6ª Feira – Dia 61

Sim, em regra teórica, é melhor uma cura do que qualquer doença. E apesar do processo ter sido muito rápido, estas vacinas seguiram protocolos de verificação científica. Só que, em cada momento, há limites para aquilo que se consegue controlar em medicamentos acabados de entrar no mercado, muito em especial quando existe esta pressão pública. Só que, quando se percepciona medo nas lideranças políticas, que têm muito mais informação do que os cidadãos comuns, como haveremos de nos sentir?

Outra Petição Que Só Ganhava Em Ser Feita Directamente No Site Do Parlamento

DESDOBRAMENTO DE TURMAS JÁ! LUTA PELA VIDA / SAÚDE DE TODOS OS ALUNOS.

Quem será responsável se existirem mortes por covid 19, contraído como resultado do regresso às aulas, sob orientações tão insuficientes como as até aqui avançadas pelo ministério da Educação?

Exigimos, como contribuintes, que quem nos representa, reavalie as medidas propostas e que seja levada a sério a emergência de saúde pública que vivemos!

Como pode um governo que exige à sua população distanciamento social, uso de máscara e higienização constante, ignorar essas regras em ambiente escolar? A saúde das nossas crianças e jovens, bem como de professores e auxiliares não está imune a este vírus, as famílias de todos estes intervenientes também não. Batas, viseiras e bonés, como indumentária proposta (para 1ª ciclo) pelo nosso agrupamento de escolas, trazidas para casa uma vez por semana para higienização, estão longe, muito longe de ser qualquer tipo de proteção útil. Em idades mais avançadas, máscara e gel desinfetante não vai impedir o vírus de atacar. Já não o fez no curto espaço de tempo em que os alunos de 11º e 12º voltaram às aulas presenciais, obrigando de novo a confinamentos, quarentenas e encerramento de escolas. Imaginemos agora este cenário multiplicado por todos os anos escolares e por todas as escolas do país. É um desastre à espera de acontecer!

É necessário a divisão de turmas, redução de horários, uso de máscaras e um maior número de assistentes operacionais para garantir as condições necessárias no dia a dia, bem como a higienização frequente. Não podemos exigir menos do que isto para as nossas crianças e jovens. Estando estes menos expostos (embora não totalmente protegidos, bem sabemos) , por consequência protegem-se todas as comunidades em volta das escolas.

A proposta da redução do número de alunos por turma, rejeitada no parlamento no passado dia 20/06/2020, era uma das medidas mais ansiadas pelos pais, professores e todos aqueles que trabalham em ambiente escolar. Se há anos que se percebe que um ensino mais personalizado, de maior proximidade entre profissionais e alunos seria o ideal para melhorar a sua qualidade, num contexto de pandemia, esta necessidade tornou-se ainda mais urgente. Não podemos juntar 25 a 30 alunos em salas pequenas e sem condições de manter distanciamento entre alunos e iniciar um ano escolar como se nada fosse. Não é possível, nas condições que o governo se prepara para implementar, proteger e garantir a segurança de ninguém.

Exigimos apenas que a vida valha mais do que o esforço financeiro necessário para a sua defesa.

Grupo de pais de alunos do 1º ciclo.

exclama

Vocês Recebem A Newsletter Da ADSE?

Eu recebo, porque gosto muito de estar informado acerca de tudo aquilo que me vai sendo retirado em troca de maiores pagamentos.

A muito recente “edição especial” tem como tema “Pedido de reembolso, o que mudou?” e explica-me em 12 respostas que não pedi as razões pelas quais me deve devolver 90% dos pedidos de reembolso que fiz recentemente ou virei a fazer. Porque, mais que não seja, poderá faltar uma carimbadela digital (cá em casa já houve uma devolução porque um comprovativo de despesa não ia agrafado à receita respectiva) no quadradinho certo para provar que eu mesmo míope e preciso de óculos. Nem quero pensar o que exigirão se algum dia tiver de me submeter (sob muito protesto) a uma qualquer colonoscopia.

 1. A ADSE ainda aceita o recibo como comprovativo de despesa?

R.: Não, desde 1 de abril de 2020 que a ADSE só aceita a fatura, a fatura-recibo ou a fatura simplificada, como comprovativo de despesa.

