer aos seguintes requisitos*
  • Professores do quadro, com registo de formador emitido pelo CCPFC, em áreas de formação como Economia, Contabilidade, Direito e Sociologia ou ainda em Educação para a Cidadania (…). [sic]
  • Professores do quadro que tenham adquirido formação em educação financeira.
  • Docentes do quadro de todos os grupos de recrutamento.

*) os requisitos não são eliminatórios, mas estabelecem prioridades na seleção dos candidatos.

(…)

Endereço para inscrição dos formados: https://formacao.dge.min-educ.pt/#/edition/1052859/enroll

A inscrição na ação de formação pressupõe o registo prévio no Portal de Gestão da Formação da DGE. Caso ainda não esteja registado, por favor aceda ao site, escolha a opção Registo de Formando/Formador e preencha o formulário eletrónico a que têm acesso, tendo em conta que:

  • as perguntas assinaladas com asterisco são de resposta obrigatória;
  • as datas devem ser introduzidas utilizando o calendário na lateral da área correspondente;
  • username não pode ter acentos, espaços ou pontuação;

                 A mensagem gerada pelo sistema “utilizador já registado” significa que já existe outro utilizador registado com o “nome de utilizador” que indicou pelo que deverá escolher outro

  • a indicação de um contacto telefónico é obrigatória, pelo que se só têm telemóvel, deve repetir a indicação do seu número nos campos Telefone e Telemóvel.

No final do preenchimento do formulário eletrónico, deve pressionar o botão Registar, sendo-lhe apresentada a seguinte mensagem:

“Registo efetuado com sucesso!” Por favor verifique o seu email para confirmar a conta (caso não o receba no prazo de 3 horas, envie um email a solicitar a ativação do seu registo, indicando o username utilizado).

Deverá verificar a sua caixa de correio eletrónico (inclusive o spam) e ‘clicar’ na hiperligação que lhe foi enviada para ativar a sua conta, sendo reencaminhado de volta para o site da formação e mostrada a informação de confirmação de registo bem-sucedido: “Utilizador ativado com sucesso.”

A hiperligação que lhe foi enviada para ativação de conta deve ser utilizada apenas uma vez. Para futuros acessos à plataforma deve utilizar o endereço http://formacao.dge.min-educ.pt.

Apenas após concluídos os procedimentos supramencionados, pode proceder à sua inscrição na ação de formação, devendo, para tal, utilizar o endereço: https://formacao.dge.min-educ.pt/#/edition/1052859/enroll

Só serão considerados no processo de seleção os formandos que se encontrem inscritos no Portal de Gestão da Formação da DGE no prazo estabelecido. Não serão aceites inscrições por outras vias.

Mais se informa que não há lugar ao pagamento, por parte da DGE, de deslocações ou ajudas de custo aos formandos.

Em caso de dificuldade no registo, deverá entrar em contacto com a equipa DGE-Formação através do email formacao@dge.mec.pt

Com os melhores cumprimentos,

O Diretor de Serviços de Desenvolvimento Curricular

Hélder Pais

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E-Learning A 60 Euros O Crédito?

Isto anda cada vez melhor…

LIDERANÇA, COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO: A IMPORTÂNCIA DAS ESTRUTURAS INTERMÉDIAS NA GESTÃO ORGANIZACIONAL E PEDAGÓGICA NA ESCOLA (Curso na na modalidade E-learning 

(…)

1 Crédito – 25 horas

Local de realização: Online

(…)

OBJETIVOS:
– Fomentar o desenvolvimento de áreas específicas da coordenação e organização para melhorar o processo estratégico e supervisivo.
– Aumentar a eficiência e a eficácia da gestão do trabalho dos coordenadores das estruturas intermédias
– Apoiar a melhoria dos processos organizacionais e supervisivos, assumindo os coordenadores como elemento-chave no processo.
– Favorecer a emergência de práticas mais consistentes na área da coordenação das estruturas intermédias
– Facultar aos formandos um conhecimento teórico sobre as áreas críticas da gestão de recursos humanos de forma melhorar a qualidade da Escola.
– Dotar os formandos de ferramentas de comunicação e gestão que possibilite a melhoria das práticas

Pagamento por transferência bancária:

Valor da formação: 60€

Head Spin

Gosto Sempre Quando Me Chamam Ignorante…

… e me oferecem formação com patrocínio presidencial (ainda me lembro do grande introdutor dos “factos políticos” no jornalismo nacional) por parte de gente estimável mas que, desculpem-me a ignorância, desconheço em mais de metade dos casos, bem como à sua putativa obra de combate à pós-verdade e aos “factos alternativos”

Jornalistas e académicos portugueses vão dar formação a professores sobre literacia dos ‘media’ para conseguir que tenham e passem aos alunos espírito crítico sobre notícias, distinguindo o que é falso do que é verdadeiro.

E eu convencido que a grande preocupação deveria ser a dos órgãos de comunicação social deixarem de ser campo fértil para “plantação” de notícias e integrarem equipas de fact checking, tanto para as suas peças como para as diatribes de alguns “opinadores”.

Não… afinal os professores é que não sabem distinguir o verdadeiro do falso.

Esta parceria surge com “o objectivo de capacitar os professores para o desenvolvimento de actividades de Educação para os Media, esta formação segue a metodologia de projecto, envolvendo alunos e outros membros das comunidades educativas. Deste modo, tendo em conta a existência de componente teórica mas também prática, serão desenvolvidas actividades de Literacia dos Media, com milhares de alunos ao longo da formação. A formação tem início este sábado, 26 de Janeiro, num projecto-piloto que, este ano lectivo, irá já envolver cerca de 40 agrupamentos e 100 professores, formados por um grupo de 10 jornalistas e académicos: Manuel Pinto/Daniel Catalão, João Figueira/Miguel Midões, António Granado/Sofia Branco, Miguel Crespo/Paulo Barriga, Vitor Tomé/Isabel Nery. Com o alto patrocínio do Presidente da República, a formação – que envolve professores do 3.º ciclo e do Ensino Secundário já ligados a projectos de media nas escolas e professores bibliotecários – vai decorrer em 5 regiões do país: Faro, Évora, Lisboa, Águeda e Porto. As sessões de formação terão componente teórica (8h) e prática (12h), cujo objectivo é disponibilizar aos professores metodologias, recursos e ferramentas que poderão usar nas actividades de Literacia dos Media em contexto de sala de aula”, completa.

Sugestão de exercício prático aos “formadores” para demonstrarem a sua competência: façam lá o escrutínio dos 635 M€ que o ME diz custar a reposição integral do tempo de serviço, em vez de repetirem o número. Peçam as contas detalhadas… não multipliquem fake numbers.