Só Umas Sugestões

Presidente das Comemorações dos 50 anos do golpe das Caldas: Paulo Baldaia.

Presidente das Comemorações dos 50 anos do 28 de Setembro: Pedro Marques Lopes.

Presidente das Comemorações dos 50 anos do 11 de Março: Daniel Oliveira.

Presidente das Comemorações dos 50 anos das eleições para a Constituinte: Fernando Medina.

Presidente das Comemorações dos 50 anos da manifestação da Fonte Luminosa: Clara Ferreira Alves.

Presidente das Comemorações dos 50 anos do 25 de Novembro: Ana Catarina Mendes.

Presidentes das Comemorações dos 50 anos da Constituição: Rui Rangel e Ivo Rosa.

“Sincronia” Quer Dizer “Ao Mesmo Tempo” Ou “Em Simultâneo”

E não é sinónimo de “vídeo-conferência”. Uma vídeo-conferência deve ser síncrona, mas uma sessão síncrona não implica que se esteja de câmara ligada. Uma sessão de chat também pode ser síncrona. Ou uma troca de mensagens no uótezape.

Eu vou tentar explicar mais em detalhe para quem não domina ainda aquilo do que é “síncrono” ou “assíncrono”, parecendo confundir isso com, como já escrevi acima, a câmara estar ligada ou desligada.

Se começarmos uma aula às 10 da manhã com os alunos todos ao mesmo tempo e os mandarmos fazer qualquer coisa às 10.30 com a câmara desligada (mesmo “saindo” da aula virtual), para depois apresentarem o que fizeram das 11.15 às 11.30, isso significa que se esteve numa sessão síncrona de 90 minutos e não numa síncrona de 45 e outra assíncrona de outros 45. Porque estiveram todos a fazer o mesmo ao mesmo tempo. O que é sincronia. Certo?

Porque estiveram todos a fazer o mesmo, ao mesmo tempo no início, no meio e no fim.

Uma sessão assíncrona acontece quando se termina a sessão síncrona e se deixa uma tarefa para ser feita, com maior ou menor prazo, mas nunca meia hora ou uma hora, pelos alunos, mais tarde.

Por exemplo: após uma aula síncrona de 30 ou 40 minutos, deixa-se uma tarefa para os alunos entregarem até ao final do dia ou da semana e eles podem fazê-la ao seu ritmo, durante mais ou menos tempo, não necessariamente em simultâneo.

Achei útil explicar isto porque há quem diga que o horário não é 100% síncrono porque durante uma parte das aulas os alunos podem fazer tarefas/exercícios de câmara desligada, voltando só perto do final para apresentarem o que fizeram ou “marcar a presença”.

(estariam a bater palmas em sincronia, mesmo se não tivesse sido feita gravação!)

Escolas Abertas: Apenas Um Pensamento Final

Se o ensino presencial “essencial” e a relação entre professores e alunos é assim tão “insubstituível” e “incontornável”, porque raio os governos dos últimos 15 anos (mais de 10 com o PS e 5 com o PCP pela trela) têm tratado a classe docente com a mais absoluta falta de respeito, sucessivas ofensas e amesquinhamentos públicos?

Bardamerda, Pá!

Ficamos conversados acerca disto?

Decisão De Ano Velho

Já estava tomada, até por causa dos prazos envolvidos, mas senti que ficava um pouquinho mais legitimada com esta absoluta falta de vergonha a envolver a nomeação para um dos belos tachos na burocracia europeia de mais um boy do regime, daqueles cinzentos, que ninguém conhece, até chegar à tona com currículo inventado à engenheiro, à relvas, à tantos outros, desde o plano local ao global, que até custa pensar em fazer lista só dos conhecidos.

Resumindo: indeferido o pedido de escusa de inclusão na bolsa de avaliadores externos pelo excelentíssimo senhor sub-director geral da Administração Escolar com justificação jurídica que não passa de puro gozo, pois remete para legislação que não diz de maneira nenhuma o que dão a entender, pus-me a pensar se valeria mesmo a pena fazer um recurso hierárquico da decisão para o ilustríssimo senhor secretário de Estado. Claro que – mesmo que transcrevesse de forma extensa a legislação que “fundamenta” o referido indeferimento, demonstrando a completa falta de pudor – novo indeferimento estaria garantido, tendo eu apenas de pesar se o gozo de fazer prosa jocosa compensaria a perda de tempo.

Foi então que realmente me surgiu o argumento maior contra submeter um aspecto da minha vida profissional à decisão. nem que seja apenas por assinatura, de alguém que considero politicamente oportunista (o Tiago que se chegue â frente que os bastidores são dele), intelectualmente desonesto (basta comparar, para não ir mais longe, a forma como reagiu ao sucesso nos PISA 2015 com o insucesso nos TIMMS 2019) e juridicamente manhoso (achemos o que acharmos da posição do encarregado de educação em causa, o despacho sobre os dois alunos que não frequentaram a disciplina de Cidadania é uma vergonha, remetendo para articulado não aplicável ao caso concreto). Sim, porque passou a acumular também esta área da governação que antes pertencia à colega Leitão, pois as mais recentes secretárias não passam de advérbios de pouco encher.

Quero eu ter um despacho do magnífico secretário de Estado a confirmar o despacho anterior do digníssimo sub-director geral? Não foi já suficientemente mau ter de ler um despacho de alguém com a estatura e o currículo de um licenciado César Israel Mendes de Sousa Paulo a indeferir um pedido formulado de modo correcto e juridicamente sério? Estarei eu para ver isso confirmado pelo catedrático secretário João Miguel Marques da Costa, com justificação jurídica automática fornecida por uma técnica superior sem qualquer autonomia que não fazer o que lhe mandam e como lhe mandam?

Não, não me apetece voltar a ser amesquinhado desse modo. Chegou o primeiro despacho do boy de segundo escalão. Não preciso da confirmação do seu superior, mais um num governo que se especializou na manipulação de factos e que considera que a mentira, desde que necessária para manter a face, é absolutamente aceitável, estejam em casa encenações com granadas ou nomeações de Estado. Isso não significa que não exista plano B (mais criativo) ou C (recuperando velhas tácticas que muita gente parece ter esquecido preferindo amochar) acerca do assunto, apenas que devemos estabelecer um padrão mínimo para entrarmos neste tipo de circo. Porque quando nos baixamos muito, ficamos à mão de semear e com esta gente é melhor nunca se ficar de costas em público. Porque ainda nos podem confundir.

(até porque me desgosta bastante quem faz o mal e ainda se arma em vítima e queixinhas…)

A Pós-Modernidade Selectiva

Do que adianta as criaturas comprarem zingarelhos do melhor e andarem agarradas a eles o dia todo se, cum camandro das coincidências macacas, sabem todos os updates do face as notícias ao segundo excepto aquilo que era necessário ler, para não ter de ser explicado três vezes cara a cara, em salas climatizadas a 35 graus à sombra?

On/Off

Ando desatento ao ponto de só hoje de manhã ter percebido, pelo alarme na SIC, preocupada em explicar a “ilegalidade” da gravação, na qual ficou registado que o actual PM decidiu, em amena cavaqueira com os jornalistas que o entrevistaram em modo cúmplice qualificar os médicos envolvidos na situação de Reguengos de Monsaraz como “cobardes”. Compreendo o embaraço dos envolvidos por se ter conhecido o que realmente António Costa pensa sobre o assunto. É pena que a “coragem” só apareça quando se julgam os microfones desligados. O resto da “polémica” passa-me ao lado, porque há muito que sei a diferença enorme que vai entre as poses “de Estado” e a realidade de certas figuras que por aí andam e que pouco se distingue daquele discurso que tanto se critica ao povoléu das “redes sociais”. A verdade é que nem sei se mudam as moscas.