“Instrumentos De Vigilância”

Ao ministro Costa vai desaparecendo qualquer verniz que antes cobria a verdadeira natureza de “reitora com calças” ou de “gualter com ar menos grunho”. Pelos vistos, detectou alguns padrões de baixa que não são tão regulares como parecem, o que é algo que não significa bem o que parece. Ou vice-versa. Curiosamente, não encontra nenhuma “irregularidade” em alguns “padrões” de contratação, com especial “incidência” em escolas que, subitamente, têm bastantes horários por preencher em “alguns períodos específicos do ano”.

“Eu por princípio assumo que toda a gente é honesta”, mas como os animais do Orwell, há uns que são menos honestos do que os outros. Para o ministro Costa, são os professores com baixas médicas com “padrões irregulares”, achando por bem contratualizar 7500 baixas médicas para analisar individualmente situações que, no caso dos recursos no concurso da mobilidade, um parecer jurídico algo fantasmagórico considerou não ser prática legal.

Eu também assumo que toda a gente é intelectualmente honesta, até dar de caras (e ouvidos) com este nível de práticas. E ainda há quem tenha a lata de afirmar que nunca menorizou ou desvalorizou os professores. Apenas acha que os deve “vigiar”. Aos que dizem estar doentes, essa malandragem. Que tal fazer uma “mobilização parcial” de… de… está.me agora a faltar a palavra para referir aquelas pessoas que, a partir das escolas, se andam sempre a queixar dos velhos que trabalham pouco e estão sempre doentes… raios… estou a ver as caras, mas falha-me…

Ainda Há Coisas Que Me Deixam (Quase) Sem Palavras

Eis as instruções para os velhos grunhos e neandertais receberem os “novos professores”. Só falta sugerirem uma formação em protocolo e boas maneiras à mesa.

De: Atendimento (DGEstE) <atendimento@dgeste.mec.pt>
Enviado: 21 de setembro de 2022 17:24
Assunto: Apoio a Novos Professores

Exmo(a). Senhor(a)

Diretor(a)/Presidente de CAP

Por indicação da Direção da DGE, reencaminha-se o anexo, sobre o assunto “Apoio a Novos Professores”.

Com os melhores cumprimentos,

João Gonçalves

Diretor-Geral da DGEstE

Entrámos Em Modo De Segundo Mandato?

O que tem o PR a ver com opções executivas na Saúde, gostemos delas ou não? Já se percebeu pelas reacções do PSD e outras “direitas” que querem alguém que faça mais contratos com os privados… mas será que é esse o verdadeiro problema do SNS ou apenas uma eventual consequência do seu prolongado exsanguinamento?

Marcelo põe condições ao sucessor de Marta Temido: “Prefiro uma gestão do SNS mais autónoma e independente do Ministério da Saúde”

E Depois Querem Que Levemos Estas Coisas A Sério?

(parece que ganhou por uma unha negra ao Raul MInh’alma e por duas ao Gustavo Santos)

A comissão da campanha “Leitores da Europa” afirma que um dos livros do autor português é “uma lição extraordinária sobre o que deve estar sempre no centro do que significa ser humano”.

Sábado

A anedota de ontem:

O líder do Chega considerou esta sexta-feira que o ambiente “está muito tenso” no parlamento e alertou que “é real” a possibilidade de “um escalar de conflito físico, verbal e político”, pedindo a intervenção do Presidente da República.

Isto quando um dos seus vices escreveu que “a guerra ainda agora começou” no seu mural do fbook.

Eu Gosto De ET’s!

Os gatos são uma “espécie invasiva alienígena” que ameaça a biodiversidade? Instituto científico polaco diz que sim

(nem sei se isto é pior do que certas pessoas que expulsam gatinhas com ninhadas de espaços públicos – como uma escola que conheço – por não gostarem do “olhar” dos felinos…)

Adenda: bad, bad translation… a C. Rocha já me enviou a peça em inglês. O pessoal do Expresso anda a usar tradutor automático.

A DGEstE Regionalizada

Os dois documentos que em seguida vou divulgar são respostas de dois directores regionais da DGEstE ao mesmo tipo de questão relativa à eleição do Presidente do Conselho Geral.

No caso do Algarve, considera-se que é possível desde que exista uma maioria de votos dos elementos em efectividade de funções, mesmo que não sejam os 21. Portanto, numa reunião com 17, 18 ou 19 elementos (imaginemos que os da autarquia não foram ainda escolhidos ou que a Associação de Pais e EE deixou de funcionar e parte dos seus representantes deixou de ter educandos no agrupamento) bastam 9 ou 10 votos para a eleição ser válida, pois são a maioria dos que estão em “efectividade de funções”, como se afirma na lei.

No caso do Norte, considera-se que só pode ser escolhido o Presidente do Conselho Geral, quando estiverem todos os elementos nomeados e, pelo que se percebe, presentes na reunião, sendo indispensáveis 11 votos a favor do candidato a considerar como vencedor.

Como será no Centro ou em Lisboa e Vale do Tejo?

Agora imaginem que isto se vai multiplicar por 300, quando tudo estiver “territorializado” e dependente dos poderes locais. Dizem que não vão entrar por estas matérias, mas se já andam a mandar semestralizar em nome de “projectos municipais”, pouco faltará para se chegarem mais adiante.

Parece Que O Ministro Vai À Televisão

Provavelmente criticar os rankings que está quase a conseguir extinguir numa medida de evidente “populismo”, para usar um termo muito em uso.

O que eu gostaria, em alternativa, é de saber qual a legalidade desta medida que me parece carente de “equidade” e “justiça” geográfica e curricular.

Já agora, a situação em Português é bem pior do que a de História, pelo menos no 3º ciclo e na zona de Lisboa.

Nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve, os diretores vão poder completar horários incompletos que tenham de pôr em concurso. São as regiões que registam maiores dificuldades nas substituições e maiores recusas de horário, agravadas pelo custo das casas. Recorde-se que a maioria dos professores que preenchem estas vagas são do norte do país. Esta medida vai ser possível apenas nas disciplinas com maior carência de professores – caso, por exemplo, de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), Geografia, Inglês, História ou Física e Química. “Matemática não tem sido muito difícil”, apontou o ministro.

Da Competência Dos Serviços

Pede a DGAE que se determine a capacidade de acolhimento de docentes em mobilidade por doença, por grupo de recrutamento, até ao dia 8 de julho.

As matrículas dos alunos do 2.º ao 7.º ano decorrem entre os dias 9 e 19 julho.

Pelo que, é impossível determinar com rigor o número de turmas que as escolas poderão ter para 2022/2023 e por conseguinte determinar qualquer necessidade de acolhimento ou até mesmo necessidades permanentes para o próximo ano letivo, até ao fim do prazo das matrículas.

A não ser que seja por aproximação.