Eu, Aluno À Distância, Em Tempos De Pandemia – 2

Já que um tipo está uma porrada de tempo aqui agarrado ao equipamento… até em gestão emocional eu fiz formação 🙂 . O chato foi o curso que fiz sobre “Global Education” e ainda está a 90% de “progresso” porque as participações no “fórum” não foram ainda vistas pelo moderator, apesar de eu já ter respondido a tudo.

Formação Exclusiva Pás Elites

Chama-se a isto gestão assimétrica da (in)formação. E explica como se consolida o modelo feudo-vassálico de gestão escolar a partir do topo. A ideia é terem-se especialistas locais que depois “replicam” a formação. Em vez de se produzirem uns MOOC decentes e de frequência alargada.

Exº/ª Senhor/a Diretor/a de Escola/Agrupamento de Escolas

Exº/ª Senhor/a Presidente de CAP

Por solicitação da Direção-Geral da Educação, remete-se em anexo o documento “FORMAÇÃO PARA A DOCÊNCIA DIGITAL E EM REDE”, cujo prazo de manifestação de interesse na formação é o próximo dia 7 de abril.

Com os melhores cumprimentos,

Maria Manuela Pastor Faria

Diretora-Geral dos Estabelecimentos Escolares

DGEForma

A Metamorfose Do Artigo 109º Do ECD

1998

Dispensas para formação
Ao pessoal docente podem ainda ser concedidas dispensas de serviço docente para participação em congressos, simpósios, cursos, seminários ou outras realizações, que tenham lugar no País ou no estrangeiro, conexas com a formação do docente e destinadas à respectiva actualização, em termos a regulamentar por despacho do Ministro da Educação.

O que era complementado com o que constava no nº 1 do Despacho Normativo n.º 185/92 que determinava que:

“Podem ser concedidas dispensas de serviço docente para participação em congressos, conferências, simpósios, cursos, seminários ou outras realizações conexas com a formação do docente e destinadas à respectiva actualização que tenham lugar no País ou no estrangeiro até ao limite de oito dias úteis, seguidos ou interpolados, por ano escolar.

2007

Dispensas para formação

1 – Ao pessoal docente podem ser concedidas dispensas de serviço docente para participação em actividades de formação destinadas à respectiva actualização, nas condições a regulamentar por portaria do membro do Governo responsável pela área da educação, com as especialidades previstas nos números seguintes.

2 – As dispensas para formação da iniciativa de serviços centrais, regionais ou do agrupamento de escolas ou escola não agrupada a que o docente pertence são concedidas preferencialmente na componente não lectiva do horário do docente.

3 – Sem prejuízo do disposto no número seguinte, a formação de iniciativa do docente é autorizada durante os períodos de interrupção da actividade lectiva.

4 – Quando for comprovadamente inviável ou insuficiente a utilização das interrupções lectivas, a formação a que se refere o número anterior pode ser realizada nos períodos destinados ao exercício da componente não lectiva nas seguintes condições:

a) Tratando-se de educadores de infância;

b) Nos restantes casos, até ao limite de dez horas por ano escolar.

5 – A dispensa a que se refere o presente artigo não pode exceder, por ano escolar, cinco dias úteis seguidos ou oito interpolados.

dura-lex-sed-lex

Levam Tau-Tau, Menin@s Esquecid@s!

O emoji vem mesmo no original do “convite”… a dar a entender que não se entende como não se inscreveram em formação tão apetecível.
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De: Direção-Geral da Educação <dge@dge.mec.pt>
Date: quinta, 13 de fev de 2020, 14:26
Subject: Seminários “Líderes Pedagógicos num Processo AFC – Nível II” – Convite
To: ***************
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Exmo.(a) Senhor(a) Diretor(a)/Presidente da CAP,

No seguimento do email infra, remetido por estes serviços em 06-02-2020, tendo-se verificado que V. Exa. não procedeu à sua 🤔inscrição no Seminário em apreço, relembra-se de que poderá fazê-lo ainda no dia 13 de fevereiro de 2020, em http://area.dge.mec.pt/amdc-lideresII-porto.