2. A fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada, com data anterior ao dia 1 de abril, é aceite?

R.: Sim, desde que a fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada com data anterior a 1 de abril observe todos os novos requisitos previstos pela atual legislação.

3. Os originais dos comprovativos de despesa emitidos antes do dia 1 de abril, têm de ser enviados à ADSE?

R.: Não. Independentemente da data em que os cuidados de saúde tenham sido prestados, deixou de ser necessário, desde o dia 1 de abril, o envio dos comprovativos de despesa físicos (originais). Todavia, o pedido de reembolso tem de ser remetido através da ADSE Direta e respeitar as novas regras de submissão na plataforma. Saiba como utilizar a plataforma para este fim AQUI.

4. Posso deitar fora os documentos originais depois de os submeter na plataforma?

R.: Não. É obrigado a conservar os originais em seu poder durante cinco anos para apresentação à ADSE, I. P., caso lhe sejam solicitados.

5. Uma fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada pode incluir várias consultas?

R.: Não. A cada consulta deve corresponder uma só fatura.

6. Posso apresentar dois comprovativos de despesa para um mesmo cuidado de saúde?

R.: Não, o fracionamento de uma despesa por mais do que uma fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada, não é aceite.

7. Posso aceitar do Prestador de cuidados de saúde uma fatura com uma descrição genérica dos cuidados prestados, acompanhada de um anexo/declaração descrevendo os cuidados de saúde realizados?

R.: Sim, desde que o anexo/declaração que acompanha a fatura inclua o detalhe sobre os cuidados de saúde prestados e os respetivos valores e, tenha a menção à fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada a que se refere (“anexo ou detalhe fatura nº —-”). Se um destes três requisitos estiver omisso no anexo/declaração o comprovativo de despesa não é aceite.

8. O meu comprovativo de despesa não descreve os cuidados de saúde prestados de forma clara. Devo, mesmo assim, aceitar?

R.: Não. A fatura, fatura-recibo ou fatura simplificada que não detalhe/explique os cuidados de saúde prestados (com exceção da situação referida no ponto anterior) não é aceite para fins de reembolso. Verifique sempre que o que vem descrito na fatura corresponde exatamente aos cuidados de saúde que lhe foram prestados.

9. Devo aceitar documentos manuscritos?

R.: Não. Os documentos comprovativos de despesa têm de ser emitidos eletronicamente, exceto nas situações de transporte em viatura de aluguer ou transporte coletivo.

10. Não tenho meios que me permitam utilizar a ADSE Direta. Posso continuar a enviar os comprovativos de despesa pelo correio ou entregar os documentos diretamente na ADSE?

R.: Sim. Se não tiver condições que lhe permitam utilizar a ADSE Direta, então pode continuar a entregar, ou enviar pelo correio, os originais dos comprovativos de despesa com cuidados de saúde.

11. Recebi um aviso de suspensão de pedido de reembolso por falta de um documento. Posso enviar este documento através da ADSE Direta?

R.: Sim. Utilize a nova funcionalidade “Enviar Documentos Digitalizados”, selecione o processo em questão e submeta o(s) documento(s) em falta. Lembre-se que já não terá de o(s) remeter à ADSE I.P. mesmo que se reporte a um ato anterior a 1 de abril.

12. Porque devo utilizar a plataforma para o envio das faturas?

R.: Porque o reembolso dos valores que lhe são devidos será mais rápido, uma vez que o processo de entrada do documento na ADSE é eletrónico.

Kiss

A Inclusão Burocrática

Claro que haverá quem – já adivinharam, certo? – consiga justificar tudo e mais alguma coisa, mas realmente é de um outro nível tudo aquilo que é exigido para que o Estado paga o que é  devido (por lei) aos alunos/famílias que beneficiam de Subsídio de Educação Especial. Em tempos de pandemia e ensino remoto, em vez de simplificarem, complicam, assumindo que os cidadãos são desonestos até provarem o contrário. Ou seja, com o cidadão comum fazem exactamente o contrário que fazem com os criminosos mais do que óbvios, incluindo aqueles que se armam em inocentes até a coisa prescrever.

