Será Só A Mim?

Que cheira a que qualquer andará no ar, atendendo a que se nota por aí uma súbita pressa em “agilizar” certas ferramentas para o E@D e nem falo do novo #EstudoemCasa com programas não sequenciais para uso a gosto e “apoio às escolas”, como se não soubéssemos leccionar aquelas matérias e precisássemos de ajudinha?

Não foi a semana passada que se fizeram umas reuniões entre director@s e gente da DGS ou foi apenas impressão minha?

Será que, apesar de tanta conversa em contrário, não se andará a caminhar para uma versão, nem que seja “português suave” da solução para o País de Gales?

Lisboa?

Grande Lisboa. E arredores…

E como o ME não permite completar horários de 16 ou 18 horas de pessoal com baixa médica prolongada com tarefas que não sejam “lectivas” há quem não aceite horários que impliquem um encargo em transporte e/ou alojamento (e contagem incompleta de tempo de serviço), porque não compensa. Excepto se existirem relações preferenciais entre os órgão de gestão e alguém lá mais no alto… nesse caso, até há quem fique colocado antes de o ser.

Falta de professores ameaça ser de novo um problema em Lisboa

(e  agora o interessante é que nem se fala da falta de professores no interior)

Até Que Me Estava A Apetecer…

… escrever sobre a forma como são geridos certos créditos horários e a falta de critérios claros para a sua distribuição inclinada, mas já sei que, mesmo que o faça assim “em geral”, há pessoas amigas ou apenas conhecidas que pensarão que estou a pensar nelas, mas não é bem nelas que estou a pensar ou, em alternativa, não será apenas nelas que estou a pensar, mas em tanta outra gente que por aí anda com ar compenetrado de quem percebe da coisa, mas apenas parece. Como a ige deve estar com medo de contágios, este é ano de tripa ainda mais forra do que outros.

Seria tão bom que quem aponta o dedo aos alegados “privilégios” dos “velhos” tivesse verdadeira coragem de tocar e falasse de coisas que seriam mesmo a doer. Mas depois ainda tinham de se ver ao espelho e era uma grande chatice.

(e se calhar, ocasionalmente, até é verdade, mas agora não interessa nada…)

Ser (Ou Não) Desagradável

Depende das perspectivas. Há situações em que ser-se desagradável é a única forma de fazer entender que certos comportamentos e atitudes não podem passar em claro. Há quem não goste. Em especial quando isso é mais do que justo. E tanto mais quanto maiores forem as responsabilidades (e os disparates ou mesmo flagrantes más práticas) de quem não merece que se dê a outra face ou se sorria para ver se tudo fica em claro. Não faz o meu género; prefiro ser tido como desagradável do que como complacente ou cúmplice. Até porque não acredito muito na justiça divina no Além, Aquilo já deve estar tão povoado que até quem seja omnisciente e omnipresente terá dificuldades em detectar tod@s as sacaninhas que lá dão entrada. Pelo que é muito importante que se comece a fazer o trabalho logo pelo Aquém.

E Como Fazemos Com As Parvoíces?

Estive a revisitar as orientações da DGS para o regresso às aulas. Compreendo que a preocupação é tratar das questões sanitárias. Mas em torno delas há muito maias com que nos preocuparmos no quotidiano escolar. Por exemplo, recomenda-se que os planos de contingência contemplem “os procedimentos a adotar perante um caso suspeito de COVID-19 no estabelecimento de ensino;” Mas não sei se nesses planos alguém se lembrará de incluir o que fazer quando um indivíduo, ou um pequeno grupo armado de parvoíce em dose acima da média, decidir que não cumpre as regras de segurança de forma mais do que ocasional, só para testar os limites de tudo isto. Na sala de aula ou nos espaços comuns. Algo que não é propriamente difícil de conceber. Quando comecei a imaginar todas as possibilidades e variantes que a parvoíce assume no dia a dia, mesmo dos adultos, nestas matérias, dei com um labirinto.

(já sei que há quem tenha “solução” para tudo e que já esteja a pensar que eu só consigo imaginar “problemas”… mas eu não sou o professor ideal, sempre com turmas ideais, repletas de alunos dotados apenas do maior bom senso… alguém tem de dar aulas no mundo real, certo?)

Há Um Par De Dias Que Ando A Pensar…

… quem andará mais borrado com a colaboração de Rui Pinto com as “ótóridades”. Tenho umas ideias, mas não sei se terei possibilidade de as ver confirmar, se tudo isto acabará arquivado, se levará com um ivorosa em cima, se será esquecido em gavetas, se não sei o quê. Se envolver “fraternidades”, é quase escusado esperar que dê seja no que for. Porque se ele é mesmo tão bom quanto parece, indo as coisas adiante, não sei quantas pedras ficariam de pé.

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