Inclusão Low Cost

Educação especial: 25% dos subsídios cortados pela Segurança Social

78 mil alunos com medidas especiais de inclusão

(a maior parte das medidas não custam absolutamente dinheiro nenhum, pois os alunos são “atirados” para as aulas regulares em nome de um conceito economicista de inclusão… porque depois das pessoas “certas” chegarem à Corte, a plebe já pode ser deixada entregue a si mesma…)

Ui!

E ver malta de tecnologias ainda a usar plataformas do menos seguras que se pode imaginar até faz doer. Quanto aos dados de alunos, professores e funcionários do não-superior, nem é bom falar na enorme vulnerabilidade daquilo tudo, a começar pelo sacrossanto E360. Na área da Educação, a cibersegurança é uma anedota. E ainda há quem ache que os alunos é que não sabem de nada.

Piratas fecharam informação dos servidores e pedem resgate pelo acesso. Universidade garante ter cópias de segurança de todos os dados. Alvo foram os servidores Windows, o que poupou as plataformas onde funcionam os serviços académicos, de recursos humanos e financeiros. Correio electrónico e wi-fi devem ser retomados até amanhã.

Sábado

Não sei se repararam, mas ontem o director do Gabinete Nacional de Segurança fez afirmações sensatas e óbvias acerca da insegurança geral das comunicações digitais, nomeadamente entre as principais figuras do Estado, teoricamente as que dispõem de melhores condições de defesa contra intromissões. E levanta reservas sobre a fiabilidade de eleições em suporte electrónico. Embora a sua função seja, em boa parte a de nos avisar dos perigos que corremos, não deixa de ser relevante que seja ele a dizê-lo quando tanto info-excitado das digitalizações quer que tudo e mais alguma coisa seja comunicado e fique arquivado em suportes virtuais. Como aquelas bases de dados nas quais imensa informação relativa a alunos, famílias, pessoal docente e não docente fica com níveis muito baixos de protecção a ataques e roubo de dados. Só que parece um assunto que desperta pouco interesse ou, visto de outra forma, é preferível não abordar, tamanha a sua delicadeza e gravidade.

6ª Feira – Dia 61

Sim, em regra teórica, é melhor uma cura do que qualquer doença. E apesar do processo ter sido muito rápido, estas vacinas seguiram protocolos de verificação científica. Só que, em cada momento, há limites para aquilo que se consegue controlar em medicamentos acabados de entrar no mercado, muito em especial quando existe esta pressão pública. Só que, quando se percepciona medo nas lideranças políticas, que têm muito mais informação do que os cidadãos comuns, como haveremos de nos sentir?

Outra Petição Que Só Ganhava Em Ser Feita Directamente No Site Do Parlamento

DESDOBRAMENTO DE TURMAS JÁ! LUTA PELA VIDA / SAÚDE DE TODOS OS ALUNOS.

Quem será responsável se existirem mortes por covid 19, contraído como resultado do regresso às aulas, sob orientações tão insuficientes como as até aqui avançadas pelo ministério da Educação?

Exigimos, como contribuintes, que quem nos representa, reavalie as medidas propostas e que seja levada a sério a emergência de saúde pública que vivemos!

Como pode um governo que exige à sua população distanciamento social, uso de máscara e higienização constante, ignorar essas regras em ambiente escolar? A saúde das nossas crianças e jovens, bem como de professores e auxiliares não está imune a este vírus, as famílias de todos estes intervenientes também não. Batas, viseiras e bonés, como indumentária proposta (para 1ª ciclo) pelo nosso agrupamento de escolas, trazidas para casa uma vez por semana para higienização, estão longe, muito longe de ser qualquer tipo de proteção útil. Em idades mais avançadas, máscara e gel desinfetante não vai impedir o vírus de atacar. Já não o fez no curto espaço de tempo em que os alunos de 11º e 12º voltaram às aulas presenciais, obrigando de novo a confinamentos, quarentenas e encerramento de escolas. Imaginemos agora este cenário multiplicado por todos os anos escolares e por todas as escolas do país. É um desastre à espera de acontecer!

É necessário a divisão de turmas, redução de horários, uso de máscaras e um maior número de assistentes operacionais para garantir as condições necessárias no dia a dia, bem como a higienização frequente. Não podemos exigir menos do que isto para as nossas crianças e jovens. Estando estes menos expostos (embora não totalmente protegidos, bem sabemos) , por consequência protegem-se todas as comunidades em volta das escolas.

A proposta da redução do número de alunos por turma, rejeitada no parlamento no passado dia 20/06/2020, era uma das medidas mais ansiadas pelos pais, professores e todos aqueles que trabalham em ambiente escolar. Se há anos que se percebe que um ensino mais personalizado, de maior proximidade entre profissionais e alunos seria o ideal para melhorar a sua qualidade, num contexto de pandemia, esta necessidade tornou-se ainda mais urgente. Não podemos juntar 25 a 30 alunos em salas pequenas e sem condições de manter distanciamento entre alunos e iniciar um ano escolar como se nada fosse. Não é possível, nas condições que o governo se prepara para implementar, proteger e garantir a segurança de ninguém.

Exigimos apenas que a vida valha mais do que o esforço financeiro necessário para a sua defesa.

Grupo de pais de alunos do 1º ciclo.

exclama

Vocês Recebem A Newsletter Da ADSE?

Eu recebo, porque gosto muito de estar informado acerca de tudo aquilo que me vai sendo retirado em troca de maiores pagamentos.

