O Esplendor De Portugal

A TVI já reagiu à entrevista de Ana Leal ao Sol, onde a jornalista afirma que o seu programa tem os dias contados e faz declarações polémicas, como o facto de o primeiro-ministro ter pedido à estação de Queluz de Baixo para a despedir. 

Segundo declarações do canal a vários orgãos de comunicação social, “esta entrevista foi dada sem autorização da direção de informação e as declarações da jornalista só a comprometem a ela”. “A TVI não decide criar ou acabar com programas em função de pressões externas. No que respeita a este caso concreto, o diretor Sérgio Figueiredo já recebeu muitos telefonemas por causa daquele espaço de investigação, mas nenhum deles até a data partiu do primeiro-ministro ou de quem com ele trabalha”, afirmam, negando assim as declarações de Ana Leal ao SOL.

Cinco desembargadores na teia da corrupção da Relação de Lisboa

Sexta às 9. Suspeitas de irregularidades graves na Quercus

Scream

2ª Feira

Um dia como outro qualquer quando se lêem as notícias de fim de semana. Do governante que decide com base em séries de televisão ao avençado académico do engenheiro que avalia candidatos a juízes, não esquecendo uma das eminências pardas do regime que surge em investigações internacionais de opacidades financeiras. Como qualquer bolada numa janela de sala de aula no 1º andar pela manhã, é tudo “normal”.

pastores-lo-abrao

A Praga Da Cegueira Alastra

Só os professores nada devem decidir sobre Educação, quanto mais familiares a decidirem-lhes as carreiras. Deve ser por isso que o ministro Tiago não conta para nada.

Fernando Anastácio foi o responsável pelas negociações do aumento de salário, que pode agora ultrapassar o valor auferido pelo primeiro-ministro. Mas não vê impedimento no facto de ser casado com uma juíza: “Isso não me impede de tratar assuntos de Justiça”

Kama

Não Me Espanta…

… e nada me assegura que não será ainda pior sob nova gestão. Talvez apenas com menos arrogância, porque permanecem as coutadas, apenas mudam em algumas circunstâncias extremas os couteiros e ainda menos os proprietários absentistas.

Instituto aceitou que professora suspeita avaliasse exame de Português

mosca

Insultuosas E Inadmissíveis!

É como a senhora ministra da Cultura considerava há bocado, em excerto televisivo, as declarações do comendador José Berardo que todos trataram por Joe durante décadas como se ele fosse José em Boston ou Nova York.

Ora bem… acredito que sim, embora também ache que ele foi o que esteve mais perto de nos dizer com clareza, não fosse o chato do advogado, como Portugal funciona quando e onde há dinheiro.

  • Alguém dá uma aparência de riqueza, não interessando a origem.
  • Pede dinheiro aos muitos milhões e são-lhe concedidos sem especial análise de risco, porque ele é amigo de amigos e parece ser pessoa rica.
  • Esse alguém faz o necessário para colocar os seus bem longe de qualquer hipótese de penhora, enquanto gasta de forma pródiga o dinheiro que recebeu.
  • Começa-se a perceber que está falido em termos empresariais, mas rico em termos pessoais, embora nada esteja em seu nome.
  • Ninguém questiona onde gastou o dinheiro, nem quando chega a altura de quererem recuperar os milhões. E gostaria de sublinhar o facto de ninguém, neste contexto, questionar onde sumiu o dinheiro.

Ora muito bem… depois de analisar num segundo momento a prestação do comendador José Berardo na Comissão Parlamentar Que Não Vai Servir Para Nada Nº 349, acho que ele prestou um evidente serviço público ao povo português revelando parte – rai’s parta o tal advogado – como temos sido desgovernados e como se atingiu uma situação de buraco financeiro para o qual é preciso remendos à conta do orçamento e muitas taxas e taxinhas, públicas e privadas, para por utentes e contribuintes.

José Berardo foi mais verdadeiro que muito comentador e analista do dia seguinte. Disse como as coisas são e riu-se de quem ou é ignorante ou se fez de ignorante na dita Comissão. Até porque há muito que há quem diga que as coisas são assim, que as cardonas&varas só andaram na banca para servir de facilitadores e há gestores e governantes que não passa(ra)m de elos de ligação para distribuição dos fluxos financeiros disponíveis. Sempre que ouviram falar em milhões de investimento nisto ou aquilo, provavelmente estavam a falar apenas no escoamento de fundos europeus ou activos bancários para a vida regalada de alguns.

O mais triste é que as coisas não mudaram, apenas terão mudado para uma escala menos obscena e com procedimentos menos evidentes. Mas daqui a uns 15 anos, quando todos estes casos estiverem quase esquecidos e prescritos, acabaremos por descobrir outros que…

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