E Agora, Um Cérebro Mitigado Em Todo O Seu Esplendor Natural

Este homem é governante e é, cumulativamente, um avançado mental que tem uma visão inovadora da fauna do estuário do Tejo.

Vejamos a passagem mais antológica de todas e que eu acho ao nível do mais sublime que a “Ciência Política” produziu entre nós.

Não há aeroportos sem impactos. Os caranguejos podem ser lentos, mas não estão em extinção. É um impacto não mitigável. Mas os pássaros não são estúpidos e é provável que se adaptem. E este postulado arriscado é tão cientificamente sólido como o seu contrário: o de que eles não vão encontrar outras rotas migratórias, outras paragens estalajadeiras, como no Mouchão. Ciência sem dados comprovados não é ciência.

E onde alcançou tamanha sabedoria científica contrafactual o senhor secretário de um Estado que se devia envergonhar de lhe dar emprego?

É só escolher, porque a sua vida é uma corropio de lugares ligados à investigação científica e, quiçá, à epistemologia do conhecimento.

Fica um naco significativo do seu aviário, desculpem, currículo:

É licenciado em Direito (pré-Bolonha) pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (Ciências Jurídico-Económicas) em 1981.

Pós-graduado em Direito Europeu pela ULB – Universidade Livre de Bruxelas (1983).

Pós-graduado em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa (1985).

Mestre em Ciências Jurídicas (Pré-Bolonha) – Direito Europeu, pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa (1993).

Integrou a direção dos assuntos jurídicos da Caixa Geral de Depósitos entre 1984 e 1991.

Integrou o Departamento jurídico do Banco Europeu de Investimento de 1991 a 1998.

Foi Presidente da Câmara Municipal de Aveiro entre 1998 e 2005, tendo ainda presidido ao consórcio «Aveiro-Cidade Digital» e à AMRIA – Associação de Municípios da Ria entre 1998 e 2001 e integrado o Conselho de Administração da «Aveiro Pólis, SA», entre 2001 e 2005.

Foi vice-presidente da ANACOM – Autoridade Nacional das Comunicações entre 2006 e 2012.

Foi «Data Protection Officer» do Banco Europeu de Investimento entre 2012 e 2017.

Foi vogal não executivo do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, presidente da Comissão de Governo da Caixa Geral de Depósitos, membro da Comissão de Auditoria e Controlo Interno da Caixa Geral de Depósitos, membro da Comissão de Nomeações, Avaliações e Remunerações da Caixa Geral de Depósitos, presidente do Conselho de Administração da Fundiestamo e administrador sem funções executivas da Fundação Eng. António Pascoal até fevereiro de 2019.

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Tudo Aquilo Que Não Sabia Sobre História Da Educação E Não Perdia Nada Com Isso

Há momentos em que se percebe que alguém leu um livro (e não foi da Margaret Archer). Ou um artigo (e não foi do John Boli e do Francisco Ramirez). E descobriu a pólvora feita de farinha amparo.

Segundo a minha visão, a digitalização da Educação vem por um lado, abrir a Academia e, por outro, libertar o ser humano. O mesmo é dizer que será o princípio do fim da Escola enquanto veículo da “industrialização do conhecimento”.

Para entendermos o atual Modelo de Educação temos que recuar 300 anos pois, historicamente, este tem as suas bases assentes na expansão do Império Britânico pelo mundo.

Na altura, para promover o sucesso da sua campanha militar, os ingleses criaram aquilo a que chamaram de Máquina Burocrática Administrativa. Esta “máquina” era composta por pessoas, tantas quanto possível, todas elas iguais, ou seja, com o mesmo tipo e nível de conhecimento. Por outras palavras, significa que estas pessoas tinham que assegurar tarefas simples mas de extrema relevância, como por exemplo, a correta leitura de relatórios de guerra, o cálculo de trajetórias balísticas, o devido aprovisionamento do batalhão, entre outros.

Para tornar isto possível, foi criada uma outra “máquina” a que chamaram Escola, onde dotavam estas pessoas das habilidades necessárias. Foi deste modo que os britânicos conseguiram assegurar o sucesso e a sustentabilidade do seu sistema e investidas militares. No entanto, esta infraestrutura escolar montada por eles era tão forte que sobreviveu ao passar dos tempos, foi replicada, escalada e ainda continua a gerar pessoas, todas elas iguais, para uma “máquina” que já não existe.

E como aprendeu tudo isto, esta especialista instantânea em Educação (já agora, a propósito, ler este curto post do A. Duarte)?

A jogar futsal. Nada cá de coisas enciclopédicas.

Eu era pivot, tinha que marcar golos e dar golos a marcar durante os sete anos em que pratiquei futsal feminino. Foi nesta etapa que desenvolvi noções estratégicas e tácticas, coletivas e individuais, que se viriam a revelar fundamentais dentro e fora de campo, pela vida fora.

Numa modalidade extremamente rápida onde a execução acontece em frações de segundos, a lição verdadeiramente educativa foi o saber ocupar o meu lugar. Se a minha posição falha, se a tua posição falha, o nosso jogo falha; somos a peça que tanto pode bloquear como impulsionar a equipa, jogar e fazer jogar. Já a aprendizagem mais difícil foi levantar a cabeça e formular visão de jogo, mas a partir do momento em que o consegui passei também a jogar sem bola e isso fez-me mais completa. Recepção, intercepção, antecipação, desmarcação, compensação e marcação, num 4×0 ou num 3×1 eu era eficaz na disrupção que gerava em um para um, a finalização era sempre o foco na ponta dos meus pés (…).

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Importa-se De Repetir?

Eu quase alcanço o objectivo, mas é mesmo quase. E há quases que são quase infinitos.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) vai avançar para uma greve nos dias 24 e 26 de fevereiro, durante a interrupção letiva do carnaval, avançou, esta quarta-feira, o secretário-geral, Mário Nogueira.

(,..)

A greve incide sobre todas as atividades que sejam marcadas pelas escolas durante estes dias, mas não vai interferir com as aulas, uma vez que coincide com o período de interrupção letiva do Carnaval, inserindo-se no conjunto de greves às horas extraordinárias que se prolongam há mais de um ano.

O Costa PM, o Centeno e a Leitão ainda devem estar a limpar as lágrimas de tanto se rirem.

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Eu Queria Comentar Isto Mas Faltam-Me As Palavras, O Que Não É Nada Habitual

Crédito Agrícola pagava dois mil euros à mulher do presidente para lhe garantir “estabilidade emocional”

A mulher de Licínio Pina recebia uma subvenção por ter abdicado da carreira de professora para garantir “estabilidade emocional” ao marido.

Chorar

(ao shôtôr Pina, a ser assim tão instável, talvez fosse mais adequado ficar ele em casa e mandar a senhora sua esposa trabalhar…)

(a bem dizer… há quem se calhar pague mais por mês em serviços destinados ao mesmo efeito, sem sequer haver necessidade de aliança…)

Só Acredito Depois De Ver Isso Com Estes Olhinhos Míopes Que Espero Que A Terra Tenha O Bom Gosto De Não Comer

Arménio Carlos: “Tenho de me fazer à vida”

Tal como muitos outros dirigentes de peso, Arménio Carlos vai deixar a liderança da CGTP e, aos 64 anos, vai voltar a trabalhar na Carris: “Não vou dizer que aquilo é chegar lá, vestir o fato-macaco e está a andar”.

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