Uma Ideia Absolutamente Abstrusa!

E que tal tornarem a profissão docente mais atractiva para quem ainda está nas escolas e não é queridinh@ da direcção e vive sentado à conta do “crédito horário”?

Eu percebo que é um conceito absolutamente inovador, mas… tem o seu potencial para reduzir um pouco o êxodo antecipado. Eu sei que o que está na moda é “incentivos” para os mais novos e não estou contra eles. Mas estou farto de culparem os “velhos” de tudo, mas ser a eles que tudo pedem (salvo as tais excepções acima assinaladas).

2ª Feira

Tenho de arranjar maneira de aparecer aí uma proposta de lei que defenda que os professores actualmente no grupo 200, mas que em Março de 1987 começaram a leccionar no velho 10º A em horário nocturno, possam passar imediatamente à situação de pré-reforma, com direito a 100% da remuneração calculada com base no escalão previsível a que chegaria se ficasse na carreira até aos 67 anos, com a classificação de Excelente em todas as avaliações.

Salas Devidamente Ventiladas?

Sim, até porque em muitas escolas não há dinheiro para substituir persianas, estores e outras minudências assim. Já nas da “festa” da outra, os equipamentos até podem ser bons, mas aí falta dinheiro para a manutenção dos “pormaiores”. Há coisas que têm mesmo imensa graça, assim quando as vemos escritas, porque se imagina logo o tipo de criatura “pensante” que esteve na origem.

Então se não forem escolas-sede, o processo decisório pode ser daqueles típicos da portugalidade.

A Maldição Dos 2ºs Mandatos

O segundo mandato em maioria absoluta de Cavaco Silva, chegou ao fim, mas de modo penoso, marcado por uma degenerescência completa e culpou-se a maioria absoluta pelos abusos de poder e por todo os esquemas de compadrio que tomaram conta do Estado e da sociedade.

O segundo mandato, em maioria relativa quase absoluta, de António Guterres terminou com ele a fugir de um “pântano” (político e não só) de que em parte se responsabilizou a tal maioria quase absoluta que precisava de favores limianos para se aguentar.

O segundo mandato, em maioria relativa, de Sócrates foi o que nos encaminho decisivamente para a falência técnica e a troika e na altura as culpas foram espalhadas em muitas direcções, com ele a criticar a maioria relativa que permitia maiorias negativas de bloqueio.

O segundo mandato de Costa, em maioria relativa com muletas parlamentares (PAN, PCP, as novas “limianas” independentes), vai-se aguentando, encostada a Belém, tropeçando aqui e ali, para além dos vários tropeções do primeiro mandato que a geringonça protegeu, e culpa-se a “percepção”.

Isto agora a seguir é apenas uma especulação, um “suponhamos”, porque me dizem que sem ideias novas, as coisas estagnam, não avançam e encalham nas águas movediças da pasmaceira.

E que tal limitar-se a um mandato o exercício de cargos governamentais (podendo voltar um mandato mais tarde), a começar pelo de PM, mesmo que seja o mesmo partido ou coligação a vencer as eleições, com eventual extensão da sua duração para 5 anos? E quanto aos presidente poderia fazer-se algo como estender o mandato para sete anos e ficar-se também por um, por causa de tudo que acarreta de cálculos o desejo de se ser reeleito como todos os anteriores?

Tenho Pouco Contra Continuar Na Escola…

… a trabalhar de forma remota com os alunos, deslocando-me eu e ficando eles em casa. Nem me incomoda que me obriguem a cumprir horário presencial na escola, se é que é isso que dá tanta comichão aos sousastavares e outros como ele (ou quase tão fraquinhos de raciocínio).

Só que para isso é necessário que existam nas escolas computadores devidamente equipados para o efeito e que ao fim destes meses todos, seja possível acudir aos alunos e famílias sem meios para seguir o ensino à distância com um mínimo de qualidade. Não é com 2 ou 3 a partilharem o mesmo equipamento. E a verdade é que neste momento esse continua a ser o grande risco, porque dos 400 milhões de euros anunciados para a Escola Digital, nem um décimo terá chegado a quem de direito: em primeiro lugar, os alunos e depois, escolas e docentes. Em vez disso temos entretenimentos, em que o dinheiro se vai escoando nos meandros da “formação”, conforme os grupos a satisfazer. Agora é o da “Capacitação”. Que tal “capacitarem” as escolas para assegurarem o ensino remoto a partir das suas instalações e não do meu escritório ou sala?

6º Feira

Para que serve um pseudo-confinamento, de 6ª a 3ª feira, com tantas excepções que, na prática, faz ficar em casa apenas quem não tem nada para fazer fora ou não lhe apetece gastar um “compromisso de honra” há muito gasta?

Simples: preparar os confinamentos quase a sério dos fins de semana anteriores aos feriados de 1 e 8 de Dezembro.

A Sério? Andam A Fumar Material Orgânico Do Bom?

O PAN apresentou uma recomendação ao Governo para que as crianças que ingressam pela primeira vez no ensino Pré-Escolar ou no 1.º ciclo do Ensino Básico possam ser acompanhadas até à sala de aula, em vez de entregues à porta do estabelecimento.

(a mim dá ansiedades é quando ouço certo pessoal do PAN a falar…)

Que @s Senhor@s Da DGS Não Percebam De Escolas, Eu Entendo…

… já que quem lá passa a maior parte do seu tempo pareça não “processar” o que observa é mais estranho. Ou não.

Fazer horários nas actuais circunstâncias é um trabalho difícil. Há duas possibilidades principais: manter mais ou menos as coisas como estavam no regime presencial, se é que os horários estavam bem feitos ou redesenhar por completo a lógica dos horários e da própria geografia escolar, com horários desfasados e um “zonamento” temático/por ano/ciclo da escola, um pouco como já existiu em construções escolares do passado ou, por exemplo, em algumas EBI.

E depois há aquilo que a maioria está a fazer, pelo que me dizem, que é colocar tudo em blocos de 90/100 minutos e estreitar os intervalos ao ponto da miudagem de 2º ciclo ter apenas 5 minutos para ir à casa de banho, comer/beber qualquer coisa e voltar. Ou ficar em amontoamento à porta das salas. Só quem não conheça a tipologia da maioria das nossas construções escolares, em particular das zonas de acesso às salas de aula e da localização de sanitários e zonas para alimentação, depois do declínio das concepções de “área aberta”, é que pode pensar que intervalos simultâneos de 5 minutos são algo a considerar com seriedade para os alunos mais novos (ou mesmo os outros).

Acham que permitirá algum distanciamento social? E que aqueles curtos minutos de liberdade terão alguma “etiqueta” respiratória?

Pessoalmente, já me espanto com poucas coisas.

homer-doh-animated-gif-i13