PIICa-Miolos

Os planos de “inovação e integração curricular” foram criados (!?) em meados de 2019. Curiosamente, de 2020-21 para 2021-22 o número de “Unidades Orgânicas com Plano de Inovação” diminui mais de 10%. Deve ser por isso que agora voltam à carga, Os CFAE deveriam desenvolver planos de formação a partir das solicitações das escolas? Mera ilusão, pois a partir do topo são encarados como meros prolongamentos das vontades “superiores”. E, claro, temos sempre lá o pessoal de Braga para tratar da (a)creditação.

(para coisas próprias de beat@s a escolha de Fátima foi acertada…)

“Projectos”

É o que está a dar em muitas escolas. Agarra-se em 1) qualquer coisa que já se fazia e dá-se um nome qualquer giraço; 2) qualquer ideia que surja à mesa do café, mesmo sem qualquer relação com o conteúdos das disciplinas, o contexto ou os meios disponíveis e chama-se “projecto”. Arranja-se quem coordene (dá pontos suplementares na add em vários descritores, do “trabalho colaborativo” à “relação com a comunidade”, não esquecendo a parte da “flexibilidade” e/ou “inovação” desde que tenha uma qualquer tarefa numa plataforma online), uma “equipa” e uma “planificação” com ou sem cronograma claro e mete-se no micro-ondas a aquecer.

Acho que já por aqui escrevi que todos os dias tenho “projectos”, que passam por dar aulas sobre “temas” (se não lhes chamar conteúdos programáticos, é melhor), no sentido de desenvolver “competências”. A turma passa a chamar-se “equipa” e qualquer papel que eu dê para ser preenchido ou quizz para responder torna-se uma “estratégia inovadora” que provará a “diferenciação” se, por exemplo, aplicar com mais ou menos tempo, esta ou aquela pergunta ligeiramente diferente, a grupos diferentes de alunos. Se não chamar “diário de bordo” ao que já foi caderno, dá ainda mais pontos. Quanto à “monitorização” pode ser um qualquer registo feito com base na velha observação directa. Holística é a melhor, não classificar, mas avaliar no todo integral e sem glúten ou lactose. No meu caso, em turmas onde dou 2 ou 3 disciplinas, já tenho DAC garantido só com essas.

Ahhhh… é muito importante falar alto sobre o “projecto” em espaço público da escola, em ar casual, mas sério, anunciando a forma como está a decorrer tão bem e que os alunos estão a adoráre!

No fim, atiram-se foguetes, batem-se palmas, apanham-se as canas e assinala-se com cruzes e polegares ao alto na plataforma respectiva que a actividade foi um sucesso xalente.

Podia acrescentar mais uns detalhes, mas acho que fica a ideia. E pode sempre arranjar-se uma “formação” se alguma entidade formadora for amiga. Ou produzir um “guia” ou “manual de boa práticas” se o secretário ou um cortesão da primeira fila garantir o prefácio.

E ainda dizem que isto é complicado.

Coerências

Apresentar uma comunicação em que, assim como que de passagem, se criticam os professores “velhos” (cheguei a ouvir pessoa dizer coisas que nem vale a pena aqui repetir) por darem aulas em tempos digitais recorrendo ao Powerpoint como recurso substitutivo do velho quadro e fazer exactamente isso durante a intervenção. Realmente, a inovação não tem idade cronológica, mas mental. E há quem não tenha espelhos em casa. Claramente.

Roteiros Para A Educação Mínima

Sacados ao Arlindo:. Amanhã talvez me divirta a colocar aqui alguns nacos de verdadeira inovação pedagógica como a passagem adaptada de uma tese de mestrado acerca das atitudes passíveis de tranquilizar os alunos que são coisas muito pensadas e reflectivas, após anos e anos de investigação-acção, que nunca nos teriam passado pela cabeça, caso não as tivéssemos lido com a chancela da equipa do SE Costa. Por exemplo, a mim nunca ocorreu criar “lações” de amizade com os alunos, porque nem li o handbook onde vem o conceito.

