E De Zigue Em Zague Lá Vamos, Cantando E Rindo

O rumo é à vista, conforme o oportunismo do momento. Um destes dias ainda se lembram que, afinal, os exames até são maus e as perguntas deviam todas trazer a resposta. Ou ser tudo de cruzinhas. Ou ser tudo sorteado como no euromilhões. É conforme.

As provas do 9.º. 11.º e 12.º anos vão manter perguntas opcionais, como no ano passado, mas o nível de dificuldade das alternativas será semelhante para evitar classificações acima do normal.

Sua Majestade, Excelência, Desculpe-me, Mas Está A Ver Mal, Porque Há Em Portugal Gente Que Garante Que Na Suécia É Que Se Fez Tudo Bem!

A Suécia, que apostou em medidas menos restritivas e numa abordagem de “responsabilização individual”, contabiliza actualmente quase 350 mil casos de infecção e mais de 7800 vítimas mortais devido à covid-19.

(é estranho um país onde alguém admite erros nas decisões políticas… )

O Farol Sueco

Estas decisões são complicadas, curiosamente, para muita gente deste nosso rectângulo, porque disseram muita coisa em piloto automático, pensando pouco.

Isto faz-me lembrar quando os arautos da liberdade de escolha” e municipalização da Educação usavam a Suécia como exemplo, quando por lá se tinham invertido as reformas.

Quanto a provas/exames, eu eliminava, sem quaisquer dramas, pelo menos as do 2º ano. Até porque servem para muito pouco ou nada. Excepto umas vaidades, claro.

Spring exams cancelled due to pandemic

Uma Espécie De Mea Culpa

Fez bem, porque ontem pareceu desabrido e muito pouco empático. Para além de os cargos de spin doctors do Governo já estarem todos ocupados. E não vale a pena reelegê-lo se é para ser mais um bff do Costa, como qualquer outro merdina.

Marcelo assume “a responsabilidade suprema” mas critica aspectos da gestão da pandemia

Há Quem Ande Sempre A Reboque, Mas Com Atraso

Alguns críticos do modo como se tem tratado a pandemia por cá, quando os casos voltaram a aumentar, apressaram-se a dizer que afinal a Suécia é que tinha feito bem. Ao que parece, os próprios suecos é que discordam.

Sweden to introduce local lockdowns as Coronavirus cases rise

Por acaso, isto fez-me lembrar aquela parte em que na Educação também andavam por aí a apresentar a Suécia como modelo, quando os próprios já tinham admitido os seus “inconseguimentos”. A Suécia inverteu o sentido da sua política de prevenção da pandemia e lá ficaram por cá uns quantos órfãos, daqueles que só leram notícias até ao verão.

Ó Shôtôra, Mas De Maneira Que Não Lhe Mandem Nenhuma Netinha Para Casa!

Porque eu ainda me lembro bem da forma como tem abordado este assunto ao longo dos meses e só gostava mesmo de saber se a “lei da rolha” que está a vigorar em muitos lados é por sugestão oficial ou se é atitude voluntária por parte de algumas direcções.

Um mês depois [do início das aulas], a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu esta quarta-feira que as normas adotadas para os estabelecimentos de ensino precisam de ser revistas, adiantando que aconteceu uma reunião entre a DGS e parceiros escolares para analisar a situação.

(Sábado, 14 de outubro)

Era Para Ser, Mas Pensando Bem… A Coisa Nunca Fez Propriamente Sentido, Por Muito Que Dissessem O Contrário

22 de Julho de 2020:

Covid-19: escolas ponderam recurso a cantinas take-away para evitar contágios

Opção consta da orientação do Ministério da Educação para as escolas. Directores ponderam adoptar esta sugestão que, para as empresas ouvidas pelo PÚBLICO, é exequível do ponto de vista logístico.

2 de Outubro de 2020:

Ministério da Educação põe travão às refeições takeaway nas escolas

DGEstE alerta que regime deve ser excecional pelos custos ambientais e financeiros, pois as embalagens são pagas à parte. Se as cantinas tiverem condições, devem servir os almoços.