4ª Feira

Medina renuncia ao cargo de vereador. A ética republicana de respeitar os resultados eleitorais com humildade e assumir os cargos, mesmo quando se perde, não é para estas criaturas que só se sentem bem na mó de cima. Agora é esperar uns meses e ver o trajecto do delfim do costismo. Pode dizer-nos muito sobre a degenerescência de um sistema que, a nível nacional, nem chega ao rotativismo.

Do outro lado, uma deputada candidata-se a vereadora, mas parece que quer ser as duas coisas ao mesmo tempo. Outro caso evidente de profunda ética republicana.

A Verdadeira “Inclusão” Vê-se Nestas Coisas

O Novo Banco ou a TAP ficam alguma vez quase dois anos à espera do que pedem, por “inadequado” que nos pareça?

Governo muda regras de acesso a abono. Objetivo era pôr termo a concessões inadequadas, mas só um ano e meio depois é que foram publicados os critérios em portaria

5ª Feira

Muita gente chocada com a “fuga” de João Rendeiro. Mas ele não fugiu agora, nem este foi o primeiro processo em que ele foi condenado. Nem é o primeiro a saber a tempo quando se colocar na alheta. Porque há por aí muitas solidariedades subterrâneas e ele é mais um daqueles que, em devido tempo, “investiu” bastante na sua imagem. Há por aí muitos artigos e até livros a prová-lo para além de qualquer dúvida razoável. E até me lembro de bons elogios de “senadores” que devem subscrever a tese da “legítima defesa”.

E Nas Escolas Nem Pautas Nominais Se Podem Divulgar Online?

Em 2019, o gabinete de Fernando Medina admitiu que o envio de dados era um procedimento comum e que “sempre que um país é visado pelo tema de uma manifestação, a sua representação diplomática é igualmente informada”.

Da Mais Absoluta Desfaçatez

Ou do triunfo dos suínos betos na quinta do PS. O operacional engomadinho não tem qualquer competência científica ou política para a função, mas tem imenso “perfil”.

E que não me venham com a conversa da “inveja”, que não colhe mesmo.

O Conselho de Ministros nomeou o comentador ligado ao PS para presidir à Comissão Executiva das comemorações da revolução democrática, que vão durar até ao final de 2026. A nomeação e as condições de que o comentador vai usufruir estão a causar polémica.

Sócrates Na TVI24

Tanto ou tão pouco que se poderia escrever acerca do assunto, do cofre da mãe ao Almanaque de 1943 com o avô rico. Mas, como comecei da frente para trás naquela espécie de entrevista, acabei por ficar mais fascinado com os crimes que já nem se chamam assim e/ou que já prescreveram.

Como se alguém não pudesse ser acusado de escravidão, porque, afinal, agora se chama tráfico humano, servidão por dívida ou trabalho forçado. Ou que um crime deixa de ter sido cometido, só porque foi há muito tempo. Como explicação, a par do “não é verdade” repetido 713 vezes, é algo coiso.

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Uma Deliciosa (Dolorosa?) Lição De Direito Fiscal

A poucas páginas do fim da sua intervenção, o juiz Rosa lá encontrou um alegado crime cometido por Sócrates e pelo amigo Santos Silva e é um dos mais peculiares: “corrupção sem demonstração do ato pretendido” ou algo parecido. Parece que não acreditou na tese do “empréstimo”, o que até me espantou. Mas parece já estar tudo prescrito. Mas havia a acusação de não declaração dos montantes recebidos ao fisco, pelo que estava acusado de crime de fraude fiscal. Com uma lógica cristalina, o juíz Rosa explicou que, se foi dinheiro recebido por acto criminoso (prescrito), não tem obrigação de ser declarado para efeitos fiscais, pois não se enquadra nas tradicionais categorias de rendimentos colectáveis. Pelo que, sendo dinheiro com origem criminosa, não é crime não o declarar. O que tem a sua lógica, mas também nos consegue arrancar um doloroso sorriso.