Respostas Às Questões Colocadas No “Bate Papo” Da Reunião Com Diretores De Escolas Da Região Centro

Mantém-se as explicações dadas no post abaixo. Destaquei aqui apenas algumas das (não) respostas mais patuscas.

De (…): 02:45 PM
Constituição de Turmas? Princípios orientadores? Normativos a aplicar? Vão sair
indicações/orientações? São de aplicar os em vigor para a situação “normal”?

R: Mantêm-se em vigor os despachos de constituição de turmas e de Organização do Ano letivo (OAL) (Despachos Normativos n.o 10-A/2018, na sua atual redação e n.o 10-B/2018) com o acréscimo de recursos previsto na Resolução do Conselho de Ministros a publicar dentro de dias.

De (…): 02:48 PM
A questão da obrigatoriedade de frequência do ATE onde se encontra?

R: Será esclarecido em orientações.

De (…): 02:49 PM
Uma questão mais particular: como gerir as residências escolares em tempos de pandemia?

R: Seguem as orientações gerais da DGS sobre higienização e distanciamento social.

De (…): 02:51 PM
o Despacho 6906.B/2020 prevê 5 semanas no 1o período para recuperação. Como será nas disciplinas com organização semestral?

R: Na medida em que as 5 semanas são articuladas com o trabalho desenvolvido ao longo do ano, essa questão enquadra-se no trabalho feito também em cada semestre. Noto que, por via do DL55, há uma grande flexibilidade para a gestão dos tempos e distribuição das disciplinas ao longo do ano. Por outro lado, nada impede que nestas 5 semanas iniciais seja desenvolvido trabalho de natureza interdisciplinar ou de desenvolvimento de competências transversais.

De (…): 02:52 PM
Haverá orientações da DGS/DGE acerca da atuação face à ocorrência de um caso de covid na turma? Passa toda a turma para E@D? E os professores que contactaram com o aluno?

R: Será sempre dependente da avaliação pelas autoridades de saúde locais.

De (…): 02:54 PM
As orientações referem 1 metro de distância; a DGS, 1,5 /2 metros: em que é que ficamos?

R: As orientações foram construídas em conjunto com a DGS.

De (…): 02:56 PM
Alunos que ingressem no 10.o ano, cujos conteúdos programáticos não têm relação direta com os do 9.o, disciplinas que não têm continuidade (opções do 12.o ano, por exemplo), não necessitam de consolidação expressa, certo?

R: Essa avaliação deve ser feita para cada disciplina.

De (…): 02:57 PM
Relativamente à rede escolar do ensino profissional, esta foi renovada de forma automática, mantendo-se a rede do ano anterior. No AE de (…), os alunos do presente ano não se identificam com a rede imposta. Identificam-se com a de há 3 anos (alunos que estão a sair do 12o ano) mas por azar não foi esta que foi renovada. Para já, temos a rede chumbada, não temos os cursos no portal das matrículas e os alunos suspensos. Quando poderemos ter uma solução definitiva?

R: A decisão de replicar a rede do ano passado deveu-se à incapacidade de se fazer o processo de concertação com o cuidado devido. A rede está homologada desde 1 de junho,pelo que não há razão para não se trabalhar com a rede aprovada. O despacho de definição da rede previa soluções para casos de cursos que não abrem todos os anos.

De (…): 02:58 PM
Em novembro e dezembro teremos dúzias de alunos com tosse, febre, dor de cabeça, constipados, todos estes casos serão covid-19, será que teremos locais de isolamento e distanciamento social para todos?

R: Aguardaremos instruções da DGS.

De (…): 03:01 PM
Contratos de autonomia serão renovados?

R: A prorrogação foi até ao final deste ano letivo. Daremos orientações muito brevemente 

De (…): 03:01 PM
Prevê-se um aumento de rácio de AT?

R: Conforme previsto no orçamento do estado, está em curso um trabalho de revisão da portaria

De (…): 03:04 PM
O ATE sendo obrigatório é necessário solicitar autorização aos EE?

R: Não.

De (…): 03:10 PM
No primeiro ciclo, estando em vigor as 25h e a as 27, dependendo se são turmas abrangidas pelo 139 ou pela autonomia e flexibilidade curricular. Como operacionalizar em turmas mistas (3.o e 4o ano) – Inglês?

R: Importa perceber a realidade dos alunos no ano anterior. Sugere-se que analisem a questão com a DGESTE.

De (…): 03:11 PM
No regime misto e não presencial a Escola deve identificar os alunos beneficiários do ASE atendendo a que realizam as atividades letivas na própria escola. Será para todos os alunos ASE?

R: Será para os que forem identificados pela escola como requerendo o trabalho presencial.

De (…): 03:29 PM
Deverá ser considerada a aquisição de máscaras transparentes (ainda que e número limitado e controlado) para distribuir a alunos e docentes com problemas auditivos, facilitando a leitura labial.

R: Terão que se seguir as indicações das autoridades de saúde, ainda que se possa recorrer ao uso de viseira.

De (…): 03:34 PM
Como se procede à distribuição de serviço a professores que apresentam certificado médico de pessoa de risco? professores, e não “professores”

R: Se não podem assegurar o serviço, estarão necessariamente de baixa.

De (…): 03:35 PM
No caso de turnos duplos no 1o CEB se as AECs não funcionam, pode-se concluir que a genericamente a CAF (componente de apoio à família – 1o Ceb) não é obrigatória?

R: As AEC e CAF funcionarão. Sobre este assunto, também serão geradas FAQ.

De (…): 03:37 PM
Gostaria de colocar uma questão

[não surge qualquer questão ou resposta]

De (…): 03:51 PM

Se a regra de frequência do ATE se mantiver de acordo com o OAL, teremos 4h atribuídas a um professor (1 professor/1 grupo de 10 alunos), mas poderá ser apenas de 1 hora para cada aluno.

