Ano Novo, Leituras Novas

Embora uma delas seja originalmente ainda do século XX.

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Uma espécie de guião para as próximas semanas acerca de algumas das preocupações que transbordam da discussão agora em voga se a “inovação ” se faz melhor com pufes ou cadeiras com rodinhas.

Sim, são leituras mais à canhota do que às direitas.

Já agora, porque será que por cá as publicações de malta de esquerda são quase sempre pensadas, em termos de formato e preço, para as elites vanguardistas e não para as massas? Porque não há cá nada disto? O mais próximo são os ensaios da FFMS, mas há quem diga que coiso e tal e desdenhe. Há por aí editoras todas progressistas, mas que que parecem mais seduzidas pelo mercado que os neo-capitalistas eles mesmos.

2019 – Balanço (Ficção – 2: Em Língua Materna)

Pois, não comprei nenhum Chico Buarque, nem Lobo Antunes. Dos expostos, gosto muito de quase tudo, excepção ao João Tordo, que me parece demasiado não sei quê a querer demonstrar que é mesmo literatura muito séria e pouco divertimento. Li, mas custou. Pelo contrário, o Rentes de Carvalho parece um miúdo alegre por contar as suas histórias.

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2019 – Balanço (Ficção – 1: Traduções)

Aplica-se o que já escrevi. Nem tudo foi necessariamente comprado este ano, mas foi o ano de leitura. Da mesma forma, há o que tenha sido comprado, mas tenha sido lido até à fase em que deixou de ser, porque outras coisas apareceram e estava a demorar (A Cidade em Chamas). E há a certeza de que há alguns (thrillers, em especial) que terão de fazer parte doutro post, porque andam algures. Maior surpresa? As Quinze Vidas de Harry August. Compra automática para ter a séria completa, mas sem entusiasmo, tipo Astérix? O 6º volume da série Millenium, que continua a anos-luz dos três originais.

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2019 – Balanço (Não Ficção, Inglês)

Já expliquei que a opção pela compra regular das edições em paperback alia a poupança na carteira à do espaço nas estantes, mesmo se ameaça a longevidade do cartapácio.  Fica aqui o melhor do que fui acumulando este ano em matéria de leituras, não necessariamente comprados ou publicados este ano, como é fácil constatar, nem sempre lidos na totalidade (casos do The Spy and the Traitor ou do Homo Deus), porque há momentos em que apetece “saltar” para outros. Neste aspecto, gosto de seguir em parte a lógica do Nick Hornby na sua coluna no The Believer. Há coisas que se compram e vão ficando à espera para serem lidas.

Entre todos, recomendo o 24/7 de que existe edição nacional da Antígona (descontando uma parte do final, que se torna irrelevante para a tese nuclear), o Everybody Lies (que permite umas inesperadas boas gargalhadas à custa dos dados sobre as pesquisas no google) e o The Establishment.

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