6ª Feira

Parece que é grande notícia da silly season o facto do ME “reconhecer” que a cada ano que passa @s professor@s ficam um ano mais velh@s. É uma constatação extraordinária e parece despertar excitação em quase toda a comunicação social que acreditava que os professores eram todos benjamins buttons e as professoras dancing queens forever.

O mais indecoroso de tudo são as declarações de algumas das avantesmas que bloquearam, por acção ou omissão perfeitamente consciente, que a classe docente se renovasse de forma natural, com aposentações dignas e um processo regular (e não costurado à medida) de entrada nos quadros. Mas ninguém, por educação ou carência de vértebras, parece ter vontade de lhes apontar as responsabilidades que ficam sempre para a) a troika; b) o coelho e o gaspar; c) o centeno.

up+main

 

 

Eu Aconçelharia A Contratassão De Um Revizor De Techtos

Aqui no blogue também dou as minhas calinadas periódicas, que amigos e família me referem ao fim de algum tempo. Quem não grafou mal que atire o primeiro mafagafo. Mas isto é um bloguito, não é o maior semanário de referência da Nação e Províncias Insulares que tanto aposta na “qualidade” dos seus conteúdos e na plataforma online.

Se fosse caso raro, nem daria destaque, mas como eu quase só leio os destaques e as crónicas dos enteados do senhor doutor honoris causa balsemão, acho sempre estranha este desleixo. Ou será que já alguém teve “currículo curto”em Português

Depois do mst e do seu “indor”, temos mais um excelente exemplo da cólidade jurnalíxtica do espesso.

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Aos 74 Anos Já Estarei Também Na Estratosfera?

Diz que foi docente, mas tem uma memória muito curiosa do que terá sido a sua avaliação, que era “fácil escalar, porque passavam uns aninhos e apresentávamos trabalho”, mas ao mesmo tempo só passava de escalão “se vissem que tínhamos “categoria” para isso, não era só porque o tempo passava”.

A santa senhora nem percebe que o que diz não faz sentido?

Quando eu estava no ativo, era fácil escalar na carreira, porque passavam uns aninhos e apresentávamos trabalho, que era apreciado, qualificado por colegas universitários, por júri. O nosso trabalho era visto à lupa e só passávamos de escalão se vissem que tínhamos “categoria” para isso, não era só porque o tempo passava. Lamento quem não está de acordo ou ache que estou contra a classe, mas acho horrível progredir numa carreira que avalia alunos sem ser avaliada. Acho indecente.

O “jornalismo” já é, literalmente, de esplanada. Nem sei se é indecente se apenas idiota. brain

 

 

(depois da entrevista a JCosta, o I dá-nos outro depoimento de antologia)

Sábado

Durante muitos anos era o dia de sair para ir buscar o Expresso e saber das últimas, mesmo dando o desconto a algumas coisas plantadas a preceito pelos zeinais, granadeiros e outros que tais que agora se descobre terem sido meninos maus. De há uns tempos, não tão recentes assim, é o dia de lhe fugir e de primeiras páginas feitas por encomenda. E garanto que não sou teorizador da conspiração em relação a jornais e imprensa em geral, bastando para isso ver os anos e anos de papelada comprada e acumulada.

ardina

E O Meu Caro, Excelentíssimo Henrique Monteiro, O Que Fez A Esse Respeito?

Afinal, é um senador da comunicação social do regime, com espaço privilegiado e fixo para denunciar todas estas coisas… o que fez? Sim, sabíamos de onde Berardo vinha, mas há uma assimetria imensa entre o acesso de uns e outros ao espaço mediático para o dar a conhecer. Com tanta oportunidade podia ter feito alguma coisa, mas o que fez, caro comendador fictício das cartas a tentar a pilhéria?

Toda a gente se indignou com o modo de estar, a fanfarronice, o desbragamento de Joe Berardo no Parlamento. Não sou exceção. Há, no entanto, uma diferença substancial entre as indignações que se ouvem: aquelas de quem nada podia fazer e aquelas de quem podia ter feito alguma coisa. A estes, recomendo que se interroguem como foi possível alguém cujo passado era de todos conhecido, chegar ao ponto a que chegou.