O formulário eletrónico (link acima indicado) disponibiliza a possibilidade de o Seminário em apreço se assumir como Ação de Curta Duração (ACD).

Mais se informa que a inscrição nas ações de formação pressupõe o registo prévio no Portal de Gestão da Formação da DGE. Caso ainda não se encontre registada queira, por favor, aceder a:

http://formacao.dge.min-educ.pt

e preencher o formulário eletrónico a que tem acesso, após selecionar Novo Registo (como formanda) na janela de autenticação.

Para outros esclarecimentos sobre o registo e/ou inscrição na ACD, poderá contactar a secção de formação da DGE, através do endereço eletrónico: formacao@dge.mec.pt.

Com os melhores cumprimentos,

A Chefe de Equipa de Acompanhamento e Monitorização do Desenvolvimento Curricular

Cristina Palma

Eis o mail infra;

Exmo.(a) Senhor(a) Diretor(a)/Presidente da CAP,

Dando continuidade aos momentos de reflexão conjunta sobre o desenvolvimento da autonomia e a flexibilidade curricular nas escolas, realizados no âmbito dos Seminários, sob o tema geral “Líderes Pedagógicos num Processo de Autonomia e Flexibilidade Curricular,  e que mereceram um avaliação muito positiva por parte dos participantes, convida-se V/ Exa. a participar no novo ciclo de 4 Seminários – Nível II (cf. quadro infra), dinamizados pela Direção-Geral da Educação (DGE), a realizar entre fevereiro e maio de 2020.

Para participar no Seminário 1 – A Gestão da Mudança: Desafios e oportunidades para a transformação das Escolas – Turma 1 Porto, deverá proceder à sua inscrição até ao dia 13 de fevereiro de 2020, em http://area.dge.mec.pt/amdc-lideresII-porto. Caso assim o pretenda, poderá solicitar que a frequência dos Seminários seja considerada como Ação de Curta Duração (ACD) para efeitos da respetiva certificação, no momento de inscrição, e a partir do formulário eletrónico disponibilizado. Salienta-se que a inscrição na ACD apenas será possível se se encontrar registado na plataforma de formação da DGE. Para outros esclarecimentos sobre o registo e/ou inscrição na ACD, poderá contactar a secção de formação da DGE, através do endereço eletrónico: formacao@dge.mec.pt.

FormaLider

Mais se informa que as inscrições para os próximos 3 Seminários terão lugar individualmente, através do preenchimento de um formulário eletrónico próprio que será enviado oportunamente por mensagem eletrónica.

Contamos com a V/ presença e participação ativa.

Com os melhores cumprimentos,

A Chefe de Equipa de Acompanhamento e Monitorização do Desenvolvimento Curricular

Cristina Palma

 

Sábado

Tenho a sorte de, por causa de uma qualquer regra transitório que – por uma vez – não me lixa a vida, não precisar de fazer obrigatoriamente formação este ano. Mas isso não significa que não goste de aprender coisas novas pelo que aproveitei estes meses para fazer algumas formações pelas quais sinto interesse e não necessidade administrativa. É realmente uma sorte porque se pode escolher aquilo de que se gosta. E, de caminho, aprender alguma coisa. No caso das formações presenciais, há sempre em mim uma componente de “observação antropológica” porque não há nada tão parecido a alunos quanto os professores em termos de atitude, quando sentados do lado de lá das carteiras. Há os que tudo apontam e estão ali de alma e coração, há os que nunca se lembram de desligar o telemóvel, há os que não perdem o vício de fazer observações sardónicas/pretensamente espirituosas (o meu caso, confesso, quando as oportunidades surgem ali a saltar mesmo em frente) e há os bons e velhos casos de “engraxanço” ao pingarelho, de quem está mais preocupado em ir dizer ao “shôtôr” o que os outros meninos fizeram (ou não) do que em aprender qualquer coisa de novo para, por exemplo, apurar as suas qualidades pessoais e profissionais.

