Será Só A Mim?

Que cheira a que qualquer andará no ar, atendendo a que se nota por aí uma súbita pressa em “agilizar” certas ferramentas para o E@D e nem falo do novo #EstudoemCasa com programas não sequenciais para uso a gosto e “apoio às escolas”, como se não soubéssemos leccionar aquelas matérias e precisássemos de ajudinha?

Não foi a semana passada que se fizeram umas reuniões entre director@s e gente da DGS ou foi apenas impressão minha?

Será que, apesar de tanta conversa em contrário, não se andará a caminhar para uma versão, nem que seja “português suave” da solução para o País de Gales?

Marcelo E Os Sete Anões

As presidenciais vão ser uma coisa gira de se ver.

O incumbente terá o apoio do PSD, CDS e do actual PM e de todos os que o seguem como se fosse o líder mais esclarecido das esquerdas presentes, passadas e futuras.

E depois há os outros.

  • Ana Gomes, a candidata para fingir que existe uma esquerda relevante no PS e lavar a consciência a quem, no PS, indo votar, não lhe apeteça plebiscitar o professor do Costa.
  • André Ventura, o candidato a pés juntos que tem uma cadelinha amorosa.
  • Marisa Matias, a candidata residente do Bloco.
  • O camarada do PCP que deve ter sido escolhido numa barraquinha da Festa do Avante.
  • O tipo da Iniciativa Liberal, que se chama Tiago qualquer coisa e vai ter os cartazes mais giros da campanha.
  • O camarada residente do MRPP, que ainda não se sabe quem é, para evitar um complot social-fascista-capitalista que o impeça de ir a votos.
  • Um outro qualquer, que ainda não sabemos, mas é indispensável para termos os 7 anões. Pode ser do PAN, pode ser do PUM… whatever.

Pelo Educare

Os cenários e as certezas

Anunciaram-se meios para o projecto de uma Escola Digital, mas não se conhecem em detalhe como isso será implementado, como serão disponibilizados os meios, com base em que critérios e, muito importante, quando estarão disponíveis.

(…)

Resumindo, todos queremos que o próximo ano lectivo seja em regime presencial por razões sanitárias (a pandemia estaria controlada), por motivos pedagógicos (é a melhor solução para alunos e professores) ou mesmo por motivos psicossociais (foi evidente que uma parte da população não está preparada, nem tem condições, para ficar em casa a apoiar o estudo da sua prole), não esquecendo os económicos e financeiros (que acabam por se sobrepor aos restantes em muitas medidas).

Infelizmente, a maior certeza é que não sabemos se assim poderá ser.

pg contradit

124 Dias Depois

Regressei e não me espantei muito, porque o portão estava no seu sítio, bem como portas, paredes, armários, mesas e papelada que lá foi deixada em meados de Março, acrescida de mais alguma. Máscara já a uso há muito tempo e até banhei as mãos em gel mais vezes do que a média, pois estive a arquivar material defunto e a relocalizar processos para o próximo ano.

Uma quase certeza: o próximo ano será mais estranho do que este e não sei se o que anda a ser feito (pelo que ouço de diversas origens) é o mais adequado a prevenir o que não será já um imprevisto. Há fortes possibilidades das cinco semanas para “recuperar aprendizagens” acabarem interrompidas por um surto, vaga, pico ou algo assim. Talvez fosse mais interessante começarmos a pensar em compilar materiais para colocar online, por forma a permitir aos alunos aceder a partir de Setembro, de forma assíncrona e ao seu ritmo, a uma espécie de “módulos temáticos” sobre os tais conteúdos não leccionados ou por consolidar.

Já me parece menos útil que andem por aí a querer invetários, aluno a aluno, do que eles terão aprendido ou não no período do E@D. Isso é tão válido ou legítimo quanto inventariarmos tudo o que não aprenderam desde Setembro de 2019. Ou de 2018. Poderá proporcionar êxtases a quem agora tem forms a juntar a excéis, formulários a grelhas, mas há métodos melhores e mais gratificantes – julgo eu – de atingir um qualquer apogeu sensorial, digo, intelectual.

E quanto ao futuro 10º ano, em especial quando os alunos mudam de agrupamento/escola? Acham que as futuras turmas serão homogéneas nesse aspecto e que será possível, em regime presencial, acudir a tudo o que não foi possível fazer/aprender/consolidar?

Quanto a horários… sei que coisas bem pensadas, embora um pouco mais complexas, andam a ser derrotadas pelo utilitarismo dos interesses individuais ou de clique dominante.

A velha normalidade, portanto.

Future

Previsões Para A Crise

A União Europeia prevê uma crise na economia portuguesa com valores a rondar os 10%, enquanto antes se falava em menos de 7%. Principal causa? A queda do turismo. E voltamos ao velho problema nacional de pequenos surtos de aparente prosperidade com causas exógenas. Um modelo de “desenvolvimento” que depende fortemente dos humores de fenómenos sazonais ou de procura externa é sempre algo frágil. A aposta no mercado externo funciona quando se tem uma boa base no consumo interno. Já lia isso nos idos dos anos 80, quando os livrinhos (aqueles dois volumes, um amarelo e o outro verde de formato pequeno do Indústria e Império, publicados pela Presença) do Eric Hobsbawm explicavam isso mesmo sobre o arranque industrial. Pode parecer ultrapassado, mas não. Apenas mudou as roupagens. E os “impérios”. E os economistas de algibeira, mesmo se agora cacarejam muito bem em inglês.

galinhas

Já Cheira A Rankings

Há quem torça o nariz. Eu prefiro saber. Até porque os que torcem o nariz, não o fazem pelas melhores razões, mas apenas por poeiras ideológicas, perdidas no tempo. Mais valia que tivessem feito algo durante estes meses para que algo mudasse. Em vez disso, andaram o tempo quase todo a acenar que sim, a ver se o chefe lhes dá um biscoito.

