Pandora Papers

The largest investigation in journalism history exposes a shadow financial system that benefits the world’s most rich and powerful. Read more.

Parece-me peixe miúdo mas, de algum modo, sigificativo:

A nova fuga de informação do ICIJ inclui três políticos em Portugal. O vice-presidente do PSD, Nuno Morais Sarmento, usou as Ilhas Virgens Britânicas para ser sócio de um hotel em Moçambique. Vitalino Canas teve uma procuração passada para abrir contas em Macau. E o ex-ministro Manuel Pinho transferiu o seu dinheiro para uma nova companhia offshore quando quis comprar um apartamento em Nova Iorque

Afeganistão

Parece o país mais ingovernável e inconquistável dos tempos modernos, a menos que seja por talibãs. Depois do fracasso russo e americano, tenho curiosidade em ver como seria se fosse a China a tentar tomar conta daquilo. Eu sei, não precisam dizer-me que não faz sentido. Mas lá que gostaria de ver a eficácia chinesa naquele território, gostava. O quê? Faziam estradas e pontes que colapsavam em seis meses quando as tropas dos barbudos fossem a passar?

Agora mais a sério: o que se está a passar é um monumento trágico à inconsciência militar dos tempos do Bush e a demonstração de que, afinal, aquela guerra tecnológica e “inteligente” é um mito.

Lá Por Fora

O cenário é péssimo, mas há quem diga que é uma ilusão e o pessoal que morre ou já morreria de qualquer maneira ou foi de unhas encravadas, urticária intensa ou sinósite intempestiva.

Apetecia-me Proferir Uns Impropérios, Mas Ficam Para A Próxima

Britânicos e alemães põem as escolas sob suspeita na transmissão da covid-19

(…) O que convenceu Boris Johnson a encerrar as escolas no Reino Unido, quando decretou novo confinamento por causa da covid-19? Estudos de cientistas britânicos divulgados em Dezembro, quando o número de casos de covid-19 começou a disparar e foi detectada a nova variante do coronavírus, mostraram uma clara relação entre as taxas de infecção entre os alunos e pessoal das escolas e as da comunidade.

(…) O caso do Reino Unido é talvez o melhor conhecido, e o mais falado, pela dimensão que a pandemia reassumiu naquele país. Mas este não é o único país europeu que, face à escalada de infecções, voltou atrás na política de manter as escolas abertas, pelo receio de que as crianças possam espalhar o vírus, apesar de não terem sintomas.

A Alemanha é um deles: o encerramento das escolas foi incluído nas medidas mais restritivas impostas a partir de 13 de Dezembro. No dia 5, a chanceler Angela Merkel anunciou que creches, escolas e lojas não essenciais devem permanecer encerradas até 31 de Janeiro, e foram limitados os deslocamentos a um raio de 15 km em torno do domicílio, nas zonas onde o número de casos é superior a 200 por 100 mil habitantes.

O Farol Sueco

Estas decisões são complicadas, curiosamente, para muita gente deste nosso rectângulo, porque disseram muita coisa em piloto automático, pensando pouco.

Isto faz-me lembrar quando os arautos da liberdade de escolha” e municipalização da Educação usavam a Suécia como exemplo, quando por lá se tinham invertido as reformas.

Quanto a provas/exames, eu eliminava, sem quaisquer dramas, pelo menos as do 2º ano. Até porque servem para muito pouco ou nada. Excepto umas vaidades, claro.

Spring exams cancelled due to pandemic

Só As “Multidões”?

O passa-culpas para o “colectivo” não deixa de ter a sua graça. A “irracionalidade” nasce da estupidez natural de muito ser humano e é individual, assim como do défice educativo e da atitude anti-científica de muita gente que acumula com uma arrogância hipócrita do género “ai, eu só quero saber a ‘verdade’ e os ‘dois lados’ do problema”. Porque uma coisa é ter uma atitude crítica e não esconder que, por exemplo, as vacinas que por aí estão a aparecer têm uma testagem insuficiente, outra é desatar numa histeria de publicações em que vale tudo, até considerar como gurus quem acha que a Terra é plana ou oca como certas cabeças.

Quanto leio… “isto é só uma constipação ou uma ligeira gripe” a sério que me apetece levas as pessoas a uma UCI ou falar com parentes de pessoas que passaram pela coisa em si, mesmo escapando.

Já quando vejo políticos a fazer continhas eleitoralistas (“vamos lá ver se conseguimos abrir isto um bocadinho no Natal”) ou a esbracejar com chantagens mal amanhadas (“numa altura destas temos de estar todos unidos”), o único sentimento é de um profundo desprezo. Ou mesmo asco.

Países Baixos anunciam confinamento mais estrito que o primeiro. Itália (que passou a barreira dos 65 mil mortos), várias regiões de Inglaterra e Alemanha apertam regras. Também na Suécia vai haver recomendações mais fortes.