Cobardia Política, Plain And Simple

Não vá o outro ainda se lembrar de qualquer coisa que anda muita gente a querer que acreditemos que não sabiam.

Costa: “Não me passou pela cabeça” atingir Sócrates

Líder do PS mantém tabu da fasquia eleitoral, mas garante que não tentou criticar maioria de Sócrates. Diz que Centeno já lhe disse que quer continuar e mantém porta aberta a acordos com Rio.

Mediocridade

 

A Felicidade Dos Medíocres

Detesto quem acha que nos devemos sentir bem só porque há quem esteja pior do que nós. Enviaram-me a ligação para um “directo” no fbook na passada 6ª feira desta senhora doutora, cheia de cargos e honrarias, que acha que o “cansaço” ou “desgaste” que sentimos é muito relativo porque, afinal, temos electricidade em casa e há professores com computadores e carros e tudo, enquanto nos países africanos a maioria não tem nada disso. Parece uma lógica imbatível numa perspectiva-jonê da sociedade, em que os miseráveis justificam que os outros não se possam sentir mal, pois ainda não estão assim tão mal. É uma esquerda não apenas caviar, mas muito chique e caridosa. A mim, que sou de qualquer coisa carapau frito (sardinha assada agora é gourmet), isto aflige-me porque me parece que se quer definir a felicidade alheia pelo padrão da mediocridade. É o discurso do fiquem felizes, porque no sudão do sul nem há escolas com telhado. Mas com muita laca ou fixador ou gel ou lá o que é.

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O PSD Enquanto Anedota Ambulante…

… é incapaz de apresentar cálculos próprios (tem um centro de estudos não se percebe bem para quê) e remete tudo para “o governo”, presente ou futuro. Se isto é uma proposta para levar a sério, eu sou o George Clooney in his prime.

É bem verdade que não se esperava mais do partido responsável por quase metade do tempo de congelamento, mas se juntarmos esta “proposta” aos avisos sobre eventuais “inconstitucionalidades” do Parlamento legislar nesta matéria (e mais recentemente sobre a questão das nomeações) percebe-se que o PSD apenas se está a proteger para o caso de ser governo num futuro remoto (estas “alternativas” remetem para soluções que vão até daqui a dois mandatos), quem sabe se numa geringonça central.

Serviço dos professores. PSD defende reposição total mas remete “termos e modo” para o governo

O PSD defendeu esta sexta-feira que todo o tempo de serviço congelado aos professores deve ser devolvido, mas remeteu para o Governo a fixação dos “termos e modo” da recuperação, fazendo-a depender também da situação económica.

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(o PSD de Rio, depois da repartição das verbas para a municipalização tornou-se uma espécie de vazio de ideias e propostas, esperando pelo desgaste do PS para conseguir qualquer coisa… uma mediocridade atroz para quem tem no seu currículo três d@s seis últim@s ocupantes da 5 de Outubro desde 2002…)

São Opções

Escreve hoje no Público uma pessoa de que não me lembro de ter lido qualquer outra prosa, a não ser esta que uma pessoa amiga me enviou. Parece que está irritada com os professores e escreveu uma coisa confusa, da qual só se extrai que está chateada. Compreendo-a, em especial depois de ir ver o que conta de si mesma:

Por sugestão de um colega de faculdade, fui fazer testes à redacção do PÚBLICO para copydesk (função até aí por mim desconhecida). Fiquei. Provisoriamente, pensava eu. Estávamos em 1990, o meu curso era de Geografia, dava aulas em Setúbal e ia começar outra licenciatura: Filosofia da Ciência. Comecei, mas não acabei. Já que me tinha apaixonado pelo PÚBLICO, por informação e edição, fiz uma pós-graduação em Técnicas Editoriais e um curso de Escrita Literária.

A mim também irrita muita coisa. A expressão copydesk é uma delas. Mas gosto da função. Pena que enfim. As pessoas andem assim, sempre a querer que os outros estejam mal para que se sintam melhor. Ou menos mal. Há coisas que passam com remédios. Outras não. A mim não interessa nada quanto Rita Pimenta ganha, mas já me custa que ela use os valores brutos do salário dos professores, em especial o do mítico e deserto 10º escalão, para querer demonstrar qualquer coisa. Rita Pimenta também se afirma “jornalista”. Acontece. Também têm direito a opinião e a sentimentos. Na foto que apresenta, parece-me infeliz. Estados d’alma. Está irritada. Eu acho que estou há mais tempo na fila. Mas nunca fui em busca do salário dos copydesks/jornalistas do Público para demonstrar não sei o quê. A mim, o Público nunca pagou nada quando lá escrevi, mas não levo a mal que paguem a outros.

Até porque não acho que nivelar pela mediocridade (salarial ou outra), seja a melhor forma dos satisfazes pensarem que são bons.

povinho