Domingo

Uma leitura excelente, que começa por estabelecer uma relação nada ilógica entre a fixação nas “novas tecnologias”, o declínio da conversa cara a cara e a erosão da empatia desde a infância que se vai agravando à medida que a petizada cresce e deixa de ter a capacidade de se identificar (e compreender, mesmo discordando) com as opiniões/identidade dos outros

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De Bolso

Gosto do formato (ajuda à gestão do espaço) e do preço (ajuda à gestão financeira) e ainda me permitiu hoje, numa fnac, ouvir em tom público a manifestação da inteligência superior de uma funcionário ali pelos vinte e pouco que ao meio dia já deve estar chateada com a vida e os clientes. Quando lhe fiz notar que os livre de poche estão a oferecer, em parceria com a fnac, um saco de linho a partir da compra de dois livrinhos e que era melhor do que o de plástico que me estava a dar, depois de ir enfastiada buscá-lo, virou-se para a colega e sem problemas em ser ouvida saiu-se com esta “não percebo estes ecologistas, agora por causa do plástico, andam só a deitar árvores abaixo”. Eu sei que no cérebro dela certamente o que disse teria alguma relação com o facto de eu ter recusado o saco tradicional – pois não se coibiu de o dar a entender com a sua pouco subtil linguagem gestual e olhar reprovador –  e ainda estive mesmo para lhe perguntar se tem visto visto muitas árvores de linho a ser cortadas, mas depois pensei que já não estou em período de aulas e que quem se mete com gente parva é porque tem tempo para gastar, ainda é mais parvo ou está com necessidade de descarregar a bílis. Não era o meu caso, pelo que a deixei feliz com a sua auto-satisfação cívica.

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Finalmente…

… comprei-o, ao fim de uma dezena de campanhas e promoções a 40-50%. Confesso que por causa do Limonov de Emmanuel Carrère, um dos melhores livros que li, sem exagero, na presente década. Espero repetir pelo menos uma parte do prazer, mesmo se o registo é diferente.

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