Sobre Aquela Petição…

… acerca de Cidadania e Desenvolvimento, só quero ver se é tratada pelos serviços parlamentares (e excelentíssim@s parlamentares) com o mesmo tipo de displicência ou enfado que se dedicam a petições sem gente tão notável. Sobre a substância e verdadeiras motivações dos peticionários, a conversa fica para depois.

(o presidente da ANDE, nem sempre a pessoa mais imaginativa a falar, decidiu classificar a CD não como disciplina, mas como “um complexo disciplinar”; não percebo o que ele tem com a conhecida expressão “albergue espanhol”…)

O “Amor À Camisola”

Parece que leva quem antes era absolutamente sensível a qualquer excesso de linguagem de um “adepto” ou dirigente da tribo adversária, a aceitar como “desabafo” natural algo semelhante dito por um dos seus e a considerar “ilegal” o que antes era perfeitamente aceitável.

Posso tentar compreender, mas dificilmente aceitarei que a melhor opção seria a de ficarem calados (quer os dos “desabafos”, quer os que os lavam mais branco).

Logo Agora Que Se Conhece A Acusação Do Caso BES Em Detalhe…

… é que o grande cronista do reino se vai de férias e nos deixa sem a sua análise perspicaz na sua espessa página em que tanto gosta de zurzir em quem não cavou um buraco superior a 10 mil milhões de euros?

Ao menos a eminência júdica tem mais coragem, e defende sem embaraço a mão que embalou tanto berço.

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(já sei, por motivos “ético-familiares” nenhum  familiar dos dalton pode falar sobre os aparentados, excepti o impoluto ricciardinho)

Pastiche #2

E eis que, no ano em que se tornam mais absurdos, nos aparecem os exames. Se acha que refletem uma avaliação clara da qualidade da escola, desengane-se.

Os exames são o resultado de uma lista ordenada de perguntas feitas por um grupo de professores que não conhece os alunos. Ponto. É mesmo só isto.

(…)

Avaliar os alunos e o seu desempenho é muito mais do que ordenar um ficheiro Excel por ordem descendente de resultados.

Frade

(um tipo que se afirma contra rankings com base em exames e que os critica, está há cinco anos no governo e mantém as coisas na mesma, mesmo num ano de pandemia? e tem a lata de escrever sobre os alunos que “não [é] ma centésima o que lhe dará asas para chegar mais longe”?)

(eu defendo os exames como mecanismo necessário de regulação externa das avaliações internas e, apesar disso, acho que este ano a sua realização é um erro desnecessário…)

Quem Terá Disponibilizado Os Dados E Com Embargo Até Ao Dia Seguinte Ao Novo Final Do Ano Lectivo?

Ao que parece, atendendo à extrema desafeição que lhes dedica, foi tudo contra a vontade do secretário Costa.

E eis que, no ano em que se tornam mais absurdos, nos aparecem os rankings. Se acha que refletem uma avaliação clara da qualidade da escola, desengane-se.

Os rankings não surgiram do nada. Há perto de 20 anos surgem quando o ME fornece os dados aos órgãos de comunicação social e é estabelecida uma data (pelo ME) para a sua divulgação.

O resto da prosa? Sim, seduz muitas sensibilidades, mas seria giro que fizessem umas perguntas difíceis a quem assim escreve, tão levemente, sobre o aspecto redutor dos rankings e o dos resultados dos alunos em exames mas que, “no ano em que se tornam mais absurdos, nos aparecem” de novos esses mesmos exames que dão origem a todo o mal agora denunciado.

Tanta pomba assassinada, mas nada de novo se fez quanto ao modelo dos exames (com que eu concordo em tempos normais) que certas pessoas criticam, mas deixam passar uma “oportunidade” de alterar.

Estranhamente, há quem vá dar a cara contra os exames “no ano em que se tornam mais absurdos”. E não vai ser o secretário Costa.

janus

Dúvida Jacobina

Porque será que tantos representantes, moderadamente jovens, de uma certa “Direita” que afirma valores como a Família acima de quase tudo, parecem tão incomodados quando têm de a suportar 24/7 durante umas semanas de confinamento?

