Acabei De Ver O Camarada Jerónimo Na TV…

… a defender (com a “consciência tranquila”) esta proposta de lei que legaliza a aceitação de ofertas (incluindo viagens compatíveis com a natureza institucional ou com a relevância de representação própria do cargo” ou que correspondam a “ato de cortesia e urbanidade institucional” que, como sabemos, são critérios de uma objectividade extrema. Enfim, há realmente por aí muitos autarcas (são mais do que os secretários de Estado) de cores variadas a precisar de viajar, pelo que se percebe que o PCP tenha alinhado com o PS e o PSD (uma abstenção estratégica, como outras em que decide nada decidir), numa nódoa típica de fim de mandato.

Animalfarm

(esta é uma espécie de prova do algodão para perceber até que ponto os poderes locais de uns não se equiparam ao poder nacional de outros e há quem tenha chumbado em grande estilo…)

O Absoluto Despudor Como Regra

PS e PCP, com a abstenção de PSD, chegaram a acordo para legalizar a oferta de viagens por parte de entidades privadas a quem exerce cargos políticos e altos cargos públicos. Esta medida, aprovada na Comissão parlamentar para o Reforço da Transparência, surge em resposta ao caso que ficou conhecido como ‘Galpgate’ e que culminou com a demissão dos então secretários de Estado Fernando Rocha Andrade, João Vasconcelos e João Oliveira e ainda do assessor económico do primeiro-ministro, Vítor Escária, que viajaram até França a convite da Galp para assistirem aos jogos da seleção nacional de futebol no Euro 2016.

Shame

 

A Teia

O Novo Banco voltou a estar no centro das polémicas. O SOL sabe que a compra e venda de imóveis está a causar alguma tensão no mercado, principalmente numa altura em que a instituição financeira liderada por António Ramalho precisa de uma nova injeção de capital através do Fundo de Resolução, no valor de 1.149 milhões de euros, depois de ter apresentado prejuízos de 1.140 milhões de euros no ano passado.

Um dos calcanhares de Aquiles do Novo Banco é a compra do edifício da Impresa por 24,2 milhões de euros, em junho do ano passado. Esta foi a solução encontrada pelo grupo de comunicação para obter financiamento, depois de ter desistido de uma emissão obrigacionista – uma operação onde pretendia garantir até 35 milhões de euros, mas que foi retirada do mercado por falta de interesse por parte dos investidores, apesar de Francisco Pedro Balsemão ter justificado a retirada com a movimentação da Altice e da Media Capital.

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