Ler E Escrever Será Para Todos?

Não deveremos ter um “Português para todos” que não exclua quem não consegue ou sequer se interessa por ler ou escrever palavras com mais de 6 letras, frases com mais de 6 palavras e textos com mais de 6 linhas bem espaçadas? Como já lá por fora se aventou… não será culturalmente pouco inclusivo e mesmo algo xenófobo apontar os erros a quem escreve qualquer coisa?

Alunos do 1.º ciclo com dificuldades na escrita e interpretação de textos

E não me venham agora sempre com a desculpa da pandemia… se estavam em casa, até tinham mais tempo para ler e tudo… o problema é o que leem e o estímulo que lhes é dado para lerem mais do que ecrãs.

Quando Se Especifica Uma Dezena de Medidas “Urgentes”, Já Sabemos Que Vai Ser Coisa Para Durar Um Mandato, Até Nos Perdermos No Caminho

O discurso a armar-se em sofisticado e biocoiso é capaz de cair muito bem em certos directores teip que se deslumbram com as próprias “inquietações” e dificilmente se sentem mal longe das salas, mas não passa de uma enorme verborreia armada ao pingarelho que não se traduzirá em nada com efeitos sensíveis ou “urgentes”.

O estudo todo fica por aqui:

“E Depois Os Nazistas Mataram Muitos Poloneses”

Só estou a dar 6º ano, pelo que não foi comigo, mas é sempre um must, em especial porque nem se trata de alun@s de origem brasileira, mas apenas de tugas dominados pelo algoritmo googlento.

Ou então é o AO22, o mesmo do “Concelho Europeu” de que, afinal, a culpa nem é do tradutor.

Inovação Linguística!

Não chega o AO90! Há que ir mais longe. Na newsletter de uma Faculdade em que passei uns bons anos (licenciatura+mestrado+núcleo de investigação) e que agora parece querer ser muito modernaça, temos na mesma edição a insistência numa mesma grafia, quiçá resultado da ida do estagiário ao google tradutor e não se perde mais tempo com isso. Se assim não foi, ainda pior, que se isto é ensino “superior” eu mando-os já de volta para o 5º ano estudar as homófonas, que tenho quase a certeza terem sobrevivido às “essenciais”.

Isto são pormenores? Talvez.

“Descriminações”

Todos cometemos erros e eu sou daqueles que escreve muito depressa, publica e só depois vai rever (ou alguém me avisa que a dislexia digital atacou em força). Mas quando se trata de documentos oficiais (mesmo que não assinados), com origem no Ministério da Educação, a coisa fica um bocadinho mais feia, até por causa da responsabilidade acrescida da coisa. Neste caso, seria bom que a pessoa responsável da DSTSI, até porque apresenta um mestrado em Ciências da Educação, com especialização em Informática Educacional e se diz que “exerceu diversos cargos em escolas básicas e secundárias, a par da atividade letiva: diretor de turma, diretor de curso, orientador de estágios curriculares, coordenador TIC, coordenador de diversos projetos curriculares e de complemento curricular” (a impressão digital ficou no documento), soubesse usar pelo menos um corrector ortográfico.

Eu não uso, porque escrevo com AO para a escola, sem AO para o resto e com outras grafias quando transcrevo documentos coevos. Mas ficaria bem que não enviassem coisas neste estado para todas as escolas do país. Não se trata de nenhum policiamento ou fundamentalismo da ortografia. É apenas porque quem em poucos anos subiu tantos degraus na hierarquia TIC do ME, deixando para trás pouco mais de meia dúzia de anos de docência, poderia mostrar-nos como se faz mais do que explicar logins.

Acontece? Claro que acontece, mas… fica mal.

Importa-se de Repetir?

Há gente que de tanto se esforçar em agradar ao chefe, faz figuras muito tristemente apressadas. Foi a 3 de Junho, quando acreditavam em “milagres” (que não aconteceram por terem fechado “postigos”).

Daqui a uma semana os portugueses comemorarão o Dia de Portugal. Tal como em outros períodos da nossa longa historia, há fortes motivos de orgulho nos portugueses”, sustentou Joana Sá Pereira. 

Segundo a deputada do PS, na resposta à pandemia de covid-19, por parte do Governo, não houve sorte.

“O vírus teve, eu diria, talvez o azar de encontrar pela frente um povo experimentado e um Governo capaz”, contrapôs. 

Será Que O PM Costa Se Aconselhou Com O SE Costa Quanto Ao Uso Demagógico Dos Advérbios De Modo?

Costa voltou a destacar os benefícios da proposta do Governo em contraposição com a do PSD que considera “financeiramente insustentável”, e que não respeita os princípios ambientais e é “socialmente injusta”.

Só faltou o “ambientalmente irresponsável”.

Embora eu ache que se poderia dizer que é uma medida “sustentavelmente financeira” e “justamente social” e andaríamos mais próximos da verdade dos factos.

Entretanto, aproveitando-se dos meandros das politiquices, o PCP ainda acaba em segunda muleta, porque o PAN já não consegue esconder ao que anda.

AntCosta

(parece que desta vez não ameaça demitir-se, apesar de birrar como menino mimalho que é…)

Eu Aconçelharia A Contratassão De Um Revizor De Techtos

Aqui no blogue também dou as minhas calinadas periódicas, que amigos e família me referem ao fim de algum tempo. Quem não grafou mal que atire o primeiro mafagafo. Mas isto é um bloguito, não é o maior semanário de referência da Nação e Províncias Insulares que tanto aposta na “qualidade” dos seus conteúdos e na plataforma online.

Se fosse caso raro, nem daria destaque, mas como eu quase só leio os destaques e as crónicas dos enteados do senhor doutor honoris causa balsemão, acho sempre estranha este desleixo. Ou será que já alguém teve “currículo curto”em Português

Depois do mst e do seu “indor”, temos mais um excelente exemplo da cólidade jurnalíxtica do espesso.

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