Se Há Coisas Para Que O 1º Ano Do Curso De História Me Serviu (E Não Sei Se Foi Para Muito Mais) …

… por muito chata que na altura a cadeira parecesse (Teoria das Fontes e Problemática do Saber Histórico, salvo erro de vetusta memória), foi a ter respeitinho pelas “fontes” e, mais do que aprender técnicas de pesquisa, referi-las (às fontes) com clareza, não fazendo passar por nosso o que é alheio (ao menos que se deixe a coisa em aberto…), em especial quando se usa isso para um qualquer destaque individual. Acontece em teses, claro, mas não só, porque o espírito é fraco e o google uma tentação.

clio

É Sempre Melhor Um Tipo Ficar Calado…

… quando a conversa que se é obrigado a ouvir pelas leis da propagação do som é demasiado má, com gente demasiado presumida na sua ignorância a pretender-se exemplar acima da média, quando, com sorte, resvala pouco da fraca mediania. E é melhor ficar calado porque há quem, quando a fraca mediania escasseia em argumentação, só sabe berrar a ver se a razão chega em decibéis, pois das leis que se invocam é difícil a distinção entre alíneas e artigos e acredita-se que, sem margem para discussão, uma portaria vale como um decreto.

Barrete

(e os barretes servem, em regra, às monas lisas que se metem à medida)

4ª Feira

Tempos confusos, com bombardeamento de recomendações, indicações e sugestões tendem a confundir e tornar inseguras as pessoas que, por isso mesmo, tornam ainda mais confusos procedimentos já de si idiotizantes e produzidos para provocar a dúvida e espalhar a complicação e a redundância. A clareza e a simplicidade surgem, neste contexto, como uma solução paradoxal e por vezes indesejada, em especial por quem se opõe às certezas de quem afirma ter a leitura única legítimas dos preceituários e normativos. O pior é que tudo isto se passa à custa do nosso tempo. E, para que conste, nem comecei as reuniões, pelo que estou a tentar ver mais além.

Labirinto

(porque há sempre quem se ponha em bicos de pés, pensando que eu eu estou a pensar em quem não vale a pena perder tempo a pensar… a menos que seja para aliterar ou anaforar, o que depende do caso)

Domingo À Noite

Prestes a iniciarmos a recta final de um período no qual ainda há quem ache que é possível um mínimo de dignidade e integridade em todo este processo por entre toda uma floresta de fingimentos e faz-de-contas. Muita papelada se adivinha, mesmo na maioria das escolas semestralizadas em que será tempo de reuniões intercalares obrigatórias (certo?), não para ser “fácil chumbá-los”, mas sim para ser fácil o pessoal não estar para se chatear e ter um espírito natalício flexível. Difícil é ter de justificar cada bafo que se dê fora do guião.

Confesso que flexibilizei e “reconfigurei” o meu calendário da avaliação (se é que ainda se pode usar o termo sem levarmos com uma ariana ou um discípulo inclusivo em cima), pelo que não há actividade transdisciplinar ou extra-curricular que me tire o sono. Quanto a sonhos, tenho aquele em que todo este processo, até por não acarretar decisões de transição ou transição à mesma [sic], poderia ser completamente virtual, se é que é mesmo para sermos século XXI.

Portantossss… nos próximos dias, com sorte, aplicarei uma ou outra “questão de aula”, muito prática, muito “saber fazer” para não tirar todo o açúcar do pastel de nata. Ou qualquer coisa assim. Como se nota, já estou quase numa de paradigma alternativo, tipo quarta via em direcção ao nirvana pedagógico. Ou então é da medicação que não tomei para a sinóóóósite.

pluto-scratching