A Ler – Sobre O Post De Ontem Sobre A Hipersensibilidade às Radiações

Peer-reviewed scientific studies on EMF related subjects

When it comes to EMF issues, one of the most frequently heard phrases is “There is no evidence to support EMFs having health effects” or simply “There is no conclusive evidence”.

This is completely wrong; there is an enormous body of evidence out there, but public and even academic awareness seems to be very poor. Therefore, we will be presenting a list of papers and odds ratios which either show serious effects or are considered important papers on the subject which we have collected over the years. This page will be updated regularly.

P This study has found effects from the exposure or radiation category

N This study has found no effects from the exposure or radiation category

 This study has offered important insights or findings but is neither a positive or null finding

Antena

 

Um Estudo (Mesmo) Muito Recente Sobre O 54/2018

Como não está excluída a publicação em revista científica, publico, com autorização do autor, apenas excertos do trabalho do Vítor Fernando Gil Ferreira da Silva que consiste num artigo apresentado no âmbito do Curso de Formação Especializada em Educação Especial, Domínio Cognitivo Motor na Escola Superior de Educação de Fafe.

Condições de implementação do Regime Jurídico da Educação Inclusiva em Portugal

Resumo

Este artigo tem como objetivo aferir como os educadores de infância e os professores do ensino básico e secundário avaliam as condições de implementação do Regime Jurídico da Educação Inclusiva. Recorrendo ao parecer de autores e instituições sobre o decreto-lei 54/2018 de 6 de julho, organizamos um inquérito que foi aplicado ao grupo “Espaço 54 – Grupo de Apoio à Educação Inclusiva” no Facebook. As respostas evidenciam que os inquiridos avaliam de forma negativa a aplicação do regime, já que apesar de reconhecerem alguma operacionalidade das medidas previstas e algum cuidado nos esclarecimentos sobre o normativo, mostram reservas quanto, ao calendário da sua aplicação, às novas estruturas de apoio, à escassez de recursos e à reconfiguração do modelo de assistência ao aluno.

(…)

Discussão

(…)

A análise dos resultados permitiu-nos concluir que na avaliação dos inquiridos as condições de implementação do RJEI são globalmente negativas, confirmando uma das hipóteses que aventamos no início do estudo.
Apesar de ser reconhecida alguma operacionalidade às medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão e algum esforço nos esclarecimentos sobre o normativo, os docentes mostraram sentir reservas quanto, ao calendário da sua aplicação, à funcionalidade das novas estruturas de apoio (CAA, CRI e CRTIC) e à escassez de recursos (organizacionais, humanos e existentes na comunidade). Também a atuação das EMAEI e a reconfiguração do modelo de assistência ao aluno, efetivado pelo abandono do conceito de aluno com NEE, é pouco considerado em termos ganhos ao nível do sucesso e da inclusão educativa.

livros

2ª Feira

Nada como começar com algumas leituras que nos levem além da agit-prop formativa ministerial .

Race to the Top Leaves Children and Future Citizens Behind: The Devastating Effects of Centralization, Standardization, and High Stakes Accountability

Last Year’s Choice Is This Year’s Voice: Valuing Democratic Practices in the Classroom through Student-Selected Literature

Political Simulations: An Opportunity for Meaningful Democratic Participation in Schools

Teaching for Toleration in Pluralist Liberal Democracies

Uma sugestão para os adeptos das correntes mais na moda na 5 de Outubro:

Examination of the New Tech Model as a Holistic Democracy

Também Não Acho

As listas de pessoal requisitado ou destacado ou lá o que for para associações profissionais de professores, tipo APP, APM, APEVT, APH ou mesmo a própria ANVPC. Porque também tenho interesse em saber quem me “representa”, mesmo que não associado, como professor de História ou Português (por exemplo) e negoceia alterações curriculares e flexibilidades como as que entraram em vigor. Porque não são apenas os sindicatos que podem ajudar (ou não) a ajudar-nos a vida.

As últimas que ficaram públicas foram as de 2016/17. Daí em diante… nada.

