Checklist De Compras Para A Pandemia

Antes que as hordas de abatam sobre os supermercados, aqui em casa fez-se uma rápida visita a um deles de que não devo fazer publicidade (mas por estes dias desconta o IVA acima dos 50 euros de compras e começa com Pingo e acaba em Doce), nas hospitaleira e afamada localidade de Azeitão. Poderia aqui descrever, para um certo colorido “local”, em detalhe como uma cliente berrava contra o patrão porque a queria mandar fazer teste à covid para poder ir trabalhar (claramente não em regime “tele”, achando ela que “paus só me enfiam na [pi-pi, literalmente], no nariz ninguém me enfia pau nenhum“, mas mais vale avançar para a lista de mantimentos adquiridos para enfrentar aquilo que António Costa define “sem vergonha” como confinamento.

  • Papel higiénico às paletes: não.
  • Guardanapos ao molho: não.
  • Farinha para fazer pão: não.
  • Garrafões de água: não.
  • Batatas à saca: não.
  • Arroz aos quilos: não.
  • Esparguete aos quilos: não.
  • Bacalhau: sim, mas daquele já pronto a ir para a panela.
  • Lombinhos de porco preto: claro que sim.
  • Maçãs de Alcobaça: sim, para efeitos de consumo directo ou para uma bela apple pie, mesmo se as reinetas são mais adequadas.
  • Álcool-gel aos litros: não.
  • Bebidas espirituosas: sim, porque sempre fui um tipo espiritual.

Eu Percebo Que Os Tempos Estão Complicados…

… mas as “autoridades locais de saúde” já poderiam estar melhor equipadas para responder em tempo útil às situações. Em especial em zonas onde o risco é “apenas” elevado, o que significa o segundo menos grave, o segundo com menos incidência de casos. Porque é importante que não se fique à espera de respostas quando está em risco a segurança de muita gente, não apenas da petizada, mas de todos os que estão á sua volta, dentro e fora das escolas.

Governar em tempos difíceis não é para todos, eu sei. Mas já escrevi que é nestas alturas que se percebe a fibra das gentes e o carácter das opções.

Causas E Efeitos

Primeiro aumentam os contágios. Depois os internamentos. Depois as mortes e as recuperações. Esta sequência demora dias, semanas a verificar-se. Como a luz das estrelas que vemos não é a que está agora a ser emitida, o número de morte ou recuperações não corresponde aos contágios ou sequer aos internamentos do mesmo dia ou dos dias imediatamente anteriores, pelo que ao fim de meses e meses deste tipo de relatórios, cansam aqueles títulos como “mais mortes, mas mais recuperações” (ou uma frase semelhante ou at´+e com os factores com outros sentido como “mais contágios, mas menos internamentos e menos óbitos”) porque os dois fenómenos são efeitos da mesma causa – o aumento de contágios há duas ou três semanas.

Penso Eu De Que…

(…)

Acresce a estes factos que, no atual contexto de pandemia e de acordo com os protocolos em vigor, o avaliador está impedido de sequer se deslocar a outras escolas do seu agrupamento por razões de segurança sanitária, pelo que ainda é mais inadequada e potenciadora de risco para a sua saúde e de terceiros a sua deslocação a uma escola a que não pertence e a sua entrada em salas de aula com turmas que não as suas.

(…)

Tudo Como Antes?

Recebo descrições de reuniões presenciais de horas e horas, para transmitir informações que cabem num mail e tratar assuntos que só ganham em ser trabalhados em pequenas equipas e depois revistos por todos os interessados. Mas há quem do discurso da modernidade só guarde os tiques e a conversa fiada. Longa.

A Ler, Em Especial As Críticas Técnicas Ao Portal

Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) atribuiu contrato em abril, por ajuste direto, à empresa LCG Consultoria SA para a aquisição de serviços de desenvolvimento. Especialistas criticam problemas no desempenho, má experiência de utilização, falhas na implementação tecnológica da plataforma, escolhas de compatibilidade do site, e impreparação para ataques informáticos e elevada procura. Quando mais era preciso, o Portal das Matrículas falhou.

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