As Linhas Vermelhas

Não podem desaparecer.

Se um@ alun@ não fez nada de especial até 13 de Março e conseguiu ter 6, 7, 8 níveis abaixo de três e no regime E@D nada fez, o normal é manter as classificações anteriores. Não é uma questão de descer seja o que for, apenas é impossível subir qualquer coisa, em especial quando a explicação d@ EE é “o telemóvel estragou-se”, após ter respondido no inquérito E@D que tinha meios tecnológicos e acesso a banda larga. E nunca mais dar sinal, apenas voltando a mostrar preocupação oportuna na altura da matrícula.

Há limites para a admissibilidade de “justificações”.

Eminem

 

 

O Meu “Sentido Profundo De Dever Cívico”…

… impele-me a defender medidas que poupem a saúde e vidas aos portugueses, seja eles quais forem, independentemente de algum desconforto pessoal que isso me possa causar ou de alguma fricção com as minhas convicções de outro tipo mais f(r)accionário.

É quase que um imperativo ético.

calamidade

 

Pode Fazer Sol, Mas Também Pode Estar Nublado

Chover ou estar nevoeiro. Ou granizo.

Ninguém sabe. Ponto final. E aquilo de um computador por aluno foi, como diria um cortesão costista, apenas uma boutade para ninguém levar muito a sério.

Ministério da Educação quer aulas presenciais em setembro mas admite outros cenários

Vamos ser claros: não fazem a mínima ideia e apenas esperam que as coisas evoluam favoravelmente, mas nada indica que assim seja. E para quem acha que isto tem sido um “inferno” com as escolas fechadas e a petizada em casa, se calhar será melhor pensarem no nível de risco que estão dispostos a aceitar para que as coisas finjam alguma normalidade.

DGS mantém escolas abertas mesmo com casos de covid-19

Regras da DGS preveem que alunos identificados como contactos de risco fiquem em casa. Mas o isolamento profilático não se aplica aos pais e irmãos dessas crianças.

Escola secundária em Faro põe fim às aulas presencias após novos casos de covid-19

Caso de infeção na Escola Domingos Saraiva em Mem Martins

Covid-19: quatro alunos infetados em escola de Massamá

Catavento

O Ano Mais Longo

Este ano lectivo não estará resolvido antes de Outubro, quiçá Dezembro, em especial no que diz respeito ao Secundário e 12º ano. A avaliação anda em terrenos movediços, porque, no essencial, em muitos agrupamentos e escolas, não se fizerem em devido tempo adaptações claras aos critérios estabelecidos no início do ano. E há gente (não apenas encarregados de educação, é bom que se note) que por se sentir menos “confortável” com o que se passa ou apenas porque a pandemia não melhorou nada em maçãs bichadas há muito tempo, irá fazer isto esticar até aos limites da irracionalidade. E como o mundo não pode ficar ainda mais vulnerável ao chico-espertismo, haverá natural reacção contra quem vai querer virar isto em proveito próprio, por via da ameaça e intimidação. E depois há demasiada gente com acesso directo a quem pode. E isso também gera muitas desigualdades e seria bom que quem muito proclama virtudes éticas e republicanas ou desligasse o zingarelho ou aprendesse a ignorar. Mas não tenho muitas esperanças. Porque não há pingarelho com um cheiro de poder que não sinta ter a chave da caverna dos tesouros.

telefone

Inspecções Deflacionárias?

De acordo com noticiário recente, exactamente 100 escolas (não 102, nem 97) estarão em processo de inspecção para que não inflaccionem as notas de final do ano do Secundário. Não sei bem que diga acerca deste tipo de tentativa de prevenir a gravidez antes do acto em si com base na intimidação (as reuniões ainda estão a semanas de distância). Eu acho que funciona apenas q.b. quando “cada profissional [inspector] passa dois dias em cada estabelecimento de ensino para entrevistar a direcção pedagógica e os professores, analisar documentos e as respostas dos alunos a um questionário online”. O terceiro dia é para fazer o relatório, onde se apontarão os eventuais indícios (ou não) de avaliação excessiva. Mas se ainda não houve reuniões e já estão no terreno, algo aqui me escapa, porque imagino tanta forma de isto ser contornado e nem sequer dou Secundário há 30 anos. E quando fui vigiar exames de 12º ano num então conhecido externato lisboeta, não passei da primeira vigilância, porque já então tinha um feitio “problemático”.

Se acham que isto funciona, por mim tudo bem. Mas acho fraquinho como “regulação”. Porque a falta de decoro e ética profissional dificilmente se controlam assim. Ainda para mais porque isto parece ser uma necessidade nascida de uma medida tomada pelo próprio governo, que agora desconfia da forma como pode ser colocada em prática.

