Os Cromos Para A Troca

A Educação não passa de moeda de troca da barganha financeira entre o Estado central e as autarquias. E mesmo os que bateram muito no peito contra a quebra da “unidade” e da “equidade” do sistema, andam já com a mão estendida, vendendo os princípios por uns milhares de euros. E a alguns, ouvi eu em primeira mão.

Expresso

Das Negociações

Na próxima semana irão existir duas reuniões de “negociação” entre o ME e as organizações sindicais, tendo a estas chega do um “sumário executivo” sobre os pontos em discussão, de que transcrevo a parte essencial:

“Mobilidade por doença:

Possibilitar, para docentes que dela necessitem, a MPD para um AE/ENA da área geográfica por eles indicada, tendo em vista assegurar a prestação dos cuidados médicos de que careçam ou o apoio a terceiros que necessitem de prestar.

Instituir um sistema de colocação equitativa em AE/ENA das referidas áreas geográficas que satisfaça as preferências manifestadas pelos docentes, de acordo com a sua graduação.

Integrar no procedimento mecanismos de comprovação e verificação das situações que fundamentam a necessidade, tendo em vista garantir a justiça, a equidade e a credibilidade social da medida adicional de proteção na doença.

Renovações de contratos docentes: 

Alargar a possibilidade de renovação dos contratos aos docentes contratados para horários incompletos, caso seja do seu interesse.

Encurtar o tempo de acionamento do procedimento de Contratação de Escola, quando não existam candidatos nas Reservas de Recrutamento.

Contribuir para a estabilidade dos recursos humanos docentes dos AE/ENA e para a continuidade pedagógica dos processos de ensino/aprendizagem.”

O que, em concreto, algumas destas afirmações significam, fica no segredo de alguns negociadores.

Domingo

A novela judicial da Parque Escolar vai acumulando arguidos mas a sensação que tenho é que, por um lado, nunca irá chegar mesmo ao centro de tudo, que não conseguirá sequer raspar a dimensão das falcatruas que então aconteceram e ficavam à vista de quem andava por aquelas escolas, e, por outro, que mais tarde ou mais cedo tudo acabará por prescrever ou ser arquivado. E, claro, há quem tenha andado lá muitos anos sem ver nada, sem saber de nada e, por ter assim sido tão aparentemente burr@ escapará entre os largos intervalos da chuva.

Curiosamente, a uma dessas criaturas que nunca viu ou soube de nada, ouvimos dizer há pouco tempo que “agora há recursos” para isto e aquilo na Educação, incluindo contratação e pagamento de professores. Ao que parece, no seu tempo, os recursos existiam, só que as prioridades eram outras. E a ela isso não interessava nada.

A Accountability Para Os Grandes

Os CTT foram privatizados e, de forma regular e sucessiva, não cumprem os indicadores de qualidade definidos no contrato de prestação do que deveria ser um serviço público universal. Parece que em 2019 eram “muito exigentes” (em 2018 já tinha havido críticas à forma como os CTT se auto-avaliavam); já em 2020, a Anacom concluiu que “tendo em consideração a informação disponível, nota-se que em 2020 todos os IQS se situaram aquém dos respetivos objetivos de desempenho, para o ano em análise”, sendo que a pandemia serviu de desculpa para o novo incumprimento. A verdade é que o serviço universal é feito de uma forma completamente vergonhosa para os utentes, empurrando-os para o pagamento suplementar do serviço expresso, como outrora quando inventaram o correio azul para garantirem que faziam o que antes faziam sem envelopes coloridos. À aproximação da data de renovação (ou não) do contrato de concessão, pareceu existir uma pequena melhoria no serviço (aqui pela minha zona, o correio passou a aparecer mais de 1-2 dias por semana), mas mal foi estabelecido novo contrato de concessão, eis que voltámos ao mesmo. Um dia por semana, dois com muita sorte, mesmo se há um centro de distribuição a 5 minutos. Queres enviar ou receber qualquer coisa a tempo, paga serviço extra. Quando dizem que os serviços postais entraram em queda e os transportes até estão melhores, seria um paradoxo em qualquer país em que tudo isto não funcionasse na base das negociatas de amigalhaços. Porque servir mal os clientes, dá lucro.

Entalados no meio disto tudo, ficam os precários carteiros, sempre a mudarem de ronda e numa roda viva, cada um a fazer o trabalho de uma área que deveria ser de dois ou três.

Recapitulando

E relembrando que o Zelensky é presidente apenas desde Maio de 2019 e o Biden desde 2021, porque há pessoal que gosta de misturar tudo.

Let’s Recall What Exactly Paul Manafort and Rudy Giuliani Were Doing in Ukraine

President Trump’s former campaign chairman and former lawyer worked with, between them, a deposed authoritarian president, a bevy of oligarchs, Russia-oriented politicians and alleged Russian spies.