Lá Por Fora

O cenário é péssimo, mas há quem diga que é uma ilusão e o pessoal que morre ou já morreria de qualquer maneira ou foi de unhas encravadas, urticária intensa ou sinósite intempestiva.

Apetecia-me Proferir Uns Impropérios, Mas Ficam Para A Próxima

Britânicos e alemães põem as escolas sob suspeita na transmissão da covid-19

(…) O que convenceu Boris Johnson a encerrar as escolas no Reino Unido, quando decretou novo confinamento por causa da covid-19? Estudos de cientistas britânicos divulgados em Dezembro, quando o número de casos de covid-19 começou a disparar e foi detectada a nova variante do coronavírus, mostraram uma clara relação entre as taxas de infecção entre os alunos e pessoal das escolas e as da comunidade.

(…) O caso do Reino Unido é talvez o melhor conhecido, e o mais falado, pela dimensão que a pandemia reassumiu naquele país. Mas este não é o único país europeu que, face à escalada de infecções, voltou atrás na política de manter as escolas abertas, pelo receio de que as crianças possam espalhar o vírus, apesar de não terem sintomas.

A Alemanha é um deles: o encerramento das escolas foi incluído nas medidas mais restritivas impostas a partir de 13 de Dezembro. No dia 5, a chanceler Angela Merkel anunciou que creches, escolas e lojas não essenciais devem permanecer encerradas até 31 de Janeiro, e foram limitados os deslocamentos a um raio de 15 km em torno do domicílio, nas zonas onde o número de casos é superior a 200 por 100 mil habitantes.

O Farol Sueco

Estas decisões são complicadas, curiosamente, para muita gente deste nosso rectângulo, porque disseram muita coisa em piloto automático, pensando pouco.

Isto faz-me lembrar quando os arautos da liberdade de escolha” e municipalização da Educação usavam a Suécia como exemplo, quando por lá se tinham invertido as reformas.

Quanto a provas/exames, eu eliminava, sem quaisquer dramas, pelo menos as do 2º ano. Até porque servem para muito pouco ou nada. Excepto umas vaidades, claro.

Spring exams cancelled due to pandemic

Só As “Multidões”?

O passa-culpas para o “colectivo” não deixa de ter a sua graça. A “irracionalidade” nasce da estupidez natural de muito ser humano e é individual, assim como do défice educativo e da atitude anti-científica de muita gente que acumula com uma arrogância hipócrita do género “ai, eu só quero saber a ‘verdade’ e os ‘dois lados’ do problema”. Porque uma coisa é ter uma atitude crítica e não esconder que, por exemplo, as vacinas que por aí estão a aparecer têm uma testagem insuficiente, outra é desatar numa histeria de publicações em que vale tudo, até considerar como gurus quem acha que a Terra é plana ou oca como certas cabeças.

Quanto leio… “isto é só uma constipação ou uma ligeira gripe” a sério que me apetece levas as pessoas a uma UCI ou falar com parentes de pessoas que passaram pela coisa em si, mesmo escapando.

Já quando vejo políticos a fazer continhas eleitoralistas (“vamos lá ver se conseguimos abrir isto um bocadinho no Natal”) ou a esbracejar com chantagens mal amanhadas (“numa altura destas temos de estar todos unidos”), o único sentimento é de um profundo desprezo. Ou mesmo asco.

Países Baixos anunciam confinamento mais estrito que o primeiro. Itália (que passou a barreira dos 65 mil mortos), várias regiões de Inglaterra e Alemanha apertam regras. Também na Suécia vai haver recomendações mais fortes.

Além-Mancha

Por cá, nem uma coisa, nem outra, porque temos “contágio zero”. E ainda não temos os computadores. Ou melhor, alguns terão, mas não faço ideia quem.

Já agora, se ouviram o matemático Henrique Oliveira, à tarde, na SICN, poderão ter vislumbrado a irresponsabilidade ou confusão que anda por aí na cabeça de certos decisores.

Learning will move online, in contrast to England’s plans for mass testing of students

Children to be tested at schools across Kent, Essex and the capital as Covid rates rise

Alarmistas!

Mas não basta fazer um plano de vacinação para ficar tudo imunizado? Ainda não descobriram o “contágio zero” nas vossas escolas? País atrasado! Cá para mim nem compraram os tapetes do IKEA com arco-íris, que basta colocar à porta e a covide fica logo cheia de medo de entrar.

O que falta a estes tipos para serem uma grande Nação, destemida e o motor económico da Europa é um conraria, um raposo, um dos tavares, malta assim, com fibra, muita visão e sem medos dos biruzezezzzz.

Covid-19. Alemanha encerra escolas e comércio não-essencial até 10 de janeiro