Vanishing

 

Regresso (Breve, Por Motivos Sanitários) Ao Jornal da Noite de Ontem da TVI

A noção de “jornalismo” foi colocar como “moderadores” de um “debate” e “entrevistadores” o campeão das críticas aos professores e o que parecia querer ser um seu delfim, fazendo perguntas completamente enviesadas e com a estrela da companhia a dizer coisas do género “todos ouvimos”, “todos lemos” coisas que não foram ditas ou escritas.

No “debate” o que estava em causa era criticar o PSD e o CDS e não esclarecer fosse o que fosse. Não estava ninguém da horrível esquerda parlamentar e muito menos alguém vagamente representativo das posições dos professores, fosse sindicalista façanhudo ou alguém com uma ligeira simpatia por essa escória social e profissional.

Na “entrevista”, o grande “entrevistador” conseguia relevar 12 pontos numa escala de 10 na aversão em relação a qualquer pessoa ou posição que ele sonhasse não ser radicalmente crítica das reivindicações dos professores. Perante ele, António Costa limitava-se a seguir as indicações e até a parecer moderado.

Tudo em prime time, em espaço alegadamente “noticioso”. Agit-prop pura e dura a lembrar um PREC de sinal contrário, uma espécie de vendetta pessoal com um canal de televisão de sinal aberto ao dispor. Sem qualquer tipo de contraditório, apenas a propagação do eco. Todos os números puderam ser debitados sem qualquer tipo de escrutínio. Só faltou notar-se a espuma raivosa aos cantos da boca do “entrevistador”, mas talvez tenha sido porque viraram as câmaras a tempo.

Obrigado, TVI, pela enorme lição de jornalismo e informação que nos deste. Em todos os sentidos.

TVI

Pluralismo: TVI Style

Embora o baile inicial de Nuno Morais Sarmento (20.04 a 20.06) a Miguel Sousa Tavares tenha dado um certo gozo, porque deixou à vista a ignorância com que ele trata os assuntos, usando a tentativa de interrupção para esconder a sua impreparação. Pedro Pinto também se revela mais um militante de facção do que “jornalista”.

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20.10 – É a vez de Nuno Magalhães desmentir uma citação der MST.

20.12 – Ansioso por meter a faca na manteiga, MST lança uma boca sobre “retroactivos” que Nuno Magalhães volta a desmentir. Continua a conversa com MST a dizer que ouviu qualquer coisa que mais ninguém ouviu.

20.14 – MST em roda livre atira com a boca de o CDS querer um “estatuto especial para os professores”. É curioso como Morais Sarmento e Nuno Magalhães parecem professores a explicar coisas evidentes a uma criança birrenta. Pedro Pinto faz de parelha, citando Pires de Lima. O que está em causa é pressionar PSD e CDS e não analisar seja o que for.

20.17 – MST atira como o “suicídio político” de Assunção Cristas.

20.18 – Pedro Pinto ganha créditos ao falar na defesa dos contribuintes e  mais umas platitudes, ao voltar a inquirir Morais Sarmento. MST deve estar com os nervos à flor da pele, não consegue parar com àpartes.

20.19 – MST insiste em exibir ignorância… neste caso sobre as competências da Assembleia da República. Não percebe que é o Governo que responde perante o Parlamento e não o inverso.

De certo modo, a entrevista a António Costa é redundante, visto que MST já defendeu tudo o que ele irá dizer. E depois diz disparates como “não sei quê que todos percebemos”, mas que mais ninguém terá percebido. Mais uma peculiaridade: é uma entrevista ser comentada antes de ser realizada.

20.25 – Nuno Morais Sarmento arrasa os números de Centeno.

20.26 – Pedro Pinto acaba o debate e passa directamente para a possibilidade de greve às avaliações.

Foto do novo par de Marretas sem graça:

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