Como escrevi, tenho a sorte de, por estes tempos, poder escolher aquilo a que assistir, mesmo que tenha de fazer dezenas de km pela manhã. Ou a não assistir se outras prioridades (como a família) se “alevantam”. Já fiz uma online sobre gestão de dados de investigação (que, claro, não tem certificação que conte para a progressão na carreira porque os professores básicos não investigam), estou a fazer outra sobre ciberbullying e mais esta em que aproveito para fazer oficiosamente observação participante, ao mesmo tempo que ouço, com regularidade, que me fazem revisitar coisas boas ou, pelo menos, interessantes. É aquela onde há graxistas que me fazem revisitar os bons velhos tempos de aluno.

E é por aqui que começa a tal “desunidade” em que há mais gente a preocupar-se com @ vizinh@ que a ninguém incomoda (ou ultrapassa ou tira o lugar no estacionamento) do que consigo.

HermanAttenb

Continuo A Achar Inaceitável…

… que organizações sindicais cobrem aos seus sócios dezenas de euros por acções de formação. Não sou pagante de quotas de nenhuma, portanto não estou a queixar-me em causa própria. Mas acho uma indecência, por muitos “custos administrativos” que aleguem. Afinal, para que servem os pagamentos mensais? Sofrível apoio jurídico e parcerias com agências de viagens? Só assim podem pagar aos formadores? E se esses formadores forem também associados ou parecido?

O mundo cada vez mais é dos expertos.

Monty

Sábado

Manhã de formação iluminada por uma comunicação de Maria do Carmo Vieira. Em prol da Arte, do Belo, da Educação como abertura para outras realidades, valores, formas de expressão. Contra o que ela designou como “bestialidade” naquela sua voz suave mas plena de indignação; como a “boçalidade” de quem nos desgoverna com palavras que enganam e práticas que desqualificam. Contra o que eu acho um basismo pedagógico pedestre que considera que os “pobrezinhos” só se conseguem interessar pelo que está ao alcance da vista. A pior das formas de promover a inclusão é acreditar que todos podem “aprender”, mas reduzindo o acto pedagógico ao mais simplista e os seus objectivos apenas a vagamente conhecer algo que já os rodeia. Não sou dos que acredita que todos podem aprender tudo (olhem para mim e para o raio das funções, que só à martelada foram entrando a custo), mas que, pelo menos, podemos tentar despertar todos para o que de melhor nos foi legando a herança humana, do espírito às obras. Não é ser enciclopédico, elitista, etc, é apenas querer partilhar o que nos foi fazendo humanos, no que isso tem de melhor.

Fica, por não ter sido possível ouvir sem “ruído” precipitado a escolha original da Maria do Carmo para terminar a sua intervenção, a valsa mais conhecida de Shostakovich.

Sábado

Manhã em acção de formação sobre partilha de saberes entre várias áreas disciplinares. Conferência de abertura sem especiais novidades mas agradável e sensata de Marçal Grilo, com a qual só discordei em um ou dois pontos, sendo que no de maior divergência julgo que seja por estarmos em 2020 e não em 1995. Seguiram-se duas outras intervenções que não é correcto estar por aqui a comentar no conteúdo, embora eu goste de ser picuínhas em alguns aspectos de forma. Se vamos a uma iniciativa de um centro de formação, com um tema central, não me parece – coloquemos a coisa assim – cortês ou de bom gosto apresentar em todos os slides uma das versões da tarja da propaganda da “Autonomia e Flexibilidade Curricular”, até quando esse não era – repito – o tema em discussão. Só faltou o hino ao “Perfil do Aluno”. Vou acreditar que foi distracção e que, como outra pessoa no passado, esta também trabalhou “em cima” de um documento anterior e não teve o tempo ou engenho para mudar a estrutura da apresentação. Qualquer das alternativas é pior.

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(como até se falou em “frustração” e “amargura”, é bem verdade que se fica um pouco frustrado quando nos dão hamster por zibelina)