Ó Shôtôra, Mas De Maneira Que Não Lhe Mandem Nenhuma Netinha Para Casa!

Porque eu ainda me lembro bem da forma como tem abordado este assunto ao longo dos meses e só gostava mesmo de saber se a “lei da rolha” que está a vigorar em muitos lados é por sugestão oficial ou se é atitude voluntária por parte de algumas direcções.

Um mês depois [do início das aulas], a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu esta quarta-feira que as normas adotadas para os estabelecimentos de ensino precisam de ser revistas, adiantando que aconteceu uma reunião entre a DGS e parceiros escolares para analisar a situação.

(Sábado, 14 de outubro)

Tão Amigos Que Eles Eram

O ministro da Educação poderá ser dos que continuam no governo. Um dos principais objetivos é fácil de perceber: concluir o seu trabalho sujo contra os professores.

Dupla TiagoMário

(pelos vistos, vais comer e calar… mesmo que esbracejes e protestes, passe o paradoxo… até porque vais ter de fazer esquecer que colaboraste dois anos e meio, mais uns meses no final, com esse trabalho…)

Desconfiai…

… de quem andou meses a dizer-nos que a maioria absoluta estava ao virar da esquina e numa semana a afastam por completo do horizonte. O caso de Tancos não teve assim tanto impacto, pelo que ou antes estavam a tentar criar um efeito de bola de neve no sentido de levar cada vez mais gente a saltar para o comboio vencedor e agora travaram ou então estão a tentar atemorizar algum eleitorado que não queira ver o PS a governar com o apoio de quem teve todo um mandato para perceber que, mesmo com 10% do eleitorado, se limitou às migalhas. Seja como for, mesmo num país em que isso é quase uma especialidade, é de desconfiar de tão rápida mudança de casaca.

Seja como for, uma não maioria absoluta, depois de tudo o que assistimos ao longo do tempo, será sempre um ganho.

sinal

5ª Feira, Agosto

O mês em que os professores fazem romaria para os seus três meses de férias. As minhas começam oficialmente amanhã. Oficiosamente, no início desta semana. Cinco semanas para desligar do quotidiano do resto. Ou não. Espero que sim. O que não significa que se esqueça por completo tudo, até porque há mais tempo para pensar nas coisas sem ser pela pressão do mais imediato. Até saíram as estatísticas mais recentes da dgeec, mas isso agora não interessa nada, os números tornaram-se simulacros como as palavras, servem como ferramentas para construir uma realidade virtual sempre que oportuno ao poder que produz a sua representação.

Mas, mesmo quase em serviços mínimos, gostava de recuperar um assunto sobre o qual li ou ouvi falar com alguma regularidade nos últimos meses e que passa pelo “sucesso” exibido pela tutela e lamentado por alguns quanto às formações em “flexibilidade e autonomia”, em especial aquelas que terão terminado em ovação para os prelectores, em especial quando governantes ou seus mais directos enviados. O que é apresentado como uma adesão geral e entusiasmada às mais recentes “reformas”, justificando medidas um pouco por todo o lado no sentido do emagrecimento ou salamização curricular. Há que, por outro lado, apresente isso como uma rendição da classe docente, incapaz de reagir criticamente ao que lhe é imposto como se fosse sedução. Confesso que não sei, não assisti, não frequentei, mas não tenho razões para duvidar que assim tenha sido. Não me apetece estar a desancar quem foi em fila, por obrigação obrigatória ou mais ou menos voluntária, a tais “eventos” e achou que era “educado” aplaudir quem lhes estava a passar a mão pelo pelo em palavras enquanto na prática promovia a sua domesticação e desqualificação profissional. Cada um comporta-se de acordo com a sua consciência, ponto final, depois de tudo o que se tem passado já estou por tudo. Até acredito que entre os que mais aplaudiram estarão dos mais “indignados” na sala dos professores e redes sociais, quiçá mesmo com as quotas em dia na ortodoxia.

Chamo a tudo isso (formações em replicação da legislação, aplausos, sorrisos e pastelinhos) “formação para a sobrevivência”. Só não sei se será suficiente. Mais ou cedo ou mais tarde perceberão que não há lugar nos céus para todos os “crentes”.

ascensão

Mais Um Tiro No Pé

A votação relativa aos salários dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica foi nesta quarta-feira adiada, a pedido do PSD, na comissão parlamentar de saúde. Os sociais-democratas argumentaram que é necessário esperar pela publicação do decreto de execução orçamental. “Esperamos que esta posição do PSD não seja o prelúdio de um recuo nesta matéria”, disse ao PÚBLICO o deputado do BE, Moisés Ferreira.

Este adiamento significa que deixa de haver uma data previamente marcada para se discutir e votar o tema. Esse calendário fica dependente da aprovação do decreto. O assunto mereceu muita discussão na reunião desta manhã. 

UTurn

Notícias De Um Dos Eclipsados

Graças à Anabela Magalhães, ficamos a saber que o secretário de Estado flexível andar a formar professores flexíveis. Sou mauzinho… confesso que a esses acho que não faz falta qualquer reposição de tempo docente, se o têm para desperdiçar.

O senhor secretário de estado da Educação, João Costa, encontra-se a ministrar formação a um grupo alargado de professores do Norte, na Escola Secundária de Amarante.
Agora, outro enigma se me coloca.
Será que ao menos os senhores professores presentes vestiram umas tshirts a dizer 942?!!! Empunharam uns cartazes com 942?
Exigiram ao menos respeito por toda uma classe que por estes senhores está a ser vilipendiada a torto e a direito sem olharem sequer para as sequelas que tudo isto deixará dentro de nós?
O senhor director da Escola Secundária de Amarante recebeu-o ao menos com um 942 escrito na testa?

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Agora Que Andam Com Pressa (Demagógica? Populista?) A Querer Regulamentar As “Familiaridades” E O Nepotismo…

… para quando uma regulamentação do que se pode considerar prostituição sem ser na tradicional (e para mim mais respeitável, porque mais clara nos termos e transacções) acepção do termo? Porque há por aí quem se venda aos mais variados níveis (sendo o corpo apenas uma das facetas do “fenómeno”) e nem sequer faça blip nos radares dos cristãos-novos da transparência.

intellectual-prostitute-nationality

 

E A Municipalização Avança…

… mesmo onde garantiam a pés juntos que nunca aconteceria. E com aquela boa e velha regra da opacidade de deixar de fora de qualquer discussão ou conhecimento as comunidades escolares. Aparecerá como facto consumado, “negociado” entre elites que, pela sua prática, de “democracia” apenas guardam o cravo na lapela em dias marcados.

cravo murcho

(resta saber que promessas andam a ser feitas a quem colabora no silêncio…)