A muito recente “edição especial” tem como tema “Pedido de reembolso, o que mudou?” e explica-me em 12 respostas que não pedi as razões pelas quais me deve devolver 90% dos pedidos de reembolso que fiz recentemente ou virei a fazer. Porque, mais que não seja, poderá faltar uma carimbadela digital (cá em casa já houve uma devolução porque um comprovativo de despesa não ia agrafado à receita respectiva) no quadradinho certo para provar que eu mesmo míope e preciso de óculos. Nem quero pensar o que exigirão se algum dia tiver de me submeter (sob muito protesto) a uma qualquer colonoscopia.

 1. A ADSE ainda aceita o recibo como comprovativo de despesa?

R.: Não, desde 1 de abril de 2020 que a ADSE só aceita a fatura, a fatura-recibo ou a fatura simplificada, como comprovativo de despesa.

2. A fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada, com data anterior ao dia 1 de abril, é aceite?

R.: Sim, desde que a fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada com data anterior a 1 de abril observe todos os novos requisitos previstos pela atual legislação.

3. Os originais dos comprovativos de despesa emitidos antes do dia 1 de abril, têm de ser enviados à ADSE?

R.: Não. Independentemente da data em que os cuidados de saúde tenham sido prestados, deixou de ser necessário, desde o dia 1 de abril, o envio dos comprovativos de despesa físicos (originais). Todavia, o pedido de reembolso tem de ser remetido através da ADSE Direta e respeitar as novas regras de submissão na plataforma. Saiba como utilizar a plataforma para este fim AQUI.

4. Posso deitar fora os documentos originais depois de os submeter na plataforma?

R.: Não. É obrigado a conservar os originais em seu poder durante cinco anos para apresentação à ADSE, I. P., caso lhe sejam solicitados.

5. Uma fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada pode incluir várias consultas?

R.: Não. A cada consulta deve corresponder uma só fatura.

6. Posso apresentar dois comprovativos de despesa para um mesmo cuidado de saúde?

R.: Não, o fracionamento de uma despesa por mais do que uma fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada, não é aceite.

7. Posso aceitar do Prestador de cuidados de saúde uma fatura com uma descrição genérica dos cuidados prestados, acompanhada de um anexo/declaração descrevendo os cuidados de saúde realizados?

R.: Sim, desde que o anexo/declaração que acompanha a fatura inclua o detalhe sobre os cuidados de saúde prestados e os respetivos valores e, tenha a menção à fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada a que se refere (“anexo ou detalhe fatura nº —-”). Se um destes três requisitos estiver omisso no anexo/declaração o comprovativo de despesa não é aceite.

8. O meu comprovativo de despesa não descreve os cuidados de saúde prestados de forma clara. Devo, mesmo assim, aceitar?

R.: Não. A fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada que não detalhe/explique os cuidados de saúde prestados (com exceção da situação referida no ponto anterior) não é aceite para fins de reembolso. Verifique sempre que o que vem descrito na fatura corresponde exatamente aos cuidados de saúde que lhe foram prestados.

9. Devo aceitar documentos manuscritos?

R.: Não. Os documentos comprovativos de despesa têm de ser emitidos eletronicamente, exceto nas situações de transporte em viatura de aluguer ou transporte coletivo.

10. Não tenho meios que me permitam utilizar a ADSE Direta. Posso continuar a enviar os comprovativos de despesa pelo correio ou entregar os documentos diretamente na ADSE?

R.: Sim. Se não tiver condições que lhe permitam utilizar a ADSE Direta, então pode continuar a entregar, ou enviar pelo correio, os originais dos comprovativos de despesa com cuidados de saúde.

11. Recebi um aviso de suspensão de pedido de reembolso por falta de um documento. Posso enviar este documento através da ADSE Direta?

R.: Sim. Utilize a nova funcionalidade “Enviar Documentos Digitalizados”, selecione o processo em questão e submeta o(s) documento(s) em falta. Lembre-se que já não terá de o(s) remeter à ADSE I.P. mesmo que se reporte a um ato anterior a 1 de abril.

12. Porque devo utilizar a plataforma para o envio das faturas?

R.: Porque o reembolso dos valores que lhe são devidos será mais rápido, uma vez que o processo de entrada do documento na ADSE é eletrónico.

Kiss

A Inclusão Burocrática

Claro que haverá quem – já adivinharam, certo? – consiga justificar tudo e mais alguma coisa, mas realmente é de um outro nível tudo aquilo que é exigido para que o Estado paga o que é  devido (por lei) aos alunos/famílias que beneficiam de Subsídio de Educação Especial. Em tempos de pandemia e ensino remoto, em vez de simplificarem, complicam, assumindo que os cidadãos são desonestos até provarem o contrário. Ou seja, com o cidadão comum fazem exactamente o contrário que fazem com os criminosos mais do que óbvios, incluindo aqueles que se armam em inocentes até a coisa prescrever.

Leiam-se uns nacos da “Orientação Técnica”/Circular nº 1 da Direcção Geral da Segurança Social (COT_1_2020) que dá uma no cravo (estes alunos necessitam de continuar a ter apoio) e várias na ferradura (tudo o que exige para pagar o subsídio):

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SEE1

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Actualizações

FCT reforça importância das atualizações do Zoom e da adoção de medidas de segurança na plataforma

A Fundação para a Ciência e Tecnologia explica que de entre as mais de 203.000 sessões desde de março na plataforma Colibri, foram reportadas duas situações de entrada abusiva em reuniões. No entanto, poderiam sido evitadas com medidas de segurança, garante.
Finger

Recomendações De Segurança Para O Estudo Em Casa Com Um Mês De Atraso

Desde meados de Março que se começou a falar disto. O Centro Nacional de Cibersegurança devia estar em quarentena.

Só agora deu pela coisa?

Fica aqui o documento chegado às escolas muito, muito tardiamente: CNCS RecZoom.

Entretanto, há quem já ande a relativizar. E quem ande a aproveitar para dizer que nas paltaformas deles é tudo diferente.

Avestruz