Os “Peritos Externos”, Multinível E Tudo

Intervenção da equipa de peritos externos TEIP ISCTE-IUL: Perspectiva organizacional multinível e multifactor [OM2] na promoção do sucesso educativo

Peritos, conhecimento e regulação da educação : estudo da ação dos peritos externos no programa territórios educativos de intervenção prioritária, entre 2006 e 2012

(o sistema educativo encarado como um enorme TEIP, mas com recursos extra só para “peritagens”)

Códigos de Conduta

A filial da empresa mexicana para a qual Paulo Portas irá trabalhar tem sede em Madrid e foi criada em 2014 para agregar as participações da empresa que estavam até então no paraíso fiscal das Ilhas Caimão, onde estavam concentrados os ativos e o negócio do gás a nível internacional desta empresa.

O jornal espanhol relembra ainda que, em junho de 2014, numa visita do presidente do México a Portugal, a Pemex assinou um memorando de entendimento com a Galp relacionado com a “troca de informação e/ou desenvolvimento de projetos”, segundo a empresa mexicana, mas o conteúdo do acordo foi declarado pela Pemex há um ano e só será dado a conhecer ao público a parte de 2026.

PPortas

Os Outros Heróis

Foram e continuam a ser desde a manhã os repórteres das televisões que têm estado a emitir em directo desde o mais recôndito canto dos acessos ao aeroporto até às rotundas no caminho para o Jamor, passando pelos canteiros de flores do palácio de Belém, falando incessantemente, mesmo em cima das motas pela 24 de Julho e 2ª cicruclar adiante, sem que se perceba se puderam sequer parar para um bem merecido mudar de águas aos tremoços.

Bla-Bla-Bla

Dá-me um Banif…

… e eu arranjo uns lugares à maneira para alguns amigos da Situação. Qualquer Situação que se preze protege os seus. Há cardonasevarasdacaixa, branquinhosónegoingues e albuquerqueérroues por todo o lado. Durante ou depois. Conforme as oportunidades. Com mais ou menos ética à mistura todos são – em meu entender – excelentes nas suas fatiotas feita à medida por alfaiates distintos. Se são todos competentes e merecedores? Claro que sim, claro que sim! Não foi o que acabei de escrever?

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Estou Marreta de Dizer…

… que há mais rabos de palha do que nos querem fazer acreditar. Não há honoris causa de borla, nem notícias fofinhas sem almoços por conta. O conta-gotas das revelações não se explica apenas pela massa de informação disponível, mas pelo enorme incómodo que pode causar em certos círculos de gente que gosta de passar por séria. Noticiadores ou opinadores. Há publicações que não poderiam suportar tanto articulista remunerado sem um oleoduto financeiro bem dirigido.

E nem falo das inocentes viagens patrocinadas. Não apenas pelo espírito santo, mas por muitas outras “entidades”, com ou sem offchoras. Há novaiorquinos, parisienses, bruxelenses e/ou londrinos  de adopção de tanto passearem à pala de mecenas. Houve alturas em que eu olhava (olho?) para os escaparates matinais e até via as caixas registadoras a tilintar. Há jornais que não admira fecharem, admira é porque ainda continuam abertos sem que se conheçam os patrocínios de forma nítida. Como é possível que empresas falidas compr(ass)em tanto espaço publicitários ou dezenas/centenas de exemplares para distribuir?

Luvas para jornalistas: Sindicato pede “clarificação” ao Expresso

O Sindicato dos Jornalistas pediu ao jornal Expresso para divulgar os nomes dos jornalistas que diz estarem envolvidos numa investigação judicial relacionada com o designado “saco azul do BES”.

Pig

Não É Verdade! – 2

Por razões que não interessa desenvolver muito, mas que em parte se devem à necessidade de aclarar publicamente a minha forma de analisar estas coisas, gostaria de voltar a este post. Uma espécie de defesa da honra, porque a tenho.

Cansado de tentar discutir racional e factualmente as coisas, talvez não me tenha detido na demonstração da minha exclamação. Vou fazê-lo agora de forma muito objectiva.

1. Lê-se a páginas 45 do estudo do CNE com o título Organização escolar: as turmas: “Consequentemente, e tendo por base o custo médio anual de um docente contratado e de um assistente operacional (27 000€ e 10 000€, respetivamente, de acordo com dados fornecidos pela DGEstE, 2015), o encargo financeiro direto resultante seria superior a 750 milhões de euros (Tabela 5.2.3.).

2. As tabelas dos vencimentos brutos dos professores em 2016 está aqui e acrescento-lhe uma nota explicativa do MEC de 2014 quanto ao índice salarial a aplicar aos docentes contratados, que deveria ser o 167 (podendo ser o 151 ou menos no caso de técnicos especiais ou especializados).

3. Vou assumir que todos os professores contratados o são de 1 de Setembro a 31 de Agosto, auferindo 14 meses de salário sem qualquer redução salarial.

4. Para comodidade das contas, vou usar o valor de 1500 euros mensais vezes 14 meses de salário, o que perfaz 21000 euros anuais, a 6000 euros do valor apresentado no estudo do CNE com base em dados da DGEstE.

5. Atendendo a que o estudo apresenta o número de 27 689 docentes adicionais para implementar a medida de reduzir para um máximo de 20 alunos por turma, esse diferencial significa que existe um desvio no cálculo final do CNE superior a 166 milhões de euros. Sem outros factores adicionais de contestação aos cálculos técnicos do CNE (aceitando o número de assistentes operacionais adicionais), isto baixaria o encargo da medida para menos de 590 milhões de euros, ou seja, uma diferença superior a 20%. do valor publicitado.

CNESAlarios

6. No post em causa, escrevi que “pessoalmente, acho que reduzir o número máximo de alunos no 1º ciclo para 22 e a partir do 2º ciclo para 26 seria já muito bom e, assim por alto, acho que a coisa se ficaria pelos 200 milhões de euros, dos 200 milhões de euros melhor aplicados em Portugal na última década”. Algo que mantenho.

7. De vez em quando gosto de deixar bem claro que, apesar de algum tom ligeiro na escrita e de algumas “picadelas” cirúrgicas, levo estas coisas mais a sério do que parece.

Muit’agradecido.

PG 4