Quem ler os lamentos de pessoal como o Henrique Raposo até pode pensar que ele é um desgraçadinho, sem meios para trabalhar em casa ou em lay off de uma qualquer empresa de venda a retalho, em vez de ser um “rabo sentado” bem instalado no sistema da avença mediática. Está a falar em nome da “sua” geração e não a nível pessoal?

Sim, claro… é mesmo isso.

Em especial quando diz que esta forma de ser pai não é feita em liberdade, nem como escolha. Mas ele, durante o acto sagrado da procriação, estava a pensar nas horas em que o fruto da sua semente iria ficar todos os dias úteis na creche ou escola?

malandro

Tem A Sua Graça

Pessoal incomodado por ver publicados documentos sem identificação de autoria ou sequer de que escola são, mas nada preocupado em recorrer a aplicações e redes sociais para formar grupos sem qualquer incómodo com as regras do RPGD (ou do bom senso), achando que podem ser desenvolvidas todas e quaisquer práticas de “partilha”. Sem sequer se interrogar se a idade dos alunos choca frontalmente com o recurso a certas “ferramentas” que ainda há pouco se vilipendiavam. Pessoal muito preocupado com uns despachos e umas portarias e nada com outr@s, incluindo leis e decretos. Se há coisa que não há entre nós é “pânico moral” como diz o outro do post mais abaixo, existe é uma evidente “crise moral” e ética (nem vale a pena falar da imensa hipocrisia) e não é de agora, Porque há quem, após provar o seu “poderzinho”, tende logo a ficar apanhado pela volúpia que ele transmite ao nível do “poder de mando”.

Napoleão Minion

 

3ª Feira

Apesar das “naturais” excepções relativizadoras e contextualizadoras (como as que gostam de “contextualizar” fenómenos como o bullying) , há um coro imenso de repúdio nos comentadores mediáticos pelo racismo e por tudo o que de mal existe na nossa sociedade e acham que não se deve analisar a coisa pelo prisma da cor da camisola. Muitos destes comentadores não se incomodam, contudo, em enveredar pela pós-verdade quando comentam assuntos de natureza política. nesse caso, a cor da camisola já importa.

fio-de-prumo

 

A Coutada Dos Venturas

É a dos que, perante a situação que envolveu o Marega, vão buscar o Mantorras e idas às Antas e o comportamento dos Super Dragões em tantos episódios lamentáveis. Que, por o serem, não desculpam em nada o que se passou em Guimarães. Quando um problema destes é discutido seguindo trincheiras de Benfica/Porto, percebe-se que os “princípios” não valem nada e a coerência é uma bola de sabão.

VenturaVenturaVenturaVentura

A grande vantagem do Marega em relação a todos os que no passado preferiram fingir ou aguentar é que não ouviu e calou. Não me interessa se é do Porto, se festejou muito o golo ou se isto ou aquilo. Fez bem em abandonar o campo e do modo que o fez.

Quanto àquele governante com cara de copinho de leite que aparece nestas alturas a prometer muita coisa e a dizer banalidades, não vale, em acções, o que custa ao erário público. Se é para poupar, poupe-se em redundâncias governamentais. Basta ver o gabinete… motoristas são três, com habilitações entre o 6º e o 12º ano de escolaridade, todos a ganhar mais do que um professor no 5º escalão.

(e para que conste, os gritos de “Alcochete Sempre” são próprios de um culto de violência e não de qualquer amor clubístico ou de prazer no desporto, para além de serem um escape para frustrações e malformações individuais que, no rebanho do grupo, podem parecer mais despercebidas)

3ª Feira

Sou favorável à despenalização da eutanásia, mas também sou favorável ao referendo. Até porque se formalizaria o que, em tantos casos, acontece de facto,na sombra da ilegalidade.

Que  PS quer aprovar a medida sem a ter no programa eleitoral (tal como a recuperação de tempo de serviço dos professores ou o IVA da luz) e agora a quer aprovar é apenas um detalhe na hipocrisia geral em que vivemos.

janus

(também foi giro ouvir o deputado Pureza do Bloco insurgir-se contra petições nestas matérias, quando ele promoveu uma, ou criticar o recurso à democracia directa, como se isso fosse uma horrível prática esquerdista)