Leiam-se uns nacos da “Orientação Técnica”/Circular nº 1 da Direcção Geral da Segurança Social (COT_1_2020) que dá uma no cravo (estes alunos necessitam de continuar a ter apoio) e várias na ferradura (tudo o que exige para pagar o subsídio):

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Actualizações

FCT reforça importância das atualizações do Zoom e da adoção de medidas de segurança na plataforma

A Fundação para a Ciência e Tecnologia explica que de entre as mais de 203.000 sessões desde de março na plataforma Colibri, foram reportadas duas situações de entrada abusiva em reuniões. No entanto, poderiam sido evitadas com medidas de segurança, garante.
Finger

Recomendações De Segurança Para O Estudo Em Casa Com Um Mês De Atraso

Desde meados de Março que se começou a falar disto. O Centro Nacional de Cibersegurança devia estar em quarentena.

Só agora deu pela coisa?

Fica aqui o documento chegado às escolas muito, muito tardiamente: CNCS RecZoom.

Entretanto, há quem já ande a relativizar. E quem ande a aproveitar para dizer que nas paltaformas deles é tudo diferente.

Avestruz

 

E Já Andam Por Aí Com Dezenas De Milhar De Visualizações…

… gravações de aulas por vídeoconferência através do Zoom. Como é óbvio não irei linkar as horas disponibilizadas no Youtube por hackers de meia-tigela. Enquanto os gurus da nossa Educação Digital não reconhecerem o erro (e quando o fizerem é como se tivessem sido sempre eles a avisar) que é recomendarem plataformas altamente inseguras. A idiotice de alguns pseudo-iluminados deve ser travada pelo bom senso e a cegueira e as vaidades apressadas só ajudam a aumentar o problema, não a resolvê-lo.

Zoom

 

Isto Já Foi Notícia Por Cá?

(parece que sim…)

RagnarLocker ransomware hits EDP energy giant, asks for €10M

Attackers using the Ragnar Locker ransomware have encrypted the systems of Portuguese multinational energy giant Energias de Portugal (EDP) and are now asking for a 1580 BTC ransom ($10.9M or €9.9M).

EDP Group is one of the largest European operators in the energy sector (gas and electricity) and the world’s 4th largest producer of wind energy.

(…)

Attackers threaten to leak 10 TB of stolen documents

During the attack, the Ragnar Locker ransomware operators claim to have stolen over 10 TB of sensitive company files and they are now threatening the company to leak all the stolen data unless the ransom is paid.

“We had downloaded more than 10TB of private information from EDP group servers,” a new post on Ragnarok’s leak site says.

“Below just a couple of files and screenshots from your network only as a proof of possession! At this moment current post is a temporary, but it could become a permanent page and also we will publish this Leak in Huge and famous journals and blogs, also we will notify all your clients, partners and competitors. So it’s depend on you make it confidential or public !”

Metralhas

Pois…

Zoom: Atenção, apareceram 500.000 contas de alunos e profissionais à venda na Internet

(…)

Quando se pensou que a tempestade tinha passado, apareceu mais um ciberataque. Conforme relata a publicação Bleeping Computer, cerca de 500.000 contas Zoom estão a ser vendidas na Dark Web e noutros fóruns de hackers.

As contas estão a ser vendidas por menos de um cêntimo cada uma. As credenciais incluem o email ID da vítima, palavra-passe, o endereço da reunião, e a sua chave de acesso. Assim, qualquer hacker pode usar esta informação para bombardear o Zoom e atacar as vítimas com atividades maliciosas.

BigBrother

Um Dia É Por Cá

Basta um ruipinto mediano decidir gastar meia dúzia de horas no assunto. A semana passada foi no Canadá.

Vol de données au ministère de l’Éducation et de l’Enseignement supérieur

Le ministère de l’Éducation et de l’Enseignement supérieur a obtenu, le 19 février dernier, la confirmation que des données personnelles touchant des enseignants peuvent avoir été dérobées.

Tous les moyens sont mis en place pour que les personnes concernées soient accompagnées adéquatement. Ces dernières recevront une lettre les informant des mesures à prendre et des ressources disponibles. Elles pourront bénéficier des services d’une société de surveillance de dossiers de crédit qui leur offrira une protection dont le coût sera assumé par le gouvernement.

metralhus