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Can You Dig It, MST – 2

Antes de mais um estudo recente que explica algo que pode parecer chocante para leituras ingénuas sobre a influência da Educação por si só no combate às desigualdades e no incentivo à mobilidade social. E, já agora, que o investimento na Educação é essencial nos primeiros anos, mas não no sentido de assegurar um “sucesso” fictício, incapaz de combater a herança familiar dos grupos privilegiados.

The impact of education on income inequality and intergenerational mobility

This paper analyses the effects of innate ability, compulsory education (grades 1–9), and non-compulsory education (grades 10–12 and higher education) on inequality and intergenerational mobility of income, by constructing a four-period overlapping-generation model. We find that innate ability and family investment in early education play important roles in explaining income inequality and intergenerational income mobility. Though children from the wealthiest families are only 1.36 times ‘smarter’ that those from the poorest, the gap in human capital expands to 2.35 at the end of compulsory education and to 2.89 at the end of non-compulsory education. One important reason for the increase is that poor families invest relatively less in children’s early education than do wealthy families; therefore, their children attend lower-quality schools, which results in them being much less likely to participate in higher education. By simulating policy experiments for different types of government education expenditure, we find that direct subsidies to poor parents are the most efficient and effective policy for mitigating poor families’ budget constraints with regard to early-education investment in their children.

E em seguida um estudo (de acesso livre) sobre este tipo de fenómenos, em especial sobre a margem de mobilidade entre gerações em sociedades muito desiguais, num amplo conjunto de países da América Latina

Educational Inequality and Intergenerational Mobility in Latin America: A New Database

Eu sei, dá trabalho ler, há muita gente que acha que não vale a pena, que basta ler os comunicados sindicais ou os briefings dos gabinetes governamentais, mas podemos sempre ir um pouco mais longe e isto é uma gota de água em tudo o que se pode consultar.

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Alguma (Muita?) Timidez

Na 2ª parte da reportagem da TVI sobre os manuais escolares. Há por ali demasiadas pistas não exploradas. Apesar do anúncio de que se iriam revelar conexões com o poder político, isso ficou por cumprir com clareza.

É possível uma ex-ministra dizer que “não sabe” porque não baixou o preço dos manuais no seu mandato? Dizendo em seguida que foi ameaçada pelos editores (mas não era ela que enfrentava todos os interesses e corporações da Educação?) e falando numa Autoridade da Concorrência a que não recorreu? E fica, assim para quem ouve com atenção entender, a referência ao facto das negociações terem sido conduzidas por um secretário de Estado que depois se tornou presidente do conselho de administração da UnyLeya?

É preciso vir eu aqui descodificar isso com clareza?

E o que dizer acerca de quem assinou uma convenção que dá uma parte leonina dos direitos aos interesses privados?

É possível um promotor escolar anónimo acusar os professores de não olharem ao preço dos manuais, quando depois se afirma que esse preço é praticamente igual entre todos?

É possível o presidente da Confap fingir que não há um eixo Porto-Gaia nisto tudo, com a sua organização a ser tão livre para dar opiniões quanto o Observatório dos Recursos Educativos?

Há coisas interessantes na peça, mas a inclinação para culpar as ofertas aos professores pelo preço dos manuais é uma vergonha, quando não se pergunta quanto é pago aos pseudo-consultores científicos dos manuais e ver quem são, por onde andam e andaram. É ridículo afirmar-se que não se sabe como é feita a composição do preço dos manuais. Uma coisa eu garanto: não são os autores e os professores que os encarecem.

Barrete

Hoje

É a vez da TVI se atirar à questão dos manuais escolares. Na promoção encontramos uma ex-ministra (2005-2009) a dizer que há um défice de regulação e inspecção no sector. Curiosamente, foi em 2008 que um destes grandes grupos se constituiu, agrupando (entre outras) duas das mais importantes editoras de manuais. E foi logo em seguida que outro grupo, já dominante na altura, se consolidou ao nível da própria distribuição, com a aquisição da Direct Group no início de 2010.

Agora resta saber se a reportagem também vai ser feita em traço grosso e vai incluir aquelas vozes anónimas de quem parece ter-se vendido e arrependido.

O Sexta às 11 da RTP3 já está online.

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