Índice De Pinderiquice Escolar

IPE

Em que o IPE (Índice de Pinderiquice Escolar) é igual à soma dos indivíduos do pessoal docente (PD), pessoal não docente (PND) e alunos (A) que fez férias em Itália no Carnaval a dividir pela população da comunidade escolar (PCE) a multiplicar por 100. Quanto mais o valor tender para zero maior a pinderiquice, mas menor o risco de infecção, contágio e encerramento do estabelecimento.

Também funciona invertendo os termos da fracção e não multiplicando por 100. Nesse caso quanto maior valor, maior o índice e menor o risco.

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Há Quem Acredite Piamente Que Bastará Saber Achar Uns Vídeos “Motivacionais”

Precisam os professores de Matemática de saber Matemática?

(…)

Importa uma formação que promova e aprofunde o desenvolvimento do conhecimento matemático nos futuros professores, mas também a experiência e a cultura matemáticas — que promova assim o saber Matemática, o saber-fazer Matemática, o saber sobre a Matemática. É este o sentido amplo de saber — conhecimento, experiência, cultura — que interessa a quem vai ser professor. E sobre o desenvolvimento do interesse, do gosto, da capacidade de apreciar e valorizar a Matemática, não posso aqui senão fazer mera menção à importância que têm que estas dimensões na formação do futuro professor.

O problema é que esta visão multiforme sobre a formação de professores não é a de quem acha que basta uma formação generalista com foco praticamente só nos mais básicos conhecimentos, enquanto se valorizam técnicas comunicaçionais e motivacionais que não chegam para um professor, a dada altura, sequer conseguir acompanhar os seus alunos mais dotados. Há quem parece considerar que o “conhecimento matemático” (ou de outras disciplinas) nem sequer é fundamental.

O problema não é o recurso a metodologias “pró-activas”, que incentivem o aluno a “descobrir o saber”. O problema é acreditar que os professores podem desenvolver isso e verificar o seu progresso sem eles mesmos terem um domínio que lhes permita corrigir rumos, abrir novas perspectivas, acompanhar até mais além quem o consegue. Quando impera a noção de que bastam umas “generalidades” para se ser professor de Matemática é porque se acha que ele não é um matemático a sério.

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Estratégias “Infalíveis”

Se não chega esvaziar o currículo, reduzindo o tempo de disciplinas “enciclopédicas” a favor de transversalidades com “positiva” quase obrigatória, se não chega alargar os critérios de transição, se eliminar as provas finais e exames pode ainda deixar espaço para a avaliação interna menos domesticada, então nada como optar por “currículos curtos” nas disciplinas mais problemáticas, como a Matemática, para garantir “sucesso”. Nada como arranjar os “peritos” certos. Não andará longe o tempo do currículo extenso em “Educações para a Treta I, II e II”.

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(o programa de Matemática está desajustado? não será por falta de remendos nos últimos 15 anos… todos validados por “especialistas” e “peritos”)

 

Gostava Que Me Definissem O Que É Um “Perito” Em Matérias Como O Ensino Da Matemática, Na Perspectiva Do(s) Encomendador(es)

Não me quero alongar sobre a forma como este tipo de trabalhos é “encomendado” e do que sei acerca da forma como estas coisas são apresentadas, porque é chatp. Tive a oportunidade, há uns anos, de ler um “projecto” de relatório de um grupo destes e aquilo era confrangedor. E depois há aquela coisa que ofende muitas vezes os “encomendadores” que é saber-se as conclusões dos estudos só de ler o nome dos “peritos”.

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Público, 16 de Julho de 2019

Devo Ser Mesmo Esquisito

Tenho dificuldade em compreender pessoas que, afirmando uma desafeição figadal a provas e exames, depois parecem cardeais da ortodoxia na classificação das provas, com sinais de evidente rigorismo mortis. Do mesmo modo, estranho que exalte a importância da sua disciplina no currículo, mas depois pretenda que não exista qualquer tipo de aferição/avaliação/seja o que for do trabalho realizado pelos e com os alunos. No primeiro caso, umas visitas a fóruns de classificação de provas do santo iavé permitem-nos um vislumbre do delírio; no segundo, basta ver a posição de alguns responsáveis de associações de professores de [colocar nome da disciplina].

E depois há ainda quem se coloque numa posição de superioridade intelectual, numa tal sobranceria, que só mereceriam que se lhes desse o tratamento que dedicam a quem acham que não sabem desenvolver um raciocínio, como se apenas a Matemática  o permitisse. Mas eu sou chato, pelo que não gostaria de deixar passar este texto da Lurdes Figueiral sem lhe fazer notar, a bem de um “raciocínio limpo” que quando se ignora algo, ao ponto de não merecer comentário, não se escreve isso mesmo, pois é um comentário. Porque há quem perceba e ame muito a Matemática, mas pouco a Lógica. Não era nada comigo, mas irritam-me estas verborreias adjectivadas (raios, são quase 10.000 caracteres) só porque a APM é uma das actuais organizações queridinhas do poder que está. E detesto que a “tolerância” apenas se enuncie. Agora imaginemos que se aplicava esta lógica com os alunos…

Bigorna

Aguarda-se Para Aí A 5ª Reforma Numa Década (Com Uma Proposta Minha Em Adenda)

Matemática revirada do avesso

Grupo de trabalho criado pelo Governo analisa programas, metodologias de ensino, taxas de recuperação, e o insucesso da disciplina. Associação de Professores de Matemática espera que os professores sejam consultados sobre as aprendizagens e o envolvimento dos seus alunos.

Como sabeis, sou pessoa prestável e por isso deixo aqui singela proposta para definir o critério-padrão para uma avaliação de sucesso:

1º ciclo – reconhecer a existência do termo “Matemática” para designar uma área de estudo. Dar duas cambalhotas para desanuviar.

2º ciclo (enquanto existe) – saber a tabuada, com consulta de uma tabela. Desenhar uma flor para atenuar o saber enciclopédico acumulado.

3º ciclo – aplicar as quatro operações básicas com um máximo de dois dígitos e reconhecer o termo “Geometria” como uma área que também se pode estudar mais lá para a frente. Jogar fortnite (ou equivalente) durante uma hora por cada conta feita.

Secundário – distinguir quatro formas geométricas e reconhecer um sólido em situação de crise nacional. Aplicar os conhecimentos no jogo dos quatro cantinhos.

 

lapisviarco.tabuada