Ondas

Pode Fazer Sol, Mas Também Pode Estar Nublado

Chover ou estar nevoeiro. Ou granizo.

Ninguém sabe. Ponto final. E aquilo de um computador por aluno foi, como diria um cortesão costista, apenas uma boutade para ninguém levar muito a sério.

Ministério da Educação quer aulas presenciais em setembro mas admite outros cenários

Vamos ser claros: não fazem a mínima ideia e apenas esperam que as coisas evoluam favoravelmente, mas nada indica que assim seja. E para quem acha que isto tem sido um “inferno” com as escolas fechadas e a petizada em casa, se calhar será melhor pensarem no nível de risco que estão dispostos a aceitar para que as coisas finjam alguma normalidade.

DGS mantém escolas abertas mesmo com casos de covid-19

Regras da DGS preveem que alunos identificados como contactos de risco fiquem em casa. Mas o isolamento profilático não se aplica aos pais e irmãos dessas crianças.

Escola secundária em Faro põe fim às aulas presencias após novos casos de covid-19

Caso de infeção na Escola Domingos Saraiva em Mem Martins

Covid-19: quatro alunos infetados em escola de Massamá

Catavento

Prognósticos Só No Final Do Jogo

Há uns dias era uma senhora importante da Unesco a afirmar que a situação do ensino a distância tinha agravado desigualdades. Bonito era ter dito isso há 3 meses quando se poderia ter tentado fazer outra coisa que, em tantos casos, fingir que se estava a fazer algo de jeito. Quando se poderia ter passado o tempo a montar uma estrutura a sério e a sinalizar os casos de maior fragilidade de acesso a meios tecnológicos e a mobilizar meios que, de modo sustentável, pudessem servir para se ter uma rede (global, nacional, local) a funcionar de forma sustentável e socialmente vagamente justa.

Mas… em Setembro logo se vê o “cenário” a escolher.

puppet

(por cá, é ver muita mal disfarçada inflexão de rumo em cortesã(o)s com escasso decoro e muita disponibilidade para dizer sempre que sim a “soluções” e “desafios”)

O Ano Mais Longo

Este ano lectivo não estará resolvido antes de Outubro, quiçá Dezembro, em especial no que diz respeito ao Secundário e 12º ano. A avaliação anda em terrenos movediços, porque, no essencial, em muitos agrupamentos e escolas, não se fizerem em devido tempo adaptações claras aos critérios estabelecidos no início do ano. E há gente (não apenas encarregados de educação, é bom que se note) que por se sentir menos “confortável” com o que se passa ou apenas porque a pandemia não melhorou nada em maçãs bichadas há muito tempo, irá fazer isto esticar até aos limites da irracionalidade. E como o mundo não pode ficar ainda mais vulnerável ao chico-espertismo, haverá natural reacção contra quem vai querer virar isto em proveito próprio, por via da ameaça e intimidação. E depois há demasiada gente com acesso directo a quem pode. E isso também gera muitas desigualdades e seria bom que quem muito proclama virtudes éticas e republicanas ou desligasse o zingarelho ou aprendesse a ignorar. Mas não tenho muitas esperanças. Porque não há pingarelho com um cheiro de poder que não sinta ter a chave da caverna dos tesouros.

telefone

Tenho Muitas Dúvidas E Poucas Certezas (Pelo Que Vou Espreitando O Que Pensam Lá Por Fora Sobre Tudo Isto)

Há situações em que de Abril para Junho não conseguimos avançar quase nada em termos de conhecimento do que se poderá passar.

Survey: Teachers favor moving on to next year’s content in the fall

Administrators, however, are more supportive of picking up instruction where it left off when school closures began.

 

The Complex Question of Reopening Schools

 

School Leaders Debate Solutions For an Uncertain 2020-21

Education leaders are laying out plans to reopen schools in the fall, but without the safety net of a vaccine, the school year looks unpredictable at best.

Education and the coronavirus crisis: What’s the latest?

Scottsdale schools begin planning next year’s education experience amid pandemic

(…)

With a lot of these decisions still up in the air, it’s become difficult for teachers to start preparing for next year in terms of their classroom plans. As an educator herself, Ms. Williams has experienced the difficulty of adapting to the online classroom and misses a lot of those human connections much like her students do as well.

“You can’t teach students if they don’t have a relational buy-in and that rapport,” she said.

Having those face-to-face connections makes both the teachers and the students feel better. Being online has made it more difficult to connect with each other; however, this upcoming semester would be even more so having never met these students in person before. After the last few weeks of school though, Ms. Williams is hopeful.

“We’re trying to take a look at what works and what doesn’t and how we can make things better if we have to go to an online model and go from there,” she said.

How will COVID-19 change our schools in the long run?

zandinga