ROTEIRO – SEMESTRALIZAÇÃO DO CALENDÁRIO ESCOLAR

Calendário escolar (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

PROMOÇÃO DE ABORDAGENS CURRICULARES INTERDISCIPLINARES

Aprender Integrando (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIRO – AVANÇAR RECUPERANDO

Avançar recuperando (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIROS DE ORGANIZAÇÃO DE EQUIPAS EDUCATIVAS

Constituição de equipas educativas (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIROS DE ORGANIZAÇÃO DE TURMAS DINÂMICAS

Turmas dinâmicas (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

ROTEIRO – COMEÇAR UM CICLO

Começar um ciclo (Eixo: Ensinar e Aprender / Domínio: 1.2. + Autonomia Curricular)

A Telescola Em Reposição

O que faz todo o sentido na RTP Memória. O que faz menos é o critério de escolha das aulas a transmitir. Pela manhã, numa de Geografia e Cidadania retomava-se algo que tinha sido dado “na semana passada”. É o chamado non sequitur. Ou o contrário. Ou apenas “flexibilidade” e “inovação” para recuperar aprendizagens. Quaisquer umas.

(já sei… não estou a ser “positivo”… as críticas devem visar “soluções” e não “problemas”… já vou tomar a “escápula” a ver se melhoro…)

Dia 70 – Vamos Falar Disto Mesmo A Sério? – 3

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Nos últimos meses, tendeu-se a apresentar como se fosse uma “revolução” o processo de substituição das aulas presenciais nas escolas por variantes que procuraram replicá-las da forma mais fiel possível, só que à distância. O maior exemplo disso é o das aulas da “Telescola”. No fundo é uma “aula” dirigida ao mesmo tempo a todos os alunos, com o problema de não ter interactividade com o seu “público”. O mesmo se passa com as sessões “síncronas” em que tantas escolas parecem ter colocado ênfase, obrigando alunos e professores a estar ao mesmo tempo a realizar uma determinada actividade. No fundo, tirando o meio pelo qual se concretiza a “aula”, pouco acontece de verdadeiramente novo e há mesmo importantes perdas em relação às aulas presenciais.

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diario

Comunidade Youtube – #Estudo Em Casa

Professores convidados a disponibilizarem as suas aulas em plataforma universal

O #EstudoEmCasa chega ao YouTube através de 5 novos canais, com aulas para crianças e jovens da Educação Pré-escolar ao ensino secundário.

Num momento em que as atividades letivas presenciais estão suspensas, multiplica-se a oferta de conteúdos pedagógicos, para lá da resposta via televisão concebida para os alunos do ensino básico, a qual será formalmente apresentada amanhã, quarta-feira.

Resultado da parceria entre o Ministério da Educação, YouTube e Thumb Media, é criada uma plataforma assente no YouTube, que permite que os professores disponibilizem as suas aulas, possibilitando que elas fiquem acessíveis à comunidade educativa alargada.

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No YouTube os canais poderão ser encontrados fazendo a pesquisa por “DGE #EstudoEmCasa”, ou nos seguintes links:

Pré-Escolar: https://www.youtube.com/channel/UChcfiTs4sqjwRS6fzaxKyog
1.º Ciclo: https://www.youtube.com/channel/UCTzWCFMxJ4wWmWlh-Gzewfg
2.º Ciclo: https://www.youtube.com/channel/UCyhocJbYZIOehpISd7yyNqQ/
3.º Ciclo: https://www.youtube.com/channel/UCmweZLU2OEU-FOBtLBLJ84w/
Secundário: https://www.youtube.com/channel/UCJdh52Zkf0u0qvYOfCWd3gg

Estes canais irão também incorporar os conteúdos que vão passar na televisão, para que fiquem acessíveis (on-demand ou de forma individualizada) sempre que professores e alunos precisarem.

Ora bem… eu já fui ver e… já conhecia o endereço dos vídeos da Khan Academy.

Quanto a outras coisas… ficarei feliz se os meus alunos forem ver algumas destas aulas profundamente “inovadoras” irão dar (ainda) mais valor às deste velho e arcaico professor, se me permitem a presunção. Não é tão mau quanto as webinars da DGE, mas… Às vezes há coisas que, nem obrigado, um tipo se deve prestar a fazer. Não há xalente que justifique.

pop corn