R: Se percebo bem a pergunta ela refere-se já à forma de desenvolvimento do trabalho de tutoria, questão que deve passar pelo conselho pedagógico.

De (…): 03:57 PM
Na minha escola com apenas uma turma do 5o ao 9o ano (aprox. 120 alunos) os professores têm insuficiência letiva. Assim para nós, é possível fazer desdobramentos de turmas. Será possível, avançarmos com essa ideia?

R: Importará ver a dimensão de cada grupo/turma. O desdobramento não pode dar lugar a contratação.

De (…) : 03:58 PM

Por essa razão se solicita a elaboração de um protocolo para a transição entre regimes…

R: Por protocolo entende-se a preparação prévia destes múltiplos cenários.

De (…)
Para a constituição de grupos de apoio tutorial é possível juntar anos de escolaridade para atingir os 10 alunos? A legislação não proíbe, mas também não esclarece e a IGEC tem sempre interpretações muito próprias.

R: Sim. É possível.

Os Encarregados de Educação que pagaram os manuais, porque não estavam em condições de entregar, deverão ver o seu dinheiro devolvido?

R: Clarificaremos.

De (…)
Dr. João Costa continuo pesarosamente confuso. Dar aulas presenciais a 1/2 turma e manter a outra em trabalho autonomo orientado é diferente de dar o mesmo conteúdo duas vezes a 1/2 turma de cada vez.

R: Clarificando: por trabalho autónomo entende-se o que pode ser feito pelo aluno sem acompanhamento síncrono dos professores. Por exemplo: a 1⁄2 turma que está em casa está a fazer trabalho curricular, mediante guiões orientados. A metodologia flipped learning é muito útil nestas formas de organização.

De (…): 04:17 PM
SR Secretário de Estado, recebemos uma mensagem da DGAE a informar que as declarações de risco continuavam a ter validade para este período. Com o que acaba de refiro, devemos, então, solicitar aos docentes atestado médico?

R: Essa informação da DGAE é apenas referente ao período de exames.

ardina

Da Completa Irrelevância

Resumo da fase inicial da conferência de imprensa (não me apetece continuar a ouvir a enésima repetição do mesmo).

  • Serão reforçadas medidas de contenção.
  • Os encerramentos (escolas, museus) só se justificam com base em decisões das autoridades de saúde.

A ministra diz que amanhã serão tomadas decisões com base “nisto” que é, no fundo, um absoluto vazio de substância.

A senhora da horta afirma que não se devem tomar medidas “desproporcionadas” e interroga-se acerca de quem poderia ficar com “estes meninos” se as escolas fechassem. As escolas serão encerradas “casuísticamente”. Tudo com base na “evidência científica” e a “situação epidemiológica”.

Ou seja… a escola como armazém de crianças e maior instituição assistencial do país.

Se foi para esta vacuidade, a reunião foi inútil e o Conselho Nacional de Saúde Pública é apenas mais um daqueles organismos que polvilham o nosso aparelho de Estado para nada.

bollocks-bollocks-and-more-fucking-bollocks

Quanto Aos Defensores Do Voto Obrigatório

Estais bem acompanhados… sois a vanguarda da democracia.

Além do Brasil o voto só é obrigatório em mais 20 países. Veja quais são:

  • Argentina
  • Austrália
  • Bélgica
  • Bolívia
  • República Democrática do Congo
  • Costa Rica
  • República Dominicana
  • Equador
  • Egito
  • Grécia
  • Honduras
  • Coreia do Norte
  • Luxemburgo
  • México
  • Nauru
  • Paraguai
  • Peru
  • Singapura
  • Tailândia
  • Uruguai

Na civilizada Bélgica, o voto obrigatório não impediu a vitória da extrema-direita. Nem no Brasil, a do Bolsonaro. Portanto… é capaz de não ser a fórmula que explica a bondade ou maldade dos resultados.

cabecinha_pensadora

Outras Promiscuidades

Como é possível ter deputados, líderes partidários, autarcas, advogados no activo e com causas próprias a fazer de politólogos nas televisões e a serem substancialmente pagos para isso? Não é esta uma das mais perigosas promiscuidades para a democracia? É com gente que vai defender interesses próprios ou de facção que se combatem as fake news? Mas não são alguns destes “comentadores” conhecidos exactamente por promoverem os “factos” da maneira que mais lhes interessa? Alguns deles é verdadeiramente analista ou não passa de alguém que está ali, quase sempre, para defender o seu quadrado?

Que tenhamos políticos a debater temas da actualidade nada me choca. Que sejam pagos para isso, como se fossem “especialistas” residentes, já me parece profundamente abusivo. Mesmo quando canalizam o dinheiro para os seu partidos (mais habitual entre comunistas e bloquistas) continua a existir por ali um evidente conflito entre o interesse público e o contrato privado. Porque mesmo entre os “retirados” há quase sempre uma agenda ideológica ou partidária em causa, sendo peculiar que existam órgãos de comunicação social que paguem para ter o que não passa, em tantos casos, de “propaganda” partidária. É estranho. Ou não.

A peça da Sábado desta semana deveria servir de leitura e análise séria por parte de que acha que a corrosão da democracia está nas redes sociais.

(a Quadratura do Círculo custava mais de 400.000 euros ano? se descontarmos as férias, 40.000 euros mensais por uma hora semanal de conversa, quantas vezes de mera trica política? aqueles “senadores” não têm empregos? quanto custa a Circulatura? sim, sei, é dinheiro de empresas privadas, mas que em tantas situações nem um rodapé noticioso conseguem fazer sem clamorosos erros ortográficos)