Penso Que Outro Fenómeno “Residual” Nas Escolas…

… em especial nas Secundárias, será o consumo de drogas à vista invisível de todos, seja dos alunos não consumidores, seja de quem vê os recantos e pontos de interesse para a aquisição e fruição nas redondezas. Se é apenas do lado de lá do portão e a responsabilidade é apenas das “forças da autoridade” e já nem é crime se for só relva moída? Talvez. E se for farinha aditivada ou smarties com esteróides?

 

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Eu Não Tenho Vergonha De Admitir Que Errei Ou Falhei Os Cálculos…

… porque me ensinaram que a mentira tem perna curta. O que é diferente de admitir erros que nos são imputados com falsidade. Em 2011 esperei que Nuno Crato fosse o ministro que colocasse em prática o que o comentador de Educação Nuno Crato escrevia e dizia no seu programa televisivo. Em 2015 esperei que o Bloco e o PCP servissem para algo mais do que muletas de um governo do PS com políticas globalmente centristas e “centénicas” ao ponto de serem motivo de elogio daqueles que antes se demonizavam, de agências de rating ao eurogrupo.

Errei, pronto. Preferia não ter errado e nem sequer argumento males menores porque são males na mesma.

Mas há quem erre, bem mais, e não consiga admiti-lo. Assim se constroem carreiras de “sucesso”. Na política ou nos arredores.

Ahhhh… o barrete não serve só a uma cabeça, ok? Nada de pretensões exclusivistas.

Flagellati

Mais Do Mesmo?

Na Juventude e Desporto fica o mesmo secretário, o que não espanta. Se a notícia do JN de ontem for fidedigna, no lugar da jurista Leitão ficará outra formada em Direito que tem no currículo um artigo de 2012 a apoiar a municipalização da Educação e um mais recente (2016) convite, enquanto presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas, a José Sócrates para apresentar uma conferência numa, e passo a citar, “área que tem a ver com o seu percurso académico, uma área onde está muito à vontade, política externa e globalização”. A ser verdade, parece-me uma 14ª escolha para o lugar e uma desilusão para vári@s candidat@s não assumid@s, mas que se tentaram posicionar perto da linha de meta. De qualquer modo, só depois da confirmação será de oficializar a decepção (incluindo a minha, que ainda tenho um claro favorito que não nomeio para não prejudicar).

Já o posto nuclear do todo-poderoso João Costa no mandato anterior parece estar envolto em mistérionão se percebendo, a partir de longe,  se é porque o mesmo não consegue uma colocação à medida dos seus anseios (nem sempre é possível… nem sempre o timing é o melhor), se é porque existe o receio que ninguém tenha o seu “ímpeto reformista” e flexibilizador podendo a “sua” reforma ficar em causa, caso @ sucessor@ não tenha a disponibilidade e a capacidade para andar pelo país a seduzir director@s para uma causa que tem mais fragilidades do que as que já se tornam evidentes. Pessoalmente, gostava de ver o David Rodrigues a chegar-se à frente, pois também é um bom comunicador, empático, e assim o pai do 54 sucederia ao do 55. E está tão bem visto que não corre o risco de perder seja o que for por o nomear. Teria de alterar a agenda de viagens, mas há outras vantagens evidentes.

