Isto Parece-me Muito Estereotipado

Até porque é num bloco novinho, acabado de inaugurar, após anos e anos de avanços e recuos com contentores a fingir de salas, numa escola aqui na margem sul. Não é por nada, mas dá para perceber que isto deve ter sido projecto de tempos anteriores à transmodernidade. Mas pelo que me contam são instalações democráticas e igualitárias, de acesso livre para discentes e docentes, pois estes não dispõem de instalações próprias há coisa de uma década.

Já agora… parece que os elevadores não estão a funcionar ainda, pelo que se alguém com dificuldades mesmo de mobilidade (como a cadeira de rodas da imagem) é capaz de ficar num aperto a sério com o wc no 1º andar, se o do r/c estiver ocupado. Mas vamos ser positivos e pensar o melhor.

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A Semiótica Da Coisa – 4

O Iniciativa Liberal é o partido que Santana Lopes não fundou nos anos 90. Assim como é o partido que algum do pessoal do Independente gostaria de ter fundado. Até o azul-cueca de beto é parecido com o do Aliança e com o triângulo invertido (cruzes!) do logo do Indy.

Em termos gráficos e de mensagem tem os melhores cartazes da campanha, porque são variados, bem pensados e divertidos, mesmo se nunca conseguem afastar a ideia que se definem por oposição. Todas as razões para não funcionarem por cá, porque é aquele tipo de coisa que funciona bem num think tank da Católica ou na esplanada de um sunset da moda da linha ou da Foz, mas que no país real faz lembrar apenas uma espécie de vinhetas de banda desenhada.

Por mim, tudo bem, discordo da maior parte da mensagem (até porque será o único líder partidário com quem troquei forte e azeda adjectivação nos tempos do Umbigo, quando o seu jovem liberalismo significava participar em contratos de consultoria com estados de matriz autoritária), mas gosto bastante de apreciar o resto, aquela forma de querer exibir virtuosismo e trocadilhos à MEC.

Claro que só terão votos em Lisboa e no Porto (o único distrito em que a acreditar nas pesquisas do google o candidato é vagamente conhecido), porque são uma espécie de Livre de Direita, mas o que interessa isso quando a vaidade não é pequena?

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A Semiótica Da Coisa – 3

Falha minha. O Partido Aliança é mais conhecido (?) apenas por Aliança, pelo que eu deveria ter começado pela letra A com ele, mas estava convencido que era o Partido do Santava assim como o Livre sempre me pareceu o Partido do Tavares. Nem é bom falar no Partido do Ventura.

Mas voltemos ao Aliança. No site oficial, népias, é preciso ir à rede social dos menos novos para se arranjar um cartaz em condições. A não ser nas cores, parece um cartaz da JSD em 2016, com o trio de bichos-papões a tentar assustar o eleitorado.

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O problema básico é: mas se “acordarmos”, queremos acordar em 2004? E passar por tudo aquilo em que Pedro nos lançou com o seu amadorismo, enquanto gozava os seus meses de sonhos como PM?

A sério que queremos isso de volta e tudo o resto?

Santana está mais experiente» Aprendeu alguma coisa? Não se sabe, apenas que se percebe bem que está mais velho e criou o seu próprio clube de fãs, não percebendo que isto dos partidos unipessoais tem os seus limites e um tempo de validade muito curtinho.

A realidade é que o Aliança é apenas a forma do Santana tentar ser eleito sem prestar satisfações a ninguém. Talvez por isso mesmo é que os cartazes a apelar ao voto não tenham conteúdo perceptível. “Por um país como deve ser!”? A sério? Será que Santana não percebe que, por muito que lhe achemos graça, por isso mesmo, nunca conseguiria que levássemos a sério um país governado por ele?

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A Semiótica Da Coisa – 2

No site oficial do CDS não consigo encontrar os cartazes da campanha em decurso, pelo que tive de recorrer ao Ephemera do JPPereira para encontrar algum material de nível distrital, o qual segue a lógica do Bloco que é a de colocar cabeças de lista ao lado da líder nacional, enquanto se afirma que “Votar assim faz sentido”.

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Mas… faz sentido porquê? O candidato é bom? Será de confiança como os do Bloco? Apenas porque sim?

Ao nível dos cartazes mais pequenos, o de Setúbal traz uma razão para se votar CDS, que é descer o IRS 15% para toda a gente, algo que acho demasiado igualitário para esta chancela política.

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E faz mesmo sentido descer 15% para todos? Não me parece… o Mexia, o Balsemão, os Amorins e esse pessoal deveria ficar com o mesmo IRS que tem, até porque aposto que têm consultores que conseguem fazê-los escapar por todos os alçapões possíveis. A mim bastava que me descessem a carga fiscal para 15 anos atrás. Ou só o IRS.

A Galeria da Grandiosa Cimeira Internacional Sobre a Carreira Docente

Encontram-se aqui 22 fotos (até ao momento) bem demonstrativas do ambiente cordial, ameno e especial(izado) em que está a decorrer a parte social do intenso debate e troca de ideias.

Penso não ser necessário contratar peritos em linguagem protocolar ou corporal, para se perceber quem é o anfitrião, quem assume a centralidade e quem fica na expectativa, quem está alegre e quem está apenas ali.