Já agora… só uma ideia adicional, se é que querem mesmo “moralizar” certos abusos. No dia dos exames a certos “cadeirões”, façam umas visitas surpresa (mas daquelas a sério, não das que são anunciadas de véspera ou que são conhecidas por telepatia) a certos estabelecimentos onde há muito se houve falar de atrasos estranhos no arranque da realização das provas ou coloquem sensores 🙂 junto aos quadros (analógicos ou digitais) das salas (é verdade que se for em pavilhões será mais complicado) para que dispare um alarme se lá for escrito ou apresentada qualquer coisa depois das instruções iniciais com o código da prova, o horário da realização e aqueles outros elementos costumeiros. Entre outras estratégias que me ocorrem.

Eu não acredito em bruxas, nem sequer em bruxarias, mas lá que tenho ouvidos, não posso negar.

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Pensamentos Da Pandemia – 20

E se o regresso às aulas do Secundário tiver tanto de ser um “sucesso” que se ignorem sinais claros que de que algo pode estar menos bem nesta ou aquela escola, neste ou aquele agrupamento? Na Grande Lisboa começam a acumular-se “pequenas” situações que podem, eu sei, resultar de reacções de medo extremadas, mas também podem ser mais do que isso. Mas parece que não interessa por aí além que apareçam casos associados a escolas e que isso implique quarentenas exactamente nesta altura, certo?

Stop

A Circulatura Da Interpretação Única E Legítima

  1. Há umas conversas em circuito fechado acerca da melhor maneira de lidar com uma situação que não é de solução clara e evidente.
  2. O gabinete de um governante manda cá para fora, de modo discreto ou nem tanto, uma espécie de fuga de informação sobre a solução provisória pensada após esse “diálogo”, mas de maneira que possa ser sempre negada a sua autoria ou legitimidade.
  3. Conforme as reacções, acerta-se ligeiramente a proposta oficial que agora se torna recomendação/instrução e se envia, em primeira mão, aos canais de comunicação “certos”, tradicionais ou inovadores.
  4. O documento em causa aparece publicamente por fim com chancela mesmo oficial (mas nem sempre com assinatura clara) e só então chega aos directamente interessados.
  5. Percebe-se que o documento está mal redigido, porque é pouco claro numas passagens, omisso em outras ou apenas disparatado em aqueloutras. Surgem as críticas que se acusam de apenas colocarem “problemas” e não terem lido correctamente o que foi determinado por mentes reconhecidamente preocupadas com o bem comum da Nação.
  6. O tal governante vai à televisão apresentar a interpretação legítima do raio do documento, sempre que possível sem qualquer contraditório e com um@ pivô adequadamente compreensiv@ com o interesse nacional numa situação de crise como esta.

Circo2

(o processo reinicia-se as vezes que forem necessárias e conforme as mijinhas tidas como indispensáveis para ser possível limpar as mãos à parede dos inconseguimentos e incompetências)

Grupos De Risco

Docentes com autorização para não regressar a quaisquer aulas presenciais, sem necessidade de atestado.

  • Colegas director@s com 2 ou mais mandatos cumpridos sem levantar ondas à tutela.
  • Colegas com 2 ou mais mobilidades estatutárias em associações profissionais que subscreveram o projecto de autonomia e flexibilidade.
  • Colegas dirigentes sindicais com 2 ou mais mobilidades estatutárias para sindicatos que gostem de sentar-se à mesa das negociações.
  • Colegas que tenham convidado 2 ou mais vezes o ministro Tiago ou o secretário João para um evento na sua escola/agrupamento.
  • Colegas que tenham estado presentes em 2 ou mais eventos com a presença do secretário João como orador e que o tenham aplaudido com entusiasmo e fervor.
  • Colegas que tenham colocado 2 ou mais cumprimentos altamente elogiosos para o secretário João, a doutora Ariana, o professor David ou equivalente numa qualquer rede social.
  • Colegas que tenham frequentado 2 ou mais formações relacionadas com os decretos 54 e 55/2018 com aproveitamento (se for com a doutora Ariana ou com o professor David basta uma).
  • Colegas que tenham tirado 2 ou mais selfies com uma das personalidades supra-citadas, publicando-as depois numa qualquer rede social, fazendo um auto-like.
  • Colegas que sejam amigos de 2 ou mais deputados do PS na Comissão de Educação do Parlamento (o deputado Silva, Porfírio conta por dois).
  • Colegas que tenham participado em 2 ou mais grupos de trabalho, estruturas de missão ou equivalente, com a missão de reflectir sobre este ou aquele assunto considerado de interesse para a “Educação do Século XXI”.
  • Colegas que tenham respondido de forma afirmativa a 2 ou mais “desafios” para coordenarem projectos no âmbito do PNPSE, PAFC, ENEC, E@D ou equivalente.
  • Colegas que tenham colaborado com 2 ou mais contributos para o site de “Apoio às Escolas” da DGE.
  • Colegas que tenham leccionado 2 ou mais aulas da “telescola”.
  • Colegas que produziram 2 ou mais grelhas destinadas à mono/monitorização das actividades desenvolvidas pelos professores e/ou alunos nos últimos dois meses.

(lista em progresso)

doente2