Bola de cristal

6ª Feira

Há quem goste de apontar aos professores o facto de aparentemente estarem sempre a queixar-se das suas condições de trabalho e que deveriam pensar que todos os que trabalham têm razões de queixa. Nada contra, mas nesse caso os outros que se queixem dos seus males e façam algo de acordo com isso (mas, por favor, não formem sindicatos alternativos ao establishment nem proponham “formas de luta” sem autorização dos comités autorizados e certificados para o efeito). Os professores têm todo o direito de demonstrar a sua insatisfação com aquilo que lhes cai em cima todos os anos e que pouco ou nada tem a ver com o trabalho com os alunos, para além da cosmética. Quem adormecer dois anos e voltar a uma escola depois disso entra logo num mundo novo de siglas, procedimentos e “conceitos” que renomeiam a pólvora seca pedagógica. Sim, há temas e problemas recorrentes que já deveríamos ter, em conjunto, procurado resolver de forma mais eficaz, como é o caso da indisciplina. Mas o problema maior é que nos foram dividindo, enfraquecendo e desanimando, enquanto uma minoria foi vulnerável a seduções diversas, seja da tutela em relação aos órgãos de gestão, seja destes em relação a cliques seleccionadas. E não é raro que baste um par de infiltrados para lixar uma organização bem pensada (desconfiai sempre de quem se oferece para ser muito útil, quando nunca lhe ouvimos um pio ou visto um acto de “assertividade”, mas sim de alinhamento com os ventos). E cada vez é mais difícil travar lutas, “comprar guerras” de proximidade ou distância quando se sabe que as tropas andam estropiadas.

Mas é importante que deixemos de ficar tolhidos pelo embaraço ou vergonha e continuemos a denunciar a nova camada de disparates e excrescências com que os costismos-arianismos-rodriguismos cobriram o trabalho docente neste mandato, agravando o que já era intolerável. Recolher manuais e apagar-lhes os apontamentos, tratar de toda a papelada administrativa que em tempos eram as secretarias a tratar só porque com a febre dos megas cada vez há menos pessoal para o fazer ou acompanhar a criançada ou juventude a cada iniciativa que algum colega muito empreendedor e convencido de ser excelente organiza desde que sejam os outros a fazer o trabalho terreno, vai muito para além do conteúdo funcional da profissão. Não é uma questão de “sobretrabalho”, é um fenómeno de desprezo pela especificidade da docência que assim se torna uma espécie de “acompanhamento de crianças e jovens na escola em tudo o que a a alguém se lembre de mandar fazer”.

Sim, devemos continuar a arranjar forças para protestar e reagir, como @ colega que escreveu o texto do post anterior e responder na cara, em directo e a cores a gente que gosta de mandar para depois colocar no relatório que coordenou ou que adora acumular medalhas com base em façanhas que todos desconhecemos. O triste é que num contexto de desqualificação da docência, quem mais sofre são os que têm maior orgulho no seu trabalho, sobrevivendo muito melhor os medíocres, pois as coisas ficaram ao nível em que se sentem mais confortáveis. E ainda melhor quem aceita colaborar, entre a crença em qualquer coisa com que nem sabe se concorda, mas convém.

Felizmente, a mediocridade que há em mim ainda me permite não desanimar por completo e enfrentar, olhos nos olhos, quem considera que cada novo nível de irracionalidade burocrática e impresso para registo da irrelevância é um sinal de muitobonzice. Ou quem critica por fora, para ver quem adere às críticas, mas vai logo buscar a corda para ajudar ao enforcamento alheio. Ou quem está sempre a dizer que é mesmo assim ou talvez possa ser de outra forma a menos que seja da maneira que mandaram fazer de início, caso liguem o lume no mínimo.

E quem quiser enfiar o barrete que enfie. Já não me rala muito se pensam que estou a falar disto mesmo agora ou no senhor geral. Ninguém vos manda vir aqui controlar.

Barrete

 

À Espera D@s Secretári@s…

… para saber quem irá mandar verdadeiramente nas políticas do ME, ou melhor, na forma de implementar aquilo que o Centeno permitir e a ex-Leitão achar por bem negociar com aquela sua característica subtileza e respeito pelas leis. Tenho aqui dois nomes (estou a excluir a área da Juventude e Desporto porque é todo um feudo à parte) para cada área (a do Currículo e das Coisas Pedagógicas e Inclusivas e a da Administração Escolar) debaixo da língua, mas não me foram “soprados”. Só que acho que seria muita gente a ter de receber subsídio de deslocação. Mas eu depois garanto que digo se acertei.

Flecha-alvo