Pequeno Contributo Para Um Dicionário Terminológico Da Educação, Numa Perspectiva Histórico-Comparativa

  • Anos 60-90 do século XX: “Revisões”.
  • Anos 00 e 10 do século XXI: “Consolidação dos conteúdos/da matéria (do ano anterior)”.
  • 2020-21: Recuperação das aprendizagens não realizadas.

(a parte que ainda está por definir com clareza semântica acima de suspeita é como se “recupera” o que não foi realizado)

Dia 46 – Os Paradoxos do “Reskilling”

Ligo a televisão e vejo uma jovem especialista em recursos humanos de nacionalidade indefinida a falar em inglês “técnico” acerca da aceleração do reskilling nestes últimos meses. E não consegue esconder o entusiasmo perante o que ela diz ter sido uma transformação rápida no mundo do trabalho que antes se dizia ser matéria para anos.

diario

O Que É Um Canal “Estilo Youtube”?

É como os estudos “tipo OCDE”? É como se fosse, mas não é?

É um canal próprio do ME com conteúdos dos programas das várias disciplinas para os vários anos? Em directo ou gravados?

Ou são conteúdos colocados em canais no Youtube, como muitos que já existem e alguns com boa qualidade?

Amanhã volto ao assunto com um pouco mais de tempo e boa disposição com estas patacoadas que agora parece sair a 300 à hora de qualquer patusco /(mesmo que ministro) que acha que percebe de Educação. Até porque o assunto merece um pouco mais do que umas coisas “estilo soundbite”.

tv_burro

Coadjuvar?

“Vamos avançar com uma iniciativa nacional para a melhoria da internet nas escolas, dando ainda prioridade absoluta ao apetrechamento tecnológico e ao aumento e à melhoria dos equipamentos de computação”, anunciou.

Tiago Brandão Rodrigues disse ainda que será desenvolvido um novo programa de formação específica destinado aos professores para que possam coadjuvar os alunos.

Pode parecer que não, que é um detalhe, uma forma de falar, mas é todo um “pensamento” algo patarata que está por trás deste tipo de terminologia.

E o que dizer das declarações acerca da “Educação a tempo inteiro” resultar de “recomendações internacionais”?

Trapos

6ª Feira

Ando a embirrar solenemente com o termo “sustentabilidade”. Não é estado d’alma novo, mas agravou-se desde que os spin doctors do actual PM decidiram que era muito “esperto” associar “sustentabilidade orçamental” e “sustentabilidade ambiental” para justificar a não redução da carga fiscal sobre os combustíveis a água e o gás, como se o pessoal passasse a fazer menor refeições a tomar menos banhos e a ir para a cama com as galinhas (salvo seja) por causa disso e assim salvássemos o planeta, quando os grandes consumidores têm os benefícios negados aos pequenos. Pior… se é verdade que cada vez mais electricidade é produzida por meios “sustentáveis” (energia solar ou eólica, por exemplo), o argumento ainda se torna mais hipócrita.

Parole