Até Ao Infinito E Mais Além

E pagam a tempo e nem refilam… porque está no “contrato”. E não se pode deixar de cumprir o que foi “acordado”. E aqui há sempre “direitos adquiridos”. Irrevogavelmente.

Injeções de dinheiro no Novo Banco podem atingir valores “desconhecidos”

Achavam que era muito dinheiro pagar o que sacaram aos professores anos a fio em tempo de serviço? Mesmo com os números centénicos todos aldrabados? Então fiquem-se com esta derrapagem e digam que o homem não é um génio das finanças. E é isto o “banco bom”.

Ou seja, o valor do capital já injetado este ano com recurso a fundos públicos e em plena crise ascende aos tais 1035 milhões, o que representa uma derrapagem de mais de 70% face ao que foi aprovado no Parlamento, no OE2020, mas também fura o máximo anual previsto, que é de 850 milhões de euros.

Metralhas

Grande MOOCA

Decidi explorar o maravilhoso mundo dos massive open online courses. Há umas coisas nacionais com algum interesse e muitas coisas lá fora. A generalidade das maiores universidades têm-nos e de borla para quem quiser “frequentar” e a 40-50 euros para quem quiser ficar “certificado” por Harvard, Yale, Stanford ou pelo MIT.  Por cá há umas borlas, umas coisas assim para o carote (o dobro dos de lá de fora) e a velha habilidade de cobrar mais quando certifica créditos pós shores professores.

Dou um exemplo: inscrevi-me num anunciado como sendo de borla, mas certificado e tudo, só que para outro grupo disciplinar. Mas o tema interessava-me. E lá me “matriculei”, mesmo se nem preciso, por agora, de créditos. No dia de arrancar, não arrancou. Ficou para uma semana depois. No dia do segundo arranque, descubro que, afinal, a minha “matrícula” tinha sido “deslocada” para uma de duas variantes do curso (a “geral”), sendo que esta já seria para todos os grupos disciplinares com certificado em troca de umas dezenas de euros (80), não publicitados no anúncio online do curso. O curso em que me tinha inscrito passou a ser frequentável apenas por “convite”. O pessoal começou a protestar no espaço de “debate”. Com razão. E começarem a dizer que, coiso e tal, existiam dois cursos, um “aberto” e o outro “fechado”. O que não era verdade quando me inscrevi. Por estas bandas, basta cheirar à possibilidade de negócio e não há nada garantido. Eles é que são os “donos” da coisa.

Carteira

 

Sobre Angola

Depois de tudo o que vai acontecendo por lá em torno dos mais chegados a José Eduardo dos Santos, como ficam aqueles que, por cá, nada se incomodavam com certas negociatas? E, já agora, como ficam os que, tão prudentes que eram que até recomendavam prudência a quem ousava fazer a mais leve crítica, porque isso poderia ser visto como “neo-colonialismo” ou mesmo (a sério!”) “racismo”?

Claro que já tínhamos os exemplos de outros regimes impolutos entretanto caídos em desgraça como o líbio, venezuelano, ou ainda florescentes como o chinês para só se falar dos “grandes” negócios, porque outros há de menor escala também ali para o lado do velho império da Catarina?

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