Estereótipos De Género

A economista Peralta é uma personagem recente, mas intensa, no panorama mediático-opinativo em matérias como a Educação e as desigualdades em geral. Quase escrevia que uma Raquel Varela com menos decibéis e eyeliner, mas temi ser mal entendido e eventualmente acabar por ser acusado de ter um discurso menos inclusivo. Mas depois atentei no título do seu último artigo para o Público e fiquei mais relaxado.

Sem conseguirmos contratar médicos e professoras, não há PRR que nos safe

Já deram pela coisa?

Ainda não?

Já repararam que se formam “médicOs” e “professorAs”?

Nos meus tempos de leituras para efeitos académicos, dei com abundante literatura sobre este tipo de pensamento enviesado, quase inconsciente, em que se perpetuam esquemas mentais com base em estereótipos de género. Neste caso, a Medicina (nobre e distinta) é para os homens e a docência (uma quase semi-profissão para algumas teses sociológicas) para as mulheres. Mesmo se as mulheres são maioritárias na Medicina há cerca de uma década (e a tendência é para aumentarem atendendo às matrículas nos cursos de Medicina).

Curiosamente, no Ensino Superior, os homens continuam a ser a maioria entre os docentes. Mas claro que a economista Peralta estava a pensar nos níveis inferiores, aqueles sobre os quais os preconceitos se derramam de forma mais natural.

A Verdadeira “Inclusão” Vê-se Nestas Coisas

O Novo Banco ou a TAP ficam alguma vez quase dois anos à espera do que pedem, por “inadequado” que nos pareça?

Governo muda regras de acesso a abono. Objetivo era pôr termo a concessões inadequadas, mas só um ano e meio depois é que foram publicados os critérios em portaria

Já Me Inscrevi

WEBINAR “DIÁLOGOS SOBRE A GRAMÁTICA E A RETÓRICA DA INCLUSÃO”


A Câmara Municipal de Alcácer do Sal promove no dia 22 de junho um webinar, no âmbito da área da Educação, cujo tema é “Diálogos sobre a Gramática e a Retórica da Inclusão”. Dinamizada por Joaquim Colôa, a sessão realiza-se via plataforma Teams e decorre entre as 18h e as 19h30.

As inscrições encontram-se abertas, podendo os interessados inscrever-se até ao dia 20 de junho através do preenchimento do formulário disponível em https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfBO5nAkJ0L1nxJh1JkhCVP5SNRbdIQ0bBEVFujb53w9Q8Eyg/viewform?usp=sf_link

A Inclusão Burocrática

Claro que haverá quem – já adivinharam, certo? – consiga justificar tudo e mais alguma coisa, mas realmente é de um outro nível tudo aquilo que é exigido para que o Estado paga o que é  devido (por lei) aos alunos/famílias que beneficiam de Subsídio de Educação Especial. Em tempos de pandemia e ensino remoto, em vez de simplificarem, complicam, assumindo que os cidadãos são desonestos até provarem o contrário. Ou seja, com o cidadão comum fazem exactamente o contrário que fazem com os criminosos mais do que óbvios, incluindo aqueles que se armam em inocentes até a coisa prescrever.

Leiam-se uns nacos da “Orientação Técnica”/Circular nº 1 da Direcção Geral da Segurança Social (COT_1_2020) que dá uma no cravo (estes alunos necessitam de continuar a ter apoio) e várias na ferradura (tudo o que exige para pagar o subsídio):

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Dia 72 – Vamos Falar Disto Mesmo A Sério? – 5

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Não estão apenas em causa – e são de monta – os condicionalismos económicos, mas igualmente os culturais e os que se relacionam com os eventuais handicaps dos alunos, desde dificuldades de natureza cognitiva com múltiplas potenciais origens a défices sensoriais, sendo mais óbvios os da visão e audição.

Para esses alunos, mais do que buscar as plataformas mais intuitivas ou com mais funcionalidades para trabalhar com a generalidade dos alunos, há que mobilizar as “tecnologias assistivas” (assistive technologies, na designação original) mais adequadas à inclusão de alunos com situações que vão da dislexia à cegueira, passando por muitas outras situações que parece mal agora designar como “necessidades educativas especiais”, sendo mais politicamente correcto optar por necessidades específicas de aprendizagem.

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As “Tecnologias Assistivas” De Que Se Fala Muito Pouco

Porque a formação disponível é na base da “Abordagem Multinível” e da doutrinação sobre o “54” e pouquíssimo mais.

E há quem prefira discutir os méritos de ir ao Goucha ou à Cristina (salvo seja) do que tratar este tipo de assuntos em relação ao que anda a ser completamente esquecido no E@D.

Using Assistive Technology to Empower Students with Disabilities

Implementing assistive technologies in the classroom gives students of all abilities a voice in their education.

Apps for Students With Special Needs—As School Buildings Shutter

The coronavirus creates a unique challenge for students with special needs—educators share recommendations for apps to support learning at home.

Assistive Technology for Students with Learning Disabilities

5 Examples of Assistive Technology in the Classroom

Teclado