In Memoriam (1965-2021)

Não o conhecia pessoalmente, o que lamento, pois partilhávamos muitos gostos comuns, em boa parte por motivos geracionais. Devemos-lhe a Bedeteca, entre tanta outra coisa. Desapareceu, ao que parece, pela doença que alguns acham só existir na televisão e que se discute com que preposição se usa (foi “com” ou “de” covid?), numa daquelas bizantinices de gente com muito tempo para ocupar.

(c) Graça Ezequiel

6ª Feira

Morreu Jorge Sampaio, o mais pacífico dos nossos presidentes, provavelmente o mais sério dos nossos presidentes civis, o que teria mais conflitos internos ao tomar decisões e, por isso, seria mais prudente. Mas foi ele que se “fartou” de Santana Lopes e acabou por nos deixar nas mãos de Sócrates. Um homem decente, um democrata no sentido mais essencial da palavra mas, como tudo o que é humano, com as suas falhas naturais. Paz à sua alma, se é que isso existe.