Da Completa Irrelevância

Resumo da fase inicial da conferência de imprensa (não me apetece continuar a ouvir a enésima repetição do mesmo).

  • Serão reforçadas medidas de contenção.
  • Os encerramentos (escolas, museus) só se justificam com base em decisões das autoridades de saúde.

A ministra diz que amanhã serão tomadas decisões com base “nisto” que é, no fundo, um absoluto vazio de substância.

A senhora da horta afirma que não se devem tomar medidas “desproporcionadas” e interroga-se acerca de quem poderia ficar com “estes meninos” se as escolas fechassem. As escolas serão encerradas “casuísticamente”. Tudo com base na “evidência científica” e a “situação epidemiológica”.

Ou seja… a escola como armazém de crianças e maior instituição assistencial do país.

Se foi para esta vacuidade, a reunião foi inútil e o Conselho Nacional de Saúde Pública é apenas mais um daqueles organismos que polvilham o nosso aparelho de Estado para nada.

bollocks-bollocks-and-more-fucking-bollocks

Quanto Aos Defensores Do Voto Obrigatório

Estais bem acompanhados… sois a vanguarda da democracia.

Além do Brasil o voto só é obrigatório em mais 20 países. Veja quais são:

  • Argentina
  • Austrália
  • Bélgica
  • Bolívia
  • República Democrática do Congo
  • Costa Rica
  • República Dominicana
  • Equador
  • Egito
  • Grécia
  • Honduras
  • Coreia do Norte
  • Luxemburgo
  • México
  • Nauru
  • Paraguai
  • Peru
  • Singapura
  • Tailândia
  • Uruguai

Na civilizada Bélgica, o voto obrigatório não impediu a vitória da extrema-direita. Nem no Brasil, a do Bolsonaro. Portanto… é capaz de não ser a fórmula que explica a bondade ou maldade dos resultados.

cabecinha_pensadora

Outras Promiscuidades

Como é possível ter deputados, líderes partidários, autarcas, advogados no activo e com causas próprias a fazer de politólogos nas televisões e a serem substancialmente pagos para isso? Não é esta uma das mais perigosas promiscuidades para a democracia? É com gente que vai defender interesses próprios ou de facção que se combatem as fake news? Mas não são alguns destes “comentadores” conhecidos exactamente por promoverem os “factos” da maneira que mais lhes interessa? Alguns deles é verdadeiramente analista ou não passa de alguém que está ali, quase sempre, para defender o seu quadrado?

Que tenhamos políticos a debater temas da actualidade nada me choca. Que sejam pagos para isso, como se fossem “especialistas” residentes, já me parece profundamente abusivo. Mesmo quando canalizam o dinheiro para os seu partidos (mais habitual entre comunistas e bloquistas) continua a existir por ali um evidente conflito entre o interesse público e o contrato privado. Porque mesmo entre os “retirados” há quase sempre uma agenda ideológica ou partidária em causa, sendo peculiar que existam órgãos de comunicação social que paguem para ter o que não passa, em tantos casos, de “propaganda” partidária. É estranho. Ou não.

A peça da Sábado desta semana deveria servir de leitura e análise séria por parte de que acha que a corrosão da democracia está nas redes sociais.

(a Quadratura do Círculo custava mais de 400.000 euros ano? se descontarmos as férias, 40.000 euros mensais por uma hora semanal de conversa, quantas vezes de mera trica política? aqueles “senadores” não têm empregos? quanto custa a Circulatura? sim, sei, é dinheiro de empresas privadas, mas que em tantas situações nem um rodapé noticioso conseguem fazer sem clamorosos erros ortográficos)