Uma Questão De Liberdade?

Sim, podemos prescindir de regras básicas destinadas a travar contágios e a maioria sobreviverá. Morrerão os mais velhos e mais frágeis, mas isso até apurará a raça, desculpem, a Humanidade, certo? A sobrevivência dos mais fortes. A destruição criativa.

Sim, podemos prescindir de fechar escolas ou de mandar a miudagem para casa, para que os pais possam trabalhar em paz. Ou ficar em paz, em certos casos, porque há entre quem protesta muito, gente desocupada, que não se deve confundir com desempregada. Ou que até pode trabalhar em casa, mas estar com os miúdos o dia todo é uma chatice. Até podemos, contra o “pânico injustificado”, reservar informação e dar espaço aos boatos, podendo tudo acabar nisto.

Mas, depois, se as coisas correrem pelo pior a quem defende isso, acham que ficarão calados e não quererão apurar “responsabilidades”? Sim, porque muitos dos primeiros a clamar por “liberdade” contra a conspiração global das máscaras e do confinamento, serão dos primeiros a apontar o dedo. Aos outros.

Marcelo E Os Sete Anões

As presidenciais vão ser uma coisa gira de se ver.

O incumbente terá o apoio do PSD, CDS e do actual PM e de todos os que o seguem como se fosse o líder mais esclarecido das esquerdas presentes, passadas e futuras.

E depois há os outros.

  • Ana Gomes, a candidata para fingir que existe uma esquerda relevante no PS e lavar a consciência a quem, no PS, indo votar, não lhe apeteça plebiscitar o professor do Costa.
  • André Ventura, o candidato a pés juntos que tem uma cadelinha amorosa.
  • Marisa Matias, a candidata residente do Bloco.
  • O camarada do PCP que deve ter sido escolhido numa barraquinha da Festa do Avante.
  • O tipo da Iniciativa Liberal, que se chama Tiago qualquer coisa e vai ter os cartazes mais giros da campanha.
  • O camarada residente do MRPP, que ainda não se sabe quem é, para evitar um complot social-fascista-capitalista que o impeça de ir a votos.
  • Um outro qualquer, que ainda não sabemos, mas é indispensável para termos os 7 anões. Pode ser do PAN, pode ser do PUM… whatever.

Sobre Aquela Petição…

… acerca de Cidadania e Desenvolvimento, só quero ver se é tratada pelos serviços parlamentares (e excelentíssim@s parlamentares) com o mesmo tipo de displicência ou enfado que se dedicam a petições sem gente tão notável. Sobre a substância e verdadeiras motivações dos peticionários, a conversa fica para depois.

(o presidente da ANDE, nem sempre a pessoa mais imaginativa a falar, decidiu classificar a CD não como disciplina, mas como “um complexo disciplinar”; não percebo o que ele tem com a conhecida expressão “albergue espanhol”…)

Clandestinidades

A DGS não revela regras a seguir na Festa do Avante. Compreendo. Afinal, há o perigo da malta do chega (ou do pnr) conhecer-lhes os procedimentos na venda das jolas e dos trimoiços.

(fascismo nunca mais! mete uma tarja na tua foto numa rede social e torna-te um anti-fascista instantâneo… se o não fizeres ou criticares a “Festa” és um anti-comunista desde a escola primária)

Grande MOOCA

Decidi explorar o maravilhoso mundo dos massive open online courses. Há umas coisas nacionais com algum interesse e muitas coisas lá fora. A generalidade das maiores universidades têm-nos e de borla para quem quiser “frequentar” e a 40-50 euros para quem quiser ficar “certificado” por Harvard, Yale, Stanford ou pelo MIT.  Por cá há umas borlas, umas coisas assim para o carote (o dobro dos de lá de fora) e a velha habilidade de cobrar mais quando certifica créditos pós shores professores.

Dou um exemplo: inscrevi-me num anunciado como sendo de borla, mas certificado e tudo, só que para outro grupo disciplinar. Mas o tema interessava-me. E lá me “matriculei”, mesmo se nem preciso, por agora, de créditos. No dia de arrancar, não arrancou. Ficou para uma semana depois. No dia do segundo arranque, descubro que, afinal, a minha “matrícula” tinha sido “deslocada” para uma de duas variantes do curso (a “geral”), sendo que esta já seria para todos os grupos disciplinares com certificado em troca de umas dezenas de euros (80), não publicitados no anúncio online do curso. O curso em que me tinha inscrito passou a ser frequentável apenas por “convite”. O pessoal começou a protestar no espaço de “debate”. Com razão. E começarem a dizer que, coiso e tal, existiam dois cursos, um “aberto” e o outro “fechado”. O que não era verdade quando me inscrevi. Por estas bandas, basta cheirar à possibilidade de negócio e não há nada garantido. Eles é que são os “donos” da coisa.

Carteira

 

Toda Uma Outra Realidade

Fiquei absolutamente abismado quando vi as imagens aéreas do espaço onde a China promete construir um hospital em duas semanas. Afinal, foram eles que há séculos e séculos, conseguiram fazer a única construção humana vista do espaço e foi pedra a pedra (com o início há mais de dois mil anos). E, afinal também, nada nos garante que ao fim de seis meses aquilo não vá abaixo